terça-feira, 9 de agosto de 2011

A crise é o que parece


Olhando pelo retrovisor, a carnificina a que estamos assistindo nos mercados mundiais é justificada.

A economia global não está apenas mais fraca do que no auge da Grande Recessão, em 2008/2009. Ela está mais endividada. E esgotou a munição disponível para sair do atoleiro.

Há três anos, o epicentro da crise eram os EUA. Hoje, há dois polos: EUA e Europa, com Espanha e Itália no centro.

A economia americana tem hoje quase 7 milhões de empregos a menos (5%) na comparação com dezembro de 2007, quando entrou em recessão.

Mesmo partir da recuperação em junho de 2009, praticamente não ganhou terreno. A produção não cresceu e a renda das famílias encolheu 4%.

Para sair da Grande Recessão, o Fed (BC americano) baixou a zero a taxa básica de juro em dezembro de 2008 e injetou US$ 3 trilhões (quase um PIB e meio do Brasil) para comprar títulos de bancos e empresas em dificuldade. O governo Obama também gastou US$ 800 bilhões em programas de incentivo à produção e ao emprego.

Esses gastos resultaram em uma esperança de recuperação no início deste ano. Mas também na explosão do endividamento e no rebaixamento da dívida dos EUA.

No início de 2011, o país parecia avançar e criava cerca de 180 mil empregos ao mês. Muitos previam um crescimento anualizado de 4%. Hoje, a geração de empregos e a expectativa de alta do PIB correspondem à metade disso.

Os mercados espelham esses fatos. Mas não totalmente.

Na histeria da última crise, em outubro de 2008, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York (que costuma levar o mundo de roldão) caiu para 8.175 pontos. Na segunda (08.ago.), após despencar 5,6%, estava em 10.809 pontos. Ou seja, ainda está 25% acima do piso de 2008.

É difícil imaginar que o mundo (e o pânico) volte ao patamar de outubro de 2008.

Naquele momento, os maiores bancos americanos quebraram e só sobreviveram após a ajuda estatal (se bem que as ações de Bank of America e Citigroup já caíram 55% e 42% nos últimos seis meses).

Mas, naquele momento, o arsenal estatal era muito maior do que é hoje, e havia juro para cortar. A carga da dívida pública também não era tão grande nos EUA. E não se falava de problemas de solvência pelos quatro cantos da Europa.

Hoje, após os resgates na periferia europeia (Portugal, Irlanda e Grécia), a crise de endividamento se aproxima do centro, de Itália e Espanha, terceira e quarta economias na região.


O quadro ao lado mostra o tamanho do problema, com vencimentos de dívidas dos cinco países problemáticos atingindo picos em 2012 e 2013.

Ainda não se sabe quem vai financiá-los, especialmente em um cenário de baixo crescimento e arrecadação de impostos.

O pano de fundo disso tudo é o mesmo de 2008. Mas agora ele está mais feio, sujo e pesado.

É o velho mantra dessa crise: aos bancos e famílias no mundo rico que se endividaram como nunca até 2007, juntaram-se agora os governos, com os resgates a partir de 2008.

Os mercados veem isso como uma indigestão de dívidas, que limitará o crescimento global por muitos anos.

Sua reação, lógica, é a pior possível: destruir muito do que restou da riqueza de quem tem ações nas bolsas.
Fernando Canzian
Fernando Canzian é repórter especial da Folha. Foi secretário de Redação, editor de Brasil e do Painel e correspondente em Washington e Nova York. Ganhou um Prêmio Esso em 2006 e é autor do livro "Desastre Global - Um ano na pior crise desde 1929". Escreve às segundas-feiras na Folha.com.
FOLHA

Avião de carga cai no leste da Rússia com 11 a bordo


Um avião de carga modelo Antonov 12 caiu nesta terça-feira na região de Magadan, no extremo oriente da Rússia. As autoridades dizem as chances são pequenas de que uma das 11 pessoas a bordo tenham sobrevivido.

A promotoria de Magadan divulgou um comunicado no qual disse que o avião enviou uma mensagem sobre um problema a bordo e um incêndio em um dos motores, pouco depois da decolagem em Magadan.

Segundo a promotoria, a tripulação tentou retornar ao aeroporto. A aeronave, contudo, sumiu dos radares da torre de controle de tráfego aéreo.

O avião transportava 16 toneladas de alimentos entre Magadan e Chukotka, também no extremo oriente russo.

Uma equipe de resgate foi enviada para encontrar a aeronave e as pessoas a bordo. O acesso, contduo, é difícil já que a aeronave caiu em uma região de floresta.

FOLHA

Capitalismo ao estilo chinês


Rubens Barbosa - O Estado de S.Paulo
O crescente investimento externo da China e a presença cada vez mais forte de suas empresas em países em desenvolvimento começam a expor dificuldades culturais geradas pelo modelo de gestão empresarial implantado em terras africanas e latino-americanas.
O semanário The Economist recentemente publicou trabalho mostrando o que está acontecendo na África. A China é atualmente o maior parceiro dos países africanos e o destino de mais de um terço do petróleo produzido naquele continente. As empresas chinesas, privadas e públicas, estão investindo pesadamente na produção agrícola, de manufaturas e no varejo. Recursos chineses são responsáveis pela construção de numerosos hospitais, escolas e edifícios públicos. Seu comércio superou US$ 120 bilhões em 2010. Nos últimos dois anos a China fez mais empréstimos a países em desenvolvimento, especialmente na África, do que o Banco Mundial. Entre 2005 e 2010, estima-se que 14% dos investimentos chineses no exterior tenham sido canalizados para a África subsaárica e grande parte dos empréstimos está condicionada a compras de produtos chineses.
A China goza, até aqui, de uma vantagem em relação aos países desenvolvidos que investiram nos países em desenvolvimento nos últimos 200 anos: sua atividade não tem despertado hostilidade. Sua lua de mel, no entanto, está chegando ao fim. As empresas chinesas dependem da cooperação de grande número de africanos crescentemente insatisfeitos com o tratamento recebido.
Uma das explicações para essa mudança de atitude reside no fato de que os chineses que saem para trabalhar no exterior replicam métodos de negócios que pouco levam em conta os direitos dos trabalhadores, relegando a segundo plano as regulamentações e os costumes locais. Juntamente com o aumento do comércio, do investimento, do emprego e da qualificação os chineses também estão trazendo práticas desleais e uma cultura de vale-tudo, até mesmo de violência física, nas relações de trabalho.
As queixas são generalizadas: o país destrói os parques e florestas na busca de recursos minerais e agrícolas e rotineiramente desrespeita regras rudimentares de segurança no trabalho. Estradas e hospitais construídos pelos chineses são mal acabados, inclusive porque as companhias construtoras subornam funcionários públicos locais e inspetores de obras. A corrupção, um problema crônico na África, vem sendo agravada pelos métodos seguidos pelos chineses.
A China passou a ser vista como um predador exaurindo os recursos minerais africanos. Críticos acusam o país de estar adquirindo a propriedade de recursos naturais, em vez de controlar a produção para seu próprio consumo, como no caso do petróleo. Seu interesse, no momento, é vender no mercado spot para manter o fluxo de fornecimento ao mercado internacional de modo a conter a alta dos preços. Por outro lado, o interesse da China não é somente ter acesso aos recursos minerais africanos, mas também construir estradas de ferro e pontes longe das jazidas e dos campos de petróleo para conquistar uma imagem positiva.
Em Angola, segundo The Economist, o presidente José Eduardo dos Santos, refletindo o descontentamento com a presença da China, disse publicamente que os chineses não são os únicos amigos dos angolanos e que não raramente brasileiros e portugueses são usados pelo governo de Luanda para contrabalançar a força da presença chinesa.
Evidentemente, a situação no continente africano nada tem que ver com o que se passa na América Latina. O que não impede que o crescente número de empresas chinesas no Brasil deva merecer atento acompanhamento das autoridades públicas.
Acaba de ser anunciada a ampliação da Foxconn, por meio de investimento de US$ 12 bilhões e o aumento de mais de 150 mil empregos. De acordo com informações publicadas pela Folha de S. Paulo, operários na linha de produção da maior fornecedora de componentes eletrônicos do mundo reclamam de intimidação para produzir horas extras, pressão para atingir metas, ritmo de trabalho hipertenso, múltiplos contratos de experiência e alta rotatividade.
O anúncio desses grandes investimentos e a possibilidade do aumento do número de executivos e trabalhadores chineses, sobretudo em obras de infraestrutura, como ocorreu na tentativa frustrada de trazer operários chineses para trabalhar no Porto de Tubarão, mais as iniciativas do governo de Pequim de casar investimentos em terras para a produção agrícola com a vinda de agricultores do interior da China exigem um cuidadoso acompanhamento do Itamaraty e dos setores de imigração.
Longas jornadas de trabalho, horas extras frequentes, teleconferências de madrugada, vigilância constante dos chefes, metas de produção irrealistas e inegociáveis são algumas das características da gestão empresarial chinesa. Embora reflitam hábitos e práticas existentes na China, o choque cultural tem se traduzido na redução do tempo de permanência dos trabalhadores na empresa. Os chineses não abrem mão de algumas de suas características culturais, entre elas, a administração extremamente centralizada, jornadas longas de trabalho e a falta de confiança. A chamada dupla estrutura de cargos também incomoda os executivos brasileiros. Em algumas empresas chinesas há um executivo chinês exercendo a mesma função de um brasileiro, o que é visto como um sinal de desconfiança. De acordo com informações veiculadas pela Folha de S. Paulo, 42% dos funcionários brasileiros abandonam seus empregos em empresas chinesas no País em um ano.
Enquanto ainda é tempo, o entendimento entre a Fiesp e as centrais sindicais, concentrado na questão da competitividade da empresa brasileira, poderia também voltar-se para essa delicada questão.
PRESIDENTE DO CONSELHO DE COMÉRCIO EXTERIOR DA FIESP 
ESTADÃO

Uma redução de juros exige austeridade nos gastos


A última Ata do Comitê de Política Monetária (Copom) nos havia levado a pensar que o Banco Central, por pressões do governo e do setor privado, poderia até ser levado a reduzir a taxa Selic. Os fatos que agravaram a crise mundial reforçam essa hipótese e parecem afastar uma nova alta da Selic na próxima reunião do Copom.
Além disso, é oportuna a ideia de uma redução da taxa de juros num momento em que se está montando uma nova política industrial. De fato, com a aversão ao risco, que se apresenta com nova força agora, podem-se prever maiores dificuldades para obter financiamentos no exterior, enquanto teremos de arcar com um custo maior.
A diminuição do ritmo de crescimento nos países industrializados e na China terá de se traduzir por uma forte queda do preço das commodities - com exceção, talvez, das alimentares -, que nos últimos meses vinham contribuindo para importante sustentação das nossas contas externas. Soma-se a isso a possibilidade de uma redução dos investimentos estrangeiros diretos, que nos ajudaram na manutenção de uma taxa de crescimento razoável.
Aparentemente, uma redução da taxa de juros poderia contribuir para compensar parte das perdas que a evolução da situação mundial deve provocar.
Um economista ortodoxo como Pérsio Arida não teme sugerir essa solução em razão das perspectivas da nova conjuntura internacional. Convém, no entanto, levar em conta as condições que ele aponta para essa redução, ao dizer que ela deve ser realizada por meio da política monetária, e não pela política fiscal.
Parece-nos que poderia se mostrar mais exigente na sua sugestão.
O uso da política monetária, isto é, a redução dos juros, exige que a política fiscal dê sua contribuição para que isso seja feito de modo eficaz. Com efeito, é indispensável que o governo reduza paralelamente seus gastos, que hoje estão contribuindo para manter uma demanda elevada de bens e serviços que nossa fase de desenvolvimento-investimentos não permite. Ao insistir sobre o perigo que haveria no recurso a um aumento do gasto público, ele estava certamente pensando na escolha, para enfrentar o impacto da crise mundial, de uma política de estímulo à produção que incluísse subsídios e taxas de juros artificiais pelo BNDES.
Mas é ilusão pensar que o Brasil sairá imune da crise econômica mundial. Pelo menos, devemos descartar uma política que aumentaria as dificuldades. 
ESTADÃO

Elevador despenca e mata operários em Salvador


A polícia técnica confirmou a morte dos operários Antônio Alves Reis, de 56 anos, e Martinho Fernando Santos. Os dois estavam entre os nove operários morreram em um acidente na obra do edifício empresarial Comercial 2, da Construtora Segura, na Rua Saturnino, região do Iguatemi, por volta das 7h30 desta terça-feira (9). Os homens estavam em um elevador que despencou do 20º andar do edifício em construção.

“Eles estavam subindo para ir trabalhar. O cabo soltou, mas não sabemos o porquê. O elevador era seguro, eu mesmo usava ele todos os dias. Não sabemos como aconteceu”, lamentou o engenheiro responsável pela obra, Manoel Segura. Várias equipes do Corpo de Bombeiros estão no local, além do Salvar, Polícia Militar, equipes do IML e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e da Madeira do Estado da Bahia (Sintracom-BA), José Ribeiro, afirmou que a categoria lamenta e está abalada com o acidente. O equipamento tinha capacidade para oito homens mais o operador.De acordo com o responsável pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), Cláudio Silva, a obra do edifício Comercial 2, da Construtora Segura, era licenciada, tinha alvará e era fiscalizada com regularidade. "É o primeiro acidente que acontece aqui, agora vamos aguardar o laudo técnico. Por enquanto, a obra está totalmente interditada", disse.O presidente da Central de Trabalhadores do Brasil - Seção Bahia (CTB), Adilson Araújo, que esteve no local, afirmou que 15 operários já morreram e outros 60 ficaram feridos em acidentes na construção civil apenas este ano em Salvador. "Nós já vínhamos alertando sobre os riscos, mas as medidas não aconteciam", disse. Araújo informou que uma reunião foi agendada para as 15h de hoje entre a CTB, o secretário de Trabalho, Emprego e Renda do Estado, Nilton Vasconcelos, e a Superintendência Regional do Trabalho para discutir o assunto.Vítimas - Dentre as vítimas identificadas, Antônio Alves Reis, conhecido como Antônio de Itinga, era carpinteiro e estava de férias. "Ele veio na obra para vistar o pessoal", afirmou o irmão da vítima, Adilton, que também trabalha na obra há cerca de um ano e afirma que o elevador vinha apresentando problemas. "Eu não sabia que ele estava no elevador. Quando cheguei aqui embaixo foi que soube", afirmou.Muito emocionado, Washinton Santana dos Santos, filho de Martinho, acompanha o resgate. “Só queria sair daqui com meu pai”, disse. Ele explicou ainda que outros operários já haviam reclamado da segurança do elevador.Outro trabalhador, o carpinteiro Eduardo Clementino, identificou outros colegas que estavam no equipamento através de apelidos, mas os nomes não foram confirmados pela polícia. 


São eles: o armador Lourival, o carpinteiro Cunha, o cabo de turma Antônio e um armador conhecido como Durrel.Apoio - O advogado da Construtora Segura, Fernando Magalhães, informou que a empresa enviou assistentes sociais e psicólogos para prestar toda a assistência às famílias das vítimas. O operário Adailton dos Santos, de 44 anos, escapou por pouco. Ele iria entrar no elevador, quando o operador informou que a cabine estava lotada. “O elevador estava mais ou menos na 20ª laje quando a gente viu o fogo”, disse o operário, que completou 44 anos ontem. “Poderia estar morto”, disse.Também operário, o ajudante de prático Guilherme José da Silva, de 42 anos, exercia a mesma função dos colegas mortos. A esposa dele, Diolena Costa Silva, de 41 anos, ouviu a notícia do acidente quando estava trabalhando. "Peguei um táxi e vim correndo, achei que meu marido tinha morrido", disse.O tráfego segue interditado no local, a partir da Rua Saturnino, para facilitar o trabalho das equipes de resgate.

A TARDE ONLINE

Fiat muda unidade em Pernambuco para local com o triplo da área


A Fiat Automóveis vai anunciar nesta terça-feira em Pernambuco que sua nova unidade no Brasil será instalada na cidade de Goiana, na zona da mata, e não mais no complexo industrial e portuário de Suape (a 60 km de Recife).

O governo do Estado, por sua vez, anunciará os projetos em infraestrutura para Goiana (65 km ao norte da capital), que incluem porto e aeroporto, disse o prefeito Henrique Fenelon (PC do B).

O que determinou a mudança foi o fato de o terreno de 1.200 hectares em Goiana (65 km ao norte da capital) ser contínuo, plano e integrado e com quase o triplo dos 440 hectares - divididos em três módulos - em Suape.

A Fiat só falará hoje sobre o projeto, mas a Folha apurou que a troca de local permitirá à montadora italiana ampliar o projeto com um centro de desenvolvimento com campo de prova.

A mudança não deve alterar o plano de investir R$ 3 bilhões, ao menos inicialmente. A unidade deverá gerar 3.500 empregos diretos.

A previsão é concluir o projeto até o começo de 2014. A capacidade de produção prevista é de 200 mil unidades por ano, mas poderá ser aumentada em Goiana.

Medida provisória do governo federal permite que a Fiat em Pernambuco tenha isenção de IPI até 2020.

INCENTIVOS

Deve haver também incentivos municipais, disse o prefeito. O assunto, inclusive a definição da área, seria tratado ontem à noite entre o Estado, a Fiat e a prefeitura.

A área será desapropriada pelo Estado de uma das duas usinas de açúcar e álcool que cercam o município (Santa Tereza e Maravilha). Juntas, elas têm 50 mil hectares. Sairá também dessas usinas a área para o aeroporto.

A unidade terá pista de testes e campo de prova para o desenvolvimento de novos projetos, sem que a Fiat tenha que recorrer às vias públicas, como faz atualmente na planta de Betim (MG).


Será uma área isolada e fechada que permitirá testar os carros continuamente.

Hoje será ponto facultativo em Goiana (75,6 mil habitantes), que terá festa com bandas escolares e de forró.

FOLHA

Lucro do Banco do Brasil cresce 23% e atinge R$ 6,26 bi no semestre


O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 6,262 bilhões no primeiro semestre, com expansão de 23,4% ante igual período no ano passado. Considerando o ganho recorrente, sem eventos extraordinários, o aumento foi de 40,4%, atingindo R$ 6,153 bilhões.

O resultado do maior banco do país ficou abaixo do Itaú, que apresentou lucro de R$ 7,133 bilhões nesse intervalo e alta de 11,5% no mesmo comparativo. O ganho recorrente (R$ 6,955 bilhões) teve acréscimo de 7,6%.

No segundo trimestre, o lucro do Banco do Brasil (R$ 3,33 bilhões) aponta alta de 22,2% em doze meses e de 13,6% ante os três meses imediatamente anteriores. Já o ganho recorrente (R$ 3,23 bilhões) apresentou crescimento de 38,8% e de 10,5%, respectivamente.

CRÉDITO

A carteira de crédito do banco, que inclui garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, alcançou R$ 421,3 bilhões em junho, com crescimento de 20,2% em 12 meses.

As despesas de provisão para risco de crédito somaram R$ 5,7 bilhões no semestre, com queda de 3,7% sobre o mesmo período do ano anterior.

O crédito para consumidores subiu para R$ 122,6 bilhões ao final de junho, com evolução de 21,2% em um ano. Os destaques nesse período foram o crédito consignado (R$ 47,9 bilhões), que teve expansão de 18,4% em 12 meses, e o CDC Salário (R$ 14,6 bilhões), com crescimento de 25,2% ante o mesmo período do ano anterior.

O crédito imobiliário mantém a trajetória de expansão, com saldo de R$ 4,2 bilhões em junho, quase o dobro (99,5%) do registrado há 12 meses. Já as operações de financiamento de veículos somaram R$ 30,5 bilhões ao final do semestre, com aumento de 34,1%.

Para as empresas, a carteira de crédito apresentou crescimento de 21,4% em 12 meses, registrando saldo de R$ 191,2 bilhões, com destaque para as linhas para investimento e para capital de giro.

O índice de inadimplência, levando em conta apenas atrasos superiores a 90 dias, ficou em 2,0% ao final de junho, abaixo do registrado em março (2,1%) e no mesmo mês do ano passado (2,7%).

FOLHA

Vereadores agora querem "desaprovar" dia do hétero em São Paulo


PT e PSDB se articulam para convencer o prefeito Gilberto Kassab (PSD) a vetar o projeto que cria o Dia do Orgulho Heterossexual, aprovado na Câmara paulistana há menos de uma semana.

A informação é da reportagem de José Benedito da Silva publicada na edição desta terça-feira da Folha. 

Segundo o texto, os vereadores, já têm 18 dos 55 votos. Para manter um veto, são necessários 19. O gesto do prefeito tornou peça-chave para resolver a crise política iniciada após a aprovação da proposta, do vereador Carlos Apolinário (DEM).

Mas há outra opção: Kassab não veta nem sanciona e o projeto volta ao Legislativo para sanção automática - a Câmara não pode vetar projeto que ela mesmo aprovou. Com isso, a alternativa restante seria votar outro projeto revogando a lei, o que seria embaraçoso para a Câmara.

REPERCUSSÃO

A criação do Dia do Orgulho Hétero ganhou até repercussão internacional. Os sites das revistas "Forbes" e "Newsday" deram destaque ao "Straight Pride Day".

O assunto chegou a ser um dos mais comentados do Twitter em todo o mundo. Um abaixo-assinado também criado na internet por uma militante gay da Baixada Santista.

A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) pediu veto ao projeto.

FOLHA

Homens armados fazem arrastão em restaurante na zona sul de São Paulo


Homens armados invadiram um restaurante da zona sul de São Paulo na noite de ontem (8) e levaram bolsas, carteiras e celulares dos clientes, além de dinheiro do próprio estabelecimento.

Entre as vítimas havia dois engenheiros alemães. Nenhum suspeito foi preso.

Segundo informações da Polícia Militar, os criminosos invadiram o Fraga Restaurante, localizado na Rua José Jannarelli, na Vila Progredior, por volta das 22h. Seis clientes, que estavam na parte externa do restaurante, contaram à polícia que foram abordados por três homens.

Após o roubo, os criminosos fugiram levando ainda o carro de um cliente, um Hyundai Santa Fé preto. Ao todo, foram roubados R$ 4.580, US$ 320 (R$ 510), além de 100 euros (R$ 227) e 50 liras turcas (R$ 45).

Até a manhã desta terça-feira nenhum suspeito tinha sido identificado.

FOLHA

Operários morrem em queda de elevador em prédio em construção em Salvador

Nove operários morreram na queda do elevador de um prédio em construção que fica atrás do Edifício Thomé de Souza, ao lado do Hiper Posto na Avenida ACM, no bairro Itaigara, em Salvador, por volta das 7h30 desta terça-feira (9), segundo agentes da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador). 


O Corpo de Bombeiros está no local. Algumas pessoas que passaram mal ao verem o acidente estão sendo atendidas pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A obra em construção pertence a empresa Construtora Segura, que ainda enviará um comunicado sobre o caso. 
Cada andar tem cerca de 3m de altura, ou seja, a queda foi de uma altura de aproximadamente 80 metros. Segundo informações dos demais operários que estão no local, o elevador teria caído do 28º andar e estava com nove pessoas, sendo que a capacidade é para oito.
Segundo Raimundo Brito, diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira no Estado da Bahia (Sintracom - BA), o sindicato vai tomar "as devidas providências". "Vamos denunciar o caso ao Ministério do Trabalho para que essa obra seja embargada".
Brito ainda informou que nesta semana o sindicato irá iniciar a partir da sexta-feira (12), uma campanha por segurança no trabalho."Precisamos chamar a atenção da sociedade, dos empresários, dos trabalhadores, para os riscos que rondam os operários na construção civil", completou.
SOCORRO

Através de nota, o Corpo de Bombeiros (Polícia Militar) informou que foi acionada por volta das 7h30 pelo número 193 e encaminhou uma equipe de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros para atender as vítimas. "Forma deslocadas três viaturas tipo Ambulância do Salvar e uma viatura de busca e salvamento sob o comando do Ten Mascarenhas".

Diferente do que foi informado por testemunhas, os Bombeiros informam que o elevador caiu do 20º andar do prédio em construção. No local, se encontram também equipes da Polícia Militar e integrantes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e da Delegacia da área, que investigarão as causas do acidente.



CORREIO DA BAHIA

luishipolito@outlook.com

Carregando...