sábado, 7 de janeiro de 2012

Corinthians fica apenas com 26% da venda de seus jogadores


Na gestão Andres Sanchez, o Corinthians foi o clube com as contratações mais impactantes do futebol brasileiro. Mas o fez sem necessariamente esvaziar os bolsos.

O time, que desde 2007 atraiu Ronaldo, Roberto Carlos, Adriano e Alex, entre outros, tem se reforçado com jogadores sem contrato ou que desembarcam no Parque São Jorge por meio de parcerias com fundos de investimento, clubes menores e agentes.

O negócio típico corintiano envolve a compra de uma parcela (às vezes, mínima) dos direitos econômicos do reforço. Ou a utilização de dinheiro de terceiros para concretizar a transferência.

O próprio balanço do clube mostra a dimensão que o "fatiamento" dos jogadores tomou no campeão nacional.

Dos R$ 59,4 milhões arrecadados pelo Corinthians com venda de direitos federativos entre janeiro e outubro do ano passado, só 26,2% ficaram com o próprio time.

Os outros R$ 43,8 milhões foram repassados para parceiros, muitos deles com cotas dos jogadores negociados maiores do que as do clube.

Em duas das três maiores vendas de 2011, a do volante Jucilei e a do meia Bruno César, o Corinthians foi sócio minoritário. Na de Dentinho, prata da casa, teve direito a menos da metade do valor.

Entre os parceiros que lucraram com esses negócios estão o banco BMG, o DIS (braço esportivo do Grupo Sonda) e o Corinthians-PR.

"No início da gestão Andres [em 2007], devido ao alto custo de direitos federativos, começamos a fazer aquisições junto com parceiros, que vocês [jornalistas] carinhosamente apelidaram de pizza", disse o diretor financeiro Raul Corrêa da Silva.

Segundo o cartola, o Corinthians possui atualmente uma fatia superior dos direitos dos jogadores do seu elenco do que a amostra das vendas da temporada passada dá a entender. Sua explicação é que as negociações feitas foram de casos excepcionais.

Mas essas exceções continuam se repetindo. O volante Paulinho, que apareceu na lista de desejos de Milan e Roma para a atual janela de transferências, é exemplo.

Em caso de venda, o clube paulista só ficará com 10% do total da negociação. BMG e Audax, time da rede Pão de Açúcar, dividirão o restante.

"É interessante para empresários e outros times terem parcelas dos direitos dos atletas do Corinthians", completou o diretor financeiro.

O fatiamento de jogadores não é exclusividade do clube. O próprio São Paulo, seu maior rival nos anos de presidência do mandatário licenciado, realizou a maioria das contratações dos últimos anos com ajuda externa.

Mas, ao contrário do Corinthians, que publica balanços periódicos no site oficial, não revelou quanto das vendas de 2011 foi para parceiros - o clube ganhou R$ 17 milhões.

FOLHA

Caixa paga R$ 29 milhões por mês ao grupo Itaú


Ao mesmo tempo em que negocia com o Governo Federal um aporte de recursos para reforçar sua atuação em 2012, a Caixa Econômica gastou R$ 29 milhões por mês para uma empresa do concorrente Itaú prestar um serviço que ela poderia estar fazendo há pelo menos cinco anos, informa reportagem de Filipe Coutinho e Sheila D'amorim na Folha deste sábado.

Contratada sem licitação, a empresa Orbitall - que pertencia ao grupo Itaú até o dia 28 de dezembro, quando foi vendida - garantiu desde 2002 um espaço cativo com sucessivas prorrogações do contrato para processar cartões dos clientes da Caixa.

O acerto da Orbitall com o banco foi aditado 40 vezes em nove anos e considerado pelos fiscais do TCU (Tribunal de Contas da União), no final de 2009, "antieconômico" e classificado como "um irregular ciclo de contratação, com prejuízos reais".

OUTRO LADO

A Caixa Econômica Federal afirma que o contrato com a Orbitall foi firmado porque era a única empresa que prestava esse serviço à época.

FOLHA

Homens se incomodam com barriga de cerveja e falta de músculos


Quatro entre cinco homens que participaram de uma pesquisa online no Reino Unido se dizem insatisfeitos com o próprio corpo, em especial com a barriga de cerveja e a falta de músculos. Outro dado é que muitos deles trocam percepções sobre a aparência com outras pessoas -comportamento tradicionalmente atribuído a mulheres.

O Centro de Pesquisas sobre Aparência, da Universidade West of England, entrevistou 384 homens com uma média de 40 anos e descobriu que 35% deles trocariam um ano de suas vidas para obter uma forma física e peso ideais.

As conversas masculinas são ainda mais focadas no tema do que as femininas: 80,7% dos homens participantes do estudo disseram que falam sobre a aparência uns dos outros de modo a chamar a atenção para itens como peso, falta de cabelo ou forma física. No caso das mulheres, essa porcentagem foi de 75%.

"Essas conversas sobre o corpo reforçam ideais de beleza não realísticos de magreza e musculatura", opina Phillipa Diedrichs, autora do estudo.

"Isso é tradicionalmente visto como um tema (que afeta) mulheres, mas a pesquisa mostra que também os homens estão se sentindo pressionados a se encaixar (em padrões)".

Para Rosi Prescott, executiva-chefe da organização Central YMCA, que participou do estudo, "historicamente, conversas sobre a forma física são percebidas como algo feito por mulheres. Mas esta pesquisa deixa claro que os homens também comentam sobre os corpos uns dos outros e, em muitos casos, isso está tendo um efeito danoso, (demonstrando) uma crescente obsessão com a aparência".

PROTEÍNA

Músculos são o principal tema de preocupação entre os homens pesquisados: 60% dizem que seus braços, peitorais e estômagos não são suficientemente musculosos. Talvez por isso, um em cada cinco entrevistados afirmou fazer dietas ricas em proteínas, e cerca de 30% relataram usar suplementos proteicos.

Também um terço admitiu já ter "se exercitado de maneira compulsiva" em busca de um objetivo (ainda que essas respostas possam ter sido influenciadas pelo fato de que 52% dos entrevistados eram frequentadores de academias de ginástica, porcentagem bem acima da média geral britânica).

Para Karine Berthou, fundadora de uma ONG de combate a distúrbios alimentares, que também participou do estudo, "a imagem corporal negativa é uma questão séria em nossa sociedade, e um fator-chave no desenvolvimento desses distúrbios".

BBC BRASIL/FOLHA

Ataques contra cristãos na Nigéria matam pelo menos 31


Centenas de pessoas deixaram suas casas no norte da Nigéria neste sábado, em meio a ataques do grupo extremista islâmico Boko Haram que já deixaram pelo menos 31 mortos nos últimos dois dias.

Na sexta-feira, homens armados invadiram uma reunião de um grupo cristão em Mubi, na região de Adamawa, fronteira com Camarões, e abriram fogo, matando pelo menos 17 pessoas.

Depois desse incidente, os extremistas invadiram uma igreja cristã em Yola, capital de Adamawa, e abriram fogo, matando pelo menos outras oito pessoas.

A reunião de integrantes do grupo Igbo, do sul da Nigéria, tinha como objetivo discutir como transportar o corpo de um amigo morto em outro ataque na quinta-feira.

Em circunstâncias semelhantes, o ataque de quinta-feira feira ocorreu no momento em que fiéis cristãos acompanhavam a missa em Gombe. Pelo menos seis pessoas morreram.

VIOLÊNCIA SECTÁRIA

Ao longo desta madrugada, enfrentamentos entre as forças de segurança e integrantes do grupo fizeram centenas de pessoas abandonarem suas casas em Potiskum.

O grupo invadiu a cidade na sexta-feira, lançando bombas e atirando contra as instalações da polícia local. A polícia ainda não determinou o número de vítimas nos tiroteios.

Só no último ano, mais de 500 pessoas foram mortas pelo Boko Haram, que defende a implementação de uma lei islâmica no norte da Nigéria e quer a expulsão dos cristãos do seu território.

Parte do norte do país, está sob estado de emergência decretado há uma semana pelo presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, devido à violência sectária.

No Natal, os extremistas realizaram uma série de ataques a bomba que deixaram 37 mortos só em uma igreja perto do capital, Abuja.

BBC BRASIL/FOLHA

Libertado homem que passou 20 anos preso por crime que não cometeu


O hispânico Juan Rivera foi libertado nesta sexta-feira após passar quase 20 anos na prisão por um assassinato que não cometeu, depois que o promotor de Lake County, Michael Waller, decidiu não pedir a revisão da sentença da Corte de Apelações de Illinois.

No último dia 9 de dezembro, a Corte de Apelações anulou a condenação que pesava sobre Rivera alegando que a mesma era "injustificada e insustentável" devido à falta de provas que o vinculassem ao estupro e assassinato de Holly Spear, de 11 anos, ocorridos em 1992.

"Depois de revisar a decisão da corte, assim como os pontos fortes e fracos de todo o processo, decidi que não pedirei ao Supremo de Illinois a revisão da decisão da Corte de Apelações que anulou a condenação do senhor Rivera", disse Waller.

O caso foi resolvido com o exame de DNA recolhido do corpo da vítima em 1992, mas que não foi analisado até 2004, quando se comprovou que pertencia a outra pessoa.

Além disso, no momento do crime, Rivera estava sob vigilância eletrônica por outro delito não relacionado e, segundo essa monitoração, o hispânico nunca abandonou sua casa na noite em que ocorreram os crimes.

Durante os quase 20 anos transcorridos, Rivera foi considerado culpado três vezes - em 1993, 1998 e 2009 - e em cada oportunidade a condenação à prisão perpétua foi cancelada durante a apelação.

A única evidência forte que vinculava o hispânico ao crime era sua confissão à Polícia da cidade de Waukegan, que segundo os juízes de apelação teria sido obtida mediante coerção.

EFE/FOLHA

Família sequestra parente que trabalhava como atriz pornô


A Justiça francesa condenou a três meses de prisão quatro membros de uma família de origem turca por sequestrar uma parente de 22 anos que trabalha em filmes pornográficos, informou a imprensa francesa.

O pai da jovem, um pedreiro aposentado, alegou à Justiça que a atividade de sua filha é "inconcebível" e que ele temia que o trabalho de atriz pornô "manchasse a honra da família".

Além do pai, a irmã da atriz - cujo nome não foi revelado - e dois cunhados foram condenados pelo sequestro, mas poderão cumprir a pena de prisão em liberdade condicional.

A mulher, que havia feito um curso de formação para trabalhar em institutos de beleza e trabalhado como vendedora, declarou à polícia ter aceitado atuar em filmes pornôs "por vontade própria".

Ela se mudou de Nancy, no leste da França, para a região de Paris para trabalhar como atriz de filmes adultos sem informar a família sobre seu novo endereço.

DESCOBERTA EM REVISTAS

Foram fotos da atriz em revistas masculinas, descobertas por um amigo da família, que permitiram aos parentes desvendar suas novas atividades profissionais.

Após inúmeras buscas, membros da família descobriram que ela estava hospedada em um hotel em Aubervilliers, na periferia de Paris.

"Para nós não se tratava de um sequestro. Queríamos tirá-la desse meio onde ela entrou", afirmou a irmã da mulher, durante o julgamento no tribunal de Bar-le-Duc, no leste da França.

A irmã e dois de seus cunhados foram até o hotel e tentaram persuadi-la a deixar a carreira de filmes pornôs e voltar para casa dos pais, segundo o jornal L'Est Républicain.

Como não obtiveram resultado, eles decidiram esperar nos arredores do hotel até que a jovem saísse do local à noite e a levaram à força até o carro, tapando sua boca com as mãos para evitar que ela gritasse.

AGRESSÕES

A jovem passou dias trancada em um quarto na casa dos pais e foi agredida a chutes por um de seus irmãos. Quando saía de casa, ela era sempre escoltada por membros da família, conta o jornal.

Foi numa dessas saídas, para buscar seus pertences no hotel na periferia de Paris, que ela conseguiu enviar um torpedo com um celular que havia ficado no local.

A jovem alertou um "conhecido de seu trabalho" sobre o sequestro, que avisou a polícia.

"Ela é maior de idade e as escolhas de vida são da própria pessoa e não de sua família", disse o procurador Yves Bardoc.

"O comportamento (da jovem) talvez seja repreensível do ponto de vista moral da família, mas ela não se encontrava em uma situação de perigo, que tornaria legítima uma ação de seus parentes", afirmou o procurador.

BBC BRASIL/FOLHA

Adolescente americana deportada por erro à Colômbia retorna aos EUA


A adolescente americana Jakadrien Turner aterrissou nesta sexta-feira em Dallas procedente da Colômbia, após ser deportada por erro por um juiz dos Estados Unidos ao país andino em meados de 2011, informou a rede CNN.

A mãe de Jakadrien, que não falava com a jovem desde 2010, assegurou nesta sexta que "tirou um grande peso do peito" com a localização de sua filha.

A adolescente partiu de Bogotá na manhã desta sexta, após ser entregue às autoridades consulares americanas por funcionários do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF) e da Chancelaria colombiana.

Apesar do retorno de Jakadrien aos EUA, ainda é preciso esclarecer muitos pontos obscuros sobre a deportação da jovem, que não fala espanhol, por parte das autoridades americanas que a tomaram por uma cidadã colombiana.

Jakadrien, de 15 anos de idade, segundo seus familiares, e que de acordo com a imprensa colombiana está grávida, chegou a Bogotá em 23 de maio de 2011.

Segundo a imprensa americana, depois do desaparecimento da jovem, em 2010, alguns parentes descobriram através do Facebook que Jakadrien estava na Colômbia e encontraram fotos em que ela aparecia fumando maconha na companhia de vários homens.

Um comunicado da Chancelaria colombiana divulgado nesta quinta-feira detalhou que a jovem "chegou ao país depois de um juiz de imigração americano ter ordenado sua deportação após cometer um delito, argumentando que era uma cidadã colombiana maior de idade que se encontrava ilegalmente nos EUA".

Por sua vez, o Escritório de Imigração e Alfândega americano (ICE, na sigla em inglês) mantém que a jovem foi detida por roubo em Houston e então foi assegurado que se tratava de uma adulta de nacionalidade colombiana, pelo que foi entregue a um juiz de imigração que decretou sua saída do país.

EFE/FOLHA

Agricultura da Região Sul tem perda de R$ 2,8 bilhões com a seca


Da Agência Brasil
Brasília - A Região Sul soma perda de R$ 2,797 bilhões com a seca que afetam a 860 mil pessoas. O número de vítimas no Rio Grande do Sul é 388.040, em Santa Catarina são 396.128 vítimas e no Paraná 76.696. De acordo com a Defesa Civil, no Rio Grande do Sul há 71 municípios em estado de emergência, 56 em Santa Catarina e nove no Paraná.
Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a produção de soja terá a maior perda no Rio Grande do Sul, que tem 25% da produção danificada. No Paraná, que é o segundo maior produtor de soja do país, a diminuição da colheita será de 10% em relação a safra de 2011. O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) estima que 1 milhão de toneladas de milho não serão colhidas. A produção terá um recuo de 14% em relação ao ano passado.
Em Santa Catarina, o Secretário-Adjunto da Agricultura, Airton Spies, disse à Agência Brasil que as perdas no campo chegam a R$ 400 milhões. Spies disse ainda que em Santa Catarina as culturas mais afetadas pela seca são o milho, cuja quebra varia de 30% a 50%, o leite com perda de 30%, o tabaco com 25% e a soja com 10%.
Autoridades catarinenses visitaram hoje as regiões mais afetadas. O governo estadual anunciou a liberação de R$ 1,2 milhão que será destinado ao transporte de água, compra de máquinas para silagem, alimentação do gado e perfuração de poços artesianos. Pelo último balanço, 1.140 agricultores solicitaram o auxílio do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).
A Defesa Civil de cada estado, as secretarias de Agricultura e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento orientam os produtores rurais em relação ao combate à seca, aos programas do governo e a prazos e documentos para obtenção de auxílio. Os técnicos informaram que será analisada também a possibilidade de renegociação de dívidas e aumento do limite de endividamento dos agricultores.
A assessoria da Proagro acrescentou que o fornecimento de recursos públicos destinados aos produtores rurais nos estados, que sofrem com a estiagem, só serão definidos após a entrega do levantamento dos prejuízos. Especialistas estimam que a estiagem se estenda até o mês de maio.
 

Edição: Rivadavia Severo
AGÊNCIA BRASIL

Famílias de americanos mortos no Iraque encerram processo contra empresa de segurança


Parentes de quatro americanos brutalmente assassinados no Iraque em Fallujah em 2004 alcançaram na Justiça um acordo com a empresa de segurança Blackwater, para quem os homens trabalhavam, para por fim ao processo.
Scott Helvenston, Jerry Zovko, Wes Batalona e Mike Teague foram emboscados por uma multidão de iraquianos furiosos, alvejados a tiros, agredidos e queimados até a morte em Fallujah, cidade que viu uma das mais sangrentas batalhas depois da invasão americana, em 2003.
Dois dos corpos carbonizados foram pendurados em uma ponte, para regozijo da multidão e choque para o público ocidental.
A Blackwater, conhecida agora como Academi, estava sendo acusada de enviar os homens para um ambiente de alto risco sem as devidas medidas de segurança.
O acordo, de cláusulas confidenciais, põe fim às reivindicações das famílias por um julgamento público contra a empresa.
O jornal que publicou a informação pela primeira vez, The Virginian-Pilot, lamentou o que poderia ter sido um "processo de referência quanto à prestação de contas no campo de batalhas, em uma era de guerra privatizada".
BBC BRASIL

O Brasil está caro, o que explica várias dificuldades


O IBGE explicou que foi sua a decisão de arredondar para 6,5% a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011, que, na realidade, foi de 6,4994%. Temia-se que chegasse a 6,51%. Desse modo, o presidente do Banco Central não precisa escrever uma carta para explicar por que o índice superou o teto fixado pelo Conselho Monetário Nacional. Isso não nos impede de considerar que, sendo de 4,5% o centro da meta, a inflação foi, afinal, muito alta.
Examinemos o impacto de alguns preços no IPCA. Na prática, 35 itens levaram o índice à casa dos 5,33%, isto é, responderam por 95,2% do resultado do IPCA.
Entre os bens ou serviços que tiveram a maior queda, podem-se incluir sete: aparelhos telefônicos, com queda de 11,69%; TV, som e informática, 11,26%; automóvel usado, 3,71%; automóvel novo, 2,88%; eletrodomésticos, 2,42%; e motocicleta, 2,08%. São produtos que enfrentam concorrência internacional e dependem total ou parcialmente da importação.
Já do ponto de vista dos itens que tiveram maior impacto na elevação do índice de inflação, podemos listar os empregados domésticos, com aumento salarial de 11,33%; as mensalidades escolares, 8,09%; os ônibus urbanos, 8,41%; os aluguéis residenciais, 11,01%; a gasolina, 6,92%; os planos de saúde, 7,54%; e as passagens aéreas, 52,91%. O que predomina na lista são os serviços, que não podem ser substituídos por importações.
Alguns desses aumentos merecem explicação: os empregados domésticos, no quadro de um aumento do salário mínimo e que, em razão disso, conseguiram pelo segundo ano um aumento significativo; as mensalidades escolares, vinculadas a um sistema em que seu valor tem de ser fixado pelo menos quatro meses antes do dissídio dos professores; e a alta das passagens de ônibus, que mostra a incapacidade das prefeituras de assumirem um serviço a um custo acessível. A alta das passagens aéreas tem dupla explicação: o aumento dos combustíveis e os descontos exagerados do ano anterior. Cabe mencionar outras anomalias: o aumento de 17,19% na hospedagem em hotéis e de 12,46% nos serviços bancários.
A análise desses aumentos nos mostra que os produtos importados são muito mais baratos e que, de modo geral, os serviços, no quadro da euforia do crescimento e na ausência de competição externa, foram reajustados de modo irracional.
Uma conclusão se impõe: o Brasil tornou-se um país muito caro, o que explica as dificuldades que tem, de um lado, para exportar e, de outro, para atrair visitantes estrangeiros.
ESTADÃO

Pela 1ª vez, cientistas misturam embriões para criar primata


Por um lado, os macaquinhos Roku, Hex e Chimero, trazidos ao mundo por cientistas da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon (EUA), são um triunfo da biotecnologia. Derivam da fusão de seis embriões diferentes - nunca um primata tinha sido criado por esse princípio.

Por outro lado, os filhotes são prova dos muitos limites que os cientistas ainda enfrentam nesse campo.

Misturar seis embriões foi uma espécie de apelação, porque as técnicas mais comuns - e mais úteis - para produzir mamíferos "misturados" não davam certo.

"O trabalho, no fundo, relata um resultado negativo", disse à Folha a geneticista Lygia da Veiga Pereira, da USP, que não esteve envolvida no estudo, a ser publicado neste mês na revista "Cell".

As chamadas quimeras, como são conhecidos os bichos resultantes da fusão de dois organismos diferentes, surgiram como ferramenta para estudar doenças.

O truque usual para criá-los é alterar geneticamente células-tronco embrionárias, capazes de se transformar em qualquer tecido do organismo, mexendo em genes ligados à doença de interesse.

Essas células, então, são injetadas num embrião. O animal - em geral, um roedor - que nasce da mistura terá as descendentes das células alteradas espalhadas por todo o seu corpo, simulando a doença. E macacos desse tipo seriam o simulador ideal de um problema de saúde humano, por seu parentesco com o homem.

Contudo, no estudo do Oregon, liderado por Shoukhrat Mitalipov, esse truque falhou. Os cientistas tiveram de usar embriões inteiros de quatro células para produzir seus macacos-resos quiméricos.

"Não seria prático tentar produzir primatas para servir de modelos de doenças dessa maneira. No método tradicional, usamos uma enorme quantidade de células-tronco, porque nem sempre a modificação genética desejada dá certo", afirma Pereira.

No método da pesquisa da "Cell", seria preciso produzir uma quantidade muito grande de embriões para ter algum resultado, portanto - coisa difícil com o ciclo reprodutivo lento dos primatas.

Mas o estudo é importante por mostrar que nem sempre o que se sabe sobre células-tronco com base em roedores vale para primatas como macacos e seres humanos.

FOLHA

Mídia estatal chinesa adverte EUA sobre presença militar na Ásia


A China, por meio de sua imprensa oficial, alertou nesta sexta-feira os Estados Unidos contra aumentar sua presença militar na Ásia-Pacífico, após Washington anunciar ontem sua estratégia de se focar na região.
Em um editorial, a agência estatal de notícias Xinhua afirmou que a decisão do presidente americano, Barack Obama, de aumentar a presença dos EUA na área poderia impulsionar a estabilidade, mas também "colocar a paz em risco".

"Enquanto aumenta sua presença militar na região da Ásia-Pacífico, os Estados Unidos devem se abster de flexionar seus músculos, porque isso não vai ajudar a resolver disputas regionais", afirmou o texto.

"Se os EUA utilizar seu militarismo na região de forma indiscreta, será como um touro numa loja de porcelana, e colocará em perigo a paz, em vez de aumentar a estabilidade regional", acrescentou.

O jornal chinês "Global Times" - pertencente ao Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista chinês - afirmou que a China não deve se intimidar com a maior presença militar dos EUA na Ásia, embora analistas e o próprio governo norte-americano digam que Pequim não tem nada a temer.

A nova estratégia de defesa dos EUA, anunciada oficialmente na quinta-feira pelo presidente Barack Obama, prevê uma redução no tamanho e no orçamento das suas forças militares, mas uma maior presença na Ásia. Pequim teme que o objetivo de Washington seja cercar a China e conter seu crescente poderio.

"É claro que queremos evitar uma nova Guerra Fria com os Estados Unidos, mas ao mesmo tempo devemos evitar abrir mão da presença de segurança da China na região vizinha", disse o jornal.

O "Global Times" tem uma inclinação nacionalista, e seus comentários não necessariamente refletem as posições do governo. Os ministérios da Defesa e Relações Exteriores não se pronunciaram sobre a nova política estratégica dos EUA.

Ao apresentar a nova política militar dos EUA, que reflete uma menor ênfase nos conflitos do Iraque e Afeganistão, Obama disse que "a maré da guerra está recuando", e o secretário norte-americano de Defesa, Leon Panetta, afirmou que as Forças Armadas precisam ser "menores e mais enxutas".

Os EUA dizem que pretendem colaborar com a China na busca por prosperidade e segurança na região, mas que continuará tratando de questões de segurança como o controle do mar do Sul da China, por onde circula um comércio anual de 5 trilhões de dólares. Há disputas territoriais envolvendo China, Taiwan, Filipinas, Malásia, Vietnã e Brunei na região.

FOLHA

Supermercado médio vive fase de ajuste


Com os brasileiros gastando mais nos mercados tipo "atacarejo", que vendem tanto para consumidores finais quanto para pequenos varejistas, lojas médias das principais redes se ajustam em busca de rentabilidade, informa reportagem de Carolina Matos em reportagem na Folhadeste sábado.

De janeiro a setembro de 2011, as famílias gastaram 33% mais nos "atacarejos" que no mesmo período de 2010, segundo dados da consultoria Kantar Worldpanel.

Essas lojas - como as da bandeira Assaí (do Pão de Açúcar), Maxxi (do Walmart) e Atacadão (Carrefour) -, que têm 5.000 m² de área de venda, em média, acabam roubando clientela de mercados "de bairro", de 600 m² (entre metade e um terço de um supermercado convencional).

FOLHA

Perseguição a carro roubado acaba com dois suspeitos mortos em São Paulo


Uma perseguição policial a um carro roubado terminou com dois suspeitos mortos e dois detidos na noite desta sexta-feira (6). Segundo a PM, por volta das 22h, os ocupantes do veículo desobedeceram a ordem de parar dada por homens da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) e iniciaram fuga que se estendeu entre a Rua Ribeirão Claro, na Vila Olímpia, zona Sul de São Paulo, até as proximidades da Estação Pinheiros de trem, na Marginal Pinheiros, zona Oeste.

De acordo com a polícia, quando passavam pela avenida Santo Amaro, os indivíduos que estavam no automóvel, um Ford Fusion preto, atiraram contra os policiais, que solicitaram reforço. Homens da Rota e da Força Tática se juntaram então na perseguição do veículo roubado, que parou na Marginal Pinheiros após bater em quatro automóveis.

Ao sair do carro, teve início um tiroteio, sendo que três dos quatro suspeitos foram atingidos. Os feridos foram levados ao pronto-socorro da Lapa, mas dois não resistiram e morreram, segundo a PM. O caso foi registrado no DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa).

FOLHA

Cardeal se desculpa por comparar parada gay a evento do Ku Klux Klan


O cardeal de Chicago, nos Estados Unidos, Francis George, pediu desculpas na sexta-feira por comparar uma parada anual pelos direitos dos homossexuais a uma manifestação do grupo racista americano Ku Klux Klan.

Citado em uma entrevista ao jornal local "Chicago Tribune", George afirmou que estava "verdadeiramente arrependido pela mágoa que as declarações causaram". Ele afirmou que tem familiares gays e lésbicas, e suas observações "evidentemente feriram um bom número de pessoas".

A declaração do cardeal feitas no mês passado foram provocadas por planos de líderes do movimento gay local de realizar uma parada em um momento que interferiria com a agenda de uma igreja. George, na ocasião, disse que o evento se assemelhava a marchas anticatólicas que eram organizadas pelo Ku Klux Klan.

As datas do desfile foram alteradas, mas grupos defensores dos direitos gays condenaram as afirmações.

Um funcionário da organização The Civil Rights Agenda (em tradução livre, "Agenda dos Direitos Civis") - que havia pedido a renúncia de George por causa de suas declarações - disse na sexta-feira que eles estavam satisfeitos com o pedido de desculpas.

Anthony Martinez, diretor-executivo do grupo de direitos dos homossexuais, disse que George demonstrou um bom exemplo de liderança ao admitir que estava errado.

Os ultrarradicais do grupo Ku Klux Klan cometeram uma série de assassinatos e atrocidades contra negros no século passado, quando lutava-se contra o fim da segregação racial e pelo movimento de direitos civis.

ASSOCIATED PRESS/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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