segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Obras na usina de Santo Antônio são retomadas após tumulto

Os trabalhadores da obra da hidrelétrica de Santo Antônio (RO) voltaram ao trabalho nesta segunda-feira, segundo informações do consórcio construtor de Santo Antônio, liderado pela Odebrecht.

As obras tinham sido paralisadas na semana passada devido a um tumulto entre os trabalhadores da obra, iniciado na madrugada de sexta-feira. Um ônibus chegou a ser queimado.

O consórcio construtor não sabia informar, de imediato, quais as reivindicações dos trabalhadores teriam sido atendidas para que eles retomassem o trabalho.

As obras das hidrelétricas do Rio Madeira também já chegaram a ser paralisadas em março deste ano, depois que uma rebelião de trabalhadores foi iniciada na usina hidrelétrica Jirau, também no rio Madeira. Na ocasião, o canteiro de Santo Antônio também parou para evitar que o problema de Jirau se alastrasse.

A usina de Santo Antônio terá capacidade para gerar 3.150 megawatts e tem previsão para entrar em operação em dezembro deste ano.

Na semana passada, a hidrelétrica de Belo Monte (PA) também paralisou as obras, depois que canteiro foi invadido por manifestantes contrários ao projeto. Os trabalhos foram retomados na sexta-feira, depois que a Justiça do Pará ordenou a desocupação da área da obra.

A usina Santo Antônio é operada pela empresa Santo Antônio Energia, na qual a Cemig e Furnas, do grupo Eletrobras, têm participação, além de outras companhias.

REUTERS/FOLHA

Clientes reclamam que internet banking do Itaú está fora do ar

Clientes do banco Itaú estão reclamando nas redes sociais que o serviço de internet banking não está funcionando corretamente. No Twitter, há diversas menções ao problema.

Usuários dizem que o internet banking do banco está apresentando problemas há mais de duas horas. Alguns clientes dizem que o serviço está fora do ar o dia inteiro.

Segundo relatos, não dá para pagar contas, fazer depósitos e transferir valores.

A usuária @mgmyself postou no Twitter: "A internet voltou a tempo de pagar 354 trilhões de impostos, mas o site do Itaú não funciona. Não é uma glória?".

Já o cliente @fabiowaj diz que "Toda a plataforma Web do Itau esta fora do ar? Justo hj ultimo dia do mes?? Assim fica facil, facil!!!".

ATAQUE HACKER

Algumas pessoas chegaram a cogitar a hipótese de um ataque hacker ao site. O usuário @marcelohk escreveu que o "Itaú esta sendo atacado virtualmente só posso dizer isso", para na sequência responder: "ta com cara pelo roteamento que o site faz".

Procurado pela Folha, o Itaú ainda não se posicionou sobre o problema.

No Twitter, a conta oficial do banco, @itau, não respondeu a nenhum dos usuários que reclamou do serviço na rede.

FOLHA

Juventude sequestrada

Carlos Alberto Di Franco, doutor em Comunicação, é professor de Ética e diretor do Master em Jornalismo
O crescimento dos casos de aids, o aumento da violência e a escalada das drogas castigam a juventude na velha Europa. A crise econômica, dramática e visível a olho nu, exacerba o clima de desesperança. Para muitos jovens os anos da adolescência serão os mais perigosos da vida deles.
Desemprego, gravidez precoce, aborto, doenças sexualmente transmissíveis, aids e drogas compõem a trágica equação que ameaça destruir o sonho juvenil e escancarar as portas para uma explosão de violência. A juventude não foi preparada para a adversidade. E a delinquência é, frequentemente, a manifestação visível da frustração.
A situação é reflexo de uma cachoeira de equívocos e de uma montanha de omissões. O novo perfil da delinquência é o resultado acabado da crise da família, da educação permissiva e do bombardeio de setores do mundo do entretenimento que se empenham em apagar qualquer vestígio de valores.
Tudo isso, obviamente, agravado e exacerbado pela crise econômica e pela ausência de expectativas.
Os pais da geração transgressora têm grande parte da culpa. Choram os desvios que cresceram no terreno fertilizado pela omissão. O delito não é apenas reflexo da falência da autoridade familiar. É, muitas vezes, um grito de revolta e carência. A pobreza material agride o corpo, mas a falta de amor castiga a alma. Os adolescentes necessitam de pais morais, e não de pais materiais.
Reféns da cultura da autorrealização, alguns pais não suportam ser incomodados pelas necessidades dos filhos. O vazio afetivo - imaginam, na insanidade do seu egoísmo - pode ser preenchido com carros, boas mesadas e um celular para casos de emergência. Acuados pela desenvoltura antissocial dos seus filhos, recorrem ao salva-vidas da psicoterapia. E é aí que a coisa pode complicar. Como dizia Otto Lara Rezende, com ironia e certa dose de injusta generalização, "a psicanálise é a maneira mais rápida e objetiva de ensinar a odiar o pai, a mãe e os melhores amigos". Na verdade, a demissão do exercício da paternidade está na raiz do problema.
Se a crescente falange de adolescentes criminosos deixa algo claro, é o fato de que cada vez mais pais não conhecem os próprios filhos. Não é difícil imaginar em que ambiente afetivo se desenvolvem os integrantes das gangues juvenis. As análises dos especialistas em políticas públicas esgrimem inúmeros argumentos politicamente corretos. Fala-se de tudo, menos da crise da família. Mas o nó está aí. Se não tivermos a firmeza de desatá-lo, assistiremos, acovardados e paralisados, a uma espiral de violência sem precedentes. É uma questão de tempo. Infelizmente.
Certas teorias no campo da educação, cultivadas em escolas que fizeram uma opção preferencial pela permissividade, também estão apresentando um amargo resultado. Uma legião de desajustados, que cresceu à sombra do dogma da educação não traumatizante, está mostrando a sua face criminosa.
Ao traçar o perfil de alguns desvios da sociedade norte-americana, o sociólogo Christopher Lasch - autor do livro A Rebelião das Elites - sublinha as dramáticas consequências que estão ocultas sob a aparência da tolerância: "Gastamos a maior parte da nossa energia no combate à vergonha e à culpa, pretendendo que as pessoas se sentissem bem consigo mesmas".
O saldo é uma geração desorientada e vazia. A despersonalização da culpa e a certeza da impunidade têm gerado uma onda de superpredadores.
O inchaço do ego e o emagrecimento da solidariedade estão na origem de inúmeras patologias. A forja do caráter, compatível com o clima de verdadeira liberdade, começa a ganhar contornos de solução válida. Pena que tenhamos de pagar um preço tão alto para redescobrir o óbvio.
O pragmatismo e a irresponsabilidade de alguns setores do mundo do entretenimento estão na outra ponta do problema. A era do mundo do espetáculo, rigorosamente medida pelas oscilações do Ibope, tem na violência uma de suas alavancas. A transgressão passou a ser a diversão mais rotineira de todas. A valorização do sucesso sem limites éticos, a apresentação de desvios comportamentais num clima de normalidade e a consagração da impunidade têm colaborado para o aparecimento de mauricinhos do crime. Apoiados numa manipulação do conceito de liberdade artística e de expressão, alguns programas de TV crescem à sombra da exploração das paixões humanas. Ao subestimar a influência perniciosa da violência ficcional, levam adolescentes ao delírio em shows de auditório que promovem uma grotesca sucessão de quadros desumanizadores e humilhantes. A guerra pela conquista de mercados passa por cima de quaisquer balizas éticas. Nos Estados Unidos, por exemplo, o marketing do entretenimento com conteúdo violento está apontando as baterias na direção do público infantil.
A onipresença de uma televisão pouco responsável e a transformação da internet num descontrolado espaço para a manifestação de atividades criminosas (a pedofilia, o racismo e a oferta de drogas, frequentemente presentes na clandestinidade de alguns sites, desconhecem fronteiras, ironizam legislações e ameaçam o Estado Democrático de Direito) estão na origem de inúmeros comportamentos patológicos.
É preciso ir às causas profundas da delinquência. Ou encaramos tudo isso com coragem ou seremos tragados por uma onda de violência jamais vista. O resultado final da pedagogia da concessão, da desestruturação familiar e da crise da autoridade está apresentando consequências dramáticas na Europa. Escarmentemos em cabeça alheia. Chegou para todos a hora de falar claro. É preciso pôr o dedo na chaga e identificar a relação que existe entre o medo de punir e os seus efeitos antissociais.
ESTADÃO

Globo vai processar "invasores"

A Globo já está tomando medidas legais contra o grupo Merd TV, responsável por atrapalhar e realizar uma série de invasões de links ao vivo da emissora nas últimas semanas.

Na tarde dessa segunda-feira (31), dois rapazes desse grupo empurraram a repórter Monalisa Perrone durante um link ao vivo, na porta do Hospital Sírio Libânes, para o "Jornal Hoje" (Globo).

Além do susto, Monalisa quase caiu no chão com a "brincadeira".

A Globo diz que esse tipo de invasão em suas passagens ao vivo é realizada por pessoas cujo propósito é aparecer. Só que desta vez, como houve agressão, a emissora vai tomar medidas legais, processando os autores da "invasão".

A emissora também vai enviar seguranças para acompanhar algumas equipes nos principais links ao vivo de seus telejornais.

FOLHA

Grupo atrapalha entradas ao vivo de repórteres da Globo

Um grupo intitulado Merd TV é responsável por atrapalhar e realizar série de invasões de links ao vivo, nas últimas semanas.
Quase todas as emissoras já foram vítimas nos últimos meses, mas o grupo tem preferência pela Globo. Os Merds se aproveitaram da internação do ex-presidente Lula para recrudescer a tática "queremos aparecer custe o que custar". Desde sábado já foram ao menos três "ataques" à Globo.
No sábado, o repórter José Roberto Burnier fazia uma passagem quando alguém gritou "Cala a boca, Globo", seguido do nome do grupo. Assista:
Nesta segunda, a vítima foi a jornalista Monalisa Perrone, que foi empurrada por uma "turba" simulada, enquanto falava ao vivo da porta do Sírio-Libanês, onde Lula se internou para iniciar o tratamento contra o câncer. Veja o vídeo:
De forma elegante, Monalisa pediu desculpas ao telespectador pelo que considerou fato inusitado. "Em 20 anos de profissão isso nunca me aconteceu", desculpou-se, recebendo apoio da âncora Sandra Annenberg, no estúdio, e do próprio colega Burnier, que presenciou a cena com a colega.
Em março, esse grupo já havia feito "bullying" em link da Globo, que cobria a internação do ex-vice José Alencar
Além do grupo organizado, a Globo já foi vítima de outros "malucos" no passado, como Rodolfo Gouveia Lima, o profissional de telemarketing que se intitulou "Palhaço do circo Isabella".
Em comunicado, a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) disse repudiar as ações da Merd TV.
"Jamais, em tempo algum, ato de agressão física é aceito por qualquer motivo que seja. Debates e diferenças de ideias devem ser mostradas em discussões civilazadas e com o mínimo de dignidade"
Leia a íntegra do comunicado:
"A ABI, estarrecida com o ato de vandalismo contra a jornalista Monalisa Perrone durante sua participação ao vivo no Jornal Hoje, vem prestar solidariedade à jornalista e à direção de jornalismo da Globo, num momento tão delicado onde vândalos agridem a liberdade de imprensa e o trabalho do jornalista.
Jamais, em tempo algum, ato de agressão física é aceito por qualquer motivo que seja. Debates e diferenças de ideias devem ser mostradas em discussões civilazadas e com o mínimo de dignidade.
O ato de agredir publicamente um jornalista no desempenho de sua profissão e no desempenho da informação livre ao povo é o mais baixo de todos os atos, que deve ser punido como tortura contra a pessoa, que foi o que realmente aconteceu, além de ameaça direta e pública contra o povo livre.
A ABI já viveu momentos de defesa da liberdade de imprensa contra as torturas e ameaças de violência contra a liberdade de ideias nos momentos mais triste do Brasil.
Exatamente por isto não podemos deixar de passar este momento de agressão à mídia e à imprensa semp prestarmos solidariedade à Rede Globo e repulsa a todos aqueles que agridem moral e fisicamente a liberdade".
FOLHA

Fim do mundo maia é um erro de interpretação, diz arqueólogo

O prognóstico maia do fim do mundo foi um erro histórico de interpretação, segundo revela o conteúdo da exposição "A Sociedade e o Tempo Maia" inaugurada recentemente no Museu do Ouro de Bogotá.

O arqueólogo do Inah (Instituto Nacional de Antropologia e História do México) e um dos curadores da mostra, Orlando Casares, explicou à Agência Efe que a base da medição do tempo desta antiga cultura era a observação dos astros.

Eles se inspiravam, por exemplo, nos movimentos cíclicos do Sol, da Lua e de Vênus, e assim mediam suas eras, que tinham um princípio e um final.

"Para os maias não existia a concepção do fim do mundo, por sua visão cíclica", explicou Casares, que esclareceu: "A era conta com 5.125 dias, quando esta acaba, começa outra nova, o que não significa que irão acontecer catástrofes; só os fatos cotidianos, que podem ser bons ou maus, voltam a se repetir".

Para não deixar dúvidas, a exposição do Museu do Ouro explica o elaborado sistema de medição temporal desta civilização.

"Um ano dos maias se dividia em duas partes: um calendário chamado 'Haab' que falava das atividades cotidianas, agricultura, práticas cerimoniais e domésticas, de 365 dias; e outro menor, o 'Tzolkin', de 260 dias, que regia a vida ritualística", acrescentou Casares.

A mistura de ambos os calendários permitia que os cidadãos se organizassem. Desta forma, por exemplo, o agricultor podia semear, mas sabia que tinha que preparar outras festividades de suas deidades, ou seja, "não podiam separar o religioso do cotidiano".

Ambos os calendários formavam a Roda Calendárica, cujo ciclo era de 52 anos, ou seja, o tempo que os dois demoravam a coincidir no mesmo dia.

Para calcular períodos maiores utilizavam a Conta Longa, dividida em várias unidades de tempo, das quais a mais importante é o "baktun" (período de 144 mil dias); na maioria das cidades, 13 "baktunes" constituíam uma era e, segundo seus cálculos, em 22 de dezembro de 2012 termina a presente.

Com esta explicação querem demonstrar que o rebuliço espalhado pelo mundo sobre a previsão dos maias não está baseado em descobertas arqueológicas, mas em erros, "propositais ou não", de interpretação dos objetos achados desta civilização.

De fato, uma das peças-chave da mostra é o hieróglifo 6 de Tortuguero, que faz referência ao fim da quinta era, a atual, neste dezembro, a qual se refere à vinda de Bolon Yocte (deidade maia), mas a imagem está deteriorada e não se sabe com que intenção.

A mostra exibida em Bogotá apresenta 96 peças vindas do Museu Regional Palácio Cantão de Mérida (México), onde se pode ver, além de calendários, vestimentas cerimoniais, animais do zodíaco e explicações sobre a escritura.

Para a diretora do Museu do Ouro de Bogotá, Maria Alicia Uribe, a exibição sobre a civilização maia serve para comparar e aprender sobre a vida pré-colombiana no continente.

"Interessa-nos de alguma maneira comparar nosso passado com o de outras regiões do mundo", ressaltou Maria sobre esta importante coleção de arte e documentário.

A exposição estará aberta ao público até 12 de fevereiro de 2012, para depois deve ser transferida para a cidade de Medellín.

EFE/FOLHA

Economia espanhola se estagna no terceiro trimestre

A economia espanhola se estagnou no terceiro trimestre deste ano com uma taxa de variação trimestral nula, segundo boletim publicado pela autoridade monetária Banco da Espanha nesta segunda-feira. O aumento anual foi de 0,7%.

O comunicado, citado pelo jornal espanhol "El País" diz que o padrão de enfraquecimento na primeira parte de 2011 "teria continuado nos meses do meio do ano, em um ambiente marcado pelo aprofundamento da crise da dívida soberana da zona do euro".

O órgão afirmou que o consumo interno experimentou um novo retrocesso nos três meses medidos, com queda de 0,8 ponto percentual em relação ao período de abril a junho, o que seria uma resposta à contenção de gastos prevista nos planos de ajuste contra o deficit nacional.

A desaceleração, que se mostra mais aguda com a estagnação do terceiro trimestre, foi a primeira queda no ano de crescimento do ano expressa desde a recessão, que terminou no início de 2010.

FOLHA

Com nova medida, comprar dólares na Argentina fica mais difícil

A partir desta segunda-feira, será mais difícil comprar dólares na Argentina. Toda operação de câmbio terá que ser autorizada pela Afip (a Receita Federal argentina), que determinará se a pessoa ou empresa tem recursos suficientes para adquirir a moeda americana.

Segundo o governo, a medida, anunciada menos de uma semana depois da reeleição da presidente Cristina Kirchner, serve para combater a evasão fiscal. Economistas da área privada, porém, dizem que o governo está querendo conter a fuga de capitais.

"Nos últimos 51 meses, quase US$ 70 bilhões saíram do sistema financeiro local", disse o economista Carlos Melconian. "A fuga de capitais se acentuou nos últimos meses, apesar de todos saberem que Cristina Kirchner seria reeleita com mais de 50% dos votos".

Há décadas, os argentinos poupam em dólares - muitos deles, guardados em casa. O hábito se mantém, apesar da crise nos Estados Unidos e do enfraquecimento do dólar. Os economistas temem que o maior controle do câmbio abra a porta para um dólar paralelo.

AGÊNCIA BRASIL/FOLHA

Irmã de Steve Jobs escreve artigo emocionante sobre o irmão

A romancista Mona Simpson saudou seu irmão, Steve Jobs, como uma alma amorosa, em um comovente artigo publicado no domingo (30) no jornal "The New York Times".

Simpson, que conheceu Jobs quando os dois tinham mais de 20 anos, destacou a importância que o amor tinha para seu irmão.

"Ele era como uma menina pelo tempo que passava falando sobre o amor", afirmou a escritora, filha da mãe biológica de Jobs, que o deu em adoção ao nascer e não contou à filha sobre ele.

"O amor era para ele sua virtude suprema, seu deus entre os deuses", afirmou Simpson.

Mona leu o mesmo texto em 16 de outubro, durante uma cerimônia em que celebridades de pesos pesados do Vale do Silício se reuniram privadamente para prestar homenagem ao fundador da Apple na Universidade Stanford.

FRANCE PRESS/FOLHA

Ameaçado por milícias, deputado estadual do Rio de Janeiro vai deixar o país

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) pedirá licença da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e deixará o país. Em um mês, o parlamentar recebeu sete denúncias de que grupos de milicianos planejam a sua morte.

Marcelo Freixo presidiu, em 2008, a CPI das Milícias, que indiciou 225 pessoas, entre policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários. Os relatórios produzidos pela CPI auxiliaram as polícias Civil e Federal em investigações que levaram boa parte destes indiciados para a prisão.

O deputado pretende deixar o Brasil amanhã, em companhia da família, a convite da Anistia Internacional. O país e o período de permanência no exterior são mantidos em sigilo.

Segundo Freixo, as ameaças não devem ser encaradas como um problema pessoal, mas sim como de toda a sociedade. Ele lembrou do assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta por policiais militares integrantes de milícias que atuam no Grande Rio, em agosto deste ano.

"Esse é um problema de todo o Rio de Janeiro. Aliás, é um problema nacional. Até que ponto nossas autoridades vão continuar empurrando com a barriga. Ou a gente enfrenta e faz agora esse dever de casa contra as milícias ou, como mataram uma juíza, vão matar um deputado, promotores, jornalistas. E, se esses grupos criminosos são capazes de matar uma juíza e ameaçar um deputado, o que eles não fazem com a população que vive na área em que eles dominam", disse.

De acordo com o deputado, apesar das dezenas de prisões feitas depois da CPI das Milícias, esses grupos criminosos estão cada vez mais fortes e dominam várias comunidades do estado, onde extorquem dinheiro de moradores e de comerciantes e controlam atividades como transporte alternativo, venda de gás e de ligações clandestinas de TV a cabo.

AGÊNCIA BRASIL/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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