domingo, 18 de dezembro de 2011

Capacidade de tráfego aéreo durante a Copa deve dobrar


Dentre as medidas que estão sendo adotadas para aumentar a capacidade do espaço aéreo até a Copa está a redução da distância entre as aeronaves no pouso.

Hoje o Brasil trabalha com 5 milhas náuticas de distância. A ideia é reduzir para 3 milhas náuticas, que é a distância mínima padrão.

"Vamos treinar os controladores para isso. Mas, se o procedimento será usado, vai depender da capacidade dos aeroportos e também do treinamento de pilotos, que precisarão desocupar a pista rapidamente", afirma Ary Rodrigues Bertolino, chefe da divisão de operações do CGNA (Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea), do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

O plano é dobrar a capacidade do tráfego aéreo brasileiro até 2014. Recentemente, o Decea anunciou um ganho de 47%, com mudanças no sistema de distribuição de voos entre controladores.

O Decea também está investindo no desenvolvimento de um software para gerenciar planos de voo, que terão de ser enviados com mais antecedência. "Temos de ter previsibilidade para que, mesmo em situações atípicas, a gente tenha tempo de resposta para atender a demanda", diz Bertolino.

O plano de ação para a Copa prevê ainda o fechamento do espaço aéreo em cima dos estádios por cinco horas (duas antes do jogo e uma depois), por segurança.

Dependendo da extensão, a zona de exclusão pode afetar o espaço aéreo de aeroportos como Guarulhos e Galeão, por exemplo, devido à proximidade dos estádios.

"A intenção é não fechar nenhum aeroporto, mas talvez seja necessário adotar alguma mudança de procedimento", explica Bertolino.

Ainda que a aviação geral seja direcionada para aeroportos secundários, jatos estrangeiros precisarão pousar em aeroportos internacionais para fazer a imigração.

Para não lotar os pátios, será adotado o "stop and go" (pare e siga). O passageiro desembarca, mas o piloto terá de partir rapidamente.

O "stop and go" foi adotado na África do Sul, mas não foi respeitado. Os pátios ficaram lotados, atrapalhando a aviação comercial.

"A única forma de fazer cumprir a regra é adotar uma taxa salgada de permanência e fazer a cobrança na hora", sugere o professor de transporte aéreo da Poli/USP, Jorge Leal.

FOLHA

Morre Vaclav Havel, ex-estadista e dramaturgo


Vaclav Havel, o primeiro líder da antiga Tchecoslováquia desde a chamada Revolução de Veludo, que pôs fim ao regime comunista no país, morreu aos 75 anos.
Durante a gestão comunista, Havel ganhou fama por suas peças que criticavam o regime comunista e ganhou a inimizade do governo, que o manteve preso por mais de quatro anos, entre 1979 e 1983.
Com a queda do regime comunista, o líder da resistência pacífica ao regime chegou à presidência da Tchecoslováquia, em 1989.
Em sua gestão, ele promoveu a transição do país para a democracia e supervisionou a cisão pacífica que resultou na formação da República Checa e da Eslováquia.
Havel foi um fumante inveterado ao longo de boa parte de sua vida e sofria de problemas respiratórios crônicos, tendo chegado a extrair parte de seu pulmão direito.
BBC BRASIL

Gaudêncio Torquato - O Estado de S.Paulo
Que imagem melhor caracteriza o Brasil em 2011: o voo da galinha, a corrida da lebre ou o andar da tartaruga? Ante as evidências de que o País não arremeteu de repente para despencar em seguida nem apressou o passo na estrada do crescimento, resta a certeza de que o retrato do quelônio é o melhor para significar o percurso do País no ano que finda.
Há, porém, quem não concorde com essa visão por achar que a tartaruga, mesmo arrastando vagarosamente os pés, consegue chegar ao destino e ganhar a disputa com a lebre, conforme se aprende na fábula de Esopo. Os usuários de lentes da economia argumentam que o Brasil derrapou na pista, considerando muito baixas as taxas de crescimento de 1,8% para o PIB industrial e de 2,8% para o PIB nacional. Outros olhares medem os passos por parâmetros diferentes, a começar pela junção de fatores externos às condições internas, o que significa considerar o refluxo da economia dos Estados Unidos e dos países europeus. Para estes já é motivo de comemoração o fato de o Brasil segurar a estabilidade econômica no bojo da crise que solapa as economias planetárias.
As percepções mudam de acordo com a ótica política. Situacionistas apreciam mostrar o País com um PIB de US$ 2,4 trilhões, prestes a superar o Reino Unido e se tornar a sexta maior economia mundial. Poderia ser melhor, retrucam os oposicionistas, se a primeira mulher a presidir o Brasil, com o prestígio de governante com a mais alta avaliação de todos os tempos em apenas um ano de administração, tivesse patrocinado um corajoso programa de reforma do Estado.
A par de argumentos das partes contrárias, reconhecendo até sua lógica, o fato é que 2011 será considerado um espaço de transição entre dois estilos de comando: um, marcado pelo perfil carismático de Luiz Inácio Lula da Silva, mandatário de feitio populista (motivado para o contato com as massas), e o atual, sob a batuta técnica de uma economista, mais propensa a afinar a orquestra estatal com o solfejo da eficiência e da eficácia. O palanque e o verbo solto dão lugar aos controles e reuniões densas. A qualidade da gestão e o monitoramento das ações ganham proeminência, conferindo racionalidade ao modus operandi da administração. A marca Rousseff ainda não foi impressa na esfera da percepção social porque o governo passou bom tempo tentando azeitar a máquina. A troca de sete ministros acabou abrindo flancos no costado administrativo, dando a impressão de que o governo procura um eixo.
A identidade racional da Presidência feminina, é razoável supor, substituirá a identidade emocional da era Lula. Tal transferência de signos fará bem ao País. Seus efeitos se farão sentir na consolidação da modernização institucional e política, eis que ganharão ênfase conceitos como produtividade, melhoria de processos, meritocracia, aperfeiçoamento de quadros, etc. Como se sabe, a tarefa de mudar a concepção da gestão não se efetiva em um ano. Ademais, o governante enfrenta uma montanha de desafios, a partir do fardo cultural e patrimonialista que tolhe os avanços da administração pública. Por conseguinte, a intermitente crise na frente política, que deflagra sistemas de pressão e contrapressão (nomeação e trocas de figuras nas estruturas), terá continuidade.
Esse é o dilema da presidente Dilma. Para firmar sua identidade ela precisa destravar o sistema político-partidário. A ferramenta para tanto é a reforma de costumes e práticas, meta que os governos protelam por saberem que o chamado presidencialismo de coalizão é um bicho de sete cabeças. Que sobrevive mesmo com a eliminação de algumas. Tem faltado ousadia aos nossos governantes para bancar o apoio a uma ampla reforma política. O que, aliás, só se poderia realizar no primeiro ano da administração, quando o governante ainda dispõe de enorme força. A presidente, por exemplo, tem compromisso de dar continuidade à agenda do antecessor, o que a obriga a manter o status quo da era lulista. E a preservar uma caderneta de endereços políticos que é responsável pelo maior rolo compressor do governismo dos últimos tempos. Portanto, o nó da gestão reside na composição política. Nessa vereda, o País caminhou pouco em 2011. E também não avançará muito em 2012, ano de eleições municipais, quando os currais políticos precisam de capim.
Na seara econômica, a relativa calmaria permitiu a continuidade da ação dos braços assistenciais do Estado, que acolhem mais de 12 milhões de famílias. Essa receita de harmonia social também se insere na planilha de créditos do governo. Já a área externa sofreu sensível mudança, resgatando o Itamaraty seu tradicional pragmatismo, que resulta na intensificação do diálogo com países centrais e atenuação da articulação com aliados inconvenientes. Em alguns setores o governo andou em círculos. A esfera educacional continuou com a imagem borrada por episódios de vazamento de provas do Enem. O sistema de saúde vive a crise crônica de precariedade da rede de atendimento público, pandemias constituem uma constante ameaça. No terreno da infraestrutura multiplicam-se as deficiências, como se pode constatar nas malhas dos transportes (viário, aeroviário, ferroviário e portuário). As carências no setor de saneamento básico são gigantescas. A violência castiga as paisagens urbana e rural, sob o registro da expansão de assassinatos e roubos.
Por tudo isso, há quem defenda outra imagem, não a da tartaruga, para caracterizar o Brasil em 2011. E sim a do caranguejo, que anda para a frente, para os lados e para trás. De olhos abertos, o País acende o ânimo e parece cuidar melhor de suas florestas. Intensifica a exploração de petróleo. Fura tumores da corrupção aqui e ali. Poderia ser menos improvisado e mais planejado. Ou fazer menos concessões ao passado.
Quanto à presidente, a sugestão é que preencha todo o espaço de sua identidade. Ela é a esperança de grandes mudanças.
Jornalista, é professor, titular da USP, consultor político de comunicação.
ESTADÃO

Orçamento e decoro


A crise internacional dá à presidente Dilma Rousseff um motivo a mais, e muito forte, para resistir a toda tentativa de aumento de gastos de custeio e, portanto, à pretensão de aumento salarial para os magistrados e demais servidores do Judiciário. "Não é hora de dar reajuste a ninguém", disse a presidente na sexta-feira, num encontro com jornalistas. O aumento para o Judiciário "é uma questão do Congresso", ressalvou, mas sua opinião sobre o assunto é clara: será um erro sobrecarregar as contas públicas com mais esse compromisso e reduzir, assim, a margem de ação do governo em face de novas e graves ameaças à economia nacional. O Executivo e o Banco Central vêm-se preocupando há meses com a piora da situação nos Estados Unidos e na Europa e com os inevitáveis prejuízos para os emergentes, incluído o Brasil. Mas nos demais Poderes da República, e até na base aliada do governo, poucos parecem preocupados com isso ou até mesmo com as aparências.
Esse desprezo pelas aparências - quem liga para os maledicentes? - foi demonstrado na terça-feira, no encontro do presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, com três senadores peemedebistas, Waldir Raupp, Romero Jucá e Renan Calheiros, e o deputado Henrique Eduardo Alves. Como o tempo era escasso, aproveitaram a ocasião para tratar de dois assuntos: a solução do problema de Jader Barbalho, até então impedido de tomar posse no Senado, por problemas de ficha suja, e o aumento do Judiciário. Na quarta-feira, Peluso deu o voto decisivo para a confirmação de Jader Barbalho como senador.
Casualidade ou não, parlamentares do PMDB têm defendido com muito empenho o aumento salarial para o pessoal do Judiciário - 14,79% para os juízes e 56% para os demais servidores. "Estamo-nos movimentando há muito tempo para sensibilizar o Planalto", disse o deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara. Dirigentes peemedebistas e líderes de outros partidos devem nos próximos dias conversar com altos funcionários do Ministério da Fazenda e com as ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffman, e de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
Mesmo sem a perspectiva de uma crise internacional muito feia nos próximos meses, a presidente Dilma Rousseff teria excelentes motivos para pensar duas vezes antes de apoiar esses aumentos. Benefícios salariais para o Judiciário produzem efeito em cascata nas contas públicas, porque elevam o teto dos vencimentos de praticamente todas as categorias do funcionalismo.
O setor público não tem condições de suportar mais um aumento de encargos desse tipo. O ministro da Fazenda tem reafirmado o compromisso de trabalhar pela obtenção, em 2012, de um superávit primário cheio, isto é, sem descontos. A fidelidade a esse compromisso é essencial para a concretização do objetivo mais ambicioso de alcançar o equilíbrio das contas públicas em 2014.
Problemas de finanças públicas e de saúde econômica parecem raramente comover a maior parte dos membros do Parlamento e do Judiciário. Em geral, agem como se o equilíbrio fiscal fosse problema só do Executivo. Mas o Tesouro Nacional é um só e dele sai o dinheiro para as despesas de todos os Poderes. Não pode haver uma discussão séria, inteligente e honesta sobre relações entre Poderes quando esse fato básico é esquecido.
Nos últimos dias a polêmica sobre o aumento para o Judiciário ultrapassou as considerações econômicas. A mistura de dois assuntos - o aumento para o Judiciário e o destino de Jader Barbalho - num único encontro de peemedebistas com o presidente do Supremo foi, para dizer o mínimo, inoportuna. Em português corrente, pegou mal.
Igualmente inoportuna havia sido, alguns dias antes, uma emenda de comissão a favor do mesmo aumento. Essa emenda à proposta orçamentária foi apresentada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, presidida pelo deputado João Cunha (PT-SP), réu no processo do mensalão. Foi rejeitada, depois, pelo senador Inácio Arruda (PC do B-CE) em seu relatório setorial. Com isso, o texto ficou um pouco mais decoroso. Por enquanto, pelo menos.
ESTADÃO

Barcelona goleia Santos e conquista título do Mundial de Clubes


O Barcelona voltou a fazer história e confirmou neste domingo, 18, a sua supremacia no futebol. Atual vencedor da Liga dos Campeões da Europa, a equipe faturou o título do Mundial de Clubes ao golear, com facilidade e uma atuação impressionante, o Santos por 4 a 0 na decisão do torneio, disputada em Yokohama, no Japão.
Este é o segundo título mundial conquistado pelo Barcelona, que havia faturado o troféu em 2009, ao derrotar o Estudiantes na decisão, com a mesma base e o mesmo treinador - Pep Guardiola - da final deste domingo. Dessa vez, porém, a conquista veio com mais tranquilidade e foi praticamente definida logo no primeiro tempo. Contra o time argentino, a conquista foi sacramentada apenas na prorrogação.
Com a conquista deste domingo, o Barcelona encerrou a sina de sofrer com times brasileiros no Mundial, já que em 1992 foi derrotado pelo São Paulo, enquanto o Internacional o superou em 2006. O Santos, porém, não conseguiu repetir os feitos dessas equipes do País e adiou o sonho de conquistar o seu terceiro título mundial.
O Barcelona conquistou praticamente todas as competições que disputou sob o comando do técnico Pep Guardiola, com uma equipe liderada em campo pelo astro argentino Lionel Messi. A partir da temporada 2008/2009, o time faturou as três edições do Campeonato Espanhol que disputou, duas Liga dos Campeões, uma Copa do Rei e agora dois Mundiais de Clubes, além de outras torneios menores. E, pelo futebol apresentado neste domingo, o time deve faturar novos títulos nos próximos meses.
O JOGO - Neste domingo, o Barcelona nunca teve a sua vitória ameaçada pelo Santos. A equipe espanhola teve mais de 70% da posse de bola e sufocou o time brasileiro desde o início do duelo. Com trocas de passe em velocidade, envolveu a defesa santista e garantiu a nova conquista logo no primeiro tempo, quando abriu 3 a 0.
O Santos não conseguiu parar o Barcelona, mesmo atuando fechado na sua defesa, que cometeu erros em dois gols da partida. A equipe saiu poucas vezes para o ataque e criou chances efetivas de gol apenas no começo do segundo tempo, mas Borges e Neymar falharam nas finalizações, o que impediu qualquer esperança de reação.
O Santos entrou em campo com uma escalação diferente da que enfrentou o Kashiwa Reysol nas semifinais. O técnico Muricy Ramalho barrou o meia Elano, promoveu a entrada do lateral-esquerdo Léo e escalou o time com três zagueiros: Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval.
Já o Barcelona, que não contou com os atacantes David Villa e Alexis Sánchez, contundidos, escalou a sua base titular, ao contrário do que aconteceu na vitória por 4 a 0 sobre o Al-Sadd, quando alguns jogadores, como Xavi, foram poupados. Além disso, Thiago Alcântara e Fábregas iniciaram a partida.
Como tradicionalmente faz, o Barcelona assumiu o controle do jogo desde o início, trocando passes no campo de ataque em busca de espaços na defesa do Santos, que não conseguia ficar com a posse de bola e atuava recuado. Assim, o time espanhol criou a sua primeira oportunidade aos 12 minutos. Messi fez jogada individual e finalizou de fora da área. O goleiro Rafael espalmou e Thiago ficou com o rebote. Ele chutou e o santista voltou a defender.
O Barcelona começou a definir a conquista do seu segundo título mundial aos 16 minutos, quando abriu o placar da decisão. Xavi deu um lindo passe para Messi, que dominou e tocou por cobertura, na saída de Rafael. Bruno Rodrigo tentou cortar em cima da linha, mas não conseguiu.
O gol não alterou o panorama da partida, com o Barcelona mantendo a posse de bola no campo de ataque contra um Santos com enorme dificuldade para avançar. Assim, com naturalidade, o time catalão fez o seu segundo gol aos 24 minutos. Daniel Alves avançou pela direita e cruzou rasteiro. Bruno Rodrigo não conseguiu cortar o passe e a bola ficou com Xavi, que finalizou, sem chance de defesa para Xavi.
O Santos ameaçou pela primeira vez aos 26 minutos. Paulo Henrique Ganso deu bom passe para Borges, que entrou na área e finalizou rasteiro, para a defesa de Valdés. Apesar desse susto, o Barcelona seguiu com o jogo sob controle e quase ampliou aos 28 minutos, quando Fábregas foi lançado nas costas da defesa e chutou, acertando a trave direita da meta defendida por Rafael. Em seguida, Muricy trocou o lateral-direito Danilo, contundido, por Elano.
Sem perder o controle da posse de bola e trocando passes sem pressa, o Barcelona conseguiu chegar ao seu terceiro gol aos 45 minutos. Messi dominou a bola dentro da área e tocou de calcanhar para Daniel Alves. O brasileiro cruzou e cortou para o meio da área. Messi tentou finalizar, mas não conseguiu. Fábregas, então, ficou com a bola e tocou no canto esquerdo, levando o time catalão a ir ao intervalo com uma expressiva vantagem.
Mesmo com a partida praticamente definida, o Barcelona manteve o mesmo ritmo e estilo de jogo no começo do segundo tempo, com trocas de passes no campo de ataque. E a equipe quase ampliou logo no primeiro minuto, após saída de jogo errada de Edu Dracena. Messi entrou na área e passou para Fábregas que finalizou rasteiro, para defesa de Rafael.
As oportunidades de gol surgiam em sequência. Aos seis minutos, Messi avançou desde o meio-de-campo, driblou seus marcadores e passou para Thiago, que cruzou para Daniel Alves, que cabeceou errado, perdendo boa chance. Dois minutos depois, Fábregas passou para Messi, que finalizou para grande defesa de Rafael.
A partida estava aberta e o Santos respondeu aos nove minutos, com Borges, que recebeu na área e chutou em Valdés. Na jogada seguinte, Iniesta trocou passes com Fábregas e chutou para fora. Aos 11 minutos, Neymar perdeu excelente oportunidade de diminuir. O santista entrou na área e chutou rasteiro, facilitando a defesa de Valdés.
O Santos trocou Borges por Alan Kardec, mas não conseguiu ameaçar o Barcelona, que seguia criando oportunidades. Aos 34 minutos, Daniel Alves acertou a trave. E o time catalão definiu a sua vitória aos 37 minutos ao marcar o quarto gol. O lateral-direito brasileiro passou pela marcação e tocou para Messi, que driblou Rafael antes de finalizar e fazer mais um belo gol. Antes do final do jogo, o Santos ainda trocou Paulo Henrique Ganso por Ibson. A conquista do título mundial pelo Barcelona com uma indiscutível goleada e mais uma atuação de gala, porém, já estava definida.
SANTOS 0 X 4 BARCELONA

SANTOS - Rafael; Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval; Danilo (Elano), Arouca, Elano, Paulo Henrique Ganso (Ibson) e Léo; Neymar e Borges (Alan Kardec). Técnico: Muricy Ramalho.

BARCELONA- Valdés; Daniel Alves, Puyol (Fontas), Piqué (Mascherano) e Abidal; Busquets, Xavi, Thiago Alcântara (Pedro) e Fábregas; Iniesta e Messi. Técnico: Pep Guardiola.
Gol - Messi, aos 17, e Xavi, aos 24, e Fábregas, aos 45 minutos do primeiro tempo; Messi, aos 37 minutos do segundo tempo.
Árbitro - Ravshan Irmatov (Usbequistão).
Cartões amarelos - Edu Dracena e Paulo Henrique Ganso(Santos); Piqué e Mascherano (Barcelona).
Público - 68.166 espectadores.
Local - Estádio Internacional, em Yokohama (Japão). 
ESTADÃO

Cadernos de Isaac Newton são digitalizados


A biblioteca digital da universidade de Cambridge disponibiliza on-line imagens dos papéis de Isaac Newton (1643-1727).

Os documentos incluem cadernos de anotações e uma edição do "Principia Mathematica" comentada pelo próprio cientista.

Nesse estudo, suas famosas leis do movimento são enunciadas. O conteúdo pode ser acessado em cudl.lib.cam.ac.uk.

FOLHA

Bairro ao sul de Madri é "cidade fantasma"


O cabeleireiro Toni Triguero e a região onde cresceu, Vallecas, ao sul de Madri, são o retrato da crise financeira e imobiliária na Espanha.

Triguero administra, "com cada vez menos movimento e dinheiro", uma "peluqueria" (salão de cabeleireiro) no bairro boêmio de Chueca, no centro de Madri.

Já o Ensanche de Vallecas, uma nova urbanização no bairro de mesmo nome, se assemelha a uma cidade fantasma, repleta de prédios de apartamentos e escritórios (prontos e vazios) e de esqueletos de construções interrompidas.

Triguero e Vallecas sofrem do mesmo mal: a paralisia do crédito bancário espanhol, que serviu por anos de combustível à economia do país.

Ele conta que a crise está por toda parte, especialmente nas histórias de sua clientela, que mudou de padrão.

"Mulheres que vinham com frequência ao salão agora aparecem raramente. E ainda querem ficar iguais a antes", reclama. "Muitas passaram a trazer tintura barata do supermercado. Mas não deixo de atender".

Ele tem uma hipoteca de 17 anos pela qual desembolsa pouco mais de € 1.000 (R$ 2.400) por mês. "Morro de medo de não ter como pagar".

Ele chegou a pedir dinheiro emprestado à mãe há pouco, quando os negócios esfriaram e o salão ficou vazio.

Trigueiro mora com o companheiro em um prédio novo e grande. Puxando na memória, lembra ter visto apenas quatro vizinhos entre os andares. "O resto está vazio".

No centro de Madri, em um trecho de 200 metros na calle de Preciados, a reportagem contou seis imóveis comerciais para alugar e quatro faixas de vende-se para apartamentos nos andares acima. O preço das moradias na cidade caiu 45% desde 2006.

A calle de Preciados é próxima à Puerta del Sol, praça onde começou o movimento dos "indignados" espanhóis no último verão europeu. Com a chegada do frio, não havia sinal deles no centro de Madri na semana passada.

FOLHA

Senado dos EUA aprova lei para ampliar gastos em US$ 1 trilhão


O Senado americano aprovou neste sábado um gigantesco conjunto de medidas de cerca de US$ 1 trilhão para financiar o Estado até o dia 30 de setembro de 2012, evitando uma paralisia dos serviços administrativos.

Os legisladores adotaram o conjunto de medidas com 67 votos a favor e 32 contra, após uma votação similar na Câmara na sexta-feira. Agora o texto passa ao presidente Barack Obama para que o assine.

Os fundos incluem US$ 915 bilhões aprovados pela Câmara e outros US$ 126,5 bilhões para operações no exterior, principalmente para o Exército.
Os líderes da Câmara de Representantes e do Senado chegaram a um acordo na quinta-feira à tarde em relação às medidas orçamentárias para evitar o fechamento de alguns serviços administrativos.

Na sexta-feira, a Câmara dos Representantes aprovou a proposta com uma votação no último momento. Foram 296 votos a favor e 121 contra.

A medida "representa uma vitória da responsabilidade, uma vitória para os contribuintes americanos", disse o chefe da comissão de Apropriações do Senado, Daniel Inouye.

O projeto de lei de grande envergadura, no entanto, é controverso inclusive entre os republicanos, alguns dos quais votaram contra na Câmara.

"Depois de semanas de difíceis negociações com nossos aliados no Senado (...) chegamos a um compromisso bipartidário, bicameral, que corta os orçamentos federais", afirmou na sexta-feira o republicano Hal Rogers, presidente da comissão encarregada da distribuição dos fundos públicos.

O acordo foi alcançado depois de negociações acaloradas para superar o impasse, provocado pelos cálculos eleitorais antes do pleito de 2012 e uma profunda divisão entre os partidos democrata e republicano.

SALÁRIOS

O Senado também decidiu neste sábado ampliar um corte de impostos sobre os salários por mais dois meses.

A legislação foi aprovada por grande maioria de votos, e espera-se que seja votado pela Câmara dos Deputados na próxima semana, e se aprovado, será encaminhado ao presidente Obama para sua assinatura.

A medida também ampliará benefícios a longo prazo para desempregados por mais dois meses.

A extensão do corte de impostos nas folhas de pagamento possui uma disposição que muitos democratas, incluindo Obama, foram contra. Ela tenta acelerar a aprovação da construção de um oleoduto do Canadá ao golfo do México.

FOLHA

Último comboio com soldados americanos deixa o Iraque

Os últimos soldados americanos que estavam no Iraque deixaram o país na manhã deste domingo em direção ao Kuait. Com a retirada das tropas, os Estados Unidos colocam fim a mais de nove anos de presença militar no país árabe.

A TV iraquiana mostrou imagens da última frota de veículos militares americanos que cruzava a fronteira entre o Iraque e o Kuait.

Na semana passada, o Exército americano entregou os últimos prisioneiros que tinha em custódia às autoridades iraquianas que, na sexta-feira (16), assumiram o controle da última base militar que ainda estava em poder dos EUA.

No último dia 15, a retirada americana foi marcada de maneira simbólica, com o recolhimento da bandeira em cerimônia em Bagdá, da qual participou o secretário de Defesa americano, Leon Panetta.

Com o pacto de segurança assinado entre Washington e Bagdá há três anos, ambos os países acertaram a retirada para o final deste ano.

Uma coalizão internacional, liderada por EUA e Reino Unido, invadiu o Iraque no dia 20 de março de 2003 para derrubar o então ditador Saddam Hussein, dando início a uma guerra que matou cerca de 100 mil civis e mais de 4.400 soldados americanos.

Saddam foi capturado em dezembro de 2003 e executado na forca três anos depois.

OBAMA

Dar fim à guerra foi uma das promessas que ajudaram Barack Obama a chegar à Presidência em 2008, e permite que a Casa Branca foque no Afeganistão e na crise econômica doméstica. No entanto, críticos acusam Obama de usar o fim da guerra para dar força à sua campanha para a reeleição em 2012.


Obama disse na quarta-feira que os Estados Unidos devem "aprender as lições da guerra" que lançaram no Iraque. Segundo ele, o conflito custou mais de US$ 1 trilhão. No entanto, ele afirmou, ao mesmo tempo, que houve "feitos extraordinários", durante ato em homenagem aos combatentes.

Marcando o final da retirada das tropas americanas no país árabe, Obama lembrou o "pesado custo" da guerra e disse que os americanos devem "aprender as lições" do conflito, que gerou divisões no mundo inteiro. O presidente deu as boas-vindas à parte dos soldados que voltaram do Iraque.

Falando aos soldados em Fort Bragg, na Carolina do Norte, Obama afirmou que desejava marcar "o momento histórico para o país e o Exército".

"Como seu comandante e em nome da nação, estou orgulhoso de finalmente dizer essas palavras: Bem-vindos de volta, bem-vindos de volta", disse o presidente a milhares de homens aglomerados em um hangar.

Obama disse ainda que "o futuro do Iraque ficará agora nas mãos de seu povo", lembrando que se trata do "fim de uma guerra que durou muito tempo", e que herdou de seu predecesor na Casa Branca, George W. Bush.

FOLHA

Brasil vai aumentar defesa comercial, diz Mantega


O Brasil vai adotar uma série de medidas de defesa para blindar o mercado brasileiro contra produtos importados que se valem de meios de "concorrência desleal" (subfaturamento) e de barateamento artificial devido ao "câmbio manipulado".

Segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda), o governo vai reagir com impostos de 
Na tarde de quinta-feira passada, Mantega encontraria representantes de mais de duas dúzias de associações empresariais, a maior parte delas da indústria. Empresários e executivos esperavam ouvir do ministro dicas sobre novas medidas de auxílio a setores.

O ministro não prometeu nada, nem deu pistas, segundo os presentes. Foi bastante enfático ao dizer que virão medidas de defesa do mercado brasileiro.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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