terça-feira, 17 de abril de 2012

Para Dilma, Brasil só sustentará 6ª economia com distribuição de riquezas


A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que o Brasil só vai conseguir sustentar a 6ª posição entre os maiores PIBs (Produto Interno Bruto) do mundo somente quando toda sua população tiver efetivamente acesso a riquezas.

Hoje, relatório do Fundo Monetário Internacional indicou que a economia brasileira deve voltar a ser superada pelo Reino Unido em 2012 e que o país cairá para a posição de 7ª maior economia global.

"Muitas vezes dizem para nós que é muito importante que o Brasil tenha chegado a ser a 6ª potencia baseado nos critérios e nos indicadores do Produto Interno Bruto. Para nós, para os que pensam como nós, o Brasil só chegará a ser a sexta potência do mundo se a sua população for também, em matéria de acesso a riqueza e aos bens, a sexta população mais rica do planeta", disse a presidente.

E completou: "Nosso país jamais será realmente rico se não pudermos todos participar e desfrutar das benesses do nosso desenvolvimento".

Dilma destacou o avanço social dos brasileiros para a classe média, que tem aquecido a economia brasileira. "Em menos de uma década 40 milhões de brasileiros ascenderam à classe média. Construímos e estamos construindo uma consistente rede de políticas sociais. Em apenas nove anos implantamos o bolsa família e garantimos que os benefícios sejam entregues a mais de 13 milhões de famílias em todos os meses".

Ao empossar a primeira mulher no comando do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Dilma disse que o país tem mais prestígio internacional.

"Hoje nós brasileiras e brasileiros olhamos para nós mesmos com outros olhos. Olhos mais orgulhosos. O mundo também nos olha com muito mais respeito e admiração", afirmou.

A presidente voltou a dizer que o governo do ex-presidente Lula ajudou a colocar na agenda internacional o combate à fome e à desigualdade social.

"Sob a liderança do nosso querido presidente Lula, o combate à fome ganhou centralidade, força, ganhou prioridade na agenda brasileira. Essa prioridade transformou-se em ações concretas, em uma política pública. 

Tanto por parte do governo brasileiro (...) como também por vários organismos internacionais com os quais o Brasil contribuiu", afirmou.

FOLHA

Italiana é libertada após um ano de cativeiro na Argélia


A italiana Maria Sandra Mariani, 54, que estava sequestrada desde o começo do ano passado por um grupo islâmico ligado à Al Qaeda na Argélia, foi libertada hoje, confirmou hoje a Chancelaria italiana.

Raptada em 2 de fevereiro de 2011 no sul do deserto argelino enquanto fazia um passeio turístico na região de Aidena. A confirmação de sua libertação foi dada por seus pais, que conversaram por telefone com ela.

"Agora estou no paraíso, finalmente estou libertada. Pensei tanto em vocês e abraço todos. 

Estou bem. Amanhã de manhã estarei na Itália, em Roma", avisou Sandra a seus pais.

De acordo com a rede de televisão "Al Arabiya", dos Emirados Árabes, María se encontra em Burkina Fasso, país situado ao sul da Argélia e de Mali.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Giulio Terzi, expressou sua gratidão a "todos aqueles que contribuíram para o êxito positivo da questão dom grande dedicação constância e profissionalismo".

Ele não deu detalhes sobre como foi feita a libertação.

Mariani foi capturada por vários terroristas que viajavam em veículos 4x4 armados com fuzis automáticos, quando retornava de um passeio pela conhecida área turística de Djanet acompanhada por um guia e um cozinheiro.

Posteriormente, os sequestradores colocaram em liberdade o guia e o cozinheiro e autorizaram a refém a realizar uma ligação através de seu telefone por satélite para alertar o responsável pela agência de turismo com a qual viajou.

Por enquanto, continua em poder de criminosos a também italiana Rossella Urru, sequestrada em 23 de outubro de 2011 em Tinduf, no sul da Argélia, junto a dois voluntários espanhóis.

ANSA/EFE/FOLHA

Mundo será dividido em governos abertos e fechados, diz Hillary


A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou nesta terça-feira (17) que em um futuro próximo, o mundo será dividido entre governos abertos e fechados, e não mais entre nações do norte e do sul. Ela participa, em Brasília, da 1ª Conferência de Alto Nível para Governo Aberto (OGP).

A chefe da diplomacia dos EUA elogiou o trabalho da presidente Dilma Rousseff e afirmou que o combate à corrupção implementado pela mandatária brasileira cria um "padrão mundial" para o enfrentamento de irregularidades. "Nós agora temos oportunidade de estabelecer novos padrões mundiais para a boa governança, a prestação de contas, e nenhum melhor parceiro para essa iniciativa do que o Brasil", disse.


A secretária dos Estados Unidos disse ainda que a corrupção "mata o potencial dos países, drena recursos, protege líderes desonestos e tira a motivação da população de melhorar suas sociedades". Brasil e Estados Unidos lideram a iniciativa que estabelece uma declaração para um governo aberto - 55 países assinaram formalmente esse compromisso hoje.

Hillary afirmou que num mundo cada vez mais tecnológico, é cada vez mais difícil um Estado se manter fechado e alheio ao que acontece no mundo - ela citou a Primavera Árabe como exemplo da força da internet. Esses países mais fechados, ressaltou, "Vão descobrir rapidamente neste mundo da internet que eles serão deixados para trás".

"Quanto maior a abertura das informações ao escrutino público, maior será a eficiência dos serviços públicos", afirmou o ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União. "Não há melhor desinfetante do que a luz do sol", completou.

A presidente Dilma ainda deve discursar no evento.

BRASIL X EUA

Ontem, Hillary afirmou que Brasil e Estados Unidos precisam considerar um acordo de livre comércio durante o evento "Visão para a Parceria Econômica no Século 21", promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pela Amcham (Câmara Americana de Comércio).

A secretária não aprofundou a eventual necessidade de um acordo de livre comércio entre os países, mas elogiou os momentos das duas economias. "A sua dimensão econômica [do Brasil] se torna cada vez mais importante, não só para os dois países, mas para o mundo", disse, destacando a importância da expansão da classe média brasileira.

Hillary afirmou ainda que a chave do sucesso econômico de Brasil e EUA é a inovação aliada com a preocupação com o meio ambiente. "Em época de incerteza econômica, como é possível manter o impulso econômico, esse crescimento que é o combustível da prosperidade? Grande parte da resposta é a inovação, que é o elemento chave das nossas relações bilaterais", disse.

A secretária destacou que é possível aumentar o comércio entre os dois países. "Podemos fazer muito mais, há oportunidades e potencial para mais investimentos, mais comércio, mais emprego", disse.

FOLHA

Julian Assange e o seu libertário WikiLeaks chegam à televisão e à internet



John Surico (Village Voice e Russia Today)
Luz, câmeras, ação. Hoje, Julian Assange, fundador de WikiLeaks e hacker mundialmente conhecido, estreia na televisão mundial, inaugurando um novo programa, do qual é apresentador e principal entrevistador, “The World Tomorrow” [O mundo amanhã], no canal patrocinado pelo governo da Rússia, de TV por satélite, Russia Today.
O programa é apresentado online e por televisão, em inglês, espanhol e árabe – três das línguas mais faladas no mundo – e com certeza deixará de cabelos em pé os altos escalões governamentais em todo o mundo.
A chamada que se vê em http://www.youtube.com/watch?v=TMIDuLA57Kg, distribuída internacionalmente pela Russia Today, é uma amostra do que fará e dirá, por televisão, em três línguas, o homem mais odiado e mais perseguido pelo poder no planeta. E, sinceramente, parece muito interessante.
Com clips de Occupy Wall Street, a ‘Primavera Árabe’ e cenas do calvário de Assange desde que foi preso, o vídeo termina com a declaração épica de Assange, que dá título ao programa: “Hoje, estamos à procura de ideias revolucionárias, capazes de mudar o amanhã do mundo, o mundo amanhã”.
Não há dúvida alguma de que, ao abrir espaço para um programa apresentado por Julian Assange, na televisão mundial, o governo da Rússia hoje faz um grande serviço a favor da liberdade de imprensa. E a primeira edição do programa acontecerá na data que marca os 500 dias do bloqueio financeiro decretado contra Wikileaks.
TRIBUNA DA INTERNET

Eremita de 76 anos vive pelado em ilha remota do Japão


Correntes marítimas perigosas giram em torno da ilha Sotobanari, que não tem uma gota de água natural e na qual pescadores locais raramente param.

Entretanto, Masafumi Nagasaki, de 76 anos, fez desta ilha em forma de rim, na região tropical de Okinawa, seu lar depois de aposentado, com um modo de se vestir incomum: sem roupa nenhuma.

Pelado, ele enfrenta tufões e insetos como um ermitão.

"Eu não quero fazer o que a sociedade diz para eu fazer, mas eu sigo as regras do mundo natural. Você não pode superar a natureza, então você apenas deve obedecer completamente", disse.

"É isto que eu aprendi quando vim para cá, e provavelmente por isso que eu sobrevivo tão bem".

Nagasaki, que tem a pele endurecida como couro por causa do sol de duas décadas na ilha, trabalhou brevemente como fotógrafo antes de passar alguns anos no lado mais obscuro da indústria do entretenimento. Quando chegou a aposentadoria, queria ir para longe de tudo.

Ele escolheu Sotobanari, que tem aproximadamente 1.000 metros de um lado a outro e significa "Ilha Remota de Fora" no dialeto local. Ela fica na costa da ilha Iriomote, muito mais perto de Taiwan do que de Tóquio.

NUDEZ

No primeiro ano em que viveu em Sotobanari, ele colocava roupas quando barcos passavam por perto. Mas aos poucos a ilha despiu-o de suas vergonhas.

"Andar pelado não se insere bem na sociedade normal, mas aqui na ilha eu sinto que é o certo, é como um uniforme", disse. "Se você põe roupas, você se sentirá completamente fora de lugar".

Ele coloca roupas uma vez por semana para ir até o povoado, a uma hora de distância, onde compra comida e água potável. Ele também coleta os 10 mil ienes (US$ 120) enviados para ele por sua família, dinheiro com o qual vive.

REUTERS/FOLHA

Presidente da Repsol afirma que vai recorrer à Justiça


O presidente da Repsol, Antonio Brufau, acusou nesta terça-feira o governo da Argentina de ter produzido uma campanha de "fustigação, coações e vazamentos interesseiros e planificados" para provocar a queda do preço da YPF e facilitar assim sua desapropriação a preço de saldo.

Em entrevista coletiva em Madri, Brufau qualificou a intenção do governo argentino de nacionalizar a YPF de "ato absolutamente ilegítimo e injustificável" e relacionou esta atuação à descoberta da jazida "Vaca Muerta", uma das mais importantes dos últimos anos.

O presidente da petrolífera espanhola anunciou que recorrerá à Justiça internacional e exigirá uma compensação "justa" pelas ações de expropriação, pelo menos da mesma quantia que corresponderia aos acionistas de acordo com a lei e que a companhia calcula em US$ 46,55 por ação, o que avaliaria a YPF em US$ 18,3 bilhões.

O presidente da Repsol explicou que apesar de suas reiteradas tentativas de reunir-se com a presidente argentina, Cristina Kirchner, para buscar uma solução negociada ao conflito criado em torno da YPF, a governante se negou.

ASSALTO

Brufau também criticou o assalto à sede da YPF protagonizado ontem por funcionários argentinos, que "tiraram nosso pessoal e tomaram o controle da companhia antes mesmo de a presidente acabar de explicar o decreto de desapropriação".

"Estes atos não ficarão impunes", advertiu Brufau, para quem a intenção de expropriar a YPF também está relacionada com a profunda crise econômica e social pela qual atravessa a Argentina.

Atualmente, a Repsol controla 57,4% do capital da YPF, companhia da qual o Executivo argentino pretende controlar 51% mediante a desapropriação de suas ações.

US$ 10,5 BILHÕES

A petrolífera espanhola Repsol calculou nesta terça-feira em US$ 10,5 bilhões a sua participação de 57,4% na YPF e disse que para expropriar 50,1% da companhia o governo argentino deve lançar uma oferta pública de aquisição de ações (OPA).

Em entrevista coletiva em Madri, o presidente da Repsol, Antonio Brufau, explicou que para uma aquisição igual ou superior a 15%, segundo o estatuto da YPF, o comprador deve formular uma OPA pela totalidade das ações.

Para determinar o preço por ação da YPF é preciso multiplicar o índice Preço/Lucro máximo registrado pela companhia nos dois últimos anos pelo resultado líquido por ação dos últimos 12 meses.

O resultado desta operação levaria o valor de cada ação da YPF a US$ 46,55, o que avaliaria a companhia em US$ 18,3 bilhões.

EFE/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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