quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Conjuntura, modernização e moderno

Luiz Werneck Vinna, professor-pesquisador da PUC-Rio. O Estado de S. Paulo
Na sociedade brasileira de nossos dias, de tal forma a dimensão da política se encontra rebaixada que quem quiser procurar se acercar, em meio aos múltiplos e complexos processos que transcorrem no nosso cotidiano, de quais poderiam ser os traços dominantes da natureza atual da sua conjuntura deve deslocar-se desse terreno e mirar para outras regiões do social. Na arena propriamente política, fora da teatralização de pequenos interesses, nada que registre, a não ser sintomaticamente, os antagonismos fortes que atuam sobre ela, tais como, entre outros, os que se originam do pacto federativo, da política salarial e das relações entre a indústria e o agronegócio, cujos vocalização e lugar de arbitragem se deslocam para o plano da administração, onde vige o princípio decisionista, e não o da deliberação na esfera pública entre vontades contrastantes.
Os partidos ou se deixam enredar nas malhas do governo por cálculo eleitoral e pelas conveniências das suas necessidades de reprodução política, ou aderem a ele sem apresentar a justificação de princípios que informem suas linhas de ação, caso até daqueles que se declaram vinculados a uma orientação doutrinária definida. Sob esse registro, o que vale é manter e expandir sua influência eleitoral, fora de propósito considerações em torno de uma ética de convicção.
Não à toa, a mais crua e melhor tradução desse estado de coisas veio a se manifestar com a criação de mais um partido, o Partido Social Democrático (PSD), que vem ao mundo como estuário de apetites mal resolvidos da classe política e sem declinar seu programa, mas já conta com uma das principais bancadas parlamentares. Nesse sentido, o PSD pode ser apresentado como o caso mais puro, expressiva figura típico-ideal, da estrutura partidária que aí está - isento de princípios, firmemente ancorado no cálculo estratégico dos seus membros e nas suas razões, orientadas, sans phrase, para fins instrumentais. Os partidos oposicionistas, por sua vez, dissociados dos interesses e das motivações ideais reinantes na sociedade civil, limitam-se às críticas adjetivas e de caráter procedimental, sem atingir o cerne da natureza da política do governo e do seu estilo tecnocrático na condução da administração dos negócios públicos.
Sem lugar, a política faz-se representar por seu simulacro, nessa cômica mascarada em curso em nome da racionalização e de uma pretensa busca pela primazia da ordem racional legal sobre práticas tradicionalistas, em que um dia de alvoroço provocado por denúncias de malversação de recursos públicos pode ser sucedido pela defenestração, sob aplausos e agradecimentos presidenciais, dos administradores acusados de pesadas irregularidades. Se eram inocentes, por que saíram? Se não, por que os aplausos?
O ator declina do seu papel e se abandona ao andamento dos fatos, na medida em que eles são identificados como portadores do sentido da História do Brasil. Vargas, JK, o regime militar, Lula, Dilma seriam atualizações encarnadas do espírito da Nação rumo aos objetivos de grandeza nacional, os quais, por mandato do destino, nos cabe realizar. Aqui, volta-se para o passado em busca de soluções, com os olhos cegos e os ouvidos moucos aos sinais e às vozes que nos vêm tanto das praças do Oriente retardatário como do Ocidente desenvolvido, com suas exigências de autonomia da cidadania diante do Estado e de auto-organização da vida social.
Pois é esse retorno a temas e soluções que prosperaram, entre nós, nos tempos de imposição autoritária do capitalismo que tem animado muitas das fabulações dos grandes protagonistas da cena atual, em particular as que gravitam em torno da questão nacional em sua versão desenvolvimentista. E aí se tem o eixo em torno do qual, hoje, gravita a conjuntura, tal como se faz indicar pela ampla difusão, no circuito da formação da opinião pública, do vocabulário afeto à dimensão sistêmica da economia.
No passado, o dito caminho nacional-desenvolvimentista, longe de consistir numa fórmula consensual entre os setores progressistas da sociedade, foi objeto de duras disputas entre o que seria uma via nacional-burguesa e a que lhe seria oposta, a democrático-popular, significando que ele era objeto de uma luta pela hegemonia a decidir que conjunto de forças político-sociais deveria estar à frente na forma da sua imposição. A dimensão sistêmica da economia estava ali, mas era uma entre outras, sobretudo porque, no campo democrático-popular, as razões que o animavam provinham do campo da política e de uma sociabilidade emergente que começava a experimentar os rumos de uma expressividade autônoma. Nele o moderno não se deixava subsumir à modernização.
Aquele foi o tempo de uma refundação cultural liderada por jovens que construíram suas identidades por fora de espaços institucionalizados, à margem do Estado e até das estruturas universitárias, como os do Cinema Novo, da Bossa Nova, do Centro Popular de Cultura e tantos outros que souberam, dotados de recursos quase artesanais, dar vida à agenda do moderno como lugar de autonomia e de emancipação. Também foi o tempo de lutas por emancipação dos setores subalternos, das cidades e do campo, quanto aos controles sociais exercidos sobre eles tanto pelas estruturas corporativas sindicais como pelo sistema do coronelismo rural.
Assim, se é para retornar a velhos repertórios, não há por que adotar o da preferência dessa tecnocracia iluminada, hoje na ribalta. Há outros disponíveis e que, se bem arranjados com os novos sons que nos chegam de toda parte, inclusive daqui, para quem se dispuser a ouvi-los, podem dar num bom samba, um desses que se tem gosto de cantar.
ESTADÃO

Em jogo o sonho europeu

A União Europeia, a mais ambiciosa experiência de integração regional dos últimos cem anos, enfrenta muito mais que um enorme desafio econômico e financeiro criado pela crise das dívidas soberanas. O risco maior é político: mutilação, perda de peso no cenário internacional e paralisação de um processo - único e auspicioso - de criação de um amplo espaço multinacional de cidadania e de unificação de direitos. Até agora, a Comissão Europeia, os governos da Alemanha e da França e o Fundo Monetário Internacional (FMI) trabalharam para socorrer os países mais atolados na dívida pública, para evitar o contágio de outras economias, para impedir um desastre no mercado financeiro e para salvar o próprio euro. Desde 2008 a crise derrubou sete governos. O último foi o da Itália, a terceira maior potência econômica da união monetária. Na melhor hipótese, as mudanças darão certo, a zona do euro manterá sua integridade e a Europa retornará, embora lentamente, ao caminho da prosperidade e do sucesso. A tarefa dos novos tecnocratas grego e italiano - especialmente de Mario Monti, novo primeiro-ministro da Itália - ultrapassa suas agendas nacionais. O resultado de seu trabalho terá repercussões em todo o bloco. Mas alguns governos podem ser tentados - e alguns já estão sendo, segundo informações extraoficiais - a não esperar mais e a repensar sem demora o projeto comunitário.
Autoridades da Alemanha e da França, as duas maiores economias da zona do euro, já teriam começado a discutir uma reforma da união monetária e da própria União Europeia. A mudança poderia resultar na exclusão de alguns sócios ou, no mínimo, na oficialização de categorias diferentes de países. A distinção centro-periferia passaria a ter um sentido institucional. Por enquanto, é só uma figura de linguagem politicamente incorreta.
Embora não haja informação oficial sobre as conversas entre alemães e franceses, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, decidiu defender num discurso o fortalecimento do bloco a partir de sua atual constituição. "Uma União Europeia dividida não funcionará", disse Barroso. Segundo ele, uma união com diferentes partes comprometidas com objetivos contraditórios e constituída por um núcleo e uma periferia desconectados seria insustentável e não poderia operar a longo prazo. "Na era da globalização", continuou, "a unificação da Europa é mais essencial do que nunca para preservar nosso modo de vida e nossos valores e para promover a prosperidade de nossos cidadãos".
Em sua peroração, o presidente da Comissão Europeia recorreu a um discurso repetido muitas vezes nos momentos mais críticos do Mercosul. "A solução para o Mercosul é mais Mercosul", repetiram em várias ocasiões autoridades do Brasil e da Argentina. Mas os defeitos do bloco sul-americano são mais elementares que os do europeu. O Mercosul é uma união aduaneira, mas nem chega a funcionar direito como zona de livre comércio. Deveria ser fácil corrigir essa deficiência, se os governos da região levassem a sério os objetivos econômicos do bloco.
A integração econômica europeia foi muito mais lenta e é muito mais sólida que a de qualquer outro bloco. Em nenhuma outra área a mobilidade de capitais e de mão de obra produziu efeitos tão notáveis. Além disso, houve avanços importantes na adoção de princípios políticos e jurídicos comuns e no rumo da constituição de uma cidadania comunitária. A memória da guerra foi certamente um estímulo poderosíssimo para tantas conquistas.
Mas a integração falhou num ponto fundamental - e isso teve consequências muito perigosas para a união monetária. Faltou uma efetiva articulação das políticas fiscais, um sistema disciplinar aplicável obrigatoriamente a cada país. O projeto de um controle fiscal centralizado foi esboçado há mais de um ano, mas não executado. Cada país cedeu um pouco de sua autonomia para adotar o euro. Deveria ceder também um pouco da independência orçamentária, numa iniciativa politicamente mais complicada. Por isso não basta controlar a crise das dívidas. Aprofundar a integração envolve em primeiro lugar uma disciplina fiscal comum, na direção, talvez, da formação de um Tesouro comum.
ESTADÃO

Cristiano Ronaldo doa sangue e medula para filho do meia português Carlos Martins

O atacante Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, fez uma boa ação nesta quinta-feira, em Portugal. Depois de ajudar na vitória de Portugal por 6 a 2 sobre a Bósnia, pelas Eurocopa 2012, o jogador doou sangue e medula óssea para o filho do meia Carlos Martins, seu companheiro na seleção.

Com um sorriso largo, o camisa 7 não se mostrou incomodado com as agulhas utilizadas pela enfermeira. Ele aproveitou para dedicar a vitória de Portugal ao garoto.

– Quero dedicar esta vitória ao Carlos Martins, cujo filho se encontra a passar por um delicado momento de saúde, e quero revelar a minha disponibilidade e dos meus colegas para apelarmos a todos nos sentido de o ajudar – afirmou Cristiano em entrevista ao Jornal português “Record”.

EXTRA ONLINE

Brasil deve encomendar 700 aviões nos próximos 20 anos

O Brasil deverá encomendar 701 aeronaves novas até 2030, segundo projeções da fabricante europeia Airbus. Hoje, a frota de aviões com mais de 100 assentos é de 335 e a previsão é de que atinja 864 em 2030. A demanda é maior do que o aumento final pois o número considera aeronaves que serão substituídas.

A demanda brasileira é a sétima maior do mundo no período. Só os EUA devem encomendar 5.390 aeronaves até 2030.

"O Brasil deixou de ser apenas um país que joga futebol e passou a ser um ator importante na economia global", disse o vice-presidente para a América Latina e o Caribe da Airbus, Rafael Alonso.

Segundo dados da Airbus, devido ao crescimento da última década, que fez o mercado brasileiro dobrar de tamanho, o país conquistou a posição de quarto maior mercado do mundo no setor aéreo. O Brasil ocupa a quarta posição tanto em termos de oferta geral de assentos, quanto pelo tamanho do seu mercado doméstico.

A Airbus é fornecedora de aeronaves da maior companhia nacional, a TAM, e detém 63% do mercado nacional, considerando aeronaves com mais de 100 assentos. Alonso afirma que a companhia espera manter essa participação nas próximas duas décadas.

Da previsão de 701 novos aviões, 26 referem-se a aeronaves de grande porte, como o A380 e o 747-400 da Boeing. A América Latina é a única região do mundo que ainda não recebe voos com o A380, jato com capacidade para mais de 500 passageiros. No mundo, já são 60 A380 em operação.

FOLHA

Lula se antecipa a efeitos da quimioterapia e raspa barba e cabelo

O Instituto Lula informou na tarde desta quarta (16) que a ex-primeira-dama Marisa Letícia raspou a barba e cortou o cabelo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que faz tratamento contra um câncer na laringe.
Com a decisão de raspar barba e cabelo, Lula se antecipou aos efeitos da quimioterapia, que provoca a queda de pelos. O ex-presidente cultivava a barba, que se tornou uma marca na aparência dele, desde quando era sindicalista, nos anos 1970.
G1

Campanha causa polêmica ao mostrar líderes mundiais se beijando

Uma campanha publicitária lançada pela marca Benetton está causando polêmica ao exibir outdoors com fotomontagens de líderes mundiais se beijando. O objetivo da campanha - batizada da "Unhate" - seria protestar contra a "cultura do ódio".

Entre os líderes retratados estão o presidente americano, Barack Obama, que aparece beijando o líder chinês, Hu Jintao. Em outra fotomontagem, Obama é visto dando um beijo no presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina) também aparece beijando o premiê israelense, Binyamin Netanyahu. A chanceler alemã, Angela Merkel, é retratada beijando o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em outra imagem.

Já o papa Bento 16 dá um beijo em Ahmed Mohamed el Tayeb, imã da mesquita de Al Azhar no Cairo.

FOLHA

Campanha causa polêmica ao mostrar líderes mundiais se beijando

Uma campanha publicitária lançada pela marca Benetton está causando polêmica ao exibir outdoors com fotomontagens de líderes mundiais se beijando. O objetivo da campanha - batizada da "Unhate" - seria protestar contra a "cultura do ódio".

Entre os líderes retratados estão o presidente americano, Barack Obama, que aparece beijando o líder chinês, Hu Jintao. Em outra fotomontagem, Obama é visto dando um beijo no presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina) também aparece beijando o premiê israelense, Binyamin Netanyahu. A chanceler alemã, Angela Merkel, é retratada beijando o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em outra imagem.

Já o papa Bento 16 dá um beijo em Ahmed Mohamed el Tayeb, imã da mesquita de Al Azhar no Cairo.

FOLHA

Petrobras eleva capacidade em 600 mil barris por dia até 2012

A Petrobras espera adicionar mais de 600 mil barris de petróleo por dia à sua capacidade de produção entre o quarto trimestre deste ano e o final de 2012.

A empresa prevê o início de operação de 16 poços com capacidade de produção de 175 mil barris diários em novembro e dezembro deste ano, disse o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, nesta quarta-feira.

Outros quatro poços com capacidade de 38 mil barris de óleo por dia começaram a extrair petróleo em outubro, num total de 20 poços com 213 mil barris a mais no quarto trimestre.
"Esperamos ter um crescimento mais rápido na produção do pré-sal", afirmou Barbassa, em teleconferência junto a analistas de mercado.

Com os novos poços, a produção de petróleo deve atingir um pico de 2,2 milhões de barris por dia em dezembro. Nos nove primeiros meses do ano, a estatal produziu em média 2,013 milhões de barris diariamente.

Para 2012, a Petrobras pretende adicionar novas unidades de produção que vão contribuir com capacidade adicional de 414 mil barris diariamente.

Estão previstos para começar no terceiro trimestre do ano que vem os projetos Baleia Azul, piloto no pré-sal de Santos, com capacidade de produção de 100 mil barris por dia; Tiro Sidon, com 80 mil barris diários; e Tambaú, que produzirá somente gás natural na bacia de Santos.

No último trimestre, a Petrobras inicia produção de mais um projeto no campo de Roncador, na bacia de Campos, e o piloto de Guará, no pré-sal, com capacidade de 120 mil barris diários, dos quais 45% pertencem efetivamente à Petrobras -  o restante a empresas parceiras neste campo, BG e Repsol.

ACORDO COLETIVO

Na ocasião, Barbassa informou ainda que a Petrobras provisionou R$ 600 milhões para o acordo coletivo de trabalho em 2011.

Ele lembrou que os trabalhadores decidiram adiar a greve, que estava prevista para esta quarta-feira.

Barbassa disse ainda que os reajustes dos preços da gasolina e do óleo diesel realizados pela Petrobras no dia primeiro deste mês não resolvem todas as diferenças entre valores praticados pela estatal no mercado interno e as cotações internacionais.

"Os médio e longo prazos é que vão nos dizer se os ajustes dos combustíveis serão suficientes", afirmou.

REUTERS/FOLHA

Índice de Clima Econômico piora no Brasil, aponta FGV

O ICE (Índice de Clima Econômico) no Brasil recuou mais uma vez, de 5,8 pontos em julho para 4,8 pontos em outubro, de acordo com a pesquisa trimestral divulgada nesta quarta-feira elaborada em parceria entre o instituto alemão Ifo e a FGV (Fundação Getulio Vargas).

O país registrou piora nos dois índices: o ISA (Índice da Situação Atual) passou de 6,8 para 5,8 pontos e o IE (Índice de Expectativas) de 4,7 para 3,7 pontos.

Entre os BRICs, apenas a China apresentou uma pequena melhora nesse período, de 4,5 para 4,6 pontos, embora o país continue na fase de declínio, segundo a metodologia do levantamento.

Na pesquisa de julho, a Rússia (5,6) e a Índia (5,9) estavam na região de indicadores favoráveis (boom), mas, pela sondagem de outubro, a Rússia passou para a fase recessiva (4,2) e a Índia para a de declínio (5,0).

Considerando a média na América Latina, o indicador passou de 5,6 para 4,4 pontos, abaixo da média histórica, refletindo a incerteza do cenário mundial e sinalizando a entrada da região na fase de declínio do ciclo econômico.

FOLHA

Folha ganha principal Prêmio Esso por série que levou à queda de Palocci

As reportagens da série "O patrimônio e as consultorias que derrubaram Palocci", sobre o enriquecimento do ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil), deram o Prêmio Esso de Jornalismo 2011 à Folha. A principal categoria do prêmio foi para os repórteres Andreza Matais, José Ernesto Credendio e Catia Seabra.

A Folha revelou que Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio em quatro anos. Entre 2006 e 2010, passou de R$ 375 mil para cerca de R$ 7,5 milhões. A reportagem foi manchete do jornal no dia 15 de maio; cinco dias depois, a Folha informou que a "Empresa de Palocci faturou R$ 20 mi no ano da eleição". No dia 7 de junho, o ministro da Casa Civil caiu.

Com o prêmio deste ano, a Folha acumula 10 premiações na categoria principal e mais 31 em categorias diferentes.

A Rede Record recebeu o Prêmio Esso de Telejornalismo pela reportagem de Gustavo Costa, André Tal, Cátia Mazin e Rodrigo Bettio, que produziu o trabalho "Especial 40 Anos - Transamazônica, A Estrada Sem Fim".

Já o Prêmio Esso de Reportagem 2011 foi conferido a Fabiana Moraes, com o trabalho "O Nascimento de Joicy", publicado no "Jornal do Commercio" (Recife), sobre a história do agricultor João Batista, do agreste de Pernambuco que, aos 51 anos, decidiu submeter-se a uma cirurgia de mudança de sexo.

Os vencedores tiveram seus trabalhos indicados após a avaliação dos jurados de uma relação de 70 finalistas previamente selecionados, de um total de 1.272 trabalhos inscritos, sendo 604 reportagens e séries de reportagens; 169 trabalhos fotográficos; 211 trabalhos de criação gráfica em jornal; 58 trabalhos de criação gráfica em revista e 140 primeiras páginas de jornal, além de 90 trabalhos de telejornalismo.

Neste ano, a premiação teve duas novidades, segundo os organizadores: as inscrições e julgamento on-line, que possibilitaram uma economia de uma tonelada de papel; e a introdução da categoria Educação, pela primeira vez em sua história.

A 56ª edição do prêmio distribui R$ 112 mil em prêmios.

FOLHA

"Tropa de Elite 2" é desclassificado do Globo de Ouro

O filme "Tropa de Elite 2", de José Padilha, foi desclassificado do Globo de Ouro de 2012 por conta de sua data de estreia.

De acordo com o regulamento da premiação, as produções concorrentes a melhor filme estrangeiro precisam ter estreado entre 1º de novembro de 2010 e 31 de dezembro de 2011. "Tropa de Elite 2" estreou no Brasil em outubro de 2010.

De acordo com o produtor Marcos Prado, a desclassificação foi fruto de uma "desatenção" em relação aos detalhes do regulamento.

"A gente não quer ganhar o Globo de Ouro. A gente só pensa em ganhar o Oscar", brincou o produtor.

Segundo ele, o Globo de Ouro funciona como uma alavanca para filmes americanos, mas é menos importante na campanha de filmes estrangeiros à estatueta. Os indicados ao Oscar serão anunciados no dia 24 de janeiro. A premiação ocorrerá no dia 26 de fevereiro.

FOLHA

Facebook é invadido por pornografia e vídeos violentos

O Facebook anunciou que está investigando uma onda de imagens chocantes que atingiram a conta de diversos usuários na última semana.

As imagens, que eram links envolvendo pornografia e violência, surgiram no feed de notícias. "Nós percebemos um aumento nas denúncias e estamos investigando em busca de uma solução para o problema", disse Andrew Noyes, porta-voz do Facebook.

"Proteger as pessoas que usam o Facebook de spams e conteúdo malicioso é uma de nossas maiores prioridades e nós estamos sempre trabalhando para melhorar nossos sistemas e isolar ou remover materiais que violem nossos termos", concluiu.

De acordo com o especialista em segurança Paul Ferguson, o Facebook e outras ferramentas da web 2.0 são alvos fáceis para tal tipo de ataque porque eles exibem muito conteúdo de fontes externas.

"Parece que todo dia há um tipo de ameaça no Facebook, mas isso é apenas a realidade da web 2.0 e das redes sociais", diz Ferguson. "É alvo fácil para criminosos".

FOLHA

Volvo tem alta de 25% nas vendas de caminhões em outubro

A Volvo, segunda maior fabricante de caminhões do mundo, teve alta de 25% nas vendas em outubro, apesar da crescente preocupação com a economia mundial.

A Volvo se recuperou da queda nas vendas em 2009 causada pela crise financeira mundial, mas se viu forçada a reduzir a previsão de maior recuperação por causa da crise de dívida da zona do euro.

"Ao todo, os números de outubro são um pouco mais fortes do que eu esperava. Acho que é bom ver que a Europa Ocidental ainda está em uma tendência positiva e a América do Norte ainda está indo bem", afirmou o analista Morten Imsgard, do Sydbank.

A fabricante prevê que a venda de caminhões na Europa crescerá para 240 mil unidades, das 179 mil no ano passado, segundo afirmou no fim de outubro. Para a América do Norte, prevê 210 mil caminhões no ano.

A Volvo, que vende caminhões sob as marcas Renault, Mack, UD Trucks e Eicher, além do próprio nome, viu as vendas de outubro aumentarem 21% na Europa e 43% na América do Norte. Na Ásia, houve alta de 28%.

O total de entregas da Volvo foi de 22.028 veículos em outubro.

REUTERS/FOLHA

Chilena Cencosud compra rede de supermercados Prezunic

A varejista chilena Cencosud comprará a rede brasileira de supermercados Prezunic, informou a companhia em comunicado nesta quarta-feira.

A Cencosud disse que o valor total do negócio foi de R$ 875 milhões, que, uma vez ajustada pelas dívidas e pelo capital de giro, leva o valor líquido para R$ 685,7 milhões. Ela disse que a aquisição seria efetivada até 2 de janeiro.

"Com esta aquisição estratégica, a Cencosud entra no mercado de supermercados no Estado do Rio de Janeiro, que é um dos mais importantes do Brasil", afirmou a Cenconsud em comunicado ao órgão regulador chileno.

A varejista disse na terça-feira que estava em conversas com uma rede brasileira de supermercados, mas não disse qual era.

A Prezunic possui aproximadamente 30 supermercados no Estado do Rio de Janeiro.

A Cencosud, um dos maiores varejistas da América Latina, também opera na Argentina, Brasil, Colômbia e Peru. Na terça-feira, a companhia divulgou um lucro líquido de 50,618 bilhões de pesos no terceiro trimestre.

FOLHA

JAC anuncia fábrica no Brasil com modelos abaixo de R$ 50 mil

O presidente da JAC no Brasil, Sérgio Habib, anunciou oficialmente nesta quarta-feira a construção de uma fábrica de automóveis no polo automotivo de Camaçari, na Bahia. A Folha antecipou o investimento em outubro.

A unidade terá investimentos de R$ 900 milhões, sendo 80% de capital nacional, e capacidade para produzir 100 mil veículos por ano. Os 20% restantes serão investidos pela estatal chinesa.

"É um marco importante para a indústria automobilística brasileira, pois será a primeira montadora de automóveis de grande volume do Brasil, que produz modelos abaixo de R$ 50 mil, com controle totalmente nacional", disse Habib.

As obras para a construção serão iniciadas em 2012. O funcionamento da fábrica está previsto para 2014. Serão dois turnos de trabalho e 3.500 novos empregos diretos e 10 mil postos indiretos, segundo o presidente da marca.

O projeto da fábrica inclui um centro de desenvolvimento de novas tecnologias -  como a adoção de um motor com sistema de alimentação flex com sistema de partida a frio por intermédio de pré-aquecimento de bicos injetores.

A unidade também terá um centro de estilo e design - a previsão é contratar 50 profissionais -, laboratórios de acústica e controle de emissão de poluentes, pista de testes e centro de capacitação profissional, além das tradicionais etapas de produção, como armação de carrocerias, soldagem, pintura e montagem final.

As fases de estamparia de componentes e produção de motores estão previstas para os próximos anos.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

Carregando...