quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Estátua de 400 kg desaparece de casarão na zona sul do Rio de Janeiro

Uma estátua de ferro de 400 kg desapareceu misteriosamente de um casarão na Glória, na zona sul do Rio, na madrugada desta quarta-feira. Ao perceber o sumiço os moradores do bairro chamaram a polícia.

A obra enfeitava a entrada do asilo São Cornélio, construção de 1868 tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e de propriedade da Santa Casa de Misericórdia. Atualmente, o casarão estava alugado para uma empresa particular, responsável por sua manutenção.

"O furto da estátua é muito curioso. Ela é 100% de ferro, tem apenas valor artístico. Não serve nem para derreter", explica o assessor do Iphan, Chico Cereto. "Isso deve ter sido furtado para embelezar a casa de campo de alguém que passou e viu o local abandonado".

O caso está a cargo do delegado Fábio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal do Rio. Para ele, além do sumiço da estátua é preciso investigar as condições de conservação do asilo. "Encontramos um quadro desolador. Parte do telhado está destruída, há infiltrações nas paredes [...]. O casarão está muito deteriorado".

Segundo o Iphan, a responsabilidade pela manutenção das obras tombadas é do proprietário. O órgão divulgou fotos da estátua para evitar que possíveis compradores adquiram uma obra roubada.

A assessoria da Santa Casa alegou que a manutenção deveria ser feita pela empresa que aluga o imóvel. A Folha não conseguiu falar com os inquilinos do São Cornélio.

FOLHA

376 mil universitários devem fazer prova do Enade no domingo

No próximo domingo (6), 376 mil universitários de 8.800 cursos superiores devem participar do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). A prova é um dos principais componentes dos indicadores utilizados pelo MEC (Ministério da Educação) para avaliar a qualidade dos cursos superiores.

O exame é aplicado pelo Inep (instituto ligado ao MEC) e a participação dos alunos selecionados é obrigatória. Quem faltar à prova fica impedido de colar grau e, consequentemente, obter o diploma de conclusão do curso.

A partir deste ano, apenas os alunos concluintes farão a prova. Antes, os calouros também tinham que participar, mas a avaliação de ingressantes foi substituída pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que é aplicado aos alunos no fim do ensino médio.

Este ano participam do Enade alunos dos cursos de arquitetura e urbanismo, engenharia, biologia, ciências sociais, computação, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, química, pedagogia, educação física, artes visuais e música. Também serão avaliados estudantes de cursos superiores de tecnologia em alimentos, construção de edifícios, automação industrial, gestão da produção industrial, manutenção industrial, processos químicos, fabricação mecânica, análise e desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e saneamento ambiental.

As provas começam às 13h (horário de Brasília) e serão aplicadas em 1.365 municípios. O aluno pode consultar o local de prova na página do Inep na internet. Também é obrigatório o preenchimento do questionário do estudante utilizado para colher informações sobre o perfil socioeconômico do aluno e das condições da oferta de ensino pelas instituições. Para preencher esse questionário, o inscrito deve acessar a página do Enade na internet.

FOLHA

Brasileiro é detido em Genebra com 750 diamantes escondidos no corpo

Um negociante brasileiro de pedras preciosas foi detido em Genebra na quarta-feira com centenas diamantes escondidos, segundo a alfândega da Suíça.

O homem, cujo comportamento foi considerado estranho, foi detido na quarta-feira (2) pelos agentes da alfândega na estação de trem de Genebra-Cornavin, aonde tinha acabado de chegar de Paris.

Os agentes revistaram o brasileiro e encontraram os diamantes escondidos em pequenas bolsas fixadas com tornozeleiras as suas pernas.

A alfândega encontrou quatro pérolas de 23 quilates, 750 diamantes brancos, além de várias peças de joalheria com valor estimado em aproximadamente U$ 70 mil.

O homem havia feito suas compras na Bélgica e queria voltar ao Brasil passando pela Suíça.

O negociante retornou ao Brasil na quarta-feira à noite, mas teve que pagar antes uma multa no valor de US$ 5.600 e uma fiança no mesmo valor.

FRANCE PRESS/FOLHA

Um ataque ao Irã seria desastroso

"Um primeiro-ministro britânico alguma vez recusaria um pedido feito por um presidente americano de unir-se à América em uma operação militar controversa?" Essa era a resposta, retórica e irrespondível, na opinião deles, dada pelos mandarins de Whitehall sempre que lhes era perguntado por que Tony Blair concordou em invadir o Iraque. Não era questão de a invasão ser errada ou certa; a questão era que o ocupante de 10 Downing Street simplesmente não recusaria um pedido desse tipo formulado pela Casa Branca.

Para os EUA, o Reino Unido podia oferecer não apenas apoio político e "moral", mas também um trunfo físico de peso: a base de Diego Garcia, convenientemente situada para os caças americanos no território britânico do mesmo nome, no Oceano Índico.

É isso o que está preocupando seriamente o governo britânico: um temor crescente de que Barack Obama tenha dificuldade em se opor à pressão crescente por uma ação militar contra as instalações nucleares do Irã nos próximos 12 meses. Os comandantes militares britânicos podem ser beligerantes, eternamente otimistas e ansiosos por agradar a seus senhores políticos. Mas eles também são pragmáticos e têm plena consciência do potencial para fracasso e também das consequências catastróficas que tal ação militar pode provocar. E seria difícil alguém defender a legalidade de tais ataques preventivos.

Em meio a tanta morte e destruição, qual seria o resultado final e quais seriam as batalhas ao longo do caminho? Comandantes militares dos EUA e Reino Unido vêm avisando há alguns anos sobre os desastres que se seguiriam a ataques com mísseis contra o Irã.

As forças iranianas podem não ser muito poderosas, mas, com a ajuda do Hamas e do Hizbollah, poderiam semear o caos. As tropas britânicas e americanas no Afeganistão seriam expostas a perigo ainda maior do que estão agora; suas bases no Golfo, especialmente em Qatar e no Bahrein, seriam alvos fáceis. O Estreito de Ormuz, entrada do Golfo e canal pelo qual é transportado mais de 50% do petróleo do mundo, seria fechado. O que se ergueria das cinzas?

Para alguns, vale a pena pagar esse preço para impedir o Irã de adquirir armas nucleares. A sugestão é que neste momento existe uma "janela" que possibilitaria que Israel atacasse os sítios nucleares iranianos sozinho. 

No próximo ano, a "janela" ficaria aberta para os EUA (e o Reino Unido), antes de as armas nucleares do Irã alcançarem o ponto sem retorno.

Esse raciocínio, se é que pode-se chamá-lo assim, é o de um tolo perigoso. Quão esmagado e devastado teria que estar o Irã para que não fosse mais capaz de reiniciar um programa nuclear, mesmo que fosse apenas um programa envolvendo material físsil como arma para terroristas?


Israel está desenvolvendo seu arsenal rapidamente, dotando-se de uma "tríade" nuclear - ou seja, armas que poderiam ser transportadas por terra, por ar ou por submarinos.

Isso está ótimo e é compreensível, porque Israel não é o Irã - instável, imprevisível, governado por um presidente, Mahmoud Ahmadinejad, que quer semear o caos em todo o Oriente Médio. É o que reza o argumento.


Para que ameaçar, ou até mesmo ameaçar atacar, um país cujos líderes estão mais preocupados, e cada vez mais preocupados, com o estado da economia e a dissensão interna que com qualquer ameaça percebida de Israel? O Irã é uma sociedade muito mais sofisticada e dividida que o retrato geralmente pintado no Ocidente.

Um ataque contra o Irã frearia e inverteria as iniciativas de reforma. A primavera árabe se tornaria um inverno árabe, com consequências desastrosas para os interesses americanos e europeus, além das sociedades árabes, incluindo a Arábia Saudita. As opções alternativas são muitas - continuar a aplicar sanções econômicas, uma política de incentivos e castigos, mas com ênfase muito maior sobre o incentivo. É muito mais difícil resistir a abraços que a ataques.

É essencial nos engajarmos com o Irã, mesmo que Teerã continue a parecer determinada a possuir armas nucleares ou a capacidade de produzi-las - "a arte, mas não o artigo". Afinal, foi pelo status, e não a praticidade militar, que Blair conservou o sistema de mísseis nucleares Trident para o Reino Unido, segundo sua autobiografia.

Se a pressão continuar a crescer, só podemos esperar que restem vozes influentes em número suficiente no governo britânico e em Washington para dizerem "não!" ao primeiro-ministro e ao presidente.

THE GUARDIAN/FOLHA

Ministro grego das Finanças anuncia que não haverá referendo

O ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, anunciou nesta quinta-feira, em nome do governo, que não será realizado um referendo sobre o resgate financeiro do país, como o primeiro-ministro, George Papandreou, havia anunciado na segunda-feira.

"O governo anuncia de forma oficial que não haverá um referendo", disse Venizelos em discurso para parlamentares transmitido pela rede estatal de televisão.

Mais cedo, em discurso ao Parlamento em Atenas, o primeiro-ministro George Papandreou afirmou que uma eventual rejeição do plano de resgate europeu significaria a saída da Grécia da zona do euro, mas ressaltou a importância de consultar a população sobre medidas de austeridades.

"A única forma de continuar na zona do euro é aderindo aos termos do acordo de resgate da semana passada", afirmou o premiê. "Nossa posição no bloco é que está em jogo".

Apesar disso, ressaltou que a Grécia já deu muitos passos em direção à superação da crise, "fechando os ouvidos para a especulação para evitar uma declaração de falência".

O premiê defendeu o anúncio que havia feito de que seria realizado um referendo sobre o plano de resgate europeu à Grécia, reforçando a importância de consultar a população.

"Não podemos ter decisões feitas pelos mercados e não pelas pessoas", afirmou "Queremos ver se como país estamos dispostos a implementar as mudanças necessárias que são na verdade benéficas".

Segundo ele, o principal objetivo ao propor o referendo era permitir uma "decisão clara do povo grego", ressaltando confiar na "sabedoria e maturidade" da população acima de uma "instituição política".


Papandreou disse que respondeu aos aliados europeus que, caso chegassem a um acordo político sobre o pacote de resgate, não haveria necessidade para outras soluções, afirmando que realizar eleições antecipadas neste momento seria uma "catástrofe" e traria de volta o risco de falência.

O governo do primeiro-ministro perdeu nesta quinta-feira a maioria absoluta no Parlamento para enfrentar a moção de confiança que será votada na sexta, depois de duas deputadas socialistas anunciarem fim do apoio ao Executivo. Com as novas deserções, o partido governista Pasok fica com 150 das 300 cadeiras.

"Agora, o país está sem liderança", afirmou Yiannis Mihelakis, porta-voz do partido de oposição conservador Nova Democracia.

ENTENDA

O anúncio do premiê grego de que vai submeter o pacote de resgate a um referendo popular ameaçou intensificar a crise da zona do euro, gerou críticas de líderes europeus, derrubou as principais bolsas e levou a oposição pedir a saída de Papandreou.

A Grécia criou na quarta-feira uma comissão para preparar a consulta à população, segundo anunciou o ministro do Interior, Haris Kastanidis.

"Este anúncio pegou a Europa inteira de surpresa", disse Sarkozy. "O plano é a única maneira de resolver o problema da dívida da Grécia".

O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, enfatizou que as negociações sobre o plano europeu para salvar a Grécia da falência não podem ser reabertas. "O programa integral que acordamos na semana passada não pode ser colocado novamente sobre a mesa", afirmou.

Os líderes da zona do euro concordaram na semana passada em conceder a Atenas um segundo pacote bilionário e um corte de 50% em sua dívida. Em contrapartida, a Grécia deve se comprometer em continuar com uma política de cortes de gastos como privatizações, redução de empregos públicos e cortes salariais.

Papandreou disse que precisava de maior apoio político para as medidas fiscais e as reformas estruturais exigidas pelos credores internacionais. "A vontade do povo grego será imposta", disse o premiê ante o grupo de parlamentares socialistas, ao anunciar que submeteria o pacote a um referendo popular.

FOLHA

Japonesa Kirin fecha acordo e fica com 100% da Schincariol

A japonesa Kirin fechou a compra da totalidade das ações da Schincariol. Desde que adquiriu o controle (50,45%) da cervejaria brasileira, por R$ 3,95 bilhões, em agosto, a Kirin se viu envolvida em uma disputa com os sócios minoritários, detentores do restante das ações.

A contenda foi parar nos tribunais, mas ontem as partes chegaram a um acordo sobre valores. Os irmãos Gilberto, José Augusto e Daniela pleiteavam o mesmo valor pago aos majoritários, mas acabaram vendendo 49,55% das ações por R$ 2,3 bilhões.

As negociações da Kirin com os minoritários se intensificaram depois que os três irmãos foram derrotados na Justiça em sua tentativa de impedir a venda do controle, no início de outubro.

Eles haviam conseguido congelar a venda por meio de uma liminar concedida pela 1ª Vara Cível de Itu, interior de São Paulo e sede da companhia, três dias depois de o negócio ter sido anunciado.

O argumento era que uma cláusula do acordo de acionistas lhes dava direito de preferência para adquirir o controle da empresa. A decisão que derrubou a liminar deixou pouca margem para novos recursos.

Com a derrota na Justiça, os advogados dos minoritários, o escritório Teixeira e Martins, tentaram retardar a aprovação do negócio no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), via medidas burocráticas, como pedido de vistas ao processo.

Com o acordo, os minoritários se comprometem a retirar toda e qualquer ação que atrapalhe a concreti- zação do negócio.

Com faturamento bruto de R$ 6 bilhões no ano passado, o grupo Schincariol perdeu recentemente o posto de vice-líder do mercado para a cervejaria Petrópolis.

A empresa tem 13 fábricas espalhadas pelo país e uma ampla rede de distribuição, ativos que mais atraíram os japoneses.

A empresa é dona das marcas de cerveja Nova Schin, Devassa, Baden Baden, entre outras, além de linhas de água, suco e refrigerante.

Havia tempos que os então sócios majoritários Adriano e Alexandre tentavam vender suas participações.

Chegaram a negociar com Heineken e SABMiller, mas as negociações emperraram justamente por conta da oposição dos três primos.

Adriano, que preside a companhia, deve permanecer no posto por mais alguns meses apenas, quando a família toda se desligará do negócio.

A Kirin faturou R$ 41,5 bilhões no ano passado e tem suas operações concentradas na Ásia e na Oceania. No Brasil, a presença é tímida e focada na comunidade japonesa. Com um sócio local, produz saquê e molho de soja.

FOLHA

Petrobras anuncia descoberta de petróleo no golfo do México

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira a descoberta de petróleo na extremidade sudoeste da área de concessão chamada de Walker Ridge. A área fica em águas profundas, na porção norte-americana do golfo do México.

De acordo com a empresa, a descoberta confirma o potencial do terciário inferior nesta área.

"A descoberta de Logan encontra-se a cerca de 400 km (250 milhas) ao sudoeste de Nova Orleans, em uma lâmina d'água de aproximadamente 2.364 metros (7.750 pés)", diz em comunicado.

Segundo a Petrobras, a descoberta foi feita com a perfuração do poço WR 969 #1 (Logan #1), no bloco WR 969.

"Novas atividades exploratórias definirão os volumes recuperáveis e a comercialidade de Logan", disse na nota.

A Statoil é a operadora do consórcio, com participação de 35%. A Petrobras América Inc., uma subsidiária da Petrobras com sede em Houston, Texas, detém 35%, enquanto a Ecopetrol America e a OOGC detêm participações de 20% e 10%, respectivamente.

A Petrobras detém outras áreas de concessão exploratória nesta região, "que serão testadas posteriormente e expandirão as operações da companhia no golfo do México".

FOLHA

Brazil Pharma compra rede Big Ben por R$ 453,6 milhões

A Brazil Pharma, holding de farmácias do BTG Pactual, anunciou nesta quinta-feira que fechou acordo para compra do Grupo Big Ben por R$ 453,6 milhões.

Deste total, R$ 275 milhões serão pagos em dinheiro, sendo R$ 100,9 milhões à vista e R$ 174,1 milhões em três parcelas anuais.

Os R$ 178,6 milhões serão entregues em ações ordinárias, que serão emitidas por R$ 15 cada. 

Estes papeis não poderão ser negociados por seus detentores por três anos, segundo os termos do acordo, exceto no caso de oferta pública de aquisição de ações da Brazil Pharma.

O Grupo Big Ben tem 146 lojas nos Estados do Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Paraíba e Pernambuco, com faturamento de aproximadamente R$ 800 milhões nos últimos 12 meses até junho. Segundo a Brazil Pharma, a empresa é líder na região Norte.

A atual administração do Big Ben continuará auxiliando na gestão do negócio por um prazo mínimo de três anos.

REUTERS/FOLHA

Mercado Livre movimenta US$ 1,3 bilhão em transações no trimestre

O Mercado Livre, empresa de comércio eletrônico, aumentou em 51,8% o volume de transações financeiras em seu site no terceiro trimestre deste ano. A cifra atingiu US$ 1,348 bilhão, ante US$ 888 milhões no mesmo intervalo de 2010.

De julho a setembro, os usuários do Mercado Livre negociaram 14,4 milhões de produtos no mundo, incluindo os 13 países da América Latina nos quais a companhia atua. O número representa um crescimento de 38,1% frente ao mesmo período de um ano antes.

O site atingiu a marca de 62 milhões de pessoas cadastradas, sendo 3,6 milhões de novos usuários no terceiro trimestre.

VALOR/FOLHA

Polícia abre inquérito sobre caso de repórter agredida

O 4º Distrito Policial de São Paulo abriu inquérito para apurar o caso de agressão envolvendo a repórter da Globo Monalisa Perrone, do "Jornal Hoje".

Na segunda (31), Monalisa entrou ao vivo no programa, em frente ao hospital Sírio-Libanês, cobrindo o tratamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi diagnosticado com câncer.

Enquanto divulgava informações referentes a quimioterapia de Lula, Monalisa sofreu um empurrão e a transmissão precisou ser interrompida.

Segundo Paulo Tucci, delegado titular da DP do bairro Consolação, em São Paulo, a repórter foi no mesmo dia à delegacia, onde registrou um boletim de ocorrência. Também foi feito exame de corpo de delito.

Então foi aberto inquérito para investigar o caso. Segundo Tucci, Rodolfo Gouveia Lima e Thiago de Carvalho Cunha, ambos suspeitos de lesão corporal, foram intimados a comparecer à DP e prestar depoimento.

O atendente de telemarketing Rodolfo Lima, 28, diz não ter recebido nenhuma intimação. "Se eu receber, vou lá explicar o que realmente aconteceu", anuncia. Ele diz não ter empurrado a repórter voluntariamente. "Foram os seguranças [da Globo] que nos empurraram e eu fui parar em cima dela", relata.

No entanto, ambos os suspeitos são recorrentes em invadir áreas de transmissão da Globo e tentar atrapalhar suas coberturas. "Essa foi a minha 13ª invasão", diz Lima. "Mas eu nunca agredi ninguém, sempre fiz coisas inofensivas como levantar cartaz, jogar água na minha cabeça e gritar: 'Cala a boca, Globo'".

O atendente diz que os atos ocorrem por ele discordar dos valores éticos e morais da emissora.

Monalisa Perrone foi procurada, mas a assessoria de imprensa da Globo disse que no momento ela não se pronunciará e que o departamento jurídico da emissora está à frente do caso.

FOLHA

Soldado tem nariz quebrado em quartel; Exército investiga o caso

O Exército investiga o que aconteceu com um soldado que teve o nariz quebrado e vários hematomas pelo corpo no quartel da Guarnição de Caçapava (116 km de São Paulo) na última segunda-feira (31).

Nos depoimentos dos envolvidos, segundo o exército, o soldado teria caído e batido o nariz. O jovem estava no banheiro com mais dois soldados do mesmo pelotão e o acidente teria ocorrido devido a uma "brincadeira" entre eles, de acordo com o exército.

O soldado de 19 anos foi atendido pela equipe médica do quartel, mas teve que ser encaminhado para o hospital Fasam, em Caçapava.

O Exército abriu inquérito interno para investigar o caso. A previsão é de que em 40 dias o caso seja esclarecido.

"Mesmo que tenha sido uma brincadeira, foi uma brincadeira que teve espancamento", disse o comandante da 12ª Brigada de Caçapava, general Araújo Lima. "Brincadeira de mau gosto pode gerar problema", afirmou.

Ainda segundo o Exército, o soldado ferido diz não se lembrar de nada do que aconteceu. Ele está de folga e segunda-feira (7) deve voltar a suas atividades normais no quartel.

Nesta quinta-feira, o jovem realizou exame de corpo e delito no IML (Instituto Médico Legal) de São José dos Campos.

FOLHA

Dois morrem após acidente com carro "emprestado" em São Paulo

Uma jornalista e um professor morreram após serem atingidos por um carro que realizava uma ultrapassagem proibida na estrada velha de Campinas, em Caieiras (Grande São Paulo), na noite de sábado (29).

O carro que causou o acidente havia sido deixado em um estacionamento de Higienópolis, em São Paulo, e foi "emprestado" pelo manobrista do estabelecimento a dois amigos que seguiam para uma festa no bairro de Laranjeiras, em Caieiras. A proprietária do veículo "emprestado" é uma médica de 33 anos.

Segundo a polícia, o carro pego no estacionamento realizou uma ultrapassagem em local proibido e bateu no carro onde estavam a jornalista Denise Pimentel Spera, 25, e o professor Bruno Tuon Perim, 27, que vinha no sentido contrário. Eles morreram na hora. A terceira ocupante do carro, Ligia Maria Celeguim Tuon, também jornalista, sofreu ferimentos leves.

O manobrista e seus amigos foram indiciados sob suspeita de apropriação indébita. O condutor do veículo foi indiciado sob suspeita de homicídio culposo (sem intenção), segundo a polícia.

FOLHA

Hackers atacam sites do Bope, prefeituras e Promotoria

Os sites oficiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio), das prefeituras de Itaquaquecetuba (SP) e Porto Velho (RO) foram atacados por hackers nesta quarta-feira. Um grupo denominado AntiSecBrTeam assumiu a autoria da invasão.

No site do Bope, os hackers publicaram uma mensagem na qual dizem querer "mostrar nossa indignação com o sistema de segurança do nosso país".

O texto traz ainda críticas ao batalhão: "Nós não queremos uma policia (sic) para matar e sim para mudar, mas como ela poderá realizar mudanças se ela mesma não muda seu modo de agir e pensar".

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que "o setor de informática do Bope tomou conhecimento da invasão e já está tomando as medidas cabíveis".

Em sua página no Twitter, os hackers também comemoram o ataque ao site do Ministério Público de São Paulo.

FOLHA

Embraer reduz previsões após prejuízo no trimestre

A Embraer, terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, diminuiu sua previsão de receita para este ano depois de anunciar na noite de quarta-feira um prejuízo líquido no terceiro trimestre.

A Embraer teve prejuízo líquido de R$ 200 mil no terceiro trimestre, contra lucro líquido de R$ 220 milhões um ano antes, decorrente de impostos maiores causados pelo real mais fraco e ativos em dólar mais valorizados.

A fabricante de aviões reduziu a previsão de receita líquida em 2011, afirmando que pode não atingir a meta de US$ 5,8 bilhões por cerca de US$ 200 milhões, o que se deve à entrega de jatos executivos.

O terremoto no Japão em março deste ano interrompeu a produção de turbinas da General Electric utilizando peças japonesas, o que ajudou a reduzir quase pela metade as entregas da Embraer para o quatro trimestre.

Ainda assim, a Embraer manteve um fluxo fixo de novos pedidos e aumentou a lista de encomendas de companhias para US$ 16 bilhões, apesar do esfriamento da economia mundial que levou a concorrente Bombardier a reduzir a produção do jato regional CRJ porque as empresas adiaram novas encomendas.

De julho até setembro, a Embraer entregou 28 aviões comerciais regionais, contra 20 no mesmo período de 2010, aumentando a receita do terceiro trimestre em 25% em relação a um ano antes e elevando a rentabilidade operacional.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação, em inglês) aumentou 37% ante um ano atrás, para R$ 311 milhões.

A margem Ebitda aumentou 1,2 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre de 2010, para 13,7%.

A fabricante de aviões manteve a meta de Ebitda para este ano apesar da receita menor, acrescentando que a margem Ebitda pode superar a previsão inicial de 12%.

REUTERS/FOLHA

Preço de commodities volta a cair em outubro, diz Banco Central

Os preços dos produtos básicos (commodities) com mais impacto sobre a inflação brasileira voltaram a cair em outubro, depois de registrarem a maior alta do ano em setembro.

Segundo o Banco Central, a queda do IC-Br (Índice de Commodities do BC) foi de 3,3% em outubro em relação ao mês anterior.

O recuo foi puxado pelo preço dos metais, como alumínio e minério de ferro, que tiveram queda de 6,5% no mês.

Os produtos agropecuários recuaram 2,8%. As commodities energéticas (petróleo, gás natural e carvão) caíram 0,9%.

O recuo no índice do BC foi maior que o registrado pelo indicador internacional CRB, que tem outra composição e caiu 2,8% no mês.

No ano, o índice brasileiro subiu 2,1%, enquanto o indicador internacional teve alta de 4,6%.

FOLHA

ArcelorMittal vê demanda menor e adia plano de expansão no país

A ArcelorMittal, maior produtora de aço do mundo, informou nesta quinta-feira que a queda na demanda está se acentuando no segundo semestre, com embarques e preços ainda menores no quarto trimestre, o que tem feito o grupo suspender alguns planos de investimentos.

A companhia disse que adiou os planos de aumentar duas instalações no Brasil e que o investimento em 2011 ficará abaixo da estimativa anterior de US$ 5,5 bilhões. No resultado do terceiro trimestre, os projetos de aço de Vega do Sul (SC) e de expansão de produção de fio-máquina em Monlevade (MG) aparecem com prazo de término como "pendente".

A empresa informou em comunicado que as vendas de aço carbono plano nas Américas caíram 1,2% no terceiro trimestre sobre o segundo, para US$ 5,5 bilhões, "principalmente por preços médios de venda 5,3% menor no México e no Brasil". Em longos, a produção da empresa nas Américas foi menor no período, por conta de consumo de estoques no Brasil.

A ArcelorMittal, que produz entre 6% e 7% do aço mundial, afirmou nesta quinta-feira que os clientes estão mais cautelosos por causa das incertezas econômicas, como o risco de recessão nos países desenvolvidos e medidas para levar a China para um crescimento mais devagar.

"Estamos vendo um declínio marginal nos embarques comparados ao terceiro trimestre. 

Claramente nós estamos vendo mais quedas nos embarques na Europa do que na América do Norte", disse o vice-presidente financeiro, Aditya Mittal, acrescendo que os mercados na Ásia, África, antiga União Soviética e Brasil estão se segurando melhor.

"Os preços estão ficando menores porque, depois da maior incerteza econômica global, os clientes tomaram uma postura de 'esperar para ver', o que significa que não estão dispostos a fazer estoques", disse.

A companhia com sede em Luxemburgo viu o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação, em inglês) cair 29% em relação ao segundo trimestre, para US$ 2,41 bilhões, no piso da faixa de previsão da companhia.

A ArcelorMittal prevê que o crescimento no consumo de aço no mundo vai desacelerar para 5% em 2012, contra 7% previstos para 2011, com EUA e União Europeia vendo a expansão cair para 5% e 1%, respectivamente, e a China diminuindo o ritmo de 8,5% em 2011 para 5%.

FOLHA

Setor de tecnologia dobrará participação na economia até 2022

O setor de tecnologia da informação deve dobrar sua relevância na economia brasileira nos próximos 11 anos, mas ainda deverá ficar atrás dos países-referência no ramo, como a Índia.

A área, que inclui venda de software, hardware e serviços de tecnologia, movimenta hoje US$ 85,7 bilhões e deverá chegar a US$ 200 bilhões em 2022, segundo estimativas da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

O setor, que representa 4% do PIB nacional atualmente deverá crescer dois pontos percentuais, chegando a 6% no período. Apesar do avanço, o Brasil ainda permanecerá distante da Índia, principal referência para a exportação de serviços em tecnologia.

Naquele país, só os serviços de terceirização representam hoje 7% da economia e deverão chegar a US$ 280 bilhões já no ano que vem.

Hoje o Brasil exporta US$ 2,4 bilhões em serviços de tecnologia, e poderá atingir US$ 200 bilhões nas perspectivas mais otimistas nos próximos 11 anos.

US$ 1 TRILHÃO DE OPORTUNIDADES

Durante o primeiro dia do fórum "Brazil in 2022: Ordem e Progresso", realizado pela revista The Economist em São Paulo, integrantes da Brasscom apontaram ainda ser necessário o país se preparar para aproveitar cerca de US$ 1 trilhão em oportunidades que vão surgir ao longo dos próximos anos na economia mundial.

"Existem oportunidades em inovação, infraestrutura, competitividade e ainda em setores específicos como tecnologia limpa. Quem pode aproveitar principalmente essas oportunidades? Principalmente a América Latina e a região da Ásia e Pacífico", disse Antonio Gil, presidente da Brasscom.

Segundo Gil, a formação de mão-de-obra especializada poderá ajudar a perseguir o objetivo de aumentar a participação do setor na economia.

"Ao longo dos cinco anos 110 mil brasileiros receberão bolsas de estudo do governo para estudar questões referentes a tecnologia e isso já é um passo importante para a formação de capital humano, essencial para desenvolver o setor", disse.

O evento da Economist acontece até amanhã em São Paulo e discutirá perspectivas para a economia brasileira até 2022.

FOLHA

Segundo EUA, Rússia e China estão ativas na ciberespionagem

China e Rússia estão usando espionagem cibernética para roubar segredos comerciais e de tecnologia norte-americanos a fim de estimular seu desenvolvimento econômico, e representam ameaça à prosperidade e segurança dos Estados Unidos, de acordo com um relatório de inteligência norte-americano divulgado nesta quinta-feira (3).

Existem tantas informações e pesquisas sigilosas nas redes de computadores que intrusos estrangeiros podem recolher imensa quantidade de dados rapidamente e com baixo risco, porque suas atividades são difíceis de detectar, afirma o relatório ao Congresso, intitulado "Espiões Estrangeiros Roubam Segredos Econômicos dos EUA no Ciberespaço".

O relatório do Office of the National Counterintelligence Executive para o período 2009-2011 inclui dados dos serviços de informações, do setor privado, de organizações de pesquisa e das universidades.

Serviços de inteligência, empresas e indivíduos estrangeiros ampliaram seus esforços para roubar tecnologias cujo desenvolvimento custou milhões de dólares aos EUA. Os métodos utilizados incluem extrair informações remotamente, direto da rede; carregar informações em um aparelho portátil; e transmiti-las via e-mail.

"No passado, os espiões roubavam informações de pastas de arquivos; agora as roubam com pen drives", disse um importante líder dos serviços de inteligência norte-americanos.

"Nossa pesquisa e desenvolvimento estão sob ataque", acrescentou.

Serviços de inteligência, empresas privadas, instituições acadêmicas e cidadãos de dezenas de países tomam os EUA por alvo de espionagem, afirma o estudo, mas só menciona diretamente a China e a Rússia.

"Agentes chineses são os mais ativos e persistentes perpetradores de espionagem econômica", segundo o relatório.

Embora empresas norte-americanas já tenham reportado intrusões cibernéticas originadas da China, os serviços de informações não conseguem confirmar quem está por trás delas, segundo o relatório.

Quando questionado sobre provas inegáveis de que a China está conduzindo espionagem cibernética contra os EUA, o dirigente de inteligência não revelou detalhes publicamente. "Mas não tiramos essa informação do nada", disse.

REUTERS/FOLHA

Reparos de celulares Android custam bilhões a operadoras

Equipar celulares baratos com versões mais antigas do sistema operacional Android, do Google, pode elevar em até US$ 2 bilhões os custos das operadoras de telefonia móvel com reparos de aparelhos, aponta um estudo da WDS, uma companhia de serviços do setor de telefonia móvel.

Falhas caras de software são mais comuns em aparelhos equipados com o Android do que nos Apple iPhone ou nos BlackBerry da Research in Motion, empresas que tem controle elevado sobre os componentes usados em seus produtos, apontam os dados da WDS.

Modelos Android mais baratos, com custo de produção da ordem de apenas US$ 100, ajudaram a plataforma a se tornar dominante no segmento de celulares inteligentes, atraindo dezenas de fabricantes que variam da sul-coreana Samsung Electronics a fabricantes asiáticos sem marca.

"Embora o preço pareça atraente, quando você considera o custo total de propriedade do aparelho a história muda", disse Tim Deluca-Smith, vice-presidente de marketing da WDS, que opera centrais terceirizadas de assistência para o setor de telecomunicações.

A participação do Android no mercado de celulares inteligentes subiu a 57% no terceiro trimestre, ante 25% no ano anterior e apenas 3% dois anos atrás em função do sucesso de modelos criados por Samsung, HTC e Sony Ericsson, de acordo com o grupo de pesquisa Canalys.

Deluca-Smith disse que, embora o Android tenha ajudado a popularizar o uso de celulares inteligentes, isso acarreta certo custo, especialmente quando as operadoras oferecem aparelhos mais baratos e de marcas menos conhecidas.

"No momento, o Android tem algo de faroeste", disse.

Em sua avaliação, o retorno de um celular à operadora para assistência técnica custa em média 80 libras, incluindo serviços, transporte e o custo de substituição do aparelho.

O estudo se baseia em 600 mil pedidos telefônicos de assistência técnica atendidos pela WDS na Europa, América do Norte, África do Sul e Austrália.

REUTERS/FOLHA

Peso de lucro de banco nos juros supera inadimplência

O peso do lucro dos bancos sobre as taxas de juros voltou a crescer em 2010, depois da queda registrada no ano anterior, de acordo com relatório divulgado pelo Banco Central.

O "Relatório de Economia Bancária e Crédito" do BC mostra ainda que a inadimplência perdeu novamente espaço nessa conta e deixou de ser o principal fator responsável pelo chamado "spread" bancário.

O "spread" é a diferença entre o juro que a instituição financeira cobra dos seus clientes e o que paga para captar o dinheiro.

De acordo com o BC, 32,7% dessa diferença era composta pelo lucro dos bancos no final do ano passado. Em 2009, esse fator tinha um peso de 29,9%.

A participação da inadimplência, apontada muitas vezes como a "vilã" dos juros altos, caiu de 30,6% para 28,7%.

Os números mostram ainda aumento no peso dos impostos e redução nos custos administrativos dos bancos.

FOLHA

Saída de dólares do país supera entrada em US$ 4 bilhões

A saída de dólares do país superou a entrada em quase US$ 4 bilhões na semana passada, segundo dados do Banco Central.

Com isso, o fluxo de recursos para o país no acumulado do mês, que estava positivo nas três primeiras semanas de outubro, ficou negativo em US$ 105 milhões até o dia 28.

Além da saída de recursos por meio de operações financeiras, como investimentos e remessas de lucros, o BC verificou que as operações de importação superaram as exportações na semana.

No ano, a entrada de dólares supera a saída em US$ 68,2 bilhões, valor 180% superior ao verificado em todo o ano de 2010.

FOLHA

Brasileiros gastarão R$ 1,76 bilhão com cinema em 2011, diz Ibope

O cinema nacional tem bons motivos para comemorar o Dia do Cinema Brasileiro, celebrado depois de amanhã, dia 5 de novembro. Segundo o Ibope Inteligência, o potencial de consumo do brasileiro para despesas com cinema, só neste ano, é de R$ 1,76 bilhão.

A classe B é a que tem maior potencial, com R$ 963,82 milhões do total. Bem atrás, praticamente empatadas, estão a classe C (R$ 386,42 milhões) e a classe A (R$ 383,14 milhões). As classes D e E ocupam a lanterna do levantamento, com apenas R$ 28,88 milhões.

A classe B, com 23,5% dos domicílios urbanos do país, é a que apresenta maior potencial de consumo com 54,69% do total. A classe A, com apenas 2,5% dos domicílios, responde por 21,74%. Já a classe C, com metade do total de domicílios (50,4%) tem potencial pouco maior ao da A (21,93%). As classes D e E, com 23,6% dos domicílios, representam apenas 1,64%.

POR REGIÃO

Ao analisar o consumo por regiões, o Sudeste é a que apresenta maior potencial para cinema, com 63,23%. De acordo com o estudo, o consumo por pessoa da região é de R$ 14,76. Em segundo lugar está a região Nordeste, com 12,33% do total e R$ 5,53 per capita, seguida de perto pelo Sul, com 12,3% e R$ 9,22. O Centro-Oeste tem 8,34% do potencial e R$ 11,54 de consumo per capita e o Norte, 3,8% do total e R$ 5,62.

A estimativa para os gastos com cinema incluem o número de domicílios em área urbana e o potencial de consumo per capita, por região e por classe social. O levantamento faz parte do Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência, que anualmente gera estimativas de potencial de consumo para o varejo em 50 diferentes grupos de produtos.

FOLHA

México denuncia guerra cambial antes de reunião do G20

O presidente mexicano, Felipe Calderón, denunciou nesta quinta-feira em Cannes a guerra cambial, especialmente a manipulação da moeda chinesa, assim como o protecionismo, em uma conferência prévia à reunião do G20, cuja presidência será assumida por ele a partir de sexta-feira.

Calderón identificou a manipulação de moedas como a "maior" causa da crise que afeta a economia mundial há mais de três anos, em um discurso realizado ante as organizações dos países do G20, horas antes do início formal da reunião do G20 em Cannnes.

"É um tema difícil, mas não precisamos apenas de um livre comércio, mas sim de um comércio justo", afirmou Calderón, que receberá a presidência do G20 do presidente francês, Nicolas Sarkozy, quando for concluída a reunião do G20 na sexta-feira.

Segundo o presidente mexicano, o mundo não possui atualmente um comércio justo, pois há forte manipulação de moedas, o que prejudica o equilíbrio cambial e econômico global.

Calderón é o primeiro latino-americano a encabeçar o G20, um grupo criado há três anos - devido a crise global - e agrupa países considerados desenvolvidos e as principais potências emergentes.

"Devemos falar de depreciação excessiva e da depreciação artificial de moedas na Ásia, China e outros países", afirmou o líder mexicano.

O Brasil, outro país latino-americano membro do G20, denunciou há mais de um ano a guerra cambial, e apontou a China e os Estados Unidos como principais algozes desse problema mundial.

O presidente mexicano denunciou também o protecionismo e defendeu o livre comércio.

Calderón recordou que desde que o G20 foi criado, em todas as reuniões os participantes reiteram que são "contra o protecionismo" e se declararam dispostos a fazer o necessário "pela Rodada Doha", mas nada é feito em seguida.

O presidente mexicano se declarou convencido de que o livre comércio é a solução para sair da crise, num momento em que a economia mundial se encontra ameaçada por uma nova recessão.

"Em minha opinião, em um momento de crise, este novo protecionismo tende a converter-se no maior problema para o crescimento", afirmou Calderón, que apresentou aos empresários a linha que defenderá durante sua presidência do G20.

"A falta de competitividade está totalmente relacionada com o protecionismo", advertiu o presidente, que deu como exemplo o temor em relação ao livre comércio demonstrado pelo Congresso dos Estados Unidos, que é o principal sócio comercial de seu país, uma das economias mais abertas do mundo, que conta com 44 tratados de livre comércio, como recordou.

FRANCE PRESS/FOLHA

Rejeitar acordo significa sair da zona do euro, diz premiê grego

Em discurso ao Parlamento em Atenas, o primeiro-ministro George Papandreou afirmou nesta quinta-feira que uma eventual rejeição do plano de resgate europeu significaria a saída da Grécia da zona do euro, mas ressaltou a importância de consultar a população sobre medidas de austeridades.

"A única forma de continuar na zona do euro é aderindo aos termos do acordo de resgate da semana passada", afirmou o premiê. "Nossa posição no bloco é que está em jogo".

Papandreou disse que o plano de resgate atingido é um marco para o país, abrindo "novas possibilidades".

Apesar disso, ressaltou que a Grécia já deu muitos passos em direção à superação da crise, "fechando os ouvidos para a especulação para evitar uma declaração de falência". "Asseguramos fundos salários e pensões".

O premiê defendeu o anúncio que havia feito de que seria realizado um referendo sobre o plano de resgate europeu à Grécia, reforçando a importância de consultar a população.

"Não podemos ter decisões feitas pelos mercados e não pelas pessoas", afirmou "Queremos ver se como país estamos dispostos a implementar as mudanças necessárias que são na verdade benéficas".

Papandreou disse, contudo que, a rejeição do acordo significaria a saída da Grécia da zona do euro por um período de, no mínimo, dez anos.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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