quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Em livro, jornalista acusa tucanos de receber propina


Um livro que chegou à praça no fim de semana acusa o ex-governador José Serra de receber propinas de empresários que participaram das privatizações conduzidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Publicado pela Geração Editorial, "A Privataria Tucana" foi escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., que no ano passado foi acusado de participar da montagem de uma central de espionagem no comitê da campanha da presidente Dilma Rousseff.

O livro sustenta que amigos e parentes de Serra mantiveram empresas em paraísos fiscais e as usaram para movimentar milhões de dólares entre 1993 e 2003, mas não oferece nenhuma prova de que esse dinheiro tenha relação com as privatizações.

Algumas informações do livro circularam na campanha eleitoral do ano passado e boa parte do material foi publicada antes por jornais e revistas, entre eles a Folha.

O livro mostra que uma empresa controlada pelo empresário Carlos Jereissati nas Ilhas Cayman repassou US$ 410 mil para Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil e amigo de Serra.

Segundo os documentos apresentados pelo livro, a transferência foi feita dois anos depois do leilão em que um grupo controlado por Jereissati arrematou o controle da antiga Telemar. Mas o livro não exibe prova de que a transação tenha algo a ver com Serra e a privatização.

Outro alvo do livro é a filha de Serra, Verônica Serra, que foi sócia da empresária Verônica Dantas numa firma de prestação de serviços financeiros na internet, a Decidir.

Verônica Dantas é irmã do banqueiro Daniel Dantas, que controlou a antiga Brasil Telecom até o início de 2005. A Telemar e a Brasil Telecom atualmente são parte da Oi.

O jornalista também diz que Gregório Preciado, casado com uma prima de Serra, teve ajuda de Ricardo Sérgio na privatização do setor elétrico e depois movimentou dinheiro em paraísos fiscais.

No governo FHC, Ricardo Sérgio, como diretor do Banco do Brasil, exercia influência sobre a Previ, o fundo de pensão dos empregados do BB, que se associou aos vários grupos que participaram das privatizações da época.

Ribeiro Jr. foi acusado pela Polícia Federal de ter violado o sigilo fiscal de dirigentes tucanos e dos familiares de Serra durante suas investigações, pagando despachantes para obter ilegalmente informações sobre eles.

O jornalista diz que não fez nada ilegal. Ele iniciou suas investigações quando trabalhava para o jornal "Estado de Minas" e o então governador do Estado, Aécio Neves, disputava com Serra a indicação do PSDB para disputar a eleição presidencial.

Sua atuação só foi exposta mais tarde, quando Aécio já estava fora da disputa e Ribeiro Jr. foi chamado pelo jornalista Luiz Lanzetta para colaborar com a campanha de Dilma, um projeto que foi abortado pela cúpula do PT antes de ganhar corpo.

FOLHA

Operação 'Fim de ano' nas rodovias federais começa amanhã


Cerca de 9.200 agentes da Polícia Rodoviária Federal irão atuar na operação "Fim de ano", que começa nesta sexta-feira (16), nas rodovias federais de todo o país.

Os agentes irão se revezar entre os 68 mil quilômetros de estradas até à meia noite do dia 2 de janeiro.

Para amenizar o tráfego intenso, a Polícia Rodoviária irá restringir a passagem de veículos grandes nos dias e horários de maior movimento nas vias.

Caminhões com 18,6 metros de comprimento, 2,6 metros de largura e 4,4 metros de altura, ou superior, estarão proibidos de trafegar nas rodovias nos dias 23 e 30 de dezembro, entre as 6h e 12h, e no dia 25 de dezembro e 1º de janeiro, entre as 16h e 22h.

De acordo com a polícia, o excesso de velocidade, a ultrapassagem proibida e a embriaguez na direção foram os casos mais recorrentes nas últimas operações especiais de verão.

ACIDENTES EM 2010

Balanço divulgado pela PRF no feriado do Natal de 2010 mostra que as estradas federais de todo o país registraram 1.884 acidentes, 1.361 feridos e 117 mortes. O resultado considera os dias 24, 25 e 26 de dezembro de 2010.

No feriado do Ano-Novo foram 1.844 acidentes nas estradas federais. Ao todo, 106 pessoas morreram e 1.294 ficaram feridas em decorrência dos acidentes. O balanço considera os dias 31 de dezembro de 2010 e 1º e 2 de janeiro de 2011.

FOLHA

Por que tanto medo de regular a radiodifusão?


Eugênio Bucci, jornalista, é professor da Eca-USP e da ESPM - O Estado de S.Paulo
Existe um tabu na imprensa brasileira: ela não gosta de falar sobre a necessidade de um novo marco legal para as emissoras de rádio e TV. Os grandes jornais só entram no assunto muito raramente. Os telejornais, então, quase nunca. Não obstante, estamos falando de um déficit que engessa a nossa democracia. É quase inacreditável que até hoje inexistam regras jurídicas modernas para disciplinar o funcionamento da radiodifusão. E, quanto a isso, a principal manifestação da nossa imprensa tem sido o mutismo.
Há exceções? É evidente que sim. Aqui e ali pipocam referências ocasionais ao tema. Este jornal, por exemplo, às vezes toca na ferida. Agora mesmo, há pouco mais de uma semana, no dia 4 de dezembro, um editorial do Estado reafirmou: "A necessidade de modernização do marco regulatório das comunicações no País, defasado em relação aos avanços tecnológicos das últimas décadas, é absolutamente pacífica". Exceções à parte, porém, o que predomina é mesmo o silêncio.
Não é difícil entrever as razões desse silêncio. Há um receio ancestral, irrefletido, no interior da indústria e do negócio da comunicação. Aos olhos e aos ouvidos desse receio, qualquer proposta de revisão do modelo vigente - que já é bastante precário, todos reconhecem - ameaçaria o status quo e até mesmo a liberdade de imprensa. Além de inconveniente, portanto, essa pauta poderia erguer um palanque para os que querem simplesmente censurar os noticiários. Daí a conclusão - errada - de que é melhor não mexer com isso. Daí, enfim, o tabu, o triste tabu.
Claro que todos nós podemos conviver com tabus, a própria ideia de civilização se vincula à ideia de tabu. No caso presente, contudo, nosso bloqueio não tem nada de civilizado. É bem o oposto: estamos falando aqui de um tabu anticivilização.
Em primeiro lugar, porque é antijornalístico. A imprensa é tanto melhor quanto mais consegue ser independente - inclusive dos acionistas, sobretudo quando eles são medrosos. As boas redações, aliás, educam seus patrões. No entanto, se não souberem dedicar-se ao dever da liberdade, elas se apequenam e, no limite, traem seus públicos e prejudicam os próprios acionistas. Se há um déficit legal no Estado brasileiro, é evidente que isso é notícia. Não por acaso, esse assunto é debatido na imprensa do mundo inteiro. Com o advento das novas tecnologias da revolução digital, os parâmetros dos marcos regulatórios da mídia estão na ordem do dia. Menos no Brasil.
Mais do que antijornalístico, esse é um tabu antidemocrático, regressivo e autodestrutivo. Se o Brasil quer realmente ganhar projeção internacional, precisa estar em linha com o que há de mais avançado na democracia - e, nessa matéria, nossa defasagem é pré-histórica. Não se pode mais esperar que as concessões das emissoras de rádio e televisão ainda sejam ordenadas por um código de 1962, cujas lacunas seriam supostamente sanadas por um cipoal de normas infralegais, formando um Frankenstein incompreensível.
Listemos apenas três imperativos que reclamam a modernização do marco legal:
O Brasil ainda convive com políticos - especialmente parlamentares - que mandam e desmandam em redes ou emissoras, como donos de fato, contrariando clamorosamente o espírito (e o texto) do artigo 54 da Constituição federal, que veda que senadores e deputados mantenham vínculos com empresas concessionárias de serviço público. Até quando?
Vivemos hoje num limbo jurídico. A nossa Constituição impede o monopólio e o oligopólio (artigo 220), mas isso é letra morta, pois não dispomos de lei que estabeleça o que é monopólio e o que é oligopólio. Um novo marco legal deve definir claramente, em números precisos, qual o limite que separa a prática do monopólio, de um lado, e o regime de concorrência saudável, de outro.
O Brasil não pode mais fazer vista grossa à promiscuidade entre igrejas e partidos políticos no interior das emissoras. Em alguns canais que estão aí, no ar, não dá mais para saber onde termina o templo e onde começa o estúdio, o que tem gerado distorções concorrenciais e partidárias no espaço público. Até onde iremos com isso? Nenhuma democracia funciona bem quando essas três esferas se embaralham no nível em que elas se vêm embaralhando entre nós. Igrejas gozam de benefícios fiscais que não podem ser estendidos a emissoras comerciais - isso se pretendermos de fato viver sob um Estado laico, num regime em que a competição comercial seja justa e a disputa política, equilibrada. Para que o direito à informação, a diversidade de opiniões, a liberdade de expressão e a livre concorrência sejam respeitadas, igrejas, partidos políticos e emissoras não se podem misturar.
Citamos aqui três imperativos. Há outros, todos eles enfáticos, mas não precisamos enumerá-los um a um. Os três já bastam para demonstrar que o silêncio em torno do assunto só favorece o atraso, já bastam para esclarecer que esse debate, se bem feito, não diz respeito à censura dos conteúdos, mas apenas à ordenação do mercado. Ao contrário, um bom marco regulatório protege a liberdade.
Repetindo: a reforma da legislação nesse setor é uma necessidade da democracia e do mercado civilizado. Se, a despeito dessa obviedade clamorosa, prevalecer a razão (irracional) do tabu, os caudilhos autoritários - de direita ou de esquerda, dá na mesma - vão monopolizar o tema. Com isso, uma agenda que é do mais alto interesse nacional será sequestrada pelos que não querem modernidade nenhuma.
Por tudo isso, essa pauta precisa de mais visibilidade. O progresso do Brasil depende da construção de um novo marco regulatório que nos atualize em relação às outras democracias e nos destrave o caminho para o futuro. Não dizer uma palavra a respeito é buscar refúgio num atraso insepulto, cujo prazo de validade já venceu faz tempo.
ESTADÃO

Ao cortar investimentos, o governo afeta o futuro


O Ministério da Fazenda, na 13ª edição do seu relatório sobre a economia brasileira em perspectiva, deu grande destaque às reduções das despesas de custeio efetivadas nos dez primeiros meses do ano. Foi bem mais discreto, porém, sobre os cortes de investimentos, que tiveram grande responsabilidade na queda do Produto Interno Bruto (PIB).
O relatório mostra que as despesas de custeio diretas e indiretas, dos dez primeiros meses do ano, da ordem de R$ 79,6 bilhões, caíram R$ 4,8 bilhões, ou 5,5% em relação ao mesmo período de 2010.
Sobre os investimentos, o relatório se limita a dizer que caíram de 1,3% do PIB de 2010 (que cresceu então 7,5%) para 1% de um PIB crescendo menos neste ano. Por isso, recorremos a outra fonte (Contas Abertas) com informações sobre a União e sobre as empresas estatais.
É preciso juntar as duas informações, pois as estatais ou fazem investimentos, o que diminui a transferência de dividendos para o Tesouro, ou reduzem os investimentos, oferecendo mais receitas ao Tesouro. Neste ano, o Tesouro exigiu maior transferência de dividendos, o que reduziu a disponibilidade de investimentos das estatais. De fato, os investimentos das estatais (R$ 62,2 bilhões) foram R$ 2,5 bilhões menores. Os investimentos da administração federal, de R$ 33,9 bilhões, foram R$ 5,6 bilhões menores. No total, os investimentos do governo central apresentaram redução de R$ 8,7 bilhões, maior do que a das despesas de custeio.
O governo alardeia que no final de outubro obteve 93,4% da meta de superávit primário estabelecida para o ano inteiro, ante 83% no mesmo período de 2010.
Se os investimentos das estatais federais e os investimentos do governo central tivessem sido mantidos, o superávit primário em outubro teria representado, na verdade, 87,15% da meta estabelecida para 2011, mesmo levando em conta as reduções obtidas nas despesas de custeio, que, todavia, como se sabe, explodem sempre no final do ano.
O governo conseguiu aumentar suas receitas, mas não fez, afinal, nenhum milagre no ano. Todavia, ao cortar investimentos, afetou o crescimento deste ano e dos anos seguintes, pois uma economia pode crescer somente se há investimentos suficientes para dar sustentação a esse crescimento. Teria sido necessário reduzir mais as despesas de custeio para reduzir menos as que entram na Formação Bruta de Capital Fixo, especialmente na infraestrutura, e que aumentam a produtividade do todo econômico.
ESTADÃO

Municípios sem economia


Municípios deveriam viver da renda gerada pela produção de bens e serviços para o mercado - artigos industriais, mercadorias agrícolas e serviços privados -, mas essa não é a regra em boa parte do Brasil. Para 1.968 municípios, 35,4% do total, a administração pública representou um terço ou mais do valor gerado por todas as atividades em 2009, segundo os últimos dados do censo municipal divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Administração, nesse caso, corresponde ao conjunto das ações do setor público, incluídos os serviços de educação e saúde e a seguridade. Em alguns casos, a participação desses itens na renda chegou a 70% ou 80%.
O estudo sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios cobre o período de 2005 a 2009, iniciado num ano de intensa atividade econômica e encerrado num momento de recessão. Algumas alterações são facilmente previsíveis. A crise global de 2008-2009 afetou os preços dos produtos básicos e prejudicou o valor da produção de municípios dependentes do agronegócio e da mineração.
Por exemplo, a participação de Campos (RJ) no PIB nacional diminuiu de 1% em 2008 para 0,6% em 2009 por causa da desvalorização do petróleo. A de Vitória (ES) passou de 0,8% para 0,6% em consequência do barateamento do minério de ferro. Variações como essas, no entanto, são meramente conjunturais e têm pouco significado para a análise das tendências de longo prazo. Muito mais instrutivo é observar, por exemplo, a continuação das grandes desigualdades entre regiões ou Estados, apesar de alguma redistribuição de pesos num período de dez anos. A medida mais ampla de concentração pouco mudou.
Considerados os municípios de todo o Brasil, o índice de Gini passou de 0,87 em 2000 para 0,86 em 2005 e permaneceu nesse nível até 2009. Esse índice mede graus de concentração de qualquer tipo de variável (renda, propriedade, educação, etc.) e varia de 0 a 1. Quando mais próximo de 1, mais desigual a distribuição. O indicador pouco mudou entre regiões e também no interior de cada uma, talvez porque a redistribuição geográfica das atividades tenha sido menos intensa que nas duas décadas anteriores, mas isso é só uma hipótese.
A maior parte da análise concentra-se na comparação dos dados de 2008 e 2009, mas, apesar disso, é possível ter uma boa ideia da persistência da pobreza e do baixo nível de atividade produtiva em boa parte do território nacional. Em 2009, a renda per capita de metade dos municípios foi inferior à mediana do País, de R$ 8.395. Sessenta por cento dos municípios do Norte enquadraram-se nessa categoria. No Nordeste, a proporção chegou a 93%. Ficou em 37% no Sudeste (11% em São Paulo), 10% no Sul e 23% no Centro-Oeste.
A maior concentração de municípios com economia mais dependente da administração pública estava, naturalmente, nas áreas mais pobres. Na Região Norte, eram 57,9%. Na Região Nordeste, 76,3%. Quando a administração pública gera mais de um terço do PIB de um município, é fácil imaginar de onde vem a receita fiscal: a maior parte deve provir de transferências federais ou estaduais, não só por causa do baixo valor gerado pelas atividades privadas, mas também porque o esforço local de arrecadação deve ser muito frouxo.
Mesmo em algumas capitais a participação do valor bruto da administração, saúde e educação no PIB municipal é muito alta. Em Brasília, correspondeu a 49%, em 2009, mas isso é compreensível, no caso de uma cidade construída só para ser capital. Em várias grandes cidades do Norte e do Nordeste essa participação ficou entre 14% e 40%. Em São Paulo, não passou de 6,2%.
O peso da administração pública na economia brasileira tem crescido há mais de uma década, como assinala o IBGE. Mas há nesse cálculo uma distorção. Boa parte desse aumento decorre muito mais do encarecimento de um setor público ineficiente, balofo e dispendioso do que de uma expansão efetiva dos serviços. Os municípios mais dependentes da administração pública não são apenas pobres. São vítimas de uma ação governamental de baixa qualidade.
ESTADÃO

Estudo sugere que fim de elefante fez surgir homem moderno


Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv acabam de publicar um estudo que sugere que o Homo sapiens surgiu na região chamada de Levante, no Oriente Médio, 400 mil anos atrás, em decorrência do desaparecimento dos elefantes, que constituíam a principal fonte de alimentação para o Homo erectus.
Segundo o arqueólogo Ran Barkai, da respectiva universidade, foi o desaparecimento dos elefantes da região geográfica do Levante - onde hoje se encontram Síria, Líbano, Jordânia, Israel e os territórios palestinos - que levou à evolução do Homo erectus ao Homo sapiens.

Homo sapiens tem um cérebro muito mais desenvolvido do que seu antecessor, o Homo erectus.

"Quando os elefantes desapareceram, o Homo erectus foi obrigado a buscar outros alimentos e teve que desenvolver uma agilidade mental e instrumentos que não tinha antes", disse Barkai à BBC Brasil.

A equipe do departamento de Arqueologia da universidade tem feito escavações desde 2000 na caverna Qesem, em Israel, perto da cidade de Rosh Haain.

Em 2010, a equipe anunciou ter encontrado sinais de que, na região da caverna Qesem, o Homo sapiens já existia há 400 mil anos.

A descoberta pode representar uma mudança na teoria mais amplamente aceita de que o Homo sapiens tenha surgido 200 mil anos atrás, na África.

ENIGMA

"Desde a descoberta, há um ano, fizemos um trabalho de integração de todos os dados e chegamos à conclusão que a nutrição é a chave do enigma", disse Barkai.

O arqueólogo afirma que nessa área geográfica os elefantes desapareceram há 400 mil anos, levando o Homo erectus a se desenvolver muito mais rapidamente. Já na África, o mesmo processo se deu 200 mil anos depois.

A equipe realizou um trabalho de integração das descobertas - tanto de instrumentos como de restos de humanos e animais encontrados nas diversas escavações - e chegou à conclusão de que instrumentos sofisticados, como pequenas facas fabricadas de maneira "sistemática", foram descobertos em camadas nas quais já não havia elefantes.

No mesmo local havia também dentes humanos.

Barkai explicou que o Homo erectus usava instrumentos maiores e menos sofisticados para caçar e repartir a carne dos elefantes.

"O Homo erectus comeu elefantes durante 1 milhão de anos. Instrumentos mais sofisticados e menores são associados ao Homo sapiens", afirmou.

NUTRIÇÃO

Os pesquisadores desenvolveram um modelo da nutrição do homem, demonstrando a possível relação entre o desaparecimento dos elefantes - fonte de nutrição mais fácil de caçar e que garantia uma maior quantidade de alimento - e a evolução de suas capacidades mentais, até que se transformou no Homo sapiens.

A equipe também comparou suas descobertas com pesquisas feitas na África e constatou que lá também o Homo sapiens teria surgido só após o desaparecimento dos elefantes, reforçando assim a tese de que a evolução humana tem ligação direta com a necessidade de buscar novas fontes de alimentos que eram menores e mais difíceis de se caçar.

Barkai disse à BBC Brasil que desde a publicação do estudo, há três dias, tem recebido ligações do mundo inteiro, de cientistas interessados nas descobertas.

"Com esse estudo conseguimos fornecer uma explicação para o aparecimento de resíduos com a idade de 400 mil anos, do Homo sapiens, na caverna de Qesem", afirmou.

BBC BRASIL/FOLHA

Investimento estrangeiro direto no Brasil cresce 256%, aponta Banco Central


O total de investimento estrangeiro direto (na forma de participação de capital) passou de US$ 162,8 bilhões em 2005 para US$ 579,6 bilhões em 2010, crescimento de 256%. O montante de 2010 é equivalente a 30,8% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de tudo que é produzido em um país em determinado período).

Os dados são preliminares e constam do Censo de Capitais Estrangeiros 2011, cujo ano-base é 2010 e comparado com o resultado de 2005. O censo foi divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Banco Central; ele é realizado a cada cinco anos.

O BC explica que houve um crescimento de fato, mas a grande diferença deveu-se, fundamentalmente, à mudança no critério de valoração dos investimentos, que passou de valor histórico para valor de mercado. A medida, informa a autoridade monetária, foi necessária para entrar em conformidade com o padrão estatístico internacional.

O objetivo do censo é mensurar os estoques de IED (investimentos estrangeiros diretos) no país na posição de 31 de dezembro de cada ano-base. O FMI (Fundo Monetário Internacional) apura os estoques globais de investimentos diretos, bem como sua distribuição por país investidor e receptor.

MUDANÇA

O levantamento de 2010 avança no sentido de apurar a origem do país investidor. Antes era possível verificar apenas de onde o dinheiro saía para o investimento - que poderia ter origem em paraísos fiscais, como as Ilhas Cayman, e centros financeiros mundiais, como a Holanda. Nestes países de origem, há uma série de benefícios (como tributação reduzida) dos quais muitas empresas se beneficiam ao instalar escritórios nesses locais.

Com a nova metodologia, foi verificado a origem do investidor final, ou seja, qual país fez o investimento no Brasil, mesmo que tenha usado um investidor intermediário.

Os campeões em investimentos imediatos no país são Holanda (principal centro financeiro mundial), com US$ 162 bilhões, Estados Unidos (US$ 110 bilhões) e Espanha (US$ 70 bilhões). Por exemplo, a China não aparece na lista desses investidores, mas é 16ª colocada quando se avalia o investidor final, com US$ 7,8 bilhões, enquanto a Holanda cai para a 12ª posição (US$ 14,3 bilhões).

A Bélgica, investidora imediata posicionada em décimo terceiro lugar, figura como o terceiro país de origem no critério de investidor final, contemplando estoque de US$50,4 bilhões.

FOLHA

Beneficiários do Bolsa Família pagarão um centavo por correspondência


Os beneficiários do Programa Bolsa Família poderão, a partir de março de 2012, enviar correspondência pagando apenas R$ 0,01 (um centavo), segundo informou nesta quinta-feira (15) o Ministério do Desenvolvimento Social.

Segundo a pasta, as regras para postagem da "carta social" visam facilitar o acesso aos serviços postais às camadas menos favorecidas da população.

Para a diretora do Departamento de Cadastro Único do ministério, Letícia Bartholo, a iniciativa reforça a importância do banco de informações sociais do governo federal.

"A utilização do Cadastro Único pelo Ministério das Comunicações reafirma sua legitimidade como meio de promover convergência entre as iniciativas governamentais voltadas à população de baixa renda".

O peso máximo para a carta social deve ser de 10 gramas. Um mesmo remetente pode efetuar, no máximo, cinco postagens por dia.

A postagem deve ser feita exclusivamente nos guichês de atendimento das agências dos Correios, mediante a comprovação de que o remetente é titular ou dependente de titular do programa de transferência de renda.

Atualmente, o Bolsa Família atende 13,1 milhões de famílias.

FOLHA

Situação econômica é 'muito dramática', afirma Dilma


Os países desenvolvidos vivem uma situação econômica "muito dramática" e o cenário internacional está num "momento muito difícil".

A avaliação é da presidente Dilma Rousseff, que discursou mais uma vez sobre o assunto durante cerimônia com a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, diretora-executiva da ONU Mulheres.

"O motivo pelo qual eu apoiei e enfatizei no G20 a criação do piso de proteção social é que nós estamos vivendo uma situação econômica nos países desenvolvidos muito dramática e de certo ponto de vista prejudicial para suas populações",afirmou Dilma.

No mês passado, na reunião de cúpula grupo em Cannes, a presidente defendeu uma antiga proposta da OIT (Organização Internacional do Trabalho) para a criação de uma espécie de programa de renda mínima global, nos moldes do Bolsa Família brasileiro.

A presidente citou ainda o aumento do desemprego e a perspectiva de retrocesso nas políticas sociais diante da crise econômica internacional.

"Processos de desemprego dramáticos levam a processo de perda de qualidade de vida e de condições de sobrevivência. Por isso eu acho que os governos precisam romper com a dissonância cada vez maior entre a voz dos mercados e a voz das ruas", disse a presidente.

'NÃO ESTÁ NA MINHA AGENDA'

A ex-presidente chilena elogiou em seu discurso a política social brasileira e afirmou que programas como o Bolsa Família podem ajudar a "reduzir a volatilidade econômica provocada por uma crise, já que esse tipo de programa busca manter a capacidade de consumo das famílias de renda baixa".

Perguntada se pretende voltar a se candidatar à presidência do Chile, Bachelet afirmou: "Não está na minha agenda".

Bachelet veio ao Brasil para participar da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.

FOLHA

Arrecadação federal totaliza R$ 78,9 bilhões em novembro


A arrecadação federal totalizou R$ 78,9 bilhões em novembro deste ano, segundo informou nesta quinta-feira (15) a Secretaria da Receita Federal. Os dados incluem impostos, contribuições federais e demais receitas, como os royalties. Esta é a primeira vez este ano em que o valor não é recorde.

Segundo a secretária-adjunta da Receita Federal, Zayda Manatta, o número não foi recorde porque apresentou uma queda em relação a 2009, quando a arrecadação foi de 84 bilhões. "Houve claramente um comportamento atípico neste mês de novembro de 2009 por causa de depósitos judiciais que foram recebidos", explicou.

Na comparação com novembro de 2010, o crescimento real da arrecadação (com valores já corrigidos pela inflação) foi de 6,39%. Embora o crescimento tenha permanecido, o ritmo de alta na comparação com o ano passado vem, pouco a pouco, arrefecendo.

No acumulado do ano, ainda segundo informações da Receita, a arrecadação federal totalizou R$ 892,5 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2010, o crescimento real da arrecadação foi de 11,69%.

A secretária manteve a expectativa de que no final do ano a alta em relação a 2010 ficará entre 11% e 11,5%.

A receita atribuiu o bom desempenho ao fim das desonerações relativas ao IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos automóveis e de um recolhimento de R$ 5,8 bilhões da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

FOLHA

Novo livro reconstitui fase crucial na vida de Steve Jobs


Mais um livro sobre Steve Jobs chega ao mercado no mês que vem - desta vez, trata-se de uma narrativa gráfica que aborda o desenvolvimento espiritual do cofundador da Apple, disseram nesta quarta-feira os responsáveis pelo lançamento.

"The Zen of Steve Jobs", de Caleb Melby, repórter da Forbes, apresenta "uma interpretação minuciosamente pesquisada de um período bem documentado" na vida do empreendedor, disseram as editoras Forbes Media e a John Wiley & Sons.

O livro vai de 1970 a 2011, ano em que Jobs morreu, mas enfoca principalmente o período a partir de 1985, quando ele deixou a Apple e fundou a empresa NeXT.

Foi nessa época que Jobs estabeleceu uma relação com o monge zen-budista japonês Kobun Chino Otogawa, uma amizade espiritual que é reimaginada em "The Zen of Steve Jobs", com ilustrações da empresa de visualização de dados JESS3.

"Kobun foi para o budismo o que Jobs foi para a tecnologia: um renegado indômito", disseram os editores em nota.

Segundo eles, essa convivência seria crucial para os grandes saltos dados pela Apple depois da volta do seu fundador à empresa, em 1996, período em que a companhia se tornou modelo por seus produtos e estratégias.

Um trecho, ambientado em meados da década de 1980, se passa em um refúgio zen da Califórnia. Nele, Kobun ensina Jobs a meditar andando, e fala sobre a compreensão do "ma" --um conceito japonês de design que, segundo os editores, transparece na simplicidade dos atuais produtos da Apple.

Desde que Jobs morreu, vitimado por um câncer, em outubro, sua vida têm inspirado diversas obras. A biografia "Steve Jobs", lançada dias depois da morte do empresário, se tornou best-seller instantâneo.

A peça "The Agony and the Ecstasy of Steve Jobs", encenada em Nova York, recebeu críticas positivas, teve ingressos esgotados e prorrogou sua temporada.

REUTERS/FOLHA

Google doa US$11,5 milhões para combater escravidão moderna


O Google está doando US$ 11,5 milhões para combater tipos de escravidão moderna, que afetam 27 milhões de pessoas ao redor do mundo, afirmou a empresa nesta quarta-feira.

Acredita-se que a doação seja uma das maiores iniciativas coporativas na história para combater a escravidão.

O Google disse em seu site de caridade que suas doações "libertarão mais de 12 mil pessoas da escravidão moderna" e evitará que "outros milhões sejam vitimizadas".

A companhia listou 10 destinatários de suas doações. O dinheiro irá, principalmente, para projetos de intervenção e educação na Índia, Europa e Estados Unidos.

O Google afirmou estar financiando os grupos International Justice Mission, BBC World Service Trust, ActionAid India e Aide et Action para ajudá-los a formar uma nova coalizão na Índia que trabalhará com governos para combater o trabalho escravo.

REUTERS/FOLHA

Federação da indústria da Itália prevê recessão em 2012


A Itália deve entrar em recessão em 2012 com uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) em 1,6%, avaliou um estudo da Confederação Geral da Indústria Italiana (Confindustria) divulgado nesta quinta-feira.

A previsão até o momento era de que o PIB italiano cresceria 0,2%. A Itália ainda deve escapar da recessão neste ano, apesar da projeção de queda no crescimento de 0,7% para 0,5% para 2011.

Com a desaceleração da economia, a taxa de desemprego deve aumentar e pode atingir 9% no final de 2012, avalia a entidade.

DESEMPREGO DE 9%

A entidade acredita que 219 mil pessoas deverão perder seus empregos entre 2012 e 2013, somando uma queda de 800 mil postos de trabalho desde o início da crise econômica internacional, datada do começo de 2008.

De acordo com o estudo, os mais atingidos pela redução no nível de emprego são os jovens. Entre a metade de 2008 e a metade de 2011, ficaram desempregados 24,4% dos jovens de 15 a 24 anos e 13% dos jovens de 25 a 34 anos.

Ao mesmo tempo, a Confindustria teme um aumento na pressão fiscal, que deve chegar a 45,5% do PIB nos próximos dois anos. A entidade já considera a atual carga, em torno de 51,3%, "insustentável", "especialmente se se considerar que não correspondem a serviços  públicos adequados", criticou.

O órgão, no entanto, avaliou que a manobra econômica anunciada pelo governo de Mario Monti já "é um primeiro passo na direção do crescimento", citando as mudanças sobre o mercado de trabalho, as amortizações sociais, as obras de infraestrutura e os custos da política, entre outras áreas.

ANSA/FOLHA

Inflação na zona do euro fica em 3% pelo terceiro mês consecutivo


Os preços na zona do euro subiram 0,1% em novembro, o que deixa a taxa de inflação anual, na comparação com o mesmo mês do ano passado, em 3%. A mesma taxa foi registrada em outubro e setembro, garantindo a estabilidade da inflação na união monetária há três meses.

O indicador foi divulgado nesta quinta-feira pela Eurostat, a agência de estatísticas da região.

No conjunto da União Europeia, a inflação aumentou 0,2% e deixou a taxa interanual em 3,4%, a mesma que em outubro.

Nos últimos 12 meses, a inflação nos 17 países da união monetária passou de 1,9% para 3%. No conjunto dos países da União Europeia, o salto foi de 2,3% para 3,4%.

Os Estados-membros onde a taxa registrou menores aumentos anuais foram a Suécia (1,1%), Malta (1,5%) e Irlanda (1,7%), enquanto as altas mais acentuadas ocorreram na Eslováquia e no Reino Unido (4,8% em ambos os casos).

De acordo com a Eurostat, o setor de transportes acumulou a maior alta dos preços nos últimos 12 meses na zona do euro (5,4%), seguido pelo de habitação (5,3%), bebidas alcoólicas e tabaco (4,3%).

Por outro lado, os setores que contribuíram para conter o aumento geral dos preços foram o de comunicações (com uma queda de 1,7%), lazer e cultura (com leve alta de 0,5%) e educação (que subiu apenas 0,9%).

Considerado apenas o mês de novembro, os maiores incrementos da inflação vieram do setor alimentício, de bebidas, tabaco e bens e serviços variados (que juntos subiram 4%). Já os serviços de hotéis e restaurantes tiveram queda (0,6%).

FOLHA

Americanos baixam bandeira em Bagdá, pondo fim à guerra no Iraque


Militares desceram a bandeira dos Estados Unidos da haste e a enrolaram em um tecido, fechando o quartel-general do Exército americanos em Bagdá de acordo com as tradições. Assim foi encerrada oficialmente nesta quinta-feira a guerra no Iraque, após quase nove anos de presença das tropas americanas no país.

Com a participação do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, o encerramento se dá duas semanas antes do prazo programado no acordo de segurança assinado entre os governos dos EUA e do Iraque em 2008.

O documento estipulava que as tropas estrangeiras deveriam deixar o país do Oriente Médio até o dia 31 de dezembro deste ano. Os soldados chegaram no país em março de 2003. A data da cerimônia foi mantida em segredo durante semanas para evitar que insurgentes ou milícias pudessem planejar um ataque.
Em seu discurso na cerimônia no aeroporto internacional de Bagdá, Panetta afirmou que os veteranos que fizeram parte dos quase nove anos de conflito poderiam estar certos de que o "sacrifício que fizeram ajudou o povo iraquiano a colocar a tirania de lado".

"Depois de muito sangue derramado por iraquianos e americanos, a missão de um Iraque que pudesse se governar e garantir a própria segurança se concretizou", ressaltou. "Certamente, o custo foi alto - em mortes e em dinheiro para os Estados Unidos e para o povo iraquiano. Essas vidas não se perderam em vão".

O secretário de Defesa dos EUA homenageou o embaixador no país, James Jeffrey, e o general Lloyd Austin, comandante das forças americanas, por supervisionarem a rápida retirada de 50 mil soldados nos últimos meses e o fechamento de dezenas de bases militares.

Um tributo especial foi feito, porém, aos mais de um milhão de soldados que serviram no Iraque desde 2003, incluindo cerca de 4.400 mortos e mais 30 mil feridos em combate.
"Vocês fizeram tudo que sua nação lhes pediu e ainda mais", afirmou. "Vocês não sabiam se voltariam para as pessoas que amam. Vocês partem com um grande orgulho, certos de que seu sacrifício ajudou a população iraquiana a começar um novo capítulo em sua história, livre da tirania".

PRESENÇA MILITAR

Com o fechamento do quartel-general do Exército americano em Bagdá, é colocado um fim definitivo na presença militar americana no país. As últimas tropas serão retiradas após quase nove anos desde a invasão que derrubou Saddam Hussein.

Apenas cerca de 4.000 soldados americanos permanecem no Iraque e devem se retirar até 31 de dezembro, deixando um país que ainda enfrenta uma insurgência enfraquecida, mas persistente, e incertezas políticas.


Comandantes do Exército americano decidiram sair antes do local por acreditarem que não havia necessidade de manter as tropas mais tempos no Iraque, inclusive durante as festividades de fim de ano, uma vez que as conversas sobre manter parte dos soldados falharam.

Os EUA queriam inicialmente que 40 mil americanos continuassem em território iraquiano trabalhando no treinamento de forças nacionais e ajudando na segurança local, plano que não se concretizará pela ausência de acordo entre os governos sobre o tema.

Segundo a imprensa americana, apenas 150 soldados devem permanecer no país necessários para proteger o complexo da embaixada americana em Bagdá e seus funcionários e diplomatas.

OBAMA

Dar fim à guerra foi uma das promessas que ajudaram Barack Obama a chegar à Presidência em 2008, e permite que a Casa Branca foque no Afeganistão e na crise econômica doméstica. No entanto, críticos acusam Obama de usar o fim da guerra para dar força à sua campanha para a reeleição em 2012.


Obama disse na quarta-feira que os Estados Unidos devem "aprender as lições da guerra" que lançaram no Iraque. Segundo ele, o conflito custou mais de US$ 1 trilhão. No entanto, ele afirmou, ao mesmo tempo, que houve "feitos extraordinários", durante ato em homenagem aos combatentes.

Marcando o final da retirada das tropas americanas no país árabe, Obama lembrou o "pesado custo" da guerra e disse que os americanos devem "aprender as lições" do conflito, que gerou divisões no mundo inteiro. O presidente deu as boas-vindas à parte dos soldados que voltaram do Iraque.

Falando aos soldados em Fort Bragg, na Carolina do Norte, Obama afirmou que desejava marcar "o momento histórico para o país e o Exército".

"Como seu comandante e em nome da nação, estou orgulhoso de finalmente dizer essas palavras: Bem-vindos de volta, bem-vindos de volta", disse o presidente a milhares de homens aglomerados em um hangar.

Obama disse ainda que "o futuro do Iraque ficará agora nas mãos de seu povo", lembrando que se trata do "fim de uma guerra que durou muito tempo", e que herdou de seu predecesor na Casa Branca, George W. Bush.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

Carregando...