quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Empresa de cibersegurança adverte sobre vírus similar ao Stuxnet


A empresa americana de cibersegurança Symantec advertiu sobre um novo vírus informático similar ao Stuxnet, que causou diversos danos há alguns meses, segundo uma nota publicada em seu site nesta quarta-feira (19).

O novo vírus, conhecido como "Duqu" porque cria arquivos com o prefixo do nome de arquivo "DQ", é similar ao Stuxnet e foi descoberto por um laboratório de pesquisa que alertou a Symantec no dia 14 de outubro.

Duqu, que compartilha boa parte do código fonte do Stuxnet, tem um objetivo diferente. Sua meta é reunir dados de inteligência e de bens de entidades, como os fabricantes de sistemas de controle industrial, com o objetivo de realizar com mais facilidade um ataque futuro contra um terceiro.

"Os atacantes buscam informações como documentos de design, que poderiam ajudá-los a montar um ataque no futuro em um centro de controle industrial", acrescentou.

A Symantec afirmou que o vírus tinha por objetivo "um número limitado de organizações por seus ativos específicos", sem divulgar mais detalhes.

Detectado em 2010, o Stuxnet foi projetado para atacar os sistemas informáticos de controle realizados pela gigante industrial alemã Siemens, comumente usados para administrar fornecimento de água, plataformas petroleiras, centrais elétricas e outras infraestruturas chave.

A maioria das infecções do Stuxnet foi descoberta no Irã, dando lugar a especulações de que buscava sabotar suas instalações nucleares. O vírus foi criado para reconhecer o sistema que iria atacar.

O "New York Times" informou em janeiro que os serviços de inteligência dos Estados Unidos e de Israel colaboraram com o desenvolvimento do vírus informático para sabotar os esforços do Irã para fabricar uma bomba nuclear.

Teerã sempre negou que esteja buscando desenvolver armas nucleares.

FRANCE PRESS/FOLHA

Fim do mundo deve ser na sexta-feira, diz pregador evangélico dos EUA


O fim está mais próximo do que as pessoas imaginam, já que o mundo deve acabar na sexta-feira (21), segundo as previsões do pregador evangélico americano Harold Camping, 90, citado pela mídia dos Estados Unidos nesta quarta-feira.

Anteriormente, Camping havia dito que o dia do apocalipse seria em 21 de maio deste ano, segundo um blog do jornal americano "The Washington Post".

Quando o dia acabou sem que isso se confirmasse, o religioso afirmou que o mundo todo, com exceção dos "eleitos", estaria sob julgamento divino até a data do chamado juízo final, em 21 de outubro.

Segundo o jornal, em sua mensagem mais recente divulgada no dia 2 pelo site da rádio que fundou, a Family Radio, Camping disse que o fim chegaria "provavelmente dentro de um mês, em 21 de outubro".

"Provavelmente ninguém sofrerá dor por sua rebelião contra Deus. Podemos ter cada vez mais certeza de que essas pessoas morrerão silenciosamente e isso será o fim da história", afirmou na ocasião.

De acordo com um blog da revista "Forbes", Camping diz que ele consegue prever o fim dos tempos porque tem a capacidade de interpretar evidências numerológicas na Bíblia. Antes de errar em maio de 2011, ele já havia previsto que o mundo acabaria em 21 de maio de 1988 e 6 de setembro de 1964.

FOLHA

Apple recebe mais de 1 milhão de mensagens em homenagem a Jobs


A Apple anunciou que recebeu mais de 1 milhão de mensagens em homenagem ao cofundador da empresa, Steve Jobs.

A empresa criou uma página na qual publica algumas das mensagens enviadas.


"Mais de um milhão de pessoas em todo o mundo compartilharam suas memórias, seus pensamentos e seus sentimentos sobre Steve. Uma coisa que todas elas - de amigos pessoais, colegas a donos de produtos da Apple - têm em comum é como foram tocadas pela criatividade e pela paixão de Steve", diz uma nota na página.

"Não é o fim do mundo, mas é o fim de uma era", diz uma das mensagens. "Sinto como se um amigo meu tivesse morrido", era o trecho de outra postagem.

Jobs morreu no dia 5 de outubro, de parada respiratória, em decorrência de um câncer pancreático.

FOLHA


Google+ tem dificuldade para cativar seus usuários

O Google+, rede social do gigante das buscas, pode ter 40 milhões de usuários, de acordo com anúncio feito na última sexta-feira por Larry Page, executivo-chefe da empresa. Mas, segundo dados da companhia de análise Chitika, o tráfego no site é como o trem de uma montanha-russa em fase de descida.


Como indica o infográfico acima, menos usuários têm entrado no Google+, sinal da dificuldade que a rede enfrenta para consolidar um grupo de internautas fiéis.

O serviço obteve um pico de acessos após liberar o cadastro a todos os usuários no último dia 20 - antes o ingresso na rede só era possível por convite. Mas o tráfego caiu poucos dias depois.

Há ainda outro fator que enfraquece o dado divulgado por Page: são 40 milhões de pessoas que já acessaram contas na rede. Ou seja, o número inclui usuários ativos e inativos, mesmo os que se logaram apenas uma vez e nunca mais voltaram.

A conta é diferente da utilizada por Facebook e Twitter para divulgação de usuários. As redes têm, respectivamente, 800 milhões e 100 milhões de usuários ativos.

CRÍTICA INTERNA

Além da queda de audiência, o Google+ teve de lidar com ataques de seus próprios funcionários. Steve Yegge, engenheiro da empresa, publicou uma longa mensagem em seu perfil no Google+ com duras críticas à rede social.

No texto, Yegge diz que o Google+ é "uma falha completa no entendimento do que é uma plataforma, desde os mais altos níveis hierárquicos até os trabalhadores comuns". Na comparação com o Facebook, o Google+ é classificado como um "pensamento patético e atrasado".

O engenheiro diz ainda que o Google tenta prever desejos dos internautas. Mas, segundo ele, poucas pessoas conseguiram isso. "Steve Jobs foi uma delas. Mas não temos um Jobs no Google".

O post foi apagado, e Yegge afirmou que o texto era para ser compartilhado só com seu círculo de trabalho. O Google não comentou as críticas do engenheiro.

Também na sexta, o Google anunciou em seu blog a descontinuação de cinco produtos, entre eles, o Google Buzz, investida anterior da empresa no campo das mídias sociais. A empresa afirma que estará focada no desenvolvimento do Google+.

FOLHA

Mais amigos no Facebook indica cérebro maior em algumas áreas


Os cientistas encontraram uma conexão direta entre o número de "amigos" que uma pessoa tem no Facebook e as dimensões de certas áreas do cérebro, o que aponta para a possibilidade de que o uso de redes sociais on-line altere nossos cérebros.

As quatro áreas cerebrais envolvidas têm papel crucial na memória, na resposta emocional e nas interações sociais.

Até o momento, porém, não é possível afirmar se ter mais conexões no Facebook torna certas áreas do cérebro maiores ou se algumas pessoas estão simplesmente predispostas a ter mais amigos por suas estruturas neurológicas.

"A questão que entusiasma é determinar se essas estruturas mudam ao longo do tempo, o que nos ajudará a descobrir se a internet está mudando os nossos cérebros," disse Ryota Kanai, do UCL (University College London), um dos cientistas envolvidos no estudo.

Kanai e seus colegas usaram sistemas de ressonância magnética para estudar os cérebros de 125 universitários, todos usuários ativos do site de mídia social Facebook, e cruzaram seus registros com os obtidos com um grupo de controle de 40 estudantes.

Eles descobriram que existe forte conexão entre o número de amigos que uma pessoa tem no Facebook e o volume de massa cinzenta na amídala cerebral, no sulco temporal superior direito, no giro temporal médio esquerdo e no córtex entorrinal direito. A massa cinzenta é a camada de tecido cerebral na qual ocorre o processamento mental.

A espessura da massa cinzenta na amídala cerebral também foi vinculada ao número de amigos que uma pessoa tem no mundo real, mas as três outras regiões parecem estar correlacionadas apenas às conexões on-line.

Os estudantes envolvidos tinham, em média, 300 amigos no Facebook, enquanto os mais conectados chegavam aos mil.

"As redes sociais on-line têm imensa influência, mas pouco sabemos sobre o impacto que exercem em nossos cérebros. Isso resultou em muitas especulações sem base sobre possíveis efeitos adversos da internet", disse Geraint Rees, da UCL.

"Nossa pesquisa mostra que é possível usar as modernas ferramentas da neurociência para responder perguntas importantes - a saber, quais os efeitos das redes sociais, especialmente as on-line, sobre o cérebro", acrescentou.

REUTERS/FOLHA

Astronautas fotografam aurora austral acima do mar da Tasmânia


Astronautas que atualmente se encontram na ISS (Estação Espacial Internacional) divulgaram nesta quarta-feira a foto de uma aurora austral.

O fenômeno, que é causado pela interação da poeira estelar e o campo magnético terrestre.


A região fotografada está acima do sul da Nova Zelândia e o mar da Tasmânia.

Hoje vivem três astronautas na ISS. São eles: o russo Sergei Volkov, o norte-americano Mike Fossum e o japonês Satoshi Furukawa.

FOLHA

Barco funerário viking é encontrado no Reino Unido


Arqueólogos britânicos descobriram os vestígios de um barco funerário viking nas terras altas escocesas, que, afirmam, é um dos mais importantes já encontrados no Reino Unido.

O barco usado como túmulo, com cinco metros de comprimento, continha os restos de um guerreiro de alto escalão que foi enterrado com um machado, uma espada, uma lança, um escudo e um broche de alfinete na jazida de Ardnamurchan, de mais de mil anos de antiguidade, segundo a Universidade de Manchester, uma das instituições que participam das escavações.


Também foram encontrados no túmulo, que utilizou em sua construção 200 rebites britânicos, uma faca, o que poderia ser a ponta de um chifre de bronze utilizado para beber, uma pedra para amolar norueguesa, cerâmica viking e diversas peças de ferro que não foram identificadas.

A codiretora do projeto, Hannah Cobb, professora de Arqueologia da Universidade, qualificou a descoberta de "apaixonante".

"Um barco funerário viking é uma descoberta incrível, mas, além disso, os artefatos e o estado de conservação fazem dele um dos túmulos nórdicos mais importantes já escavados no Reino Unido", acrescentou Cobb, que trabalhou durante seis anos com especialistas da Universidade de Leicester e outros arqueólogos escoceses.

Os vikings, como são conhecidos os povos germânicos navegantes e guerreiros procedentes da Escandinávia que se lançaram à conquista da Europa entre o fim do século 8º e meados do 11, utilizavam os barcos como túmulos para enterrar personalidades da época com suas posses.

Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que o barco possa datar do século 10º.

FRANCE PRESS/FOLHA

USP coloca 11 mil fotos de seres marinhos para consulta on-line


Estudiosos da vida marinha agora dispõem de um banco de dados formado por mais de 11 mil imagens de seres marinhos que pode ser acessado gratuitamente pela internet e em língua portuguesa.

site Cinfonauta, nome de uma larva, reúne imagens de pesquisas que trazem informações sobre cada um dos organismos marinhos do arquivo on-line com classificação taxonômica, estágio de vida e geolocalização, além de 270 vídeos.

Há cerca de 300 espécies brasileiras e de outras regiões do mundo - a página também pode ser consultada na versão em inglês.

O Cifonauta foi idealizado pelos biólogos Álvaro Migotto e Bruno Vellutini. Os dois trabalham no Cebimar (Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (Cebimar), que fica em São Sebastião, no litoral de São Paulo.

FOLHA

Corpo de jovem encontrado após apelo no Facebook é enterrado em São Paulo


O corpo do metalúrgico Renan Fogaça Alípio, 22, foi enterrado por volta das 17h desta quarta-feira no cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra (Grande São Paulo). Ele foi encontrado em um hospital de Diadema (também região metropolitana) na última segunda-feira (17), após apelo da família na rede social Facebook.

Renan havia desaparecido no sábado (15), após sair de casa, no bairro de Pedreira (zona sul de São Paulo). De acordo com a família, ele estava em seu carro - Ford Fiesta Hatch - quando foi abordado por criminosos, que o obrigaram a fazer três saques em caixas eletrônicos da região. Pouco depois, ele foi baleado na cabeça.

O metalúrgico foi encontrado no Morro do Macaco, na divisa entre São Paulo e Diadema, ainda no sábado. Como estava sem documentos, foi encaminhado para o hospital como indigente.

A polícia diz acreditar que o crime tenha ocorrido por vingança. As causas, no entanto, serão investigadas.

FOLHA

Banco Central reduz a taxa básica de juros para 11,5% ao ano


O Banco Central anunciou a redução de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic), que passou de 12% para 11,5% ao ano. O anúncio foi feito pelo Copom (Comitê de Política Monetária) na noite desta quarta-feira (19).

De olho no crescimento da economia no ano que vem, o BC decidiu manter a trajetória de queda dos juros - referência para os bancos fixarem o custo dos empréstimos para as empresas e as pessoas físicas no país.

Depois de surpreender o mercado financeiro na última reunião do Copom, em agosto, a decisão dos diretores do Banco Central ficou dentro do esperado.

Apesar de boa parte dos analistas ainda discordar do diagnóstico do BC para a inflação no ano que vem, a expectativa era de nova queda nos juros. Sobretudo depois dos alertas feitos pelo próprio presidente da instituição, Alexandre Tombini, de que cortes moderados na taxa Selic são "consistentes com a convergência da inflação para a meta de 2012".

Diante da expectativa do BC de um queda mais brusca no crescimento mundial, com reflexo no nível de atividade no Brasil, chegou-se a especular que a magnitude do corte poderia ser maior, chegando a um ponto percentual.


Não foi o que ocorreu.

A decisão do Copom, anunciada há pouco, sinaliza que o cenário com o qual os diretores trabalhavam no final de agosto não mudou muito. Ao contrário, apenas se confirmou. Por isso, a manutenção do ritmo de queda nos juros.

Dentro do governo, a avaliação é que, a partir de agora, a diferença entre as projeções feitas pelos analistas de mercado para inflação no ano que vem e as oficiais deverão começar a reduzir.

Enquanto a meta fixada para o IPCA (índice de preços referência para o governo) em 2012 é de 4,5%, o BC já trabalha com 4,7% e o mercado com 5,61%. A meta oficial tem um intervalo de variação de dois pontos percentuais, o que significa que o BC tem que calibrar a taxa de juros para garantir que a inflação alcance, no máximo, de 6,5% no ano que vem.

Para o governo, apesar de o mercado continuar reavaliando semanalmente suas estimativas de inflação para 2012 para cima, o ritmo de alta está perdendo fôlego. À medida que os desdobramentos da crise financeira internacional se traduzirem em menos crescimento econômico no mundo, acredita-se que as projeções deverão se aproximar ainda mais dos números oficiais.

Para o BC, as diferenças de projeções são naturais diante de um "cenário novo e complexo" como o vivido no mundo desde o final de 2008.

Enquanto o BC acredita que o mundo viverá um período prolongado de baixo crescimento, o que contribuirá para reduzir a inflação nas principais economias, incluindo o Brasil, economistas defendem que a desaceleração no nível de atividade no Brasil será mais forte no segundo semestre deste ano.

Em 2012, a pressão por reajustes deverá continuar, impulsionada pelos reajustes reais de salários obtidos este ano e pela demanda ainda aquecida.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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