sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Militar paquistanês que matou jovem em frente à câmera é condenado


O soldado paquistanês que aparece em um vídeo atirando contra um jovem desarmado foi condenado à morte.

O jovem Sarfaraz Shah, 22, foi morto a tiros em Karachi, em junho. As imagens de sua morte foram transmitidas por um canal de televisão.

O vídeo mostra quando os soldados atiram contra Shah e o deixam sangrando até morrer. O vídeo gerou reclamações do público sobre a brutalidade das forças de segurança.

O condenado à morte é Shahid Zafar, que faz parte de um destacamento chamado Sindh, ligado o Ministério do Interior.

A Justiça também condenou outros seis homens à prisão perpétua, um deles é um civil e outros cinco são soldados.

PROTESTOS

Ao todo existem 10 mil destes militares atuando em Karachi, mas grupos de defesa dos direitos humanos dizem que eles não têm treinamento adequado.

A morte de Shah gerou protestos da população, que exige ações contra o destacamento. Segundo os moradores de Karachi, eles já cometeram outros crimes. Durante o funeral de Shah, os moradores da cidade também organizaram uma manifestação.

Salik Shah, irmão da vítima, disse que estava satisfeito com a sentença de morte e esperava que a Justiça não aceitasse o recurso dos advogados dos condenados.

Sarfaraz Shah era acusado de tentativa de assalto em um parque quando foi morto. Depois foi descoberto que a arma que ele levava era de brinquedo.

O Ministério do Interior, ao qual o destacamento está ligado, já ordenou uma investigação.

A morte de Shah é o último incidente em uma série de acusações de abusos por parte das forças de segurança, incluindo a morte de um jornalista. E incidentes como estes aumentam ainda mais a sensação de impunidade dos serviços de segurança do Paquistão.

BBC BRASIL/FOLHA

Filho de Bolsonaro diz no Twitter que juíza morta humilhava policiais


O deputado estadual do Rio de Janeiro Flavio Bolsonaro escreveu em seu Twitter, nesta sexta-feira, que a juíza Patrícia Lourival Acioli, morta a tiros na noite de ontem, em Niterói (RJ), "humilhava policiais nas sessões" e isso teria contribuído para que ela tivesse inimigos.

"Que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com q ela humilhava Policiais nas sessões contribuiu p ter mts inimigos", escreveu.

O filho do deputado Jair Bolsonaro afirmou ainda pelo microblog que recebia diversos policiais e familiares em seu gabinete descontentes com o tratamento recebido pela juíza, "acusando-a de chamá-los de 'vagabundo' e 'marginal' nas oitivas".

"Orientava sempre que deveriam formalizar denúncia no CNJ contra ela, por abuso de autoridade, nunca para tomar atitude violenta contra ela", escreveu.


EMBOSCADA

A juíza Patrícia Lourival Acioli foi morta às 23h45 quando chegava em sua casa após uma seção no fórum de São Gonçalo, na região metropolitana. De acordo com o delegado Felipe Ettore, responsável pela investigação do assassinato, Acioli foi morta com 21 disparos por um procedimento de emboscada.

"A vítima foi executada em emboscada e alvejada 21 vezes", disse Ettore, na Delegacia de Homicídios da Barra, na zona oeste do Rio.

Segundo a polícia, as imagens flagraram o momento em que os criminosos fugiam após o crime. Testemunhas afirmaram que eles estavam em dois carros e duas motos, mas o número de criminosos que participaram da ação ainda é desconhecido.

ESCOLTA

De acordo com o presidente da Associação dos Magistrados do Rio, Antônio Siqueira, a juíza dispensou, em 2007, a segurança oferecida pelo Tribunal de Justiça aos juízes ameaçados --ela recebia escolta desde 2002.

Ele disse que, na época, ela explicou que seu companheiro era policial e que ele se encarregaria de sua segurança.

FOLHA

E agora, Fed?


O presidente dos EUA, Barack Obama, está de mãos atadas fiscalmente, tem pouco espaço para adotar estímulos de curto prazo que realmente tenham 'dentes', como se diz por lá. Com alguma misericórdia do Congresso autista, consegue prorrogar benefícios desemprego, e pouca coisa mais.

Portanto, todas as esperanças, mais uma vez, estão depositadas no Fed (o BC americano), o todo poderoso dono da torneirinha de dinheiro.

Mas calma, será que o Fed continua sendo poderoso?

Em primeiro lugar, não está claro se política monetária, no momento, vai refrescar muito.

No curto prazo, sim, ajuda --como mostrou a intervenção do Banco Central Europeu que tirou das catacumbas os preços dos títulos da Espanha e da Itália.

Nos EUA, a declaração do Fed --que vai manter taxas baixíssimas, no atual nível entre 0 e 0,25, até 2013-- também deu um alívio temporário.

Mas qual é o efeito de abrir a torneirinha --na prática, comprar títulos do governo para deixar que os bancos fiquem com mais dinheiro e, assim possam emprestar mais?

Vamos supor que, na reunião anual do Fed, em Jackson Hole, Ben Bernanke repita sua performance do ano passado e anuncie um novo "afrouxamento quantitativo" --que seria o QE3. Com esse instrumento, o Fed iria sair comprando títulos de longo prazo para reduzir as taxas de juros de longo prazo e tentar aumentar o crédito.

Essa é a esperança de 10 entre 10 operadores de mercado, embora muitos admitam que não é realista. Seria novamente o Fed vindo para o resgate.

Mas calma lá, funcionou da última vez?

"Não são taxas de juros altas que estão desacelerando a economia. As grandes corporações estão cheias de caixa, mas os bancos não estão emprestando para pequenas e médias empresas que são, em qualquer economia, a maior fonte de criação de empregos", escreveu nesta semana o Nobel Joseph Stiglitz.

Portanto, não adianta deixar os bancos cheios de dinheiro para emprestar, se eles estão sentando em cima dos dólares em vez de dar crédito para pequenas e médias empresas.

Para completar, embora o nível de endividamento dos consumidores tenha caído nos últimos dois anos, os consumidores continuam cheios de dívidas para quitar, herança dos anos de farra do crédito alimentada pelos juros baixos do "maestro" (sic) Alan Greenspan. Para completar, TVs americanas e jornais estampando crise política e desemprego recorde não são exatamente grandes propagandas para shopping centers.

Ou seja, devagar com o andor nas esperanças depositadas no Fed.
Patrícia Campos Mello
Patrícia Campos Mello é repórter especial da Folha e escreve sobre política e economia internacional. Foi correspondente em Washington durante quatro anos, onde cobriu a eleição do presidente Barack Obama, a crise financeira e a guerra do Afeganistão, acompanhando as tropas americanas. Tem mestrado em Economia e Jornalismo pela New York University. É autora dos livros "O Mundo Tem Medo da China" (Mostarda, 2005) e "Índia - da Miséria à Potência" (Planeta, 2008).
FOLHA

Erramos. E continuamos errando


O jornalismo tem sua parte de culpa na crise global. Não digo todo o jornalismo porque sempre há exceções, para o bem ou para o mal. Mas que nos transformamos em tambor acrítico e passivo dos tais mercados, não tenho a menor dúvida.

Não é preciso recuar muito no tempo para apontar problemas graves no noticiário econômico dos jornais. Não fomos capazes, por exemplo, de antecipar a Grande Recessão que começou em 2007, com a crise das hipotecas "subprime" nos Estados Unidos, e, no ano seguinte, virou uma crise ampla, geral e irrestrita.

Em defesa do jornalismo, poder-se-ia dizer que ninguém previu a crise. Nem economistas nem governos. O único que a anunciou tornou-se famoso por isso. Chama-se Nouriel Roubini.

Mesmo assim tenho lá minhas dúvidas. Acompanho Roubini faz anos, porque ele é frequentador regular dos encontros anuais do Fórum de Davos, que eu sigo faz 21 anos. Roubini fazia sempre, antes de estourar a crise, o papel de profeta do apocalipse, até folclorizado por isso. Vivia repetindo, ano após ano: a crise vem aí, a crise vem aí, a crise vem aí.

Ninguém o levava a sério. Nos anos imediatamente anteriores à explosão, ele se hospedava no mesmo hotel que eu, o Banhof Terminus, o popular Hotel da Estação, porque fica bem em frente à estação de trem de Davos Platz. Três estrelas, familiar, aconchegante, mas modesto para um guru. Muitas vezes, tomávamos café da manhã no mesmo horário. Ele estava sempre sozinho, lendo seu "Financial Times".

Depois da crise, quando passou de profeta do apocalipse a oráculo, Roubini mudou de hotel para um mais luxuoso e por onde ia estava sempre cercado de um mundão de gente ávida por ouvir o profeta.

Voltemos ao fio da meada. Se não fomos capazes de antever a crise, depois dela não aprendemos nada. Repetimos mecanicamente o que diz o mercado sobre as causas desta segunda etapa do imbróglio. Só esporadicamente aparece uma voz sensata como a de Heiner Flassbeck, diretor da Divisão de Globalização e Estratégias de Desenvolvimento da Unctad (Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento), ex-vice-ministro de Finanças da Alemanha (1998-1999), entrevistado na quinta-feira por Eleonora de Lucena, da Folha.

Flassbeck diz que os ortodoxos (deveria ter acrescentado também os mercados) "chamam a crise, claramente causada pelos mercados financeiros, de 'crise da dívida dos governos'. Não tem nada a ver com crise da dívida. Os governos pagaram alguns jogadores irresponsáveis das finanças, e por isso a dívida dos governos é maior do que há cinco anos. É luta ideológica contra os governos. Nada a ver com pesquisa acadêmica séria".

Pode-se concordar ou não com essa análise (eu concordo integralmente), mas não se pode, no noticiário, encampar a visão dos ortodoxos/mercado e omitir os demais pontos de vista. É um erro que cometemos diariamente, sempre com as exceções que apenas confirmam a regra.

Erro tanto mais grave porque Flassbeck não se limita a apontar o problema. Sugere também uma saída, assim: "Uma forte regulação nos mercados financeiros, impedindo apostas de cassino e forçando investimentos reais. Um sistema monetário global diferente, no qual as moedas não sejam determinadas pelo mercado. E nova regulamentação para as commodities, na qual seus preços não sejam mais determinados pelo mercado financeiro".

De novo, pode-se concordar ou não com ele, mas é incorreto limitar-se a propor unicamente a saída que defendem mercados e ortodoxos: cortar, cortar, cortar os gastos do governo.

Para não esticar demais, vale lembrar os pretextos que o mercado menciona para a subida ou queda das bolsas, e que nós reproduzimos sempre passiva e acriticamente.

Exemplo desta semana: na terça-feira, as bolsas subiram, depois de vários dias de quedas espetaculares. Qual a explicação que apareceu em praticamente todos os jornais? O Fed, o banco central dos EUA, decidira manter entre 0% e 0,25% a taxa de juros (e até 2013). Logo, aplicar em papéis cujo rendimento depende de juros ficara menos atraente.

Bom, no dia seguinte, as bolsas sofreram nova surra espetacular, apesar de os juros continuarem obviamente onde estavam. A nova "explicação" foi a de que a nota da França seria rebaixada pelas agências de "rating". 

Boato, puro boato. Nem importou o fato de que o boato foi desmentido por duas das agências, além do próprio governo.

Já é ruim o jornalismo reproduzir boatos, mesmo que originados no mercado. Pior fica não lembrar que, mesmo que houvesse o rebaixamento, não significa nada. Tanto não significa que os Estados Unidos tiveram sua nota rebaixada na sexta-feira pela Standard and Poor's e, não obstante, seus títulos se valorizaram fortemente na segunda-feira.

Custava lembrar que a S&P e demais agências de avaliação de risco fracassaram miseravelmente no pré-crise, ao manter o triplo A para, entre outros, o Lehman Brothers, cuja quebra foi o catalizador da Grande Depressão?

É só comparar: se, digamos, Antonio Palocci for nomeado amanhã ou depois para um novo cargo, público ou privado, todos os jornais sérios lembrarão seus antecedentes, logo nas linhas iniciais do noticiário. Quando a S&P rebaixou a nota americana, não houve a menção correspondente a seu passado ou, quando houve, foi em texto marginal, sem a ênfase atribuída ao rebaixamento.
Clóvis Rossi
Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às terças, quintas e domingos no caderno Mundo. É autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e "O Que é Jornalismo".
FOLHA

A ficha caiu


Avaliações realistas a respeito da perspectiva de recessão americana e da crônica crise fiscal europeia levaram a presidente Dilma Rousseff a ajustar suas estratégias política e econômica. "A ficha caiu", diz um integrante da cúpula do governo.

Leia-se: a gestão Dilma passou a contar com um cenário mais adverso na economia e no Congresso. Portanto, precisa rever suas diretrizes.

Na política, há uma tentativa de melhorar a tensa relação com os aliados. 

Não foram apenas demissões num estilo mais duro que pesaram na piora desse relacionamento. Também contribuíram um certo distanciamento da presidente da classe política e um arrocho verdadeiro na liberação de emendas parlamentares.

Dilma faz bem ao tratar com maior firmeza suspeitas e suspeitos de corrupção. Mas pretende evitar o clima de execução sumária que a faxina no Ministério dos Transportes andou estimulando. É uma operação de ajuste fino combinar rigor ético com a realidade de manter maioria no Congresso para governar.

Segundo um auxiliar, Dilma demonstra disposição de se aproximar dos políticos, mas não deixará de ser mais inflexível do que gostariam seus aliados quando o tema for corrupção.

A queda na pesquisa CNI-Ibope ajudou a ficha a cair. Para um ministro com trânsito no Palácio do Planalto, houve certa ilusão de que a imagem de paladina da justiça renderia somente bons frutos. O noticiário recheado de tantas acusações de corrupção tem reflexo negativo sobre a avaliação do governo.

Na opinião de Dilma, ela enfrenta um problema mais grave: uma nova maré mundial de dificuldades econômicas. Há gente no governo dizendo que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano será uma vitória se ficar entre 3% e 3,5% - distante do discurso oficial de 4% a 4,5%.

Aumentou a possibilidade de o Banco Central começar a reduzir os juros ainda em 2011. O dragão da inflação assusta menos. O fantasma do câmbio arranca os poucos cabelos da equipe econômica, mas é um problema que Dilma e ministros julgam ser difícil combater apenas com canetadas para proteger setores da economia doméstica.

O maior temor passou a ser uma queda significativa do crescimento do PIB, o que resultaria em menos empregos e menos renda.

Ter evocado a receita da crise de 2008-2009 parece uma boa saída. O herói daqueles dias foi o consumo das famílias, turbinado pelo fortalecimento do mercado interno de 2003 para cá.

A maioria dos economistas diz que o Brasil deverá sofrer menos agora do que sofreu no final do governo Lula. Mas isso dependerá de uma pilotagem tão eficiente quanto a de dois anos atrás. É um belo teste para a gerente.
Kennedy Alencar
Kennedy Alencar escreve na Folha.com às sextas. Apresenta o programa de entrevistas "É Notícia", da RedeTV!, e faz comentários no "RedeTVNews". Na rádio CBN, é titular da coluna "A Política Como Ela É", no "Jornal da CBN".
FOLHA

Estagnação da economia francesa faz soar novo alarme na Europa


Depois de Grécia, Irlanda, Portugal, e mais recentemente Itália e Espanha – agora é a vez de a economia da França preocupar as lideranças europeias. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, interrompeu suas férias esta semana para tentar apagar o incêndio iniciado com a divulgação de que a economia do país estagnou no segundo trimestre do ano.
A segunda maior economia da zona do euro registrou crescimento nulo entre abril e junho, após um índice de 0,9% nos primeiros três meses de 2011 – o maior percentual dos últimos cinco anos.
Os números publicados pelo instituto francês de estatísticas INSEE aumentaram a pressão sobre o governo francês, que agora precisa convencer o turbulento mercado financeiro de que está em condições de cobrir suas dívidas.
O objetivo é garantir a continuidade da avaliação de rating AAA. Um eventual rebaixamento da classificação francesa poderia trazer sérias consequências, uma vez que o país é o segundo maior contribuinte no fundo de resgate europeu.
Sarkozy vai implementar medidas de austeridade com relação à economia doméstica. Na próxima terça-feira (16/8) ele terá um encontro com a chanceler federal alemã, Angela Merkel. Ambos querem discutir uma proposta conjunta para a administração econômica da zona do euro.

O principal motivo da estagnação francesa seria a queda do consumo interno. Cautelosa, a população tem evitado gastar. O consumo caiu 0,7% – a maior retração em quase 15 anos. Os analistas esperavam um crescimento na economia de 0,3%.
"Os franceses jogaram a responsabilidade pela consolidação do orçamento para os bancos. Mas eles agora também precisam se mexer", afirma o economista-chefe do Commerzbank, Jörg Kramer.
Garantias francesas
O governo francês reafirma que as bases de sua economia continuam "sólidas" e que ela continua no caminho certo para atingir a meta de 2% de crescimento este ano. Analistas, no entanto, já consideram este alvo otimista demais.
"Precisamos encontrar medidas de contenção de gastos que não atinjam nem os mais fracos, nem a economia", afirmou o ministro francês de Finanças, François Baroin.
A apenas oito meses das eleições presidenciais, Sarkozy precisará implementar medidas duras e impopulares para apertar os cintos e oferecer as garantias que o mercado exige, entre elas a remoção de benefícios fiscais para aumentar a receita, e corte de gastos públicos. O presidente precisará, no entanto, dos votos da oposição socialista para aprovar as medidas. A questão, aliás, promete ser um dos principais pontos da campanha eleitoral.
Nas últimas semanas, a França já vinha sendo foco dos mercados financeiros. Rumores de que o grande banco francês Société Générale estaria enfrentando dificuldades iniciaram uma avalanche de vendas no mercado de ações, que em uma semana foi empurrado para índices negativos.

Fim da venda "a descoberto"
Quatro países da zona do euro – França, Itália, Espanha e Bélgica – passaram a proibir a partir desta sexta-feira a venda de ações "a descoberto", para tentar conter ações especulativas nas bolsas. Com isso, os investidores ficam proibidos de vender títulos antes mesmo de tê-los comprado – prática realizada para obter lucro a partir de uma possível desvalorização do título, causados por exemplo por falsos rumores sobre ações mais frágeis. Especialistas, no entanto, questionam se a medida terá efeitos duradouros, pois especuladores poderão driblar a proibição atuando em outras bolsas.
Ao lado da Alemanha, a França vinha atuando como um dos principais motores de crescimento da zona do euro, já que Estados muito endividados como Itália, Espanha e Portugal enfrentam muitas dificuldades para sair da crise. A Grécia, também atingida pelas turbulências econômicas, ainda se encontra em recessão.
A China vem observando a movimentação na União Europeia e pede aos países do bloco que dêem passos firmes na luta contra a crise financeira. Os chineses esperam que os Estados atingidos mostrem responsabilidade e tomem as rédeas da situação, segundo declaração do ministro chinês de Comércio, Chen Deming, em uma conferência dos países asiáticos na Indonésia.
MS/rts/lusa/afp
Revisão: Roselaine Wandscheer
DEUTSCHE WELLE

Itália cortará 9 bilhões de euros em repasses regionais


O premiê da Itália, Silvio Berlusconi, anunciou que o governo federal cortará 9 bilhões de euros do repasse para as regiões, províncias e municípios como parte de pacote anticrise, mas poupará a área da saúde.

O corte nos repasses faz parte do plano de redução de custos do Estado italiano que chegarão a 20 bilhões de euros em 2012 e 25 bilhões de euros em 2013, conforme atestou o primeiro-ministro em reunião nesta tarde com entidades políticas e sociais.

O anúncio incomodou líderes políticos locais, como o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, que manifestou sua "perplexidade" com a decisão de Berlusconi, a quem pediu que repensasse a iniciativa, acrescentando que as prefeituras italianas estão prontas a "mobilizarem-se" contra a medida.

O presidente da região da Lombardia, Roberto Formigoni, classificou os cortes como "muito pesados". As províncias, por sua vez, trataram a notícia como uma medida "injusta e depressiva" para a economia.

O vice-presidente da Associação Nacional das Prefeituras Italianas (Anci, na sigla em italiano), Graziano Delrio, concordou com Formigoni e definiu a proposta do governo como "desconcertante".

A medida é uma entre as que o governo adotará para acabar com o deficit público da Itália até 2013. Atualmente a dívida do país equivale a 120% de seu PIB (Produto Interno Bruto).

Nas áreas sociais, o ministro italiano da Economia, Giulio Tremonti, anunciou cortes de 6 bilhões de euros em 2012 e de 3,5 bilhões de euros em 2013. A única área que será poupada do corte de investimentos públicos é a da saúde.

ANSA/FOLHA

Conselho de Ministros aprova plano de ajuste na Itália


O governo italiano aprovou nesta sexta-feira em um Conselho de Ministros extraordinário um novo plano de ajuste orçamentário de aproximadamente 45,5 bilhões de euros com o qual pretende acalmar a inquietação dos mercados sobre a situação que atinge as finanças públicas do país.

Com este pacote, que inclui tanto medidas de economia como arrecadatórias, o governo do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, espera balancear as contas da Itália, cuja dívida pública supera 120% do PIB (Produto Interno Bruto), e alcançar o equilíbrio orçamentário em 2013, como lhe exigiu o BCE (Banco Central Europeu).

O texto aprovado está de acordo com as exigências formuladas pelo banco em troca da compra da dívida pública italiana, segundo o premiê.

A previsão é de que o ajuste alcance 20 bilhões de euros em 2012 e 25,5 bilhões de euros em 2013, com cortes nos gastos públicos, disse o ministro de Economia italiano, Giulio Tremonti.

O pacote, aprovado em forma de decreto-lei pelo Conselho de Ministros, passará agora ao Parlamento para sua ratificação e, segundo a imprensa italiana, poderia chegar ao Senado já no próximo dia 22.

EFE/FOLHA

Casal morre eletrocutado após receber descarga de antena na Bahia


Um casal morreu eletrocutado em Santa Maria Eterna, distrito de Belmonte, no extremo sul da Bahia na quinta-feira (11). Segundo informações da polícia, as vítimas receberam uma descarga elétrica ao encostarem a antena de TV em um fio de alta tensão. O casal morreu na hora.
De acordo com vizinhos, as vítimas estavam tentando melhorar o sinal de um celular usando a antena de TV, uma prática comum entre os moradores do distrito, mas proibida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
G1

Polícia do México prende suspeito de envolvimento em 900 mortes


A polícia mexicana prendeu Oscar Osvaldo García Montoya, conhecido como 'El Compayito', suposto líder da organização La Mano con Ojos, que confessou ter participado de 300 homicídios e ordenado outros 600.
O titular da Procuradoria Geral de Justiça do Estado do México (PGJEM), Alfredo Castillo, afirmou em entrevista coletiva que o suspeito, ex-membro da Marinha mexicana, é um dos bandidos "mais importantes que existem" no país.
A prisão ocorreu nesta quinta-feira em uma casa, no bairro de Tlalpan, no sul da Cidade do México, que era utilizada pela organização criminosa como casa de segurança.
A operação contou com a participação de agentes das procuradorias dos níveis federal, estadual e municipal. Foi apreendida uma pistola 9 milímetros.
Montoya é natural do povoado de Guasave, no estado de Sinaloa (noroeste) e utilizava também a identidade de Jesús Castro Serrano.
A Procuradoria Geral da República oferecia uma recompensa de 5 milhões de pesos (R$ 661 mil) por informações que levassem à captura do suspeito.
G1

Magazine Luiza converte lojas em Baú e reduz crédito


O comando da rede Magazine Luiza informou em teleconferência que concluiu o plano de avaliação das lojas do Baú da Felicidade, adquiridas em junho.

A empresa irá converter 35 lojas para o formato virtual (unidades que vendem produtos pela internet) e 70 lojas serão transformadas em pontos da bandeira do magazine em janeiro. Outras 12 unidades serão fechadas e quatro pontos, que eram vizinhos das lojas do Baú, terão o espaço físico integrado aos pontos vizinhos do magazine.

Essa movimentação de mudança de bandeiras e investimento nos pontos está sendo feita ao mesmo tempo em que a varejista dá outros passos de integração da Lojas Maia, adquirida em 2010.

Dados do balanço financeiro publicados ontem mostram melhorias nos indicadores de rentabilidade da Lojas Maia. No entanto, em termos de prejuízo, a Maia ainda acumula leve perda de R$ 400 mil de abril a junho de 2011 e a receita líquida da rede no intervalo atingiu R$ 186,4 milhões.

No segundo trimestre, o lucro líquido da Magazine Luiza atingiu R$ 4,6 milhões versus R$ 15,9 milhões, uma queda de 71,9%.

CRÉDITO

A empresa, que já adota uma postura conservadora em relação à concessão de crédito, seguiu a mesma linha de sua financeira parceira, o Itaú Unibanco, e passou a avaliar com maior critério a concessão de empréstimos nos últimos meses. A rede informa que optou por fazer uma "provisão adicional" em suas contas, informa o balanço.

"Por conservadorismo, a Luizacred reduziu a taxa de aprovação das propostas de financiamentos em 13%, no primeiro semestre em relação ao primeiro semestre de 2010", relatou o balanço.

"Nós não percebemos aumento da inadimplência, mas decidimos adotar essa política ainda mais conservadora em linha com as provisões adicionais feitas pelo Itaú Unibanco em suas operações", afirmou Silva. A empresa diz que essa postura deve se manter ao longo do ano.

Além disso, o Magazine Luiza informa que não percebeu desaceleração das vendas neste ano e não deve mudar a forma como tem operado, "a não ser que a situação mude, já que ainda ninguém sabe ao certo o que vai acontecer lá fora", afirmou o executivo.

FOLHA

Pai contrata pistoleiro para matar filha; pagamento seria em prestações


Solange Spigliatti - estadão.com.br
SÃO PAULO - A polícia do Rio Grande do Sul prendeu Genoir Luís Bortoloso, de 47 anos, e o pistoleiro Jair Rivelino Satornino, de 31 anos, acusados de matar a filha de Bortoloso, na última quarta-feira, na cidade gaúcha de Gaurama. Segundo a polícia, Bortoloso contratou Satornino para matar a filha por R$ 10 mil, que seriam pagos em prestações mensais. Um dos motivos do crime, segundo a polícia, seria um seguro no valor de aproximadamente R$ 200 mil, do qual Bortoloso seria beneficiário. O valor do seguro ainda não foi confirmado pela polícia.
Bortoloso foi preso na noite de quinta-feira, após o velório de sua filha, Ketlin, de 18 anos. O corpo dela foi encontrado por volta do meio-dia de quarta, algumas horas após o assassinato. Bortoloso, que é casado e tinha a filha com outra mulher, armou uma emboscada para Ketlin, após contratar o matador, que foi preso em sua casa, em Erexim, nesta sexta-feira, 12.
Segundo a polícia, Bortoloso primeiro levou o pistoleiro para uma estrada vicinal, afastada do centro de Gaurama e voltou para pegar a filha, em Erexim, cidade localizada a cerca de 20 quilômetros, onde a menina morava com a mãe, prometendo que iria ensiná-la a dirigir.
Ao chegar no local, pediu para que a filha descesse e assumisse o volante. Neste momento, o pistoleiro saiu do esconderijo e começou a atirar contra a cabeça da vítima. Segundo depoimento dos presos, o revólver chegou a travar após o segundo disparo e o próprio pai teria completado o serviço, disparando os outros quatro tiros que acertaram Ketlin.
Após o assassinato, os dois fugiram juntos em alta velocidade, chamando a atenção de moradores da região. A polícia foi acionada e conseguiu seguir o rastro do carro, localizando o pai da vítima, que confessou o crime e entregou o comparsa. Segundo a polícia, Bortoloso procurou Satornino para matar sua filha e o trato era de que o crime deveria ocorrer no dia 10 de agosto. O valor do serviço foi estipulado em R$ 10 mil, que seria pago com uma entrada de R$ 500 e o restante em prestações mensais.
Seguro. A polícia acredita que a motivação do crime seria um seguro de cerca de R$ 200 mil, em nome de Ketlin, contratado pelo próprio pai, que seria o beneficiário. Outra hipótese é de que a mulher de Bortoloso, que não se dava bem com a filha do marido, queria se separar por causa da pensão que ele era obrigado a dar para a filha. O pai chegou a ser preso quatro vezes por falta de pagamento da pensão alimentícia, de acordo com o delegado Olinto Gimenes.
Em depoimento, Bortoloso disse que mandou matar a filha para "resolver a situação", pois não queria mais pagar a pensão alimentícia e também para se vingar da mãe da garota que, segundo ele, vivia importunando a atual esposa dele.
Repetição. Foi a segunda vez que Ketlin sofreu um atentado. Há dois anos, Bortoloso teria contratado o mesmo pistoleiro para matar sua filha, dizendo que ela seria uma suposta 'namorada' que o estaria traindo com um rapaz.
Na época, o pai levou o pistoleiro até a escola de Ketlin, em Erexim, para que ele a conhecesse. Dias depois, o pistoleiro atirou contra a garota e o irmão, na saída da escola, mas os tiros só a deixaram ferida na perna e no abdômen.
ESTADÃO

Rússia aceita receber carnes já embarcadas de frigoríficos impedidos de exportar


Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Rússia receberá a carne de 37 frigoríficos brasileiros com exportações suspensas temporariamente para o país, desde que o embarque tenha ocorrido entre 6 de julho e 1º de agosto. Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura (Mapa), Francisco Jardim, houve um mal-entendido com o Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor), que estabeleceu a data de início do embargo antes de comunicar a decisão ao governo brasileiro.
Como a suspensão dos 37 frigoríficos foi proposta pela missão brasileira que visitou a Rússia entre os dias 4 e 6 de julho, que apresentou junto uma lista de 88 plantas que cumpriam todas as exigências sanitárias russas, o Rosselkhoznadzor entendeu que as exportações brasileiras já tinham sido finalizadas na data do encontro, em Moscou. O Mapa enviou, então, uma carta às autoridades russas pedindo a correção da data para o dia 1º de agosto, já que o documento só chegou ao Brasil em 29 de julho.
A Rússia ainda não se pronunciou sobre o fim do embargo aos frigoríficos dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e de Mato Grosso, em vigor desde 15 de junho.
Edição: Vinicius Doria
AGÊNCIA BRASIL

Lindsay vai a restaurante sem sutiã após "flagra" com drogas


A atriz Lindsay Lohan, 25, apareceu de camiseta transparente e sem sutiã nesta sexta-feira no restaurante Mr. Chow, em Los Angeles.
Ela foi flagrada por um paparazzo brasileiro supostamente comprando drogas em Venice, na Califórnia.
O representante dela disse que eram pedras preciosas. Os sites de celebridades, no entanto, afirmam que Lindsay comprou "crystal meth", meta-anfetamina muito popular (e perigosa) nos EUA.
FOLHA

Força-tarefa desmonta quadrilha que fraudava INSS em Belo Horizonte


Uma força-tarefa formada por policiais federais, fiscais da Previdência e representantes do Ministério Público Federal desarticulou uma quadrilha que fraudava benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em Belo Horizonte. O prejuízo é estimado em R$ 2,1 milhões.

Os fiscais cumpriram 27 mandados relacionados à fraude, entre busca e apreensão e intimação de pagamento de fiança. O esquema envolvia servidores do INSS, advogados, despachantes e procuradores.

Os participantes usavam falsos vínculos de empregos e recolhimentos de contribuições sociais em pedidos de aposentadoria, além privilegiar o atendimento a alguns segurados. Os servidores também forneciam informações do banco de dados da Previdência.

Os integrantes do grupo serão indiciados por prática de estelionato qualificado, inserção de dados falsos ao Sistema da Previdência, falsidade ideológica, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva e formação de quadrilha.

Os servidores também serão suspensos dos atuais cargos e os intermediários ficarão proibidos de frequentar a agência Floresta, em Belo Horizonte. Todos terão de pagar fiança dentro de um prazo determinado. Se a data-limite não for cumprida, poderá ser decretada a prisão preventiva.

FOLHA

Samsung começa a vender novo tablet no Brasil amanhã


A Vivo começa a vender amanhã no mercado brasileiro o Galaxy Tab 10.1, novo tablet da Samsung que está no centro de uma polêmica da companhia sul-coreana com a Apple.

No início desta semana, as vendas do produto foram bloqueadas em grande parte dos países da União Europeia.

No Brasil, a exclusividade na comercialização será da Vivo até o fim de agosto. Inicialmente, os dispositivos que rodam o sistema operacional Android 3.1, do Google, serão vendidos nas lojas da operadora em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Para o lançamento, a Vivo está investindo na oferta de conteúdos embarcados, entre eles, dois meses gratuitos do NetMovies - serviço de aluguel de filmes por streaming - e uma versão demo do jogo Need for Speed Shift.

O aparelho será vendido por R$ 1.399 à vista no plano Vivo Internet Brasil de 2GB.

Os consumidores também terão a opção de comprar o tablet em 12 parcelas de R$ 229,80, somando o custo do parcelamento e do plano. Comprado sem um plano de internet, o aparelho sai por R$ 1.999.

FOLHA

Canadenses vencem na loteria no dia em que são demitidos


Um grupo de funcionários de uma fábrica da cidade de Ottawa, no Canadá, ganhou um prêmio de US$ 7 milhões na loteria na quarta-feira, no mesmo dia em que a companhia onde trabalhavam anunciou demissões em massa.

Do total de 18 pessoas que jogaram juntas em um bolão, dez estavam entre os empregados dispensados pela empresa, segundo informações do site "CBC News". A notícia da vitória na loteria veio no dia seguinte às demissões.

Colin Willard, um dos vencedores, afirmou que havia acabado de retornar ao trabalho após uma licença médica de seis meses por causa de dores nas costas quando ficou sabendo que haviam ganhado, mas ninguém acreditava quando contou.

Com a divisão do prêmio entre os 18 apostares, cada um ficará com cerca de US$ 400 mil. A reportagem do site diz que os vencedores estavam empolgados, mas realistas com o destino do dinheiro.

Willard disse que o grupo todo vai viajar a Toronto nesta sexta-feira para confirmar a vitória em uma casa lotérica.

FOLHA

Número de detidos na Inglaterra sobe para 1.600 pessoas


O número de detidos na Inglaterra por atos violentos, desordens e saques subiu para 1.600 pessoas, segundo os últimos dados da Scotland Yard.

Somente na capital britânica, o total de detenções chegou a 1.103 pessoas, das quais 654 já foram processadas. Entre os detidos na capital está um jovem de 19 anos, suspeito de desordens violentas e roubo, que postou uma foto no Twitter na qual mostrava alguns dos artigos que tinha saqueado.

Em Manchester (norte da Inglaterra), uma das cidades mais prejudicadas pelos distúrbios, junto com o subúrbio de Salford, ocorreram 176 detenções, 37 delas na quinta-feira à noite. Alguns dos suspeitos foram capturados em batidas policiais após serem identificados enquanto cometiam os atos de vandalismo.


Em Salford, um adolescente de 15 anos foi detido por saquear um centro comercial após ser entregue à polícia por sua própria mãe, que lhe reconheceu nas imagens dos suspeitos divulgadas pelos agentes.

Até o momento, foram feitas 50 detenções em Liverpool e 445 em Birmingham. Em West Midlands (centro), a situação já se acalmou, enquanto em Yorkshire (norte) já foram detidas 23 pessoas nas cidades de Leeds, Huddersfield e Wakefield.

Com o falecimento de um homem de 68 anos que estava em estado grave desde a segunda-feira passada, o número de mortos por conta da onda de violência sobe para cinco pessoas.

FOTOS EM TELÕES

A polícia da cidade inglesa de Birmingham apelou para um novo método em sua busca pelos participantes dos distúrbios dos últimos dias: está exibindo fotos em um telão instalado em uma caminhonete que percorre esta cidade do centro da Inglaterra.


Desde quinta-feira, cerca de 50 fotografias de suspeitos captadas pelas câmeras de vigilância são exibidas das 7h às 19h. O veículo para em todos os principais pontos de Birmingham, a segunda principal cidade do Reino Unido.

"É a primeira vez que este sistema de caminhonete é utilizado para expor fotos de suspeitos pela polícia", indicou o inspetor Mark Rushton no site da polícia local.

FOLHA

Estado deve pagar R$ 500 mil a família de menino morto no Rio de Janeiro


A Justiça condenou o Estado do Rio a pagar uma indenização de R$ 500 mil à família do menino João Roberto Amorim Soares, de três anos, morto por policiais militares em 2008.

A criança estava em um carro com a mãe e o irmão, na Tijuca, zona norte do Rio, quando a polícia disparou contra o veículo, confundido com outro, utilizado por supostos criminosos.

O Estado também deverá pagar uma pensão aos pais de João Roberto, além dos custos do velório e enterro da criança.

FOLHA

Nota fiscal eletrônica sai do ar em São Paulo


O sistema de emissão da NF-e (nota fiscal eletrônica) saiu do ar nesta sexta-feira, segundo informou a Secretaria Estadual da Fazenda.

O órgão informou, por meio de nota no site do programa, que houve "problemas técnicos" e que a previsão é que o sistema volte ao normal após as 16h30.

Ainda não há mais detalhes sobre a falha nem quantas empresas podem ter sido prejudicadas pelo problema.

NF-e é usada para substituir a nota fiscal em papel nas operações entre empresas - por exemplo, na venda de um produto de uma indústria para uma loja.

Segundo nota no site da Fazenda paulista, o contribuinte pode usar, para a emissão da NF-e, "qualquer alternativa de contingência prevista na legislação", como a impressão em formulário de segurança do documento auxiliar de Documento Fiscal Eletrônico.

Ainda de acordo com o órgão estadual, a falha não atinge o consumidor pessoa física que pede a Nota Fiscal Paulista nas compras no Estado.

SIMPLIFICAÇÃO

A NF-e é um projeto de âmbito nacional com a participação de Estados, Distrito Federal e Receita Federal. Seu objetivo é reduzir custos, simplificar obrigações acessórias dos contribuintes e, ao mesmo tempo, possibilitar que o Fisco tenha um controle em tempo real das operações.

FOLHA

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