sexta-feira, 6 de abril de 2012

Chávez viajará ao Brasil neste fim de semana, diz jornalista venezuelano

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, vai se reunir com Luiz Inácio Lula da Silva neste fim de semana, informou hoje o jornalista venezuelano Nelson Bocaranda, que antecipou a informação sobre a doença do presidente, no ano passado. 

Em sua página no microblog Twitter, o jornalista contou que "já partiu para São Paulo" um avião do governo para preparar a chegada do mandatário "ao HSLSP [Hospital Sírio-Libanês] e ao hotel". 

Ele disse ainda que a "presidente Dilma Rousseff visitará seu colega venezuelano em São Paulo após o encontro dele com Lula no HSLSP, no fim de semana". 

O jornalista Nelson Bocaranda ficou famoso ao confirmar que Chavez tinha câncer, equanto o governo negava. Seguido por mais de 500 mil pessoas em sua conta no Twitter e ferrenho opositor de Chávez, ele disse recentemente que houve "uma extensão do câncer originário". 

Em fevereiro, o Bocaranda também havia antecipado que o presidente passaria por uma nova cirurgia em Havana. 

BOATOS
 
As especulações de uma viagem de Chávez a São Paulo aumentaram nas últimas horas, assim como os boatos sobre seu estado de saúde. 

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela havia informado nessa semana que o mandatário pretendia viajar "em breve" ao Brasil para se reunir com Dilma e avaliar a "política regional". 

O presidente venezuelano está em tratamento contra um câncer e já passou por cirurgias e sessões de radioterapia em Cuba. 

FOLHA

Caça da Marinha dos EUA cai em área residencial da Virginia

Uma aeronave F-18 da Marinha americana caiu em uma área residencial de Virginia Beach, no estado da Virgínia (EUA), segundo o Pentágono.
O Pentágono informou que os dois pilotos tiveram tempo para saltar do avião, mas o estado deles ainda não foi divulgado. Não há informações também sobre possíveis outras vítimas no acidente.

"Até onde sabemos não temos nenhuma confirmação de que haja feridos, mas houve danos importantes em cinco edifícios", disse o chefe dos bombeiros de Virginia Beach, Tim Riley, a CNN.

O avião pertencia à base aérea da Marinha em Oceana, Virginia Beach, onde treinam pilotos da Marinha e do corpo de Marines das Forças Armadas americanas.

A Marinha afirmou em comunicado que, segundo informações preliminares, o acidente aconteceu às 12h05 no horário local, pouco depois que o F-18 decolou da base. A Marinha disse estar trabalhando com as autoridades locais e não deu mais detalhes por enquanto. 

Em fotografias enviadas pelas testemunhas à emissora "CNN" é possível ver fogo e fumaça entre vários edifícios, em uma área residencial de veraneio. 

Segundo o canal de televisão, um dos edifícios afetados é uma residência de idosos e pelo menos duas pessoas foram levadas a um hospital próximo. 

"Não vi ninguém correndo para fora, mas escutei que havia idosos que viviam nesses edifícios e isso me preocupa", completou. 

O F-18 é o avião de caça da Marinha americana e está em serviço desde os anos 1980. O modelo foi vendido a diversos clientes estrangeiros. 

A aeronave acidentada pertence ao esquadrão 16 da base Oceana, um imenso complexo no qual trabalham 15.000 pessoas. O esquadrão 16 serve de "esquadrão de substituição" e sua missão é treinar os pilotos da Marinha.

FOLHA

Cerca de 1.000 trabalhadores deixam obra de Jirau após incêndio

Pelo menos 1.000 operários da obra da usina de Jirau, em Rondônia, foram demitidos desde o incêndio da última terça-feira que destruiu parte dos alojamentos de funcionários da hidrelétrica. 

A informação é da Camargo Corrêa, principal construtora da obra. 

Segundo a empresa, os próprios trabalhadores pediram desligamento e estão recebendo transporte para suas cidades de origem.

Jirau é uma das principais hidrelétricas planejadas pelo governo federal na Amazônia. Reúne 20 mil operários e tem previsão de começar a gerar energia até o final deste ano. 

A obra da usina foi retomada parcialmente nesta sexta-feira, após três dias de paralisação em decorrência do incêndio. A informação é da Polícia Civil de Rondônia e da Camargo Corrêa. O sindicato dos trabalhadores não foi localizado ontem. 

Segundo a Camargo Corrêa, pelo menos 40% dos 20 mil funcionários estavam em atividade ontem. Outros 1.400 operários continuavam em hotéis e pousadas de Porto Velho, depois que 36 dos 91 blocos de alojamentos da obra foram destruídos no ataque. 

De acordo com o delegado Jeremias de Souza, que investiga o caso, 17 operários da obra estão presos preventivamente por suspeita de incêndio qualificado. Seriam funcionários contrários ao fim da greve na usina, aprovado na segunda após 24 dias de paralisação. 

A Polícia Civil ainda procura 13 operários com mandados de prisão em aberto. "Estamos controlando a situação no canteiro da obra à medida que vamos punindo os culpados", disse Souza.

INSPEÇÃO
 
A Justiça do Trabalho informou que fará no sábado uma inspeção na obra para comprovar a situação de segurança e acomodação dos trabalhadores. 

A medida atende a uma ação proposta pelo Ministério Público do Trabalho na última quarta-feira contra as construtoras da obra (Energia Sustentável do Brasil, Camargo Corrêa, Jauru Construção Civil e Enesa Engenharia). 

Caso a vistoria constate precariedade nas instalações, as empresas poderão ter que pagar R$ 1.000 diários de multa por trabalhador encontrado em más condições.

FOLHA

Estúdio revela segredos de filmagem da série 'Harry Potter'


Revelar o segredo do truque estraga a mágica? Talvez não no recém-inaugurado Warner Bros. Studio Tour London - The Making of Harry Potter, nos estúdios da Warner em Leavesden, a pouco mais de 30 km de Londres.

Ali, onde foram filmados todos os oito filmes da série, os fãs do bruxinho podem ver cenários, figurinos e bonecos mecânicos usados nos longas - e a riqueza de detalhes é tal que vê-los fora de cena não desmancha a aura de magia que ganharam na tela.

Inanimada e menor que no filme, Aragog, a aranha gigante que ataca Harry Potter (Daniel Radcliffe), permanece assustadora. Buckbeak, o hipogrifo de Hagrid (Robbie Coltrane), também é consideravelmente menor do que aparenta ser na tela, mas apresenta movimentos impressionantes. E ambos são tão realistas como nos filmes.

Após uma apresentação sobre o estúdio e os filmes, os visitantes adentram o Grande Salão da escola de Hogwarts, onde as grandes mesas exibem rabiscos dos "alunos". O impressionante teto, porém, está faltando -o modelo utilizado, muito menor que o salão, pode ser visto no espaço adjacente.

Entre os cenários, é possível observar, por exemplo, o quarto de dormir de Harry em Grifinória, o escritório do professor Dumbledore (Michael Gambon), a cabana de Hagrid, a sala de poções e o escritório da professora Umbridge, todo em rosa e tons de violeta.

Um dos locais mais interessantes - e reveladores - é o "Creature Effects Workshop", onde criaturas mecânicas se misturam a máscaras, cabeças de personagens e até modelos em tamanho real de Harry, Ron (Rupert Grint), Hermione (Emma Watson), Hagrid e Dumbledore.

Os visitantes também podem caminhar pelo Beco Diagonal, onde ficam a loja de varinhas mágicas Ollivander e o Empório das Corujas.

No quesito detalhes, impressiona o modelo do castelo de Hogwarts, feito para tomadas aéreas, construído por 86 artistas e membros da equipe, e depois reconstruído e alterado ao longo das gravações dos filmes. O modelo, que tem cerca de 15 metros de diâmetro, é detalhista ao ponto de ter dobradiças em todas as portas.

Os preços, porém, não foram alterados por toque de mágica: custam salgados £ 28 (R$ 82,35) para adultos e £ 21 (R$ 61,80) para crianças.

FOLHA

Usina é condenada a pagar R$ 1,6 mi a trabalhador que perdeu as mãos


A Usina São Martinho, de Pradópolis (315 km de São Paulo), uma das maiores produtoras de açúcar e álcool do país, foi condenada a indenizar em quase R$ 1,6 milhão um funcionário que perdeu as duas mãos em um acidente de trabalho.

A sentença é do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que manteve os valores arbitrados em condenação de primeira instância da Vara do Trabalho de Jaboticabal. A empresa afirma que vai cumprir a decisão judicial.

O acidente ocorreu em outubro de 2008, três meses depois que Edmilson Inácio da Silva foi contratado pela usina como ajudante geral.

Segundo o texto da decisão, a função dele consistia em limpar as grelhas externas da caldeira da usina e, nos intervalos, varrer o chão.

Por determinação do encarregado, ainda segundo a sentença, Silva foi designado para auxiliar o operador da caldeira na limpeza do alimentador da máquina. Sem treinamento ou orientação técnica, ele teve as duas mãos amputadas.

Do total a ser pago ao trabalhador, R$ 500 mil referem-se a danos morais, o mesmo valor por danos estéticos e mais R$ 538,8 mil por danos materiais.

O caso chegou ao TRT porque empresa e funcionário recorreram da decisão de primeira instância.

No caso da São Martinho, a empresa, entre outros pontos, pediu a nulidade da sentença por cerceamento de defesa e negou responsabilidade pelo acidente.

Já o recurso da vítima do acidente pedia o aumento do montante fixado como indenização, com a inclusão do 13º salário no cálculo.

Esses pedidos foram negados pelo TRT. A reportagem não conseguiu ouvir Silva nem seu advogado nesta quinta-feira.

OUTRO LADO

O Grupo São Martinho, em nota, disse que desde o primeiro momento após o acidente vem prestando auxílio necessário ao funcionário, incluindo tratamentos médicos e fisioterapias, bem como demais despesas da família.

A empresa disse ainda que cumprirá a decisão da Justiça do Trabalho.

FOLHA

Caixa terá juro de 1,35% no cheque especial


Após o Banco do Brasil provocar a concorrência com juros baixos, chegou a vez de a Caixa Econômica Federal surpreender com uma abordagem ainda mais agressiva.

O banco reabre na segunda oferecendo pacotes inéditos para clientes vindos de outros bancos e taxas de cheque especial que começam em 1,35% ao mês - há duas semanas, a média era 8,01%.

A Caixa distribuirá aos correntistas de outros bancos formulários para "migração" da conta-salário e oferecerá linha de financiamento chamada "Crédito Azul", pela qual o cliente poderá quitar a "dívida cara" na concorrência e se refinanciar com juros menores no banco estatal.

Apesar de o BB ser o maior banco brasileiro, a Caixa tem mais capacidade de abordar clientes de outras instituições. Além de ter 80% do crédito imobiliário no país, ela recebe clientes de outros bancos porque é a gestora do FGTS e implementa serviços sociais do governo, como pagamento de seguro-desemprego, PIS, Bolsa Família e o Fies (crédito estudantil). Juntando todos, o banco tem 56,8 milhões de clientes - quase 30% da população do país.

Bancada pela presidente Dilma Rousseff, a iniciativa dos bancos públicos visa estimular a economia por meio do consumo e forçar Itaú, Bradesco e Santander a reduzirem suas taxas sob o risco de perderem mercado, como ocorreu na crise de 2009.

Se o BB informou que cobrará 3% ao mês no chamado rotativo do cartão de crédito (quando o cliente não paga a fatura integral) só no caso de clientes de outros bancos que aderirem ao banco, a Caixa atacará com um piso de 3,97% ao mês para todos nessa modalidade.

No caso do crédito com desconto em folha de pagamento (consignado), o piso será de 0,84% ao mês, praticamente a mesma taxa de 0,85% que será cobrada pelo BB para aposentados do INSS, linha conhecida pelo baixo risco de calote.

Para crédito pessoal, em um financiamento de R$ 15 mil em 36 meses, as taxas irão variar entre 2,33% ao mês a 2,53%.

A Caixa também anuncia na segunda uma linha de crédito de R$ 8 bilhões para capital de giro direcionado a micro e pequenas empresas.

Para divulgar a redução nos juros, a Caixa fez um anúncio de 30 segundos na TV, estrelado pela atriz Camila Pitanga, batizado de "Caixa Melhor Crédito".

Gerentes treinados


Em São Paulo, os gerentes da Caixa receberam ontem um folheto com o material de divulgação do corte nos juros, intitulado "Corte Histórico de Juros na Caixa", com a atriz Camila Pitanga como garota-propaganda ", ela já havia sido a estrela do comercial que mostrou os resultados de 2011 do banco.

NOVOS CLIENTES

A ideia da ofensiva da Caixa, segundo comentou um gerente, é captar aqueles que ainda não são clientes, oferecendo algumas vantagens para que estabeleçam um vínculo sólido com a instituição financeira.

A Caixa promete anunciar um novo sistema para estimular a portabilidade, mecanismo em que o cliente transfere pagamentos e dívidas de um banco para outro.

A "portabilidade de dívidas" está disponível desde 2007, mas ainda não decolou. Isso porque, quando um cliente deseja migrar o empréstimo de um carro, por exemplo, tem de arcar com todos os custos burocráticos e cartoriais, o que anula ganhos com redução de juros.

Procurados, Itaú e Bradesco disseram que estudam medidas semelhantes. O Santander afirmou que já tem reduzido as taxas para manter sua competitividade.

FOLHA

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