domingo, 15 de maio de 2011

Cerca de 400 pessoas protestam contra chacina de animais em São Paulo

Com velas, flores e faixas, centenas de pessoas fizeram um protesto na manhã deste domingo contra a chacina de animais, encontrados mortos ao longo desta semana no Morro São Bento, em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).

Cerca de 400 pessoas compareceram à manifestação, de acordo com as ONGs organizadoras do evento. A Guarda Municipal estima que foram 200 manifestantes.

Os primeiros animais mortos apareceram há uma semana e já chegam a 48 vítimas --hoje, outros três gatos foram encontrados. Com isso o número de animais mortos chega a 41 felinos, uma cadela e seis gambás, todos por envenenamento.

A administração do zoológico chegou a declarar nesta semana que teme que o envenenamento atinja também os animais silvestres --o Bosque e Zoológico Fábio Barreto fica dentro da área de reserva do Morro São Bento.

O local é conhecido na região como ponto de abandono de gatos, que são cuidados por voluntários que deixam água e ração no bosque para os bichos se alimentarem.

No protesto de hoje, os manifestantes pediram mais fiscalização para evitar o abandono, campanhas de conscientização para posse responsável e de castração dos animais.

Eles também cobravam o cumprimento de um acordo feito com a prefeitura em 2006 para a instalação de câmeras de segurança na área e a presença de guardas municipais, para coibir o abandono.

Na época, as ONGs recolheram e doaram cem gatos que viviam no bosque. A contrapartida da prefeitura, para evitar a superpopulação de felinos no local, não foi feita, de acordo com Ana Claudia Vicente, presidente da ONG Cãopaixão.

"Queremos políticas públicas para controlar a população animal e lembrar que quem abandona os animais aqui, os deixam para a morte", diz a presidente da AVA (Associação Vida Animal), Maria Cristina Dias.

A diretora-adjunta da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Ribeirão Preto, Sandra Maria da Silva, lembrou que o abandono é crime federal e que as pessoas que o fazem devem ser punidas.

Agora, Maria Cristina disse que vai encaminhar documentos para as autoridades responsáveis cobrando ações efetivas para evitar o abandono. FOLHA

Dois jovens são mortos a tiros na região metropolitana de Belo Horizonte

Dois rapazes foram mortos a tiro no fim da ma de domingo (15) na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Uma das vítimas é um adolescente de 14 anos, que foi morto com um tiro no rosto na cidade de Pedro Leopoldo.

Segundo a polícia, a vítima era suspeita de envolvimento com drogas. Entre seus pertences foram encontrados pacotes de maconha e crack. O crime aconteceu por volta das 6h, entre as ruas Eliezer Teixeira e Geraldo Otoni, no bairro São Geraldo.

O outro crime ocorreu às 5h, na rua Marechal Floriano, no bairro Jardim Vitória, região nordeste de Belo Horizonte. Segundo a PM, Tiago Alves Pardinho, 22, foi abordado por dois homens em uma moto, próximo de sua casa, e atingido por vários tiros. No corpo da vítima tinham cinco perfurações entre a face e o pescoço.

Os motivos dos crimes ainda são desconhecidos e a polícia procura pelos suspeitos. FOLHA

MÍDIA REFORÇA PRECONCEITO E CONGRESSO É OMISSO EM RELAÇÃO À HOMOFOBIA, DIZ JEAN WYLLYS

Considerado um dos temas mais polêmicos da atualidade, a união estável de homossexuais foi reconhecida como um direito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em votação realizada no dia 5 de maio. Embora o casamento gay continue proibido, agora os casais homoafetivos são considerados entidade familiar.
A decisão do STF garante a guarda e sustento dos filhos, pensão alimentícia, herança em caso de morte, partilha de bens e inclusão do companheiro em plano de saúde, entre outros. Dos 11 ministros que compõem a Corte, nove seguiram o relator o Carlos Ayres Britto e votaram a favor. Antonio Dias Toffoli se declarou impedido de votar.
Considerada uma vitória pelo movimento gay, o próximo passo, segundo o deputado federal Jean Wyllys (Psol), é garantir a aprovação de leis que transformem a interpretação do STF em direito assegurado. No entanto, em entrevista à Radioagência NP, ele revela que o Congresso Nacional está alheio ao debate. Entre outras avaliações, o deputado aponta qual deve ser o papel dos meios de comunicação no combate à homofobia.

Radioagência NP – Deputado, quais os impactos da decisão do STF?

Jean Wyllys – A decisão do Supremo Tribunal Federal em favor da união estável entre homossexuais não mudou completamente a vida da família brasileira, nem destruiu a família brasileira. Muito pelo contrário, fortaleceu na medida em que reconheceu como entidade familiar, outros arranjos conjugais que não os heterossexuais. Na verdade, quem ganhou foi a comunidade LGBT que, no âmbito judiciário, pode agora pleitear com facilidade o direito à união estável. Isso quer dizer que é preciso que essa decisão vire lei, porque só pode virar direito regulamentado por uma lei no Legislativo, no Congresso Nacional.

Como o Congresso trata o tema?

O debate está instalado e o Congresso não pode ser alheio a esse debate. O Congresso tem sido alheio às transformações da sociedade. O Executivo e o Judiciário estão atentos a essas transformações e tentam – com as normas vigentes disponíveis – contemplar as demandas vindas dessas transformações na sociedade. Já o Legislativo se mostra alheio, tanto é que ao longo desses anos não foi votado nenhum Projeto de Lei voltado à comunidade LGBT.
De que maneira a decisão do STF pode influenciar na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de sua autoria, que permite o casamento gay?
Ajuda muito na discussão em torno dessa PEC e eu tenho a esperança que ajude, inclusive, a colocá-la em pauta. Eu já consegui umas 70 assinaturas, mas é preciso a adesão de 2/3 do Congresso para protocolar a proposta.

Neste sentido, a lei que criminaliza a homofobia também pode avançar?

A pauta propositiva do casamento, a igualdade no acesso ao direito é muito mais impactante na sociedade como um todo, mas o PL 122/06, ao qual você se refere, está no Senado. A discussão em torno dos direitos civis dos homossexuais acaba ajudando sim na tramitação desse projeto que foi arquivado na legislatura passada e desarquivado agora pela senadora Marta Suplicy (PT).

Como se explica a aceitação do público em relação a você, mesmo após ter assumido a homossexualidade durante um reality show na televisão?

Eu não assumi minha homossexualidade no programa. Eu já era assumido quando entrei. As pessoas que não me conheciam antes souberam da minha homossexualidade no programa, como souberam de outras coisas a meu respeito, que eu era professor e jornalista. Deliberadamente eu fui para o reality show e sabia que a minha postura, a minha história de vida, a maneira como eu vivia a minha homossexualidade e minha militância iriam, naquele momento, inaugurar uma representação da homossexualidade na grande mídia.

Qual o papel da grande mídia na formação ou desconstrução do preconceito?

A grande mídia tem um papel importante no combate à homofobia porque é a partir da relação com a grande mídia que as pessoas constroem sua visão de mundo. Principalmente, num país como o nosso de muitos analfabetos, de outros tantos analfabetos estruturais e de pessoas que não gostam de ler, que não têm o hábito da leitura. Se a televisão não tratar o homossexual só como palhaço, de quem se ri, como um personagem a ser humilhado em cenas jocosas; se a imprensa tratar de outra maneira, apresentar a homossexualidade com suas outras expressões, já será um ganho.
A Parada do Orgulho Gay legitima ou enfraquece a causa?
A Parada Gay é um dia de dar visibilidade aos modos de vida LGBT que estavam até há pouco tempo ausentes da publicidade, da televisão, do cinema. Ou, quando estavam presentes, eram representados de maneira subalterna, pejorativa, humilhante, caricaturada. Enfim, as paradas têm a função de dar visibilidade a esses modos de vida, de celebrar o orgulho gay. E isso, por si só, já é político.
(*) Entrevista realizada por Jorge Américo naRadioagência NP. FAZENDO MEDIA

Venda de carro acima de R$ 100 mil dobrou em 2011

De janeiro a abril deste ano foram vendidos 13,3 mil carros de preço acima de R$ 100 mil no Brasil -106% a mais do que no mesmo período em 2010, segundo a Abeiva (associação das importadoras).

"O câmbio favorável deixou os modelos mais acessíveis, e as marcas ampliaram seu portfólio, atingindo mais clientes", diz Henning Dornbusch, presidente da BMW.

O aumento no poder aquisitivo dos brasileiros ajudou.

"A mesma mobilidade social vista na classe C ocorreu, em menor escala, com as classes B e A, e que estão comprando mais carros", avalia Paulo Sérgio Kakinoff, presidente da Audi.

De acordo com as montadoras, o cenário tornou o público do mercado "premium" brasileiro mais diversificado.

Mulheres, que conquistaram posições mais altas no mercado de trabalho, e jovens bem sucedidos da geração Y juntaram-se a empresários e executivos de 40 anos. Todos de setores que cresceram com a economia, como construção e mercado financeiro.

"Antes a compra de carro 'premium' era pelo status. Ainda há esse componente, mas hoje pesa mais o desejo por equipamentos de segurança e pelo desempenho, que não estão disponíveis fora desse segmento", diz Kakinoff.

O mesmo ocorre nos EUA. E na Europa, onde há ainda a busca por carros menos poluentes -os "premium" têm sistemas mais avançados.

Segundo as marcas, essa preocupação também cresceu no Brasil, principalmente entre os jovens. Só que a compra ainda é muito emocional, e ligada ao design.

"Na Europa você encontra A6 com roda de aço. No Brasil, não se vende carro 'premium' sem roda de liga leve", compara Kakinoff.

RESTRIÇÃO

O segmento já projeta crescer até 100% em 2011, mas o governo brasileiro decidiu restringir a importação.

Desde terça-feira, os carros precisam de uma autorização prévia para entrar no país. Antes, o licenciamento era automático. A nova regra pode atrasar a entrada dos veículos em até dois meses.

"Concordamos com a medida para os carros importados da Argentina, que adotou barreiras protecionistas contra produtos brasileiros, mas somos contrários à extensão delas aos veículos vindos de outros países", afirma José Luiz Gandini, presidente da Abeiva, que se reúne com o governo, nesta semana, para tentar reverter a medida. FOLHA

Morte de Bin Laden dá força a Obama, mas tema econômico definirá reeleição

A popularidade de Barack Obama atingiu o seu maior índice em dois anos depois da morte de Osama bin Laden, mas esta evolução no apoio ao presidente não refletiu em crescimento nas intenções de voto para a disputa da reeleição em novembro de 2012. Para analistas, apesar de a ação contra o líder da Al-Qaeda ter fortalecido a imagem do presidente, a economia deverá ser mais decisiva para definir se ele conseguirá ocupar a Casa Branca por mais quatro anos.
Segundo avaliação do Instituto Gallup, "o aumento na aprovação de Obama depois da missão contra Bin Laden não está relacionada a uma maior vontade em apoiá-lo na reeleição de 2012. O crescimento deveu-se muito mais a uma elevação da popularidade do presidente entre os republicanos do que entre os independentes e democratas, provavelmente porque o partido opositor apresenta um suporte maior para o assassinato de Bin Laden".
Como os membros desse bloco conservador dificilmente mudariam de lado, "seria necessário um evento que atraísse mais apoio entre os independentes", como melhores resultados econômicos.
Os americanos citam a economia como um dos temas mais preocupantes, com 72%, seguido pelos gastos públicos, reforma no sistema de saúde e desemprego. Apenas 40% incluíram o risco de ataques terroristas, que seria indiretamente relacionado a Bin Laden. Entre os independentes, as médias são parecidas, indicando que Obama precisa apresentar resultados mais rapidamente para reduzir a taxa de desemprego, atualmente em cerca de 9%, e acelerar o crescimento do PIB, que diminuiu o passo em 2011. Segundo pesquisa da CNN, 42% dos americanos aprovam a sua condução da economia, enquanto 56% reprovam.
"Não está claro se o crescimento na aprovação durará até a próxima eleição, mas a posição de líder militar de Obama o fortaleceu e isso será importante a longo prazo. De qualquer forma, o que deve definir mesmo a eleição é a situação econômica", disse Julia Clark, do instituto de pesquisas Ipsos.
Segundo o professor de ciência política da Universidade George Washington, Chris Arteton, "Obama passou a ter a imagem de hábil em política externa, mas a economia é o que deve afetar o resultado. Se estiver ruim, pode ser um problema para Obama. No entanto, se estiver indo bem, outros temas podem pesar". "E o aumento na aprovação de Obama que se seguiu à ação contra Bin Laden", afirma o analista ao Estado, "já começou a diminuir nos últimos dias".
Além disso, aumento de popularidade não costuma se refletir em vitória eleitoral. Ronald Reagan possuía um índice de aprovação (41%) menor do que o de Obama (53%) e abaixo da média histórica dos presidentes (54,7%) com o mesmo tempo de mandato do atual presidente, segundo o Gallup. Apesar disso, um ano e meio mais tarde, o republicano conseguiu a mais arrasadora vitória da história moderna americana ao ser derrotado em apenas um dos Estados americanos. Já o seu sucessor, George Bush (o pai), possuía 77% de apoio, com o índice sendo puxado pelo os bons resultados na Guerra do Golfo. Dezoito meses mais tarde, foi derrotado por Bill Clinton.
Por enquanto, pesquisa do instituto Ipsos indica que Obama venceria qualquer um dos candidatos republicanos. A disputa mais apertada seria contra o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, em que venceria por 51% a 38%. O Gallup realizou um levantamento em que o presidente concorre contra um republicano genérico e a diferença seria menor, de três pontos porcentuais. Apesar disso, uma vitória republicana não pode ser descartada, levando em conta a maior participação republicana nas últimas eleições para o Congresso, a dificuldade de Obama para mobilizar seus eleitores e a redistribuição das cadeiras do colégio eleitoral, que favoreceu o Partido Republicano.
"Muitos jovens e minorias, que votaram em número recorde, talvez não compareçam. A paixão por Obama esfriou. O que consola os democratas é que os republicanos não possuem um candidato com forte apelo", afirma Bill Schneider, professor da Universidade George Mason.
O maior obstáculo entre os republicanos é escolher entre um candidato conhecido, como Sarah Palin, conhecida por 96% dos eleitores, ou um com mais resultados para apresentar, como Mitch Daniels, governador de Indiana com uma taxa de conhecimento de apenas 34%.
"Para derrotar Obama entre os independentes, seria mais fácil escolher uma figura como Daniels, que conseguiu excelentes resultados na administração de Indiana durante a crise e seria visto como um homem forte para conduzir a economia", afirma Arteton.
O problema, segundo o professor é que ele, assim como outros governadores, precisam enfrentar o processo das primárias. "E os Estados onde ocorrem as primeiras votações são Iowa, New Hampshire e Carolina do Sul, onde o eleitor republicano costuma ser próximo do Tea Party, o que favoreceria figuras como o Mike Huckabee", afirmou.  ESTADÃO

Paraguai encerra comemorações do Bicentenário da Independência

As celebrações do Bicentenário da Independência do Paraguai se encerraram neste domingo com espetáculos ao ar livre após o sábado chuvoso, e uma mensagem de unidade do presidente Fernando Lugo aos setores políticos do país.

Em discurso, Lugo disse que a melhor herança "dos independentistas nos dias 14 e 15 de maio de 1811 é a unidade da comunidade paraguaia".

O governante pediu uma "unidade que não se acomode na beleza da pluralidade, que não caia nas divergências próprias de uma democracia jovem e entusiasta, unidade que não enfraqueça as vozes que enfrentam as ideias".

O ex-bispo liderou esse ato depois de participar de uma oferenda de flores perante o Panteão dos Heróis, que não pôde ser realizado no sábado pelo mau tempo, o que também incidiu na ausência nas festas pátrias da presidente Dilma Rousseff e da argentina, Cristina Fernández.

As duas presidentes cancelaram sua viagem no último momento por questões de saúde. FOLHA

Diretor-gerente do FMI contrata advogado que defendeu Michael Jackson

Poucos advogados criminalistas conhecem o sistema legal de Nova York tão bem quanto Benjamin Brafman, famoso por ajudar celebridades com problemas sérios e o escolhido por Dominique Strauss-Kahn para defendê-lo das acusações de tentativa de abuso sexual feitas pela funcionária de um hotel de Nova York.

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) foi retirado de dentro de um avião da Air France no aeroporto JFK, no sábado (14), após ser acusado de ter abusado sexualmente de uma camareira no hotel Sofitel, na Times Square.

Brafman é conhecido pelas causas ganhas nos tribunais americanos e por negociar bons acordos para seus clientes.

Ele representou o cantor Michael Jackson em um caso de abuso sexual de menores, em 2004. Também foi advogado do astro do futebol americano Plaxico Buress, acusado de entrar em uma boate com uma arma que disparou quando caiu da calça dele.

Brafman ainda tem no currículo ter conseguido inocentar o rapper "P. Diddy" Sean Combs (ex-Puff Daddy) das acusações de porte ilegal de arma e suborno em uma briga de boate e tiroteio que foram testemunhados por mais de cem pessoas.

"A maioria das pessoas que vêm a mim o faz em situações realmente desesperadoras", disse Brafman, de 62 anos, em uma entrevista recente para um grupo de estudantes de direito.

ESTRATÉGIA

Brafman, que representa Strauss-Kahn junto com o advogado de defesa William Taylor, de Washington, disse que seu cliente vai alegar "inocência".

Brafman foi promotor-assistente do distrito de Manhattan durante quatro anos antes de abrir seu próprio escritório em Nova York, onde ficou famoso pela grande clientela de celebridades.

Para o jogador Burress, que teria que passar pelo menos três anos e meio na cadeia, Brafman negociou um acordo que limitou a condenação a dois anos.

Ele também conseguiu a absolvição do famoso rapper. "Senhoras e senhores, esse é Sean 'Puff Daddy' Combs", disse ele durante aquele julgamento, de acordo com um livro sobre Combs, chamado "Bad Boy".

"Vocês podem chamá-lo de Sean. Vocês podem chamá-lo de Mr. Combs. Vocês podem chamá-lo de Puff Daddy. Vocês podem chamá-lo simplesmente de Puffy. 

Mas vocês não podem chamá-lo de culpado", disse Brafman aos jurados.

Muitos casos em que Brafman trabalha não chegam aos tribunais. Durante vários anos ele representou o fugitivo internacional Viktor Kozeny. Em 2005, os promotores federais acusaram Kozeny de subornar funcionários do governo do Azerbaijão em um acordo de privatização da empresa estatal de petróleo. Mas os promotores têm sido incapazes de extraditá-lo das Bahamas. Não está claro se Brafman ainda representa Kozeny.

COLARINHO BRANCO

Brafman disse que foi chamado para representar Strauss-Kahn por Taylor, um sócio da firma Zuckerman Spaeder, especializada em defesas de crimes de colarinho branco, em Washington.

Taylor e Brafman tiveram um papel importante na acusação dos advogados de ações coletivas da empresa conhecida anteriormente como Milberg Weiss, que foram acusados de subornar os reclamantes.

Taylor representou a empresa, que conseguiu escapar da condenação, enquanto Brafman representou um dos seus fundadores, Mel Weiss, que se declarou culpado e foi sentenciado a 30 meses de prisão em junho de 2008.

Em uma recente entrevista à Lawline.com, um site jurídico, Brafman disse que ele se tornou especialista em manter seus clientes "vivos e funcionando" enquanto o mundo desmorona ao seu redor.

"Acho que já convenci mais pessoas a não cometerem suicídio do que qualquer psiquiatra no mundo", disse. REUTERS/FOLHA

Caminhão capota e homem é esmagado pela carga na DF-345

Um motorista de caminhão que carregava gado morreu esmagado pela carga na manhã deste domingo (15/5). Valdemar Augusto Alves, 32 anos, que seguia para Formosa (GO), perdeu o controle do veículo na DF-345 Km 8 e capotou. Com o capotagem, Valdemar foi projetado para a fora do caminhão e os animais caíram em cima dele. Cinco viaturas do Corpo de Bombeiros foram enviadas para o local e a ocorrência será registrada na 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina).


DF-346


Uma capotagem resultou na morte de uma pessoa e três ficaram feridas na DF-346 por volta de 6h50. O Centro de Atendimento e Despacho do Corpo de Bombeiros ainda não tem informações sobre a causa do acidente. Os Bombeiros atenderam três pessoas no local: Jardel Dantas do Nascimento, 17 anos, Wanger Rego Leite, 15, e Odelton Gomes de Jesus, 24. O Samu fez o atendimento da quarta pessoa, mas não informou dados sobre ela. CORREIO BRAZILIENSE

Filho encontra pai morto sobre a cama, em Cachoeirinha

Na manhã deste domingo, o filho de Jorge Cleo Salazar, de 62 anos, encontrou o pai morto, sobre a cama, com uma facada no pescoço. O crime ocorreu na rua Maringá, bairro Parque da Matriz, em Cachoeirinha (RS). Conforme a Brigada Militar, o homem vestia apenas cuecas e a faca de churrasco utilizada no assassinato foi encontrada sobre a pia da cozinha. 

O filho da vítima, que mora com a namorada, foi visitar o pai para o almoço de domingo. Salazar morava sozinho e, de acordo com a polícia,  pode ter sido morto durante um assalto. No entanto, os investigadores não descartam a hipótese de um crime passional.  A perícia está no local e a 1ª Delegacia de Polícia da cidade irá investigar o caso. CORREIO DO POVO

Ação policial fecha bar Beto Batata

Em meio à música, músicos e amigos do proprietário do bar Beto Batata (Curitiba), Robert Amorim, manifestaram-se, no início da noite de sábado, contra o fechamento do estabelecimento na noite anterior. Por volta das 20h30 de sábado, uma equipe da Ação Integrada de Fiscalização Urbana, que inclui policiais militares e guarda municipal, esteve no local e autuou o estabelecimento por som alto. O proprietário recebeu uma notificação de multa no valor de R$ 3 mil.
Para Amorim, isso é uma arbitrariedade. Ele funciona no mesmo endereço, na Rua Professor Brandão, no bairro Alto da XV, há 12 anos. Segundo ele, o bar possui janelas à prova de som. Ele contou que, no momento que a polícia chegou, havia em torno de 150 clientes no local, entre eles crianças e idosos. “A ação feriu o direito constitucional”. As pessoas foram retiradas em meio à chuva. Enquanto isso, um dos pianistas tocava o Hino Nacional.
O oboísta Odacir Mazzarolo, 38 anos, era um dos músicos que estava tocando durante a intervenção. Em torno de 15 viaturas fecharam a quadra e policiais pediram a saída dos clientes. “Se vieram por causa do barulho, eles é que fizeram barulho ao sair com as sirenes ligadas”. O bar sediava um aniversário de 15 anos. Para ele, isso é uma violência contra a cultura. Mazzarolo faz parte do time de 48 músicos que trabalham no Bar Beto Batata.
O proprietário Amorim se diz em greve. “Podemos abrir o bar, segundo nosso advogado, mas sem música. E não vamos fazê-lo. Não quero ser um comerciante aberto, mas calado”. Enquanto isso, 64 funcionários ficaram sem emprego. Além dos músicos, o bar mantém na folha de pagamento mais 16 pessoas que auxiliam no funcionamento do espaço cultural. GAZETA DO POVO

Vitória perde em casa e vê Bahia do interior ganhar 1º título

Mesmo com a vantagem de jogar por um empate, o Vitória perdeu por 2 a 1 para o Bahia de Feira de Santana, no Barradão, e viu o rival ganhar o título do Estadual da Bahia pela primeira vez.

Na primeira partida da decisão, as duas equipes empataram em 2 a 2. No jogo decisivo, o Vitória poderia até empatar para garantir o seu 27º título baiano -- o quinto consecutivo-- e saiu na frente do marcador com um gol de Geovanni, em cobrança de falta, aos 15min de jogo.

No fim do primeiro tempo, Alysson, em cobrança de escanteio, subiu mais do que a defesa rival e empatou.

Na volta do intervalo, aos 21min, João Paulo marcou o tento da virada dos visitantes. O gol do título do Bahia de Feira de Santana. LANCEPRESS/FOLHA

Nasa confirma lava em uma lua de Júpiter

Confirmado: a Terra não está sozinha no Sistema Solar quando o assunto são erupções vulcânicas de magma em superfícies rochosas.

Dados da sonda Galileo, da Nasa (agência epacial americana), deixam claro que existe um "oceano" de magma por baixo das rochas de Io, uma das luas de Júpiter, e a quantidade de material liquefeito não é pouca.

Essa lua libera cerca de cem vezes mais magma do que todos os vulcões da Terra. Com isso, o manto magmático de Io, estimam os cientistas, alcançaria mais de 50 quilômetros de espessura --ou o mesmo que cerca de 10% de seu volume. A temperatura estimada do manto é de cerca de 1.200 graus Celsius.

O achado, publicado na última edição da revista americana "Science", deriva do trabalho de pesquisadores de três universidades dos EUA.

"Estamos animados porque finalmente conseguimos explicar algumas das informações obtidas pela Galileo", disse Krishan Khurana, da UCLA (Universidade da Califórnia, em Los Angeles).

A sonda Voyager, da Nasa, já havia indicado a possibilidade da presença de vulcões em Io em 1979.

Desde então, de acordo com Khurana, os cientistas acreditavam que a lua tivesse erupções com lava (basicamente magma que sai para a superfície). Mas a hipótese ainda não estava completamente confirmada.

ELETRICIDADE

Como a instalação de aparelhos na superfície dessa lua seria inviável, as erupções foram percebidas por um sinal eletromagnético que o interior de Io emite conforme a movimentação do magma.

Esse sinal é percebido porque, quando derretidas, as rochas de Io (assim como outras) são capazes de transmitir eletricidade.

Isso já tinha sido levantado por trabalhos recentes na física dos minerais. Um grupo de rochas, conhecidas como "ultramáficas", possui essa propriedade. 

Alguns exemplos desse tipo de rocha são encontrados aqui na Terra, na Suécia.

Mas, no caso de Io, o magma é ainda mais potente. "Nessa lua, ele é milhões de vezes melhor na condução de eletricidade do que as rochas da Terra", diz Khurana.

O sensor da Galileo mostrou ainda que o campo magnético de Júpiter continuamente rebate os sinais das rochas derretidas nessa lua. E é esse sinal ricocheteado que o sensor "enxergava".

Diferentemente do que acontece na Terra, os vulcões de Io ficam espalhados por toda a sua superfície. Por aqui, a concentração vulcânica é maior perto do oceano Pacífico. Mas os cientistas acreditam que a Terra e Io tenham magma de origem similar.

Agora, na próxima fase, os cientistas vão projetar alguns modelos de interação entre o campo magnético de Júpiter e o da lua "vulcânica".

SONDA ORBITOU PLANETA DE 1995 a 2003

A sonda Galileo, que leva o nome do astrônomo italiano que descobriu a lua Io no século 17 (o célebre Galileu Galilei), foi lançada em 1989. A nave robótica começou a orbitar Júpiter em 1995. No final de 1999, a sonda começou a receber sinais magnéticos de Io.

Depois de uma longa e brilhante carreira científica, a Galileo foi intencionalmente destruída ao entrar na atmosfera de Júpiter em 2003. A intenção do "suicídio" foi proteger de contaminação o oceano de Europa, outra lua de Júpiter. FOLHA

Robô nepotista dá duro pela 'família', revela estudo suíço

Conta-se que um político brasileiro, criticado por instalar familiares em cargos públicos, teria se saído com esta: "Já que todo mundo é parente de alguém, melhor que seja parente meu, ora".

Os robozinhos criados por um trio de pesquisadores na Suíça só têm 33 "neurônios" artificiais e, portanto, são incapazes de realizar o prodígio de lógica acima. Mas, sob condições favoráveis, viraram adeptos inconscientes do nepotismo --dando peso, de quebra, a uma ideia central da biologia evolutiva.

Estamos falando da seleção de parentesco. Grosso modo, o conceito explica o porquê de seres vivos serem altruístas, às vezes a ponto de sacrificar a própria vida, quando o bem-estar da família está sob ameaça.

A seleção de parentesco pode ser favorecida no jogo da evolução porque, a rigor, os parentes de um indivíduo são "pedaços" dele próprio. Se uma espécie se reproduz por meio do sexo, cada filho carrega 50% do DNA de cada um dos pais (e 25% dos genes dos avós ou dos tios). Ajudar um parente, portanto, equivale a ajudar a si mesmo quando se leva em conta as gerações seguintes.

A REGRA DE BILL

A expressão matemática das ideias acima foi bolada pelo biólogo britânico William "Bill" Hamilton (1936-2000), ganhando o nome de regra de Hamilton. Os cientistas suíços queriam demonstrar, ao longo de centenas de gerações observadas em laboratório, se a regra de fato funciona dessa maneira. Para isso, Markus Waibel, Dario Floreano e Laurent Keller usaram os simpáticos robozinhos modelo Alice, que cabem na palma da mão de seus criadores.

Em grupos de oito "indivíduos", os robozinhos tinham de carregar "comida" e dividi- la ou não com seus companheiros. Ao fim de uma "geração", a programação dos autômatos --equivalente ao seu DNA-- era passada adiante de acordo com seu sucesso na tarefa.

Ou seja, os mais eficientes se reproduziam mais. A pegadinha é que, nos grupos iniciais, podia ou não haver robôs aparentados. E essa frequência podia variar no tempo de acordo com o sucesso dos autômatos na hora de conseguir comida e se reproduzir graças a isso.

Após 500 gerações, com 1.600 robôs cada uma (a maioria simulada com precisão em computador, porque não dava para construir tanto robô, explica Waibel), ficou claro que o altruísmo surgia com o parentesco. Havia um ponto de virada, sempre que o custo de ser "bonzinho" era superado pelo benefício de dar uma mãozinha aos 'primos'.

O estudo, que saiu na revista científica "PLoS Biology", pode inspirar robôs que saibam cooperar entre si, dizem os pesquisadores. FOLHA

"Thor" lidera com folga bilheterias dos EUA

"Thor" reinou nas bilheterias norte-americanas pelo segundo fim de semana consecutivo, enquanto a comédia "Bridesmaids" superou as expectativas e alcançou o segundo lugar.

De acordo com estimativas divulgadas no domingo pelos estúdios, "Thor" --filme em 3D produzido pela Marvel sobre as aventuras terrenas do deus do trovão-- arrecadou 34,5 milhões dólares durante o final de semana, enquanto "Bridesmaids" arrematou 24,4 milhões de dólares.

O filme de ação "Velozes e Furiosos 5", em sua terceira semana nas salas de cinema, marcou forte presença, com 19,5 milhões de dólares, e ficou em terceiro lugar, deixando a quarta posição para o longa de ação e terror "Padre", que estreou arrecadando decepcionantes 14,5 milhões de dólares.

"Thor", que é distribuído pela Paramount Pictures, unidade da Viacom, abriu a semana passada com 66 milhões de dólares em venda de ingressos. O segundo final de semana do longa foi considerado forte por parte de profissionais da área.

Os 24,4 milhões de dólares arrematados por "Bridesmaids", da Universal Pictures, superam em pelo menos 10 milhões de dólares as expectativas, segundo o presidente da Hollywood.com Box Office, que acompanha o desempenho dos longas nas bilheterias, Paul Dergarabedian.

A Universal Pictures é uma unidade da Comcast, por sua vez controlada pela NBC Universal. REUTERS/FOLHA

AC/DC diz que nunca vai deixar fãs baixarem suas músicas

O guitarrista do AC/DC, Angus Young, disse em entrevista à Sky News que nunca vai deixar os fãs baixarem suas músicas de graça na internet.

"Eu sei que os Beatles mudaram de ideia, mas nós vamos continuar assim. Para nós, é o melhor jeito. Somos uma banda que começou com álbuns e é assim que vamos ser até o fim", disse Young.

O vocalista Brian Johnson também disse que o sucesso da banda por tantos anos apenas aconteceu por que eles conseguiram manter a fórmula do rock n'roll.

"Nós não tentamos mudar, é apenas rock n' roll, é isso o que fazemos. Nós sobrevivemos a algumas modas. Ainda estamos tocando o que sempre gostamos". FOLHA

Rodrigo Faro comemora centésima imitação em grande estilo

O apresentador Rodrigo Faro imita a cantora pop Lady Gaga no programa "O Melhor do Brasil"

Rodrigo Faro vai voltar a se vestir Beyoncé na comemoração da sua centésima imitação no programa "O Melhor do Brasil", em junho. O apresentador diz ensaiou a coreografia durante horas e promete usar uma roupa igualzinha à da cantora.

A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha deste domingo (15). FOLHA

Tabloide vai pagar R$ 260 mil por grampear telefone de Sienna Miller

O tabloide "News of the World" terá que pagar 100 mil libras (cerca de R$ 260 mil) à atriz Sienna Miller, após ter grampeado o telefone dela e de outras celebridades.

No mês passado, um repórter e um ex-editor do tabloide britânico foram presos sob acusações de escuta telefônica ilegal.

O chefe de reportagem Neville Thurlbeck, de 50 anos, e o ex-editor Ian Edmondson, de 42 anos, são suspeitos de terem conspirado para interceptar mensagens telefônicas de celebridades e outras figuras públicas.

Edmondson já havia sido demitido do jornal em janeiro, depois do surgimento de evidências de que ele teria grampeado o telefone de Miller entre 2005 e 2006.

A News International, empresa proprietária do jornal, disse estar cooperando "completamente" com a polícia.

O tabloide é acusado de ter grampeado até 3 mil telefones de celebridades e figuras públicas da política, do esporte, do entretenimento e da família real. FOLHA

Programa de venda de joias domina madrugadas na TV

À meia-noite de terça, a apresentadora Helen Marie entrou no ar ao vivo, para anunciar: "Hoje vamos falar de ouro!". Após uma pausa, prosseguiu, com ênfase: "Nós vamos falar de ouro 18 quilates!".

Começava mais uma edição do "Medalhão Persa", programa líder em venda de joias pela TV, transmitido às madrugadas, 365 vezes por ano, em duas emissoras ao mesmo tempo (Rede Vida e Canal Rural).

A atração é gravada em Curitiba, capital nacional do ramo. É de lá que também saem, sempre ao vivo, as imagens dos concorrentes "1001 Noites" (CNT), "TV Shopping" (AXN) e "Joias Vip" (canal 11 da Sky).

O iraniano Masoud Jafari, 54, dono do "Medalhão Persa", explica a coincidência: "É tudo feito por gente que trabalhava aqui". E lamenta: "Teve uma pessoa que levou minha cartela de clientes e meu apresentador, pelo dobro do preço. Foi traição".

Jafari chegou ao Brasil em 1994 a convite de um amigo que trabalhava em Curitiba. Passara os dez anos anteriores nos Estados Unidos, onde ainda vivem seus dois filhos, nascidos de um casamento com uma americana.

Instalado em Curitiba, se dedicou a fazer o que sabia: vender tapetes persas --empreitada que se mostrou infrutífera. "Organizei um leilão num clube árabe que juntou três pessoas", lembra.

Um dia, assistindo a um programa que ofertava pinturas pela TV, teve um estalo: se Maomé (o comprador) não ia à montanha (o leilão), a montanha iria a Maomé.

Alugou um estúdio, uma câmera e passou a oferecer tapetes via parabólica. Por sugestão de um cliente, que queria presentear a mulher, arriscou-se nas joias. Batata.

"Antes, ia duas vezes por mês ao Irã comprar tapete", conta. "Agora, vou duas vezes por ano." No tempo que lhe resta, visita Dubai, Tailândia, Índia, Sri Lanka, Bolívia, Austrália e qualquer outro país que tenha algum tipo de pedra preciosa.

R$ 50 MILHÕES

Hoje, o "Medalhão Persa" é uma empresa com dois estúdios, uma ourivesaria própria, 180 funcionários e 120 mil clientes cadastrados.

Além de vender tapetes (aos sábados) e joias (nos outros dias), Jafari comanda uma produtora, a VBC, responsável por transmitir leilões de gado do Canal Rural. Diz ter tido faturamento de R$ 50 milhões no último ano.

Naquela terça, como de costume, Jafari permaneceu no estúdio até 3h, quando o programa termina. "Muito cliente só aceita negociar comigo", justificou.

Enquanto ele conversava com uma compradora ao telefone ("Ela liga sempre no começo, para saber o que vai ter"), Helen Marie destilava seu conhecimento: "Vamos falar um pouco de tanzanita. Por que é tão cara? Porque só existe uma jazida, aos pés do Kilimanjaro [na Tanzânia]".

Locutora de rádio pela manhã, Marie se acostumou a gastar três horas por noite falando sobre pedras preciosas. Com a experiência, cunhou portentosos bordões.

Safira, esmeralda e rubi viraram "a trinca de sucesso das joias". Pérola de água salgada é sempre "uma bênção da natureza".

As joias são vendidas sempre em cinco parcelas de, no mínimo, R$ 79. Quando a peça excede R$ 10 mil, o valor não aparece na TV; o cliente só descobre se ligar para uma das 17 atendentes.

Assim ocorreu com Jerônimo, que, às 2h55, ligou interessado em um anel de brilhantes. "Cinco parcelas de R$ 2.400", respondeu a atendente. Ele barganhou. Ela fez por R$ 2.300.

A peça, que custava R$ 11.500, foi vendida no ato. FOLHA

Produtor de M.I.A. diz que cantora não é tão politizada quanto diz

O produtor da cantora M.I.A., Diplo, disse que a cantora não entende nada das questões políticas sobre as quais ela canta.

Diplo, que teve um relacionamento com ela e esteve envolvido na produção de seus três álbuns, disse ao site WWD que a aconselhou a não falar de política em suas músicas.

"[O álbum] "Maya" a deixou vulnerável a ataques. Ela não é uma artista fácil de criticar, pois ela é de esquerda, progressista e uma mulher. Ela é ótima em muitos aspectos, mas quando o assunto é política, é um zero. Ela não é nada", disse o produtor.

"Eu disse a ela no começo de seu terceiro álbum: 'Não misture política nisso. Para começar Obama é o presidente agora. Você não pode glamurizar o terrorismo, não é legal... Você não pode se esconder atrás dessa merda'. Mas ela fez isso. Se a jornalista Lynn Hirschberg não a tivesse comida vivo, a crítica teria feito isso de qualquer forma, pois aquele álbum não era bom".

No ano passado, M.I.A., 36, ficou ofendida com um artigo no qual Hirschberg, do "New York Times" apontava que havia uma contradição entre a visão política da cantora e seu estilo de vida.

A infância de M.I.A. foi passada no Sri Lanka, quando a guerra civil no país tinha começado. Seu pai era um guerrilheiro separatista. A cantora já fez raps sobre a situação do país e negou apoiar o terrorismo. FOLHA

Brad Pitt produz e protagoniza novo longa de diretor bissexto

Só variava a língua. Mas o comentário, ontem, era o mesmo em todas as rodas de imprensa: "Ele não vai vir mesmo". "Ele" é Terrence Malick, figura que boa parte dos 3,7 mil jornalistas credenciados em Cannes nunca viu. E daria tudo para ver.

Foi aqui que o cineasta americano, que terá seu filme "A Árvore da Vida" exibido hoje, fez a última grande aparição e deu entrevistas.

Isso aconteceu em 1979, quando "Cinzas do Paraíso" recebeu a Palma de direção. Antes disso, Malick havia feito "Terra de Ninguém" (1973). Seu terceiro filme, "Além da Linha Vermelha", só seria lançado em 1998.

Nos 19 anos que separam a aposentadoria prematura do retorno, a imprensa não se cansou de buscá-lo. Por que o autor de dois poemas líricos sobre a América profunda tinha dado as costas para a indústria?

"Eram, sobretudo, suas excentricidades que chamavam a atenção dos jornalistas que o perseguiam", diagnosticou o crítico Samuel Blumenfeld, do "Le Monde".

Sua biografia mais famosa foi publicada pela "Vanity Fair". Incapaz de compreender a reclusão do homem que negou-se a encontrá-lo, o autor, Peter Biskind, retratou-o como um paranoico.

"Apesar dessa reputação, ele é charmoso, amigável, e é capaz de falar animadamente sobre vários assuntos, desde que não sobre cinema", escreveu, no "Observer", o crítico David Thomson, que jantou com Malick.

HEIDEGGER

Nascido em 1943, em Illinois, Malick fez filosofia em Harvard, foi jornalista e traduziu Heidegger.

Se de sua vida pouco se sabe, de suas passagens por Hollywood foram muitas as histórias que ficaram.

Malick faz filmes lentos, com planos que, de tão abertos, parecem desejar capturar o mundo, estoura orçamentos e não assina cláusulas contratuais que obrigam diretores a dar entrevistas.

O produtor Bert Schneider hipotecou a própria casa para assumir o estouro no orçamento de "Cinzas do Paraíso". Salvou uma obra-prima.

"A Árvore da Vida", que sucede "O Novo Mundo" (2005) em sua resumida carreira, levou anos para ser concluído. Brad Pitt é um dos produtores.

O material de divulgação o define como "uma sinfonia musical em vários movimentos" ligada à trajetória de um homem (Pitt) que tenta entender o sentido da vida.

Hoje, na mais aguardada sessão de Cannes, mais um mistério de Terrence Malick será desvendado. FOLHA

luishipolito@outlook.com

Carregando...