sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Much of Venice under 'acqua alta'

VENICE, Italy, Dec. 3 (UPI) -- The first "acqua alta" or high water of the winter swamped Venice's historic district Friday, including St. Mark's Square in the heart of the city.

The water rose to nearly 4 1/2 feet above sea level, the Italian news agency ANSA reported. More than half, 55 percent of the city, was underwater.

The city uses pontoon walkways to allow residents and visitors to stay dry during periods of high water. But those in St. Mark's Square had to be taken away Friday because of the risk they would be swept into the lagoon.

While the disastrous 1966 flood, when water levels reached 6 feet-4 inches above sea level, remains the worst in recent Venetian history, officials say high water has become more common in recent years. 

They blame a build-up of silt in the lagoon, the undermining of the Venetian islands by offshore drilling for natural gas and general sea-level rise caused by global warming.

The current flooding is linked to high tides during the new moon and recent heavy rain. Experts say it would be even worse if the sirocco, high winds originating in the Sahara Desert and most common in November and March, was blowing. UPI

U.K. promotes 'gay-friendly' measures

LONDON, Dec. 3 (UPI) -- The United Kingdom's coalition government says it is proposing measures aimed at promoting equality for gays, including making workplaces "gay-friendly".

The government's Equality Strategy, in laying out a number of proposals, said many lesbian, gay, bisexual and transgender people still faced discrimination and even violence, The Daily
Telegraph reported Thursday.

"Attitudes are changing," the strategy said. "But the sad reality remains that too many people are victims of discrimination and hate crimes in the U.K. today".

Among the steps to be taken, the strategy said, the government would publish studies on why employers struggle to make workplaces "gay, bisexual and transgender friendly".

"We will work with business to consider the report's recommendations and take steps to improve LGB&T equality in the workplace," the government strategy paper said.

The government said it would support recruiting more openly gay candidates to become members of Parliament, promote the rights of same-sex couples abroad, and work with the governing bodies of sports to address homophobic prejudice in football and other sports.

"Challenging and changing attitudes among young people is key to ensuring we continue to become a more tolerant society," the strategy said. UPI

British pedophile ordered to pay victim

SOUTHAMPTON, England, Dec. 3 (UPI) -- Englishman Ray Zolla won six-figure damages from a millionaire pedophile suspected of abusing thousands of boys in 35 years, Zolla's lawyer said.

Zolla, of Cornwall, was among the victims of businessman William Goad, 66, of Plymouth, who was imprisoned for life six years ago for decades of sex crimes, the BBC reports.

Zolla was a teenager when Goad assaulted him in an 18-month period in the 1970s.

Kate Maynard, Zolla's attorney, said he was awarded a six-figure payment in Southampton County Court.

"I started this in 2008. It's been a harrowing experience, but I feel the fight is worthwhile," Zolla said before the ruling.

"Even though Goad was convicted, he never pleaded guilty to myself. I want justice. I want recompense and the vindication and the recognition that he did abuse me," Zolla said.

"I just hope he never gets the parole or released into society. He's destroyed so many lives," he said.

Goad, who had to serve a minimum of six years, was rejected for parole this week but could try again next year.

Goad ran shops and market stalls and employed his victims. He invited them to his home. UPI

Ousted Catholic priest's wife bears child

MIAMI, Dec. 3 (UPI) -- A Miami priest forced out of the Catholic Church for having an affair announced he is the father of a baby girl.

Ruhama Buni Cutie, wife of the Rev. Alberto Cutié, gave birth to the child, Camila Victoria, Tuesday, The Miami Herald reported.

"We … take this opportunity to thank our family, church community and friends for your love and support," Cutie, who is now rector of the Episcopal Church of the Resurrection, said in an e-mail announcement.

"There is great joy in being a father who is also a 'father'. We are truly blessed!" he said.

Cutie was defrocked by the Catholic Church after a tabloid photographer caught him kissing Buni on a beach last year.

The couple wed in a civil ceremony weeks later and Cutie joined the Episcopal Church.

They later had a religious ceremony at St. Bernard de Clairvaux Episcopal Church in North Miami Beach, also known as the Ancient Spanish Monastery. UPI

Time Warner Cable: Internet problems fixed

LOS ANGELES, Dec. 3 (UPI) -- Time Warner Cable says it has restored Internet service to most of its California customers.

The outage affected much of California, but most customers had service by Friday, the Los Angeles Times reported.

"Time Warner Cable engineers have deployed a restoration fix and the vast majority of customers are able to access the Internet," company spokesman Darryl Ryan said. "We apologize for this intermittent service issue".

The Thursday evening outage lasted more than 2 hours in San Diego County.

"It came back for a little bit … and then it went down again," Carlsbad resident Mike Dailing said Thursday. "Everyone is upset".

Angelino Heights resident and college student Mary Slosson was working on an assignment when her Internet went down.

"It's been next to impossible to get work done. It's highly frustrating," Slosson said.

The outage also sparked angry messages on Twitter, the newspaper said. UPI

Classe média latino-americana progride, mas segue vulnerável, diz OCDE

Apesar de a classe média da América Latina estar crescendo e começar a ser um motor para o desenvolvimento, ela continua sendo economicamente vulnerável se comparada à dos países ricos, afirma a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em relatório divulgado nesta sexta-feira.
“A classe média latino-americana está confrontada com sérios obstáculos em termos de poder de compra, de educação e de estabilidade no emprego. Esse grupo ainda tem um longo caminho a percorrer para ser comparável às classes médias das economias mais ricas”, diz Ángel Gurria, secretário-geral da OCDE.
O estudo Perspectivas Econômicas da América Latina 2011 ressalta que o emprego informal é muito elevado nessa camada da população no continente.
Em todos os países latino-americanos, com exceção do Chile, a classe média possui mais trabalhadores informais do que registrados, segundo a OCDE.
Como a informalidade está ligada a uma baixa proteção social, “menos da metade desses trabalhadores da classe média se beneficiará de uma cobertura adequada de segurança social na velhice ou quando perder o emprego”, afirma o relatório.
“Poucos chefes de família da classe média na América Latina têm diploma universitário, e muitos são trabalhadores informais e correm o risco de cair na pobreza se perderem o emprego ou ficarem doentes”.
No Brasil, 52% dos trabalhadores da classe média não pagam contribuições previdenciárias, segundo números de 2006 divulgados no relatório. No Chile, esse número atinge 39% e, na Bolívia, 95%.
As taxas de cobertura social de trabalhadores informais da classe média “são extremamente limitadas” e se situam abaixo de 15% em países como Brasil, México e Chile.
Proteção social
A OCDE alerta que os governos latino-americanos devem agir para que as classes médias não caiam na precariedade e recomenda três medidas: a ampliação da proteção social, o estímulo da mobilidade social por meio da educação e a melhoria da qualidade de serviços públicos, como a educação e a saúde.
A organização afirma que existe, em princípio, uma relação direta entre uma classe média relativamente grande e próspera e o crescimento econômico a longo prazo, maior igualdade social e redução da pobreza.
“No entanto, o alto nível de emprego informal, a baixa cobertura dos programas de proteção social e os recursos fiscais limitados para melhorar os serviços públicos podem anular esses benefícios potenciais na América Latina”, diz a OCDE.
Para a organização, se a classe média possui renda precária e emprego instável, não será possível contar com o consumo dessa faixa da população para estimular o desenvolvimento econômico, e seu crescimento não pode ser considerado como sinal de progresso social. BBC Brasil

Brasil reconhece Estado Palestino com fronteiras de 1967

O Itamaraty divulgou nesta sexta-feira carta em que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz “reconhecer o Estado Palestino nas fronteiras de 1967”, em resposta a pedido do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.
Segundo o ministério, Abbas mandou uma carta a Lula em 24 de novembro, solicitando o reconhecimento brasileiro de um Estado que inclua os territórios palestinos ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias (1967).
Os territórios palestinos em questão incluem a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza.
Lula, que em seu mandato fez esforço para envolver-se nas negociações de paz no Oriente Médio, respondeu a Abbas que "o reconhecimento do Estado palestino é parte da convicção brasileira de que um processo negociador que resulte em dois Estados convivendo pacificamente e em segurança é o melhor caminho para a paz no Oriente Médio. (...) O Brasil estará sempre pronto a ajudar no que for necessário".
Sinalização
A assessoria de imprensa do Itamaraty disse que, com a mudança, a representação diplomática brasileira em Ramallah deve passar a ser chamada de embaixada, embora já tenha estatus semelhante desde 1998.
A chancelaria brasileira disse também que a decisão foi "mais uma sinalização política" do que significará mudanças práticas.
Segundo o comunicado do Itamaraty, "a iniciativa é coerente com a disposição histórica do Brasil de contribuir para o processo de paz entre Israel e Palestina" e reitera apoio à solução de dois Estados para dois povos.
Lula escreveu a Abbas que considerava sua solicitação "justa", ressaltando que "o entendimento do governo brasileiro é de que somente o diálogo e a convivência pacífica com os vizinhos farão avançar verdadeiramente a causa palestina".
Segundo o Itamaraty, o anúncio não prejudicará as relações com Israel, "que nunca foram tão robustas".
Em março, Lula fez a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro a Israel, retribuindo visita de seu par israelense, Shimon Peres. BBC Brasil

México captura americano de 14 anos suspeito de ser assassino profissional

Soldados mexicanos capturaram nesta quinta-feira um jovem americano de 14 anos, suspeito de ser assassino profissional de uma quadrilha de traficantes de drogas.

Edgar Jimenez, conhecido como "El Ponchis", foi preso na noite desta quinta-feira, enquanto embarcava em um avião na cidade de Cuernavaca, em Morelos. Ele tinha como destino a cidade de Tijuana, que faz fronteira com San Diego, no Estado americano da Califórnia, e viajava com duas irmãs. Os três irmãos Jimenez queriam ir a San Diego, onde têm parentes.

Acredita-se que uma delas seja amante de um dos chefões do cartel de drogas do Estado de Morelos, perto da Cidade do México, para o qual Jimenez trabalha.

"El Ponchis" foi manchete dos jornais no mês passado, com notícias de homicídios cometidos por ele, incluindo decapitações. Ele admitiu ter assassinado ao menos sete pessoas e ter usado drogas, fornecidas por um líder do cartel.

Segundo o Exército, ele trabalhava para o cartel desde os 11 anos. Ele participou em ao menos quatro decapitações e sua irmã teria sido responsável por se livrar dos corpos.

"Eu me senti mal fazendo isso. Fui forçado a fazer. Eles disseram que me matariam se eu não fizesse. Eu apenas os decapitei, mas nunca pendurei [corpos] nas pontes, nunca", disse Jimenez, citado pelo jornal "Reforma". Folha Online

Procurado pela Interpol, Assange reaparece e critica censura ao WikiLeaks

O homem mais procurado do momento, Julian Assange, criador do site WikiLeaks, reapareceu na imprensa nesta sexta-feira para responder perguntas de internautas do jornal britânico "The Guardian". Questionado desde as ameaças de morte que recebe a possíveis vazamentos sobre vida extraterrestre, Assange fez duras críticas à pressão dos governos ocidentais, mas fugiu quando um ex-diplomata o perguntou sobre as consequências dos vazamentos para o trabalho da diplomacia.

Assange, que, segundo informações da imprensa, pode estar no Reino Unido, é alvo de uma ordem de prisão emitida pela justiça sueca por um suposto caso de estupro, o que originou nesta semana uma notificação vermelha da Interpol.


Todo isso coincide com a publicação desde domingo passado de mais de 250 mil mensagens diplomáticas americanas que provocou a ira dos Estados Unidos e gerou reações em todo o mundo, especialmente dos governos citados nos telegramas.

Assange criticou duramente a censura que o site tem sofrido dos governos ocidentais e afirmou que o discurso de liberdade de expressão característico dos governos é vazio --e gratuito.

"O Ocidente tem fiscalizado suas relações básicas de poder através de uma teia de contratos, empréstimos, participações, holdings e assim por diante. Em tal ambiente, é fácil falar sobre ser "livre", porque uma mudança na política raramente leva a qualquer mudança nestes instrumentos básicos", disse Assange.

"O discurso ocidental, como algo que raramente tem algum efeito sobre o poder, é gratuito". 

Em Estados como a China, há uma censura generalizada, porque o discurso ainda tem o poder e o poder está com medo dele. Devemos sempre olhar para a censura como um sinal econômico que revela o poder potencial de expressão nesse país".

O criador do site afirmou que seu objetivo é dar a importância devida às fontes de informações confidenciais, "sem as quais os jornalistas seriam nada". Ele dá crédito ainda à tese de que o analista de inteligência do Exército dos EUA no Iraque Bradley Manning, 22, estaria por trás dos vazamentos. "Se realmente este for o caso, como alegado pelo Pentágono, de que o jovem soldado está por trás de alguns dos recentes vazamentos, ele então é, sem dúvida, um herói sem paralelo".

Manning já estava preso sob a acusação de ter passado ao WikiLeaks um vídeo de 2007 que mostrava um ataque de helicóptero que deixou 12 mortos no Iraque, inclusive dois jornalistas da agência de notícias Reuters. Ele foi preso novamente e aguarda julgamento desde os recentes vazamentos do WikiLeaks sobre a guerra do Afeganistão. Num chat pela Internet, Manning teria confessado a um hacker que havia copiado o material diretamente do SIPRNet, gravando-o sobre músicas de Lady Gaga em um CD.

O criador do WikiLeaks falou ainda das ameaças de morte que tem recebido e afirmou que está tomando medidas de segurança. "As ameaças contra nossas vidas são de domínio público. No entanto, estamos tomando as precauções apropriadas até o limite do que podemos por estar tratando com uma superpotência", respondeu.

Assange ignorou, contudo, a longa pergunta de um intitulado ex-diplomata britânico, que perguntou por que o criador do WikiLeaks não deveria ser diretamente responsabilizado se a próxima crise internacional ficar sem solução por medo dos diplomatas de terem segredos revelados.

"Se você cortar a vasta carta editorial à questão singular que realmente perguntou, eu ficaria feliz em dar a minha atenção", respondeu.

Veja os principais trechos da entrevista aos leitores do "Guardian"

PROIBIDO DE VOLTAR PRA CASA

Um dos leitores perguntou se o australiano Assange não desejava voltar para seu país natal. Ele afirmou "sentir muita falta" de seu país, mas disse que, nas últimas semanas, a premiê australiana, Julia Gillard, e o procurador-geral, Robert McClelland, "deixaram claro que não apenas meu retorno é impossível, mas que eles estão trabalhando ativamente para ajudar os Estados Unidos em seus ataques contra mim e nosso pessoal".

"Isto traz em questão o que significa ser um cidadão australiano. Significa alguma coisa? Ou nós seremos tratados todos como David Hicks [australiano membro do grupo radical Taleban] na primeira oportunidade meramente para que os políticos e diplomatas australianos possam ser convidados para as melhores festas da embaixada americana?".

EXTRATERRESTRES

Assange foi questionado ainda se já recebeu documentos sobre Ovnis e extraterrestres. "Muitas pessoas estranhas nos mandam e-mail sobre Ovnis e como eles descobriram o antiCristo quando conversavam com suas ex-mulheres em uma festa no jardim, em uma planta", revelou, lembrando que estes relatos não poderiam ser publicados porque não obedecem às regras do WikiLeaks de ser original e não ser de autoria de quem os envia.

"Contudo, é bom ressaltar que parte dos telegramas ainda a serem publicados há efetivamente referência a Ovnis", completou.

TESTE DE SERVIDORES

Assange afirmou ainda que, desde 2007, o WikiLeaks deliberadamente usa servidores em jurisdições onde haja suspeita de censura "para separar a retórica da realidade". Ele afirma que a americana Amazon, que nesta quarta-feira (1º/12) expulsou o site de seus servidores, é um destes casos.

ROSTO PÚBLICO

"Inicialmente eu tentei duramente que a organização não tivesse um rosto, porque eu não queria que os egos participassem de nossas atividades", explicou Assange, questionado sobre porque decidiu se mostrar ao público.

"No entanto, isto levou rapidamente a curiosidade tremenda sobre quem éramos e alguns indivíduos falando que o nós representava. No final, alguém deve ser responsável perante o público e apenas uma liderança que está disposta a ser publicamente corajosa pode sugerir genuinamente que as fontes assumam riscos para o bem maior. Nesse processo, eu me tornei o pára-raios". Folha Online

Juíza: Operação no Alemão é "verdadeira enganação"

Ana Cláudia Barros
"Uma verdadeira enganação". Esta foi a definição encontrada pela secretária do Conselho Executivo da Associação de Juízes para a Democracia (AJD), Kenarik Boujikian Felippe, para a resposta das forças de segurança à onda de violência no Rio de Janeiro. A magistrada, que é titular da 16ª Vara Criminal de São Paulo, considera equivocada a maneira como o tráfico de drogas está sendo combatido. Para ela, só a base da pirâmide está sendo atingida.
"O que se vê é a prisão dos pequenos. Para se ter um efeito real, é preciso combater os que estão lá em cima. Os de baixo são substituíveis", afirma, destacando que "a ponta de cima" é o empresário que ganha muito dinheiro com o tráfico. "Esse é intocável".
A juíza condena ainda os casos de violação de direitos humanos que começam a vir à tona após as ocupações, sobretudo, do Complexo do Alemão, e o tratamento que parte da imprensa tem dado às operações policiais. Os dois assuntos foram alvos de críticas da AJD, que, no início da semana, divulgou nota repudiando "a naturalização da violência ilegítima como forma de contenção ou extermínio da população indesejada e também com a abordagem dada aos acontecimentos por parcela dos meios de comunicação de massa que, por vezes, desconsidera a complexidade do problema social, como também se mostra distanciada dos valores próprios de uma ordem legal-constitucional".
- O papel da imprensa é trazer dados, informações para que as pessoas reflitam. Se você não mostra os fatos sob o ângulo da violação - que, infelizmente, está acontecendo -, se você vende uma imagem de que aquilo é uma solução, faz um desserviço.
Confira a entrevista.
Terra Magazine - Porque a AJD decidiu se manifestar?

Kenarik Boujikian Felippe - Em razão de seus propósitos institucionais. Só tem sentido a associação se manifestar nesse contexto. Entre as finalidades da associação, uma organização de juízes criada em 1991, está a questão dos valores do Estado Democrático de Direito. Foi dentro dessa perspectiva que a gente resolveu se manifestar. Em razão ainda de o problema não ser um fato novo. Há alguns anos, o Exército ocupou os morros no Rio de Janeiro. Naquela época, a associação se manifestou, tendo em vista que havia um desvirtuamento da função do Exército.

Hoje, há uma nova coloração, outros envolvidos, alguns fatos se alteraram. A associação não pode ver violações de direitos ocorrendo - e que isso possa ser encarado de forma positiva, como a imprensa tem mostrado -, e não fazer nada.

Na verdade, é necessário que o Estado cumpra seus papéis. É necessário que ele garanta os direitos fundamentais, e a segurança pública é um direito fundamental. Só que isso deve ser garantido sem que se cometam violações.

Na nota, a associação critica a atuação de parte da imprensa. O argumento é que estaria omitindo a violência policial.

Estão omitindo e não estão trazendo uma reflexão sobre os fatos. O papel da imprensa é trazer dados, informações para que as pessoas reflitam. Se você não mostra os fatos sob o ângulo da violação - que, infelizmente, está acontecendo -, se você vende uma imagem de que aquilo é uma solução, faz um desserviço.

A que a senhora se refere exatamente?

Em síntese, o que a imprensa está noticiando é que isso (Estado policial) vai resolver o grande problema que existe no Rio. E é uma situação mais complexa, que não vai se solucionar com a entrada da polícia, do Exército, da Aeronáutica e o que mais seja. Tem que haver um projeto de país, de comunidade, de estado, de município e o que existe é uma verdadeira enganação. E a imprensa está corroborando para isso, ao invés de ajudar a melhorar a situação, ajudar a resolver efetivamente o problema grave que existe no Rio e que tem uma população que está submetida à violência do Estado, submetida à violência das milícias e de pessoas envolvidas no mundo da criminalidade... A população é quem sofre e vai continuar sofrendo e o problema não vai se resolver.

Ou o Estado "ocupa" aquele território, e ocupar não significa colocar um imóvel onde vão ficar policiais. Ocupar no que diz respeito à função própria do Estado: colocar vários postos de saúde, urbanizar, cuidar do saneamento básico. Isso é uma coisa que leva tempo. 

Fora isso, é preciso combater a criminalidade, mas de forma séria. O que se vê é a prisão dos pequenos. Para se ter um efeito real, é preciso combater os que estão lá em cima. Os de baixo são substituíveis.

Quando a senhora fala dos "que estão em cima" quer dizer aqueles que não vivem nas favelas, mas nas áreas nobres?

Que não vivem nos morros, mas ganham muito dinheiro com o tráfico de drogas. E onde está esse dinheiro? O tráfico é um mercado poderoso, mas não para aqueles que estão ali embaixo. São empregadinhos. E digo que são descartáveis. Hoje, são presos 100. Amanhã, entram mais 100. A polícia tem que agir, investigando de onde vem, para onde vai o dinheiro, qual é a fonte.

Então, na avaliação da senhora, o combate ao tráfico no Rio está sendo feito parcialmente, apenas de um lado?

Do lado mais baixo da pirâmide que envolve o tráfico. Os que estão "lá embaixo" são o que chamamos de aviões, mulas, pequenos vendedores. A ponta de cima é o empresário que ganha muito dinheiro com isso. Esse é intocável. A imprensa não usa uma linha para sequer explicar e vende a ilusão para a população de que o problema está sendo resolvido.

Em relação às últimas operações policiais realizadas no Rio de Janeiro, quais os erros e acertos na avaliação da senhora?

Acertos? Sinceramente, não consigo enxergar os acertos. Não consigo enxergar que a violação de algum direito fundamental possa ser acerto. Eles partem de que pressuposto? Que os policiais podem invadir as casas. Meu Deus, não é possível! Ou respeitamos a Constituição ou não.

Na nota, a associação foi bem dura, ressaltando que, ao violar a ordem constitucional, o Estado perde a superioridade ética que o distingue do criminoso. Fica igualmente à margem.

Todos nós somos atingidos por isso. Quando abro uma exceção de violação de um direito, não estou violando só para aquele proprietário da casa na favela X, Y. Na verdade, a violação é de todos nós. Admito a violação, só que não podemos ser ingênuos de imaginar que esse Estado vai atingir outra população. A violação direta é só para um tipo de população, a mais pobre, a mais vulnerável. Vai me dizer que eles vão fazer alguma coisa do gênero em algum outro local? Não vão.

Vamos falar bem claramente: vão fazer uma busca e apreensão... Nem busca e apreensão. Vão simplesmente entrar na minha casa, derrubar a porta para ver se há alguma arma ou droga? Não vão fazer isso. Eu moro nos Jardins, aqui, em São Paulo. É seletivo. Então, "só pode ser o pobre o grande inimigo do Brasil", e as coisas não são assim. O que me incomoda muito é que a imprensa reforça uma ideia que não tem o mínimo de veracidade, o mínimo de racionalidade.

O que exatamente?

Toda essa política de que vão entrar lá (no Complexo do Alemão) e resolver o problema, sendo que ele continua. E não é só no Complexo do Alemão. Isso não é algo que se resolve a curto prazo. Uma investigação séria demanda um certo tempo, mas é necessário começar. 

Quem está ganhando tanto dinheiro com o tráfico? 

Tem que haver essa vertente de polícia, de criminalidade. Acho que tem que haver mesmo, mas não nesse patamar que estão colocando, que é absurdamente ridículo. O problema não vai terminar nem diminuir. Estão vendendo uma imagem de que estão resolvendo o problema e é mentiroso isso.

Qual seria o caminho mais apropriado?

São dois caminhos básicos. De um lado, o Estado ocupa o território no sentido de fazer as políticas que lhe competem dentro daquela comunidade. Tem que ter uma cultura a ser criada e se cria essa cultura através da garantia dos direitos. Educação, saúde... Quando digo educação, refiro-me a um projeto para aqueles jovens. Qual expectativa que eles podem ter de trabalho? É preciso investir nisso. É uma coisa a longo prazo, mas é preciso começar já. 

Estamos atrasados.

Ao mesmo tempo é preciso ter uma política referente à área criminal que seja efetiva. Hoje, eles podem prender mil. São pessoas consideradas socialmente descartáveis. Amanhã, haverá outros mil para fazer a mesma coisa. Agora, se você "quebrar" quem tem o dinheiro, quem está lucrando com isso, aí se pode haver outra perspectiva. O que me incomoda é que a política adotada não é séria e tem a seguinte caracterísitica: viola os direitos da Constituição.

Como a AJD está acompanhando as denúncias de violação aos direitos humanos nas favelas ocupadas pelas forças policiais?

Agora é que elas estão começando a aparecer. Na verdade, a imprensa ficou vários dias jogando confete para as ilegalidades. Lá no Rio, há várias organizações que estão começando a receber uma série de informações. Não dá para desconsiderar toda essa realidade. É preciso que se dê andamento. Até no Judiciário mesmo. Terra Magazine

Robbie Williams moons in Tivoli

British pop star Robbie Williams last night mooned Danish audiences during an interview in Tivoli with Michéle Bellaiche on TV2 – and it later transpired he had bared his backside to win a bet. 
Williams was being interviewed with his band Take That, who were in Copenhagen promoting their new album and forthcoming concerts at Parken.  However, while Garry Barlow, Jason Orange and Mark Owen were present, the fifth member Howard Donald was stranded in the UK due to bad weather.
During the interview with Bellaiche, Robbie pointed out that he was the bad boy of the band and said: “I have always been very shy ... Here’s my arse ... Everyone is crazy about this piece of meat".
He then stood up, pulled down his trousers, and bared his backside to the TV host and hordes of fans outside the studio watching the interview through a window.
In an interview with BT tabloid, Robbie revealed: “I did it because she [Bellaiche] offered me 20 pounds [200 kroner]". Bellaiche later said she did not expect him to actually do it.
As well as the interview at Tivoli, Take That also performed a song.
Meanwhile, promoters Live Nation yesterday confirmed the band will give an extra performance on Friday July 15, after tickets to their concert in Parken on July 16 sold out in less than five hours. The Copenhagen Post

India says no BlackBerry solution so far


India said Friday no solution has been found to an ongoing standoff over BlackBerry's messaging services, which it has threatened to shut down unless its intelligence agencies can monitor them.
The Indian government and BlackBerry makers Research in Motion (RIM) are seeking to end a three-year deadlock over New Delhi's demand that its security agencies be able to decipher heavily encrypted data carried on the smartphones.
"Voice, SMS and individual email communications can be intercepted and monitored by security agencies in readable format," India's minister of state for communications Sachin Pilot told parliament in a written submission.
"However, security agencies are not able to intercept and monitor the communications" made through BlackBerry's corporate email and messenger chatting services, Pilot said.
In October, India was reported to have granted BlackBerry an extension to a January 31 deadline to provide access to its communications -- the third extension so far.
RIM's representatives have met home and telecommunications ministry officials repeatedly in an effort to allay concerns that unmonitored BlackBerry services could be used by terrorists.
India, battling insurgencies ranging from Kashmir in the northwest to the far-flung northeast, fears militants might use encrypted data to plan attacks.
India has been testing solutions suggested by RIM to access its data.
Banning the service would create disruption for India's corporations, which widely use the BlackBerry. The smartphone has 1.1 million users in India, although these include non-corporate clients.
In October, the UAE withdrew a threatened ban on Blackberry services after saying they had been brought into compliance with the state's regulatory framework. Emirates 24|7

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