quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Fitch reduz nota de cinco bancos europeus


A agência de classificação de risco Fitch reduziu nesta quarta-feira as notas das dívidas a longo prazo de cinco bancos europeus.

A decisão envolve cinco bancos de varejo - os franceses Credit Agricole e Credit Mutual, o dinamarquês Danske Bank, o finlandês OP-Pohjola Group e o holandês Rabobank-- que foram considerados menos sólidos devido "aos ventos desfavoráveis para o setor bancário em seu conjunto".

Os dois bancos franceses e o finlandês foram rebaixados ao grau "A+", enquanto o Danske Bank teve sua nota reduzida para "A" e a do Rabobank ficou em "AA".

"Todos estes bancos estão expostos à opinião dos mercados de capitais para que seu modelo econômico funcione além do curto prazo", disse a agência em comunicado, acrescentando que "a baixa destas notas reflete um fenômeno maior de ventos desfavoráveis para o setor bancário em seu conjunto".

FRANCE PRESS/FOLHA

Facebook lança ferramenta para prevenir suicídios


O Facebook lançou uma nova ferramenta de prevenção a suicídios na terça-feira, dando a usuários uma conexão direta com um chat on-line com conselheiros que podem fornecer ajuda, disse a empresa.

Amigos podem relatar comportamentos suicidas ao clicar no botão "notificar" próximo a qualquer conteúdo do site e selecionar "conteúdo suicida", contido na opção "comportamento perigoso", afirmou o porta-voz do Facebook, Frederic Wolens.

Em seguida, o Facebook enviará um e-mail para a pessoa em questão com um link para um chat on-line privado com um representante da Linha Nacional de Prevenção ao Suicídio, assim como o número de telefone do grupo.

A ferramenta estará disponível para usuários do Facebook nos Estados Unidos e no Canadá.

A nova ferramenta abre uma linha de contato direto para pessoas que podem não se sentir confortáveis em usar o telefone para tais fins.

"Essa é uma evolução natural de algo em que temos trabalhado há um longo tempo", disse Wolens.

Usuários também podem relatar comportamentos suicidas ao ir ao Centro de Ajuda do site ou buscar formulários de notificações de suicídios. Eles também podem usar links para notificações no site.

REUTERS/FOLHA

Majel é a resposta do Google para o Siri, da Apple, diz site


Majel é o codinome do contra-ataque do Google ao Siri, assistente virtual da Apple, que equipa o iPhone 4S e conversa com o usuário.

A informação é do blog Android and Me, que diz que o serviço tem chances de ser lançado ainda neste ano, embora janeiro ou fevereiro seja mais provável.

O Majel - que vem do nome da atriz Majel Barret-Roodenberry, que dublava o Federation Computer da série "Star Trek" (ou "Jornada nas Estrelas") - será uma evolução do Voice Actions, função já existente em celulares equipados com Android.

O Voice Actions entende comandos específicos por voz, como "enviar mensagem de texto para..." e "navegar para o endereço...". Com o Majel, comandos poderão ser dados em linguagem natural, como no Siri.

FOLHA

Mais de 100 milhões de habitantes da União Europeia nunca usaram a internet


Quase um quarto dos 500 milhões de habitantes de países da União Europeia nunca usaram a internet e há uma divisão que vem se agravando entre o norte da Europa e as regiões mais pobres do sul e do leste, mostraram dados divulgados nesta quarta-feira.

Mais da metade da população da Romênia e pouco menos da metade dos habitantes de Bulgária, Grécia, Chipre e Portugal não têm acesso à internet em casa, segundo dados da Eurostat, agência de estatísticas da UE.

Além de evidenciarem disparidades geográficas em uma das regiões mais desenvolvidas do mundo, os dados ressaltam a falta de oportunidades que as pessoas de comunidades mais pobres têm de tirar proveito de avanços tecnológicos como a internet, que forneceram bens de menor custo e serviços a milhões de pessoas.

"Para muitas pessoas parece difícil viver hoje em dia sem a internet", disse a Eurostat.

"Porém, uma parcela da população da UE, que vem diminuindo mas não é negligenciável, nunca a acessou", acrescentou, relatando que 24% das pessoas entre 16 e 74 anos nos 27 países do bloco nunca acessaram a web.

Embora, no geral, o acesso à internet tenha crescido nos últimos cinco anos, as disparidades ainda são grandes, sendo que somente 45% da população está conectada na Bulgária contra 94% na Holanda.

Outros países onde se encontram grandes taxas de acesso são Luxemburgo, Suécia e Dinamarca, todos com 90% ou mais de pessoas conectadas.

Já na Romênia, 54% das pessoas nunca usaram a internet, seja em casa, em uma lan house ou em um smartphone.

REUTERS/FOLHA

Argentina será 1º país sul-americano com internet de 100 Gbps


A Argentina se tornará o primeiro país sul-americano a contar com conexões de internet a cabo de 100 Gbps (gigabits por segundo) por meio da Cablevisión Argentina, anunciou nesta terça-feira o fornecedor do serviço, a empresa franco-americana Alcatel-Lucent.

"A Cablevisión Argentina será o primeiro operador a cabo na América do Sul a utilizar uma avançada rede ótica que oferecerá serviços a uma velocidade de 100 gigas por segundo", informou a Alcatel-Lucent em comunicado.

O serviço permitirá "aumentar consideravelmente o rendimento e a velocidade do serviço para atender a demanda de vídeo, multimídia e aplicativos de internet de sua carteira de clientes", afirmou o fornecedor, com sede em Paris.

"O rápido aumento de assinantes e do tráfego estava asfixiando a capacidade da fibra ótica da Cablevisión, que procurava uma solução para administrar o fluxo em expansão e reduzir a complexidade e o custo dos atuais serviços de alta qualidade", acrescentou o comunicado.

O chefe de Engenharia da Cablevisión Argentina, Gabriel Carro, destacou que a empresa sul-americana deu um "grande passo" com esse contrato para oferecer uma "rede de alta flexibilidade e de futuro".

EFE/FOLHA

Vale perde ação e pode pagar R$ 732 milhões em tributos atrasados


A AGU (Advocacia-Geral da União) conseguiu derrubar uma liminar favorável à Vale que pode levar à cobrança de R$ 742 milhões da mineradora por dívidas em royalties da mineração, a chamada Cfem (Contribuição Financeira pela Exploração de Recursos Minerais).

De acordo com o órgão, a Vale entrou com uma ação alegando que uma instrução normativa do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) limitou as deduções de ICMS, PIS e Cofins, de modo que não poderia ser aplicada retroativamente. Com isso, apontou a AGU, a Vale pretendia se ver livre da cobrança e impedir que a autarquia inscrevesse o nome da empresa no Cadin (cadastro de empresas inadimplentes com o governo).

A decisão não obriga a Vale a fazer o pagamento, mas permite que o DNPM faça a cobrança. A mineradora, entretanto, ainda pode recorrer.

A suspensão da cobrança dos créditos chegou a ser suspensa pela Justiça Federal do Distrito Federal. A liminar, porém, foi derrubada, segundo a AGU, após a Justiça entender que a instrução normativa estabeleceu critérios de apuração do crédito devido, "em harmonia com as normas que regulam essa contribuição".

"Com o indeferimento da liminar, voltam a ser exigíveis os cerca de R$ 742 milhões cobrados nas notificações fiscais da Vale S/A suspensos pela decisão inicial", disse o procurador federal, Ricardo Brandão.

A Cfem é cobrada como compensação para os Estados, municípios e União pela utilização econômica dos recursos minerais de determinado local. Segundo o DNPM, a Vale diminuiu a base de cálculo da contribuição, ao fazer deduções não previstas de seguro e transporte.

FOLHA

Cade aprova fusão de Citrovita e Citrosuco e cria maior empresa do setor


O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou nesta quarta-feira a fusão entre as empresas Citrovita (do grupo Votorantim) e da Citrosuco (do grupo Fischer), que criou a maior produtora de suco de laranja do mundo.

O órgão, porém, impôs restrições à operação.

O relator, conselheiro Carlos Ragazzo, afirmou que a fusão poderia ser prejudicial a produtores da fruta porque dá muito poder de barganha à nova empresa na aquisição do insumo.

"A operação pode resultar em prejuízos também ao consumidor dado o poder de compra [da empresa]", afirmou Ragazzo.

Por conta disso, o conselho impôs a assinatura de um termo pelo qual as empresas Citrovita e Citrosuco se comprometeram a não aumentar, por cinco anos, as áreas de plantação própria de laranja, como forma de preservar o mercado dos produtores independentes.

Além disso, as empresas terão de repassar aos agricultores uma série de informações, entre elas o volume de produção própria, os preços médios do suco de laranja no mercado externo e o rendimento médio de suco por caixa entregue.

Segundo o conselheiro, essas informações darão mais condições para os produtores estabelecerem preços para a laranja vendida.

Os dados terão que ser repassados por um período de dez anos aos agricultores do setor.

NEGÓCIO

A fusão das duas empresas foi anunciada em maio do ano passado.

Com a operação, elas ultrapassaram a Cutrale, então líder no mercado global, e alcançaram 25% de participação na produção de suco de laranja em todo o mundo, com vendas anuais de R$ 2 bilhões.

No Brasil, a fatia das duas empresas soma 45%, enquanto a Cutrale, segunda colocada, tem 35%.

A companhia tem seis fábricas no Brasil e uma nos Estados Unidos, além de oito terminais portuários, sendo dois no país.

Um ano depois de anunciada a fusão, em maio deste ano, a União Europeia deu o aval à operação.

FOLHA

Desinteresse e questões de privacidade afastam pessoas do Facebook


Tyson Balcomb, aluno da Universidade Estadual de Portland, decidiu sair do Facebook depois de um encontro acidental em um elevador. Ele viu-se diante de uma mulher que não conhecia pessoalmente - mas, pelo Facebook, ele sabia que cara o irmão mais velho dela tinha, que ela era de uma pequena ilha ao largo da costa do Estado de Washington e que havia recentemente visitado a Space Needle em Seattle.

"Eu sabia todas essas coisas sobre ela, e nunca havíamos nos falado", conta Balcomb, que está fazendo graduação em medicina no Oregon e tem alguns amigos reais em comum com a mulher. "E comecei a pensar que aquilo talvez não fosse muito saudável".

Enquanto o Facebook prepara sua muito aguardada oferta pública inicial de ações, está ansioso por mostrar ímpeto aproveitando seu imenso quadro de assinantes: mais de 800 milhões de usuários ativos em todo o mundo, segundo a empresa, e 200 milhões nos Estados Unidos, ou dois terços da população do país.

Mas a empresa começa a esbarrar em um obstáculo, entre os norte-americanos. Algumas pessoas, mesmo entre os mais jovens, simplesmente se recusam a participar, e entre elas estão algumas que chegaram a experimentar o serviço.

Um dos principais argumentos de venda do Facebook é que ele permite criar elos mais próximos entre amigos e colegas. Mas algumas das pessoas que preferem ficar fora do site afirmam que ele pode ter o efeito oposto e fazer com que se sintam mais, e não menos, alienadas.

"Eu deixei de telefonar para meus amigos", diz Asleigh Elser, 24, que está fazendo pós-graduação em Charlotesville, Virgínia. "Limitava-me a ver suas fotos e atualizações e achava que desse modo estava conectada a eles".

É certo que uma vida sem Facebook tem desvantagens em uma era na qual as pessoas anunciam toda espécie de marcos pessoais importantes na web. 

Elser perdeu convites e fotos de bebês recém-nascidos postados por amigos. 

Mas nada disso a incomodou tanto quanto a distância que, segundo Elser, sua conta no Facebook criava entre ela e os amigos. E por isso decidiu fechá-la.

Muitas das pessoas que preferem ficar fora do serviço mencionam preocupações quanto à privacidade. Os estudiosos das redes sociais afirmam que é tudo uma questão de confiança. Amanda Lenhart, que dirige pesquisas sobre adolescentes, crianças e famílias no Pew Internet and American Life Project, diz que as pessoas que usam o Facebook tendem a "em geral confiar nas outras pessoas e nas instituições". E acrescenta que "algumas pessoas tomam a decisão de não usar o serviço porque temem o que poderia acontecer".

Lenhart aponta que cerca de 16% dos norte-americanos não têm celulares. "Sempre haverá quem resista", diz.


Os executivos do Facebook afirmam não esperar que todos os norte-americanos assinem o serviço. Em lugar disso, estão desenvolvendo maneiras de manter os atuais usuários por mais tempo no site, o que oferece à empresa oportunidade de lhes mostrar mais anúncios. E o maior crescimento do serviço agora ocorre em regiões como a Ásia e a América Latina, onde talvez ainda existam pessoas que nunca ouviram falar do Facebook.

"Nosso objetivo é oferecer às pessoas uma maneira útil, divertida e gratuita de se conectar com os amigos, e espero que tenhamos apelo para uma ampla audiência", diz Jonathan Thaw, porta-voz do Facebook.

Mas os números quanto ao crescimento do site nos Estados Unidos são sombrios. O número de norte-americanos que visitaram o Facebook caiu em 10% nos 12 meses até outubro - depois de um crescimento de 56% no mesmo período um ano atrás, de acordo com a comScore, que monitora o tráfego de internet.

Ray Valdes, analista do Gartner, diz que essa desaceleração não era uma questão crucial para a oferta pública inicial da companhia, que pode acontecer no segundo trimestre. O que importa, diz, é a capacidade do Facebook para manter seus milhões de usuários atuais entretidos e interessados em retornar.

"É provável que estejam mais preocupados com a perda do entusiasmo inicial dos assinantes", diz Valdes. "É um problema que precisam resolver continuamente, e não existe solução permanente".

Erika Gable, 29, que vive em Brooklyn e faz relações públicas para restaurantes, nunca viu graça no Facebook. Ela diz que a conversa cotidiana que o site traz - atualizações sobre dias de cabelo ruim ou fotos do que foi comido em um jantar - é simplesmente lixo virtual que ela não quer acumular em sua vida.

"Se eu tiver vontade de ver o segundo filho da minha prima em quinto grau, ligo para ela", diz, rindo.

Gable não tem aversão à tecnologia. Usa um iPhone e ocasionalmente o Twitter. Mas quando o assunto é criar um perfil na maior rede social do mundo, os limites de sua tolerância são excedidos.

"Lembro de usar o Myspace por algum tempo e de sempre me sentir esquisita quando via informações sobre os outros o tempo todo", diz. "Não é algo que me interesse".


Will Brennan, 26, do Brooklyn, diz que ouviu "muitas histórias de horror" sobre os problemas de privacidade do Facebook. Mas conta que os amigos nem sempre aceitam com simpatia sua postura de rejeição às mídias sociais.

"Recebo convites para o Facebook pelo menos duas vezes por mês", diz Brennan. "E tenho de ouvir resmungos por arruinar os planos de alguém porque não estou no Facebook".

E quer os amigos reclamem, quer não, dizem as pessoas que preferem viver sem Facebook, essa decisão parece ser assunto quente para conversas - mais ou menos como a decisão de não ter um televisor seria, em outra era.

"As pessoas sempre ficam espantadas", diz Chris Munns, 29, administrador de sistemas em Nova York. "Mas minha vida funciona bem sem ele. Não sou recluso. Tenho amigos e uma vida agradável em Manhattan, e por isso não acho que haja algo faltando em minha vida".

Mas a pressão dos colegas só vai aumentar. Susan Etlinger, analista do Altimeter Group, diz que a sociedade está adotando novos comportamentos e expectativas diante da quase onipresença do Facebook e de outras redes sociais.

"As pessoas podem começar a perguntar por que as pessoas que não participam das redes sociais decidiram agir assim. Será que estão escondendo alguma coisa?", ela diz. "As normas estão mudando".

Essa forma de raciocínio funciona nos dois sentidos para aqueles que escolhem não usar o Facebook. Munns diz que sua vida amorosa se beneficiou do fato de ele não ter um dossiê on-line. "As pessoas não têm a oportunidade de vasculhar sua vida toda no Facebook antes de um encontro".

Mas Gable diz que essas verificações de antecedentes são a única coisa de que ela precisa no Facebook.

"Se estou interessada em um cara, peço a uma amiga para olhar", diz Gable. "Mas não vou além disso".

THE NEW YORK TIMES/FOLHA

Operação desmantela fraude de R$ 153 milhões no setor gráfico


Um esquema de fraude fiscal no segmento gráfico, desmontado hoje em Curitiba, resultou em sonegação de R$ 153 milhões, sendo R$ 113 milhões aos cofres estaduais (ICMS) e cerca de R$ 40 milhões em tributos federais, informou o Ministério Público do Estado. O montante refere-se aos últimos cinco anos.

A operação foi deflagrada nesta quarta-feira pela Receita Federal e órgãos do Paraná. Empresas eram criadas, temporariamente, em nome de laranjas, com o objetivo de dificultar a cobrança de impostos.

Investigação feita pela Promotoria de Justiça de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária da capital paranaense durante dois anos mostrou que o núcleo da quadrilha ficava na região metropolitana de Curitiba e era formado por empresários, familiares e contadores - 79 empresas do segmento gráfico e outras 212 pessoas, residentes no Paraná, em Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

A denominada "Operação Pirâmide de Papel" resultou em 12 mandados judiciais de prisão (temporária), sendo 11 no Paraná e um em Santa Catarina, e 101 mandados de busca e apreensão em empresas, escritórios de contabilidade e residências, nos quatro Estados. Estão sendo feitas notificações para que 70 pessoas, consideradas "laranjas", sejam ouvidas pelo Ministério Público, sendo 61 no Paraná.

O procurador de Justiça Leonir Batisti, coordenador estadual do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), contou que um dos mentores dos crimes era Paulo Roberto de Carvalho, da Indústria Gráfica Pirâmide, um dos presos na operação. A quadrilha criava diversas empresas na área gráfica em nome de laranjas, não pagava os tributos devidos e depois encerrava as atividades, deixando os débitos.

Dos presos, três foram detidos por porte ilegal de arma. Também foram apreendidos documentos e computadores. No Paraná, participam da operação 300 policiais militares, além de auditores da Receita Estadual e da Receita Federal.

VALOR/FOLHA

Morre no Rio de Janeiro o economista André Urani


Morreu hoje pela manhã aos 51 anos, no Rio, o economista André Urani, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade e secretário municipal do Trabalho do Rio de 1997 a 2000. Ele lutava desde setembro de 2010 contra um câncer de estômago.

Urani nasceu em Turim, na Itália, mas naturalizou-se brasileiro. Foi autor de diversos estudos sobre pobreza e desigualdade nas regiões metropolitanas, mas tinha especial carinho por temas ligados ao Rio.

Mesmo após o diagnóstico do câncer, continuou produzindo artigos e organizando encontros semanais num restaurante da zona sul do Rio em que trazia autoridades e especialistas para discutir com a sociedade temas sobre o futuro da cidade.
Era separado e deixa três filhos.

Em nota, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, lamentoua morte do economista. Coutinho afirmou que, "com sólido conhecimento teórico e dedicação à pesquisa aplicada, [Urani] colocou paixão e ideias inovadoras a serviço do desenvolvimento econômico e social do país".

FOLHA

Mais um estabelecimento é assaltado na Rocinha após ocupação


Um mercado foi assaltado, no fim da tarde de ontem, na favela da Rocinha, zona sul do Rio. Foi o segundo assalto a um estabelecimento comercial em menos de 24 horas na comunidade ocupada pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) há um mês.

De acordo com testemunhas, por volta das 18h30, um homem invadiu um mercado localizado na Estrada da Gávea, próximo à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da favela. Policiais do Bope contaram que o assaltante foi direto ao caixa, rendeu a funcionária e fugiu com o dinheiro. Nenhum cliente ficou ferido.

Na segunda-feira, oito homens armados invadiram uma loja de eletrodomésticos e roubaram celulares, computadores, aparelhos de TV e dinheiro. O crime aconteceu por volta das 22h. A loja estava aberta neste horário por causa das vendas para o Natal. Os dois casos serão investigados por policiais da 15ª DP (Gávea).

FOLHA

Câmara de Porto Alegre rejeita mudar nome da Avenida Castelo Branco


A Câmara de Porto Alegre rejeitou nesta quarta-feira uma proposta que mudaria o nome da Avenida Castelo Branco, batizada assim em homenagem ao presidente do regime militar.

Doze vereadores votaram a favor do projeto e outros 16 foram contra. Para ser aprovado, seria preciso 24 votos.

A proposta foi encaminhada por vereadores do PSOL, que queriam que a avenida passasse a se chamar "Legalidade", em lembrança à mobilização pela posse de João Goulart na Presidência em 1961.

O partido argumentou que não se deve homenagear um presidente de um regime "autoritário" e "marcado por crimes contra a humanidade". 

Humberto de Alencar Castello Branco foi o primeiro presidente do período militar, de 1964 a 1967.

Manifestantes favoráveis à mudança foram à Câmara para pressionar e levaram placas com a inscrição "Avenida da Legalidade". Os debates duraram mais de duas horas.

Um dos líderes do grupo contra a alteração foi o vereador João Carlos Nedel (PP). Em discurso, ele citou leis que entraram em vigor no governo Castello, como o Código Florestal e a que criou o Banco Central.

"Ele [o presidente] modernizou o país e ninguém se lembra disso", disse Nedel, 69.

A ideia de mudar nomes já vingou em outros municípios do país. Em São Carlos (SP), há dois anos, o nome de uma rua batizada de Sérgio Fleury, em referência ao policial que atuou na repressão militar, foi trocado para Dom Helder Câmara.

FOLHA

Supremo libera posse de Jader Barbalho no Senado


O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, decidiu desempatar o caso Jader Barbalho (PMDB-PA), que estava até hoje barrado pela Lei da Ficha Limpa, possibilitando que o político tome posse no Senado.

Havia um impasse entre os ministros do Supremo sobre o caso específico de Jader. Ontem, senadores do PMDB estiveram no Supremo e pediram que Peluso decidisse a questão sozinho. Na prática, o presidente do Supremo fez sua posição valer duas vezes, utilizando o chamado "voto de qualidade", previsto no artigo 13 do Regimento Interno da corte.

Recentemente, ao constatar novo empate em 5 a 5, Peluso havia decidido suspender a análise do recurso de Jader até que a nova ministra, Rosa Maria Weber, tomasse posse e desempatasse.

Acontece que, na pauta de hoje, estava previsto o julgamento de um recurso proposto por Paulo Rocha (PT-PA), terceiro colocado na eleição do ano passado ao Senado, exatamente para tomar posse no lugar da senadora Marinor Brito (PSOL-PA), que ficou na quarta colocação.

Se o caso fosse julgado, o recurso seria facilmente aprovado e geraria uma situação considerada bizarra - o tribunal daria posse para o terceiro colocado (Rocha), mas manteria inelegível, mesmo que temporariamente, o segundo (Jader).

Os dois foram barrados pela Lei da Ficha Limpa pelo mesmo motivo - renunciaram ao cargo para evitar cassação.

A diferença entre eles é que enquanto Jader teve um recurso analisado e negado pelo plenário - antes de o Supremo decidir que a lei não valeria para as eleições de 2010 -, isso não chegou a ocorrer em relação a Rocha.

Diante desta situação, Peluso decidiu usar o voto de qualidade e decidir a questão.

Agora, Jader precisa aguardar o Senado empossá-lo.

FICHA LIMPA

Com 1.799.762 votos nas eleições de 2010, Jader continuava barrado pela Lei da Ficha Limpa há mais de um ano após a eleição.

O seu pedido para assumir o cargo gerou um impasse na Corte no ano passado, quando o julgamento ficou empatado em 5 a 5, mantendo a sua inelegibilidade por ele ter renunciado ao cargo de senador, em 2001, para evitar a cassação, após ser alvo de denúncia.

Em março deste ano, porém, o STF decidiu que a Lei da Ficha Limpa não poderia ser aplicada às eleições de 2010. Os candidatos que haviam sido barrados, então, entraram com recursos para assumir os cargos para os quais concorreram.

Em outra ação, o Supremo ainda não concluiu o julgamento sobre a constitucionalidade da lei. Dois ministros já votaram pela validade da regra nas eleições de 2012, mas a Corte aguarda a posse da nova ministra, Rosa Weber, para que não haja mais a possibilidade de empates.

FOLHA

DEM alfineta PSD em propaganda partidária na TV


O DEM aproveitou o programa partidário semestral para dar uma alfinetada no PSD, partido idealizado pelo ex-demista Gilberto Kassab e que tirou diversos políticos da legenda.

"Enquanto alguns fraquejam e mudam de lado, o Democratas continua firme nas suas posições e suas convicções", diz o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), na sua fala inicial.

A peça de 10 minutos irá ao ar amanhã, às 20h30 em rede de televisão.

No programa o oposicionista DEM se apresenta como um dos responsáveis pelo Bolsa Família, implantado no governo Lula.

"Lutamos pela criação do Fundo de Combate à Pobreza, que financiou o Bolsa Escola e agora o Bolsa Família", diz o partido.

Parte da propaganda traz a inserção em que um jovem negro de Salvador diz que a esquerda não é dona da juventude da periferia.

"Só porque sou jovem e moro na periferia, alguns políticos pensam que eu tenho que ser de esquerda. A esquerda não é dona da juventude e nem de quem mora na periferia", diz Bruno Alves, que é filiado ao partido.

A sigla, no entanto, não deixa de criticar o governo. "Você acha que o governo está combatendo o crime do jeito que o Brasil precisa? Claro que não", afirma o senador Demóstenes Torres (GO).

Também são apresentadas outras bandeiras da legenda como a redução de impostos, o apoio às privatizações e o endurecimento das leis criminais.

"Há um grande apelo popular nas teses defendidas pelo Democratas", afirma o marqueteiro José Fernandes, que produziu o programa.

Segundo o marqueteiro, a propaganda foi baseada em pesquisa feita pelo Instituto GPP. 

Nas eleições de 2010, as pesquisas do instituto foram a que deram as menores vantagens da então candidata Dilma Rousseff em relação ao tucano José Serra.

FOLHA

Gasto do brasileiro com imposto chega a R$ 1,4 trilhões e bate recorde


O Impostômetro, ferramenta que mensura quanto o brasileiro gasta em impostos por ano, bateu recorde ontem ao atingir R$ 1,4 trilhão,segundo estimativa do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) e da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). A previsão é de que no ano o montante chegue a R$ 1,5 trilhão.

Em média, o brasileiro gastou neste ano todo R$ 7.300. Já para 2012, as projeções do IBPT apontam para um pagamento médio por pessoa de R$ 8.634,19 no ano. Hoje, a carga tributária no Brasil é de 36% do PIB (Produto Interno Bruto), o que significa que a cada R$ 100 que você ganha o Estado - união, estado e municípios - fica com R$ 36 reais, sobrando para o cidadão R$ 64.

Simulações das entidades mostram o que é possível comprar ou construir com o valor arrecadado. Com esses R$ 1,4 trilhão é possível construir mais de 15 mil km de rede de esgoto, comprar 1,2 bilhão de geladeiras, construir 4,8 milhões de postos de saúde, pagar 2,5 milhões de salários mínimos e comprar 52 milhões de carros populares.

FOLHA

Número de desempregados no Reino Unido é o maior em 17 anos


O número de desempregados no Reino Unido aumentou, de agosto para outubro, em 128 mil, atingindo o total de 2,64 milhões, o maior número nos últimos 17 anos, segundo informou nesta quarta-feira o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês).

Apesar do aumento em números absolutos, o índice britânico de desemprego permaneceu estável em 8,3% nos três meses encerrados em outubro, na comparação com o trimestre anterior (de julho a setembro).

O número de beneficiários do auxílio desemprego subiu em 3.000 e atingiu 1,6 milhão, segundo a ONS.

Os jovens de entre 16 e 24 anos, com taxa de desemprego de 22%, foram mais uma vez os mais afetados. Com 54 mil novos desempregados, esta faixa etária soma agora 1,03 milhão de pessoas em busca de emprego, o que representa um recorde desde que esses dados começaram a ser registrados, em 1992.

O governo britânico espera inverter esta tendência com um novo plano de um bilhão de libras (€ 1,187 bilhão) anunciado no mês passado, que entrará em vigor em abril de 2012.

O número de mulheres desempregadas aumentou em 45 mil, o maior desde 1988.

Já a quantidade de trabalhadores no setor público, especialmente afetado pelo plano de ajuste imposto pelo primeiro-ministro David Cameron, caiu pela primeira vez desde 2003 para menos de 6 milhões.

O secretário do sindicato geral britânico GMB, Paul Kenny, disse nesta quarta-feira que a coalizão do governo, formada por conservadores e liberal-democratas, entregou um presente de Natal "miserável" ao país, com o aumento no número de desempregados e uma piora na qualidade de vida dos trabalhadores.

"O governo deveria buscar políticas que permitam criar empregos, algo que não está fazendo", disse Kenny.

O titular do Trabalho, Chris Grayling, admitiu que ainda que o aumento no número de desempregados seja uma má notícia, a alta do número de pessoas que recebem o auxílio desemprego não foi tão alto.

FOLHA

Câmara descarta votação de aumento para servidores em 2011


O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), garantiu nesta quarta-feira (14) que o projeto que prevê o aumento dos servidores da Casa não será votado neste ano.

Na semana passada, o petista havia dito que o reajuste deveria entrar na pauta esta semana.

O assunto, no entanto, teve repercussão negativa, o que pode ter gerado o recuo. "Este ano não, não votaremos", disse.

O projeto que prevê o reajuste e o plano de carreiras dos servidores teria impacto anual de R$ 320 milhões para os cofres públicos. Do "pacotão de Natal", a proposta que cria cargos para o PSD, com impacto de cerca de R$ 10 milhões, deve entrar na pauta da Câmara ainda hoje.

Já o que trata do aumento da verba de gabinete dos deputados deve ser tratado em reunião da Mesa Diretora da Casa, que ainda não tem data para acontecer. A expectativa é que a verba seja aumentada de R$ 60 mil para R$ 80 mil. O dinheiro é usado mensalmente por cada um dos 513 deputados para a contratação de até 25 funcionários.

Um dos projetos prevê cerca de R$ 320 milhões para pagar reajustes de 4.841 servidores que não trabalham nos gabinetes pessoais.

FOLHA

Saída de dólares do país em dezembro supera entrada em US$ 424 milhões


O fluxo de dólares (entrada e saída da moeda) para o país na segunda semana de dezembro foi negativo em US$ 424 milhões, informou o Banco Central nesta quarta-feira (14).

O resultado desta semana se deve à saída de US$ 890 milhões da conta financeira e a entrada de US$ 465 milhões nas operações comerciais.

Em novembro e dezembro, foram registrados deficit no fluxo cambial de US$ 942 milhões e US$ 134 milhões, respectivamente.

Nos dois primeiros dias úteis de dezembro (1º e 2), o saldo ficou positivo em US$ 525 milhões, resultante do superavit de US$ 904 milhões das contas financeiras e do deficit de US$ 379 milhões das operações comerciais.

As operações comerciais são aquelas onde contratos são celebrados para exportação e importação. Já as operações financeiras incluem as atividades restantes, como IED (Investimento Estrangeiro Direto), aplicações financeiras, remessas de lucros e dividendos ao exterior, etc.

FOLHA

China impõe taxas de importação a carros americanos


A China vai impor a partir desta quinta-feira taxas de importação por subsídios e prática de dumping a veículos dos Estados Unidos com motores de cilindrada superior a 2,5 litros, anunciou o ministério do Comércio.

A medida, que aumenta a tensão nas já complexas relações comerciais entre as duas maiores economias mundiais, vale para veículos familiares e utilitários esportivos.

A princípio terá validade de dois anos, anunciou o ministério em um comunicado oficial.

A decisão afetará diretamente os automóveis produzidos por General Motors, Chrysler Group, American Honda Motor e Ford, assim como veículos da BMW Manufacturing e da Mercedes-Benz US International.

As taxas aplicadas pela China terão uma variação, de acordo com as montadoras. No caso da General Motors, terá taxas de importação de 8,9% pela prática de dumping e 12,9% pelos subsídios. Para a Chrysler, as taxas serão de 8,8% e 6,2%, respectivamente.

Os modelos da BMW e da Mercedes-Benz fabricados nos Estados Unidos também serão taxados.

A grande maioria dos automóveis estrangeiros vendidos na China é montada no país, mas continuam muito elevadas as importações de veículos de luxo, normalmente equipados com motores de alta cilindrada.

Além disso, o mercado de automóveis com tração nas quatro rodas também passa por um forte crescimento na China, em um segmento também dotado de motores com cilindrada superior a 2,5 litros.

As vendas de carros registraram alta de 32% no ano passado, mas o setor perdeu impulso depois que o governo retirou os incentivos às vendas.

FRANCE PRESS/FOLHA

Taxa de homicídio no Brasil mais do que dobra em 30 anos


Os homicídios no Brasil mais que dobraram no período de 30 anos, segundo a pesquisa divulgada pelo Instituto Sangari nesta quarta-feira. Segundo o "Mapa da Violência", o número passou de 13,9 mil em 1980 para 49,9 mil em 2010, o que representa um aumento de 259%. Com o crescimento da população nesses 30 anos, a taxa de homicídios passou de 11,7 em cada grupo de 100 mil habitantes em 1980 para 26,2 em 2010.

São mais de um milhão de pessoas assassinadas em 30 anos. De acordo com o relatório, a média anual do país supera o número de vítimas de enfrentamentos armados no mundo. Entre 2004 e 2007, 169,5 mil pessoas morreram nos 12 maiores conflitos mundiais. No Brasil, o número de mortes por homicídio no mesmo período foi de 192,8 mil.

Apesar do número alto, o relatório aponta uma ruptura no crescimento da taxa de homicídios a partir de 2003, com oscilações para baixo e para cima até 2010.

O estudo indicam que fatores como as políticas de desarmamento, planos e recursos federais e estratégias de enfrentamento fizeram com que as taxas oscilassem.

Os dados apontam que os Estados que lideravam as estatísticas no início da década apresentaram quedas nesse tipo de crime. São Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, apresentam reduções de 63,2% e 42,9%, respectivamente.

Os primeiros Estados do ranking feito pelo instituto neste ano são Alagoas, Espírito Santo, Pará, Pernambuco e Amapá.
Taxas de homicídio por 100 mil habitantes
UF20002010*Variação (%)
Acre19,419,61,3
Amapá32,538,719,1
Amazonas19,830,654,6
Pará1345,9252,9
Rondônia33,834,62,5
Roraima39,527,3-30,8
Tocantins15,522,545,3
Alagoas25,666,8160,4
Bahia9,437,7303,2
Ceará16,529,779,8
Maranhão6,122,5269,3
Paraíba15,138,6156,2
Pernambuco5438,8-28,2
Piauí8,213,766,4
Rio Grande do Norte922,9153,9
Sergipe23,333,342,9
Espírito Santo46,850,17,1
Minas Gerais11,518,157,1
Rio de Janeiro5126,2-48,6
São Paulo42,213,9-67
Paraná18,534,486
Rio Grande do Sul16,319,318,1
Santa Cata rina7,912,963,1
Distrito Federal37,534,2-8,8
Goiás20,229,445,6
Mat o Grosso39,831,7-20,2
Mat o Grosso do Sul3125,8-16,7
Brasil26,726,2-2
Fonte: Instituto Sangari, com base no Ministério da Saúde *dados preliminares

AGÊNCIA BRASIL/FOLHA

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