quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Obama mantém tradição e "perdoa" peru às vésperas da Ação de Graças

Cumprindo a tradição, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realizou o ritual prévio ao dia de Ação de Graças (Thanksgiving) e perdoou nesta quarta-feira, na Casa Branca, a dois perus, que escaparam de serem servidos como prato principal.

Bem-humorado, Obama fez piada durante o gesto, dizendo que ao menos "para isso não precisava da aprovação do Congresso".

O comentário jocoso de Obama fez referência à batalha travada entre republicanos e democratas desde setembro sobre um pacote de estímulos para o emprego.

"Não podemos esperar para perdoar estes perus", disse Obama, utilizando slogan de sua campanha para convencer a seus companheiros dos méritos de seu plano de US$ 447 milhões.

"Do contrário, terminariam recheados junto ao purê de batatas", completou.
Com o gesto, Obama deu sequência à tradicional cerimônia presidencial iniciada por John Kennedy de "perdoar" a um ou dois perus na véspera da Ação de Graças, uma das festas mais tradicionais do país, na qual a comida típica é o peru recheado.

"Eu te concedo a graça", disse Obama, levantando a mão sobre um pavão branco de nome "Liberty" (Liberdade), de 20,5 quilos que, junto a outro de nome "Peace" (Paz), terminará seus dias na propriedade de George Washington em Mount Vernon, Virginia (leste).


Obama disse ainda que os perus haviam recebido formação midiática para suportar os flashes das câmeras fotográficas.

"Também aprenderam algo importante para aparecer nos meios de comunicação: cacarejar sem realmente dizer nada", brincou o presidente.
Já em um tom mais sério, Obama pediu aos cidadãos dos Estados Unidos que dêem graças pela festa de quinta-feira, e se lembrem dos que estão em piores condições.

"Saudemos aqueles que possuem um lugar especial em nossas vidas, e nos asseguremos de que eles sabem disso", disse Obama, acompanhado de suas filhas Malia, de 13 anos, e Sasha, de 10.

FRANCE PRESS/FOLHA

Dinamarca deve aprovar casamento gay na Igreja

A Dinamarca quer legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo no religioso, em substituição às bênçãos de curta duração que a Igreja Luterana atualmente realiza.

O governo anunciou nesta quarta-feira que irá apresentar em fevereiro uma proposta para alterar as leis de matrimônio no país. Em 1989, a Dinamarca tornou-se o primeiro país a permitir uniões civis gays.

Desde 1997, os casais do mesmo sexo podem se casar no religioso por meio de bênçãos dadas ao final de missas comuns.

O Ministério de Assuntos Religiosos da Dinamarca diz que a mudança deve igualar o país à Islândia e à Suécia, que já permitem a realização de cerimônias para os casais gays.

No entanto, o clero do país manterá o direito de se recusar a realizar uniões de casais do mesmo sexo, sem ser punido por isso.

ASSOCIATED PRESS/FOLHA

Boneca que fala palavrão causa indignação entre pais nos EUA

Uma boneca que falaria palavrões e foi colocada à venda nos Estados Unidos está provocando revolta entre os pais americanos, que, faltando cerca de um mês para o Natal, pediram às lojas de brinquedos que retirem o produto do mercado.

A boneca, que é vendida pela cadeia de loja Toys "R" Us, falaria, entre balbuceios, as palavras "crazy bitch".

O brinquedo já ganhou espaço no YouTube, e um advogado que se apresenta como "defensor das crianças", Joey McCutchen, pediu que a Toys "R" Us pare de vendê-lo.

Um porta-voz da cadeia, contactado pela AFP, afirmou que a boneca não diz palavrões, apenas balbucia. Segundo a fonte, a cadeia de brinquedos não pretende fazer um recall do produto.

A boneca faz parte da linha "You & Me Interactive Triplets".

FOLHA

ANP suspende atuação da Chevron no Brasil

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) determinou nesta quarta-feira a suspensão das atividades de perfuração da Chevron no Campo de Frade, até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área.

A medida significa a suspensão de toda atividade de perfuração da Chevron do Brasil no território nacional.

Novas autorizações só poderão ser concedidas quando as causas do vazamento forem identificadas e as condições de segurança na área de Frade forem restabelecidas, decidiu a diretoria da agência em reunião extraordinária.

A petroleira americana explora 12 poços no campo de Frade, entre eles o que apresenta vazamento de óleo desde o dia 8 de novembro.

A ANP rejeitou ainda pedido da concessionária para perfurar novo poço no Campo de Frade com o objetivo de atingir o pré-sal.

A diretoria da agência informou que a perfuração de reservatórios no pré-sal "implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade".

A medida não alcança as atividades necessárias ao abandono definitivo do poço com vazamento e a restauração das suas condições de segurança, informou a agência.

A Chevron informou que ainda não foi notificada sobre a decisão, e vai seguir todas as normas e regulamentos do governo brasileiro e suas agências.

DESCULPAS

O presidente da Chevron no Brasil, George Buck, pediu desculpas ao povo brasileiro nesta quarta-feira, em audiência pública na Câmara.

Buck afirmou que a prioridade máxima da empresa foi evitar ferimentos e danos a pessoas, depois a proteção ao meio ambiente, com o controle da mancha de óleo no mar. Em seguida, a preocupação foi conter a fonte do vazamento. Segundo ele, o vazamento foi contido em quatro dias, e o fluxo atual é "residual".

O presidente afirmou que qualquer vazamento é "inaceitável", mas que o óleo que ainda escapa da superfície do solo marinho da região está depositado nas rochas, e está seguindo seu fluxo.

TCU

O TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu nesta quarta-feira investigar a ANP (Agência Nacional do Petróleo) após o vazamento.

A auditoria, proposta pelo ministro Raimundo Carreiro, pretende saber se a agência tem ações preventivas de controle para este tipo de vazamento e se está fiscalizando os planos de emergência das petrolíferas.

Além disso, o tribunal também pediu uma auditoria na Petrobras para saber se ela será ressarcida pelos gastos feitos no apoio à Chevron para controlar o vazamento.

MULTA

O presidente da Petobras, José Sérgio Gabrielli, disse nesta quarta-feira que a multa em caso de acidentes em operações petrolíferas são de responsabilidade do operador, mas que os sócios podem ter de arcar com uma fatia da punição dependendo dos contratos entre as partes.

Gabrielli não quis relevar se a Petrobras terá que pagar o referente à sua participação no campo de Frade, onde ocorreu o acidente da Chevron há duas semanas, mas ressaltou que o diálogo entre os sócios nas empresas de petróleo é permanente.

A estatal é sócia da Chevron no campo de Frade. A empresa já foi multada em R$ 50 milhões pelo Ibama, mas pode ter de pagar até R$ 260 milhões em punições.

PRAIAS

O governo do Rio considera haver, ainda, risco de o óleo que vaza na bacia de Campos chegar à costa. Técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) consideram haver quantidade relevante de óleo em partes mais fundas e que esse material pode se dirigir a praias próximas por meio de correntes marítimas.

A mudança do clima pode contribuir a isso. Segundo o o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a alteração na direção dos ventos de leste - contrária à costa - para o sul pode favorecer a aproximação da mancha.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse que, como o petróleo que vazou é pesado, pode não subir imediatamente, transformando-se em pelotas que podem ser carregadas para diferentes pontos.

"Em duas semanas a um mês, há o risco de essas bolas de piche aparecerem em praias de Arraial do Cabo, Macaé [ambas no Rio] e em Ubatuba [SP]".

FOLHA

"Estão me bombardeando", diz Caio Castro após declaração sobre gays

O ator Caio Castro, 22, reagiu rápido sobre a declaração dada à revista "Quem".
"Estão me bombardeando", disse o ator em uma twitcam (transmissão ao vivo pelo Twitter) sobre as críticas.
Para a revista, Caio deu a seguinte declaração: "Não acho que sou pegador. Mas vou te falar uma parada também, se você não tem fama de pegador e é solteiro, fica com fama de veado. Então, antes pegador que veado, né?".
Ele se defendeu dizendo não ter "preconceito algum com quem é homossexual".
Caio disse que da maneira que foi publicada a declaração, "ficou maldosa. Ficou uma sensação de preconceito ao público gay", comentou, "qualquer tipo de preconceito é um atraso".
"Muitas vezes não é posto o que a gente realmente fala, sempre sai coisa errada e muitas vezes pode acabar nos prejudicando", criticou o Antenor de "Fina Estampa".
FOLHA

luishipolito@outlook.com

Carregando...