domingo, 6 de março de 2011

Maior feira de tecnologia do mundo tem cobertura exclusiva para tablets

Os leitores da Folha no iPad e em tablets com sistema Android 2.2 (como o Galaxy Tab) ganham neste domingo a primeira cobertura do jornal feita exclusivamente para suas plataformas móveis.

Uma edição especial e gratuita do caderno Tec sobre a megafeira de tecnologia Cebit, que terminou ontem, está disponível nas pranchetas digitais com reportagens, análises em texto e áudio, galeria de imagens e vídeos direto da Alemanha.

Para baixar os aplicativos da Folha nas plataformas móveis, o usuário deve acessar a App Store, caso tenha iPad, ou o Android Market, no caso de usar Galaxy Tab ou outros dispositivos que usem o sistema móvel do Google.

A Cebit (sigla para "Centrum der Büro- und Informationstechnik", ou Centro de Tecnologia da Informação e Negócios, em tradução livre do alemão) é o maior evento do setor em volume de público e número de expositores. São mais de 4.200 empresas. Nomes como Google, Siemens, Ford, Yahoo!, Dell, Mozilla, Microsoft, Sony Ericsson, IBM e Intel marcam presença com estandes e palestrantes.

Mais de 55 mil internautas já baixaram os aplicativos da Folha para o iPad ou para o Samsung Galaxy. O mercado brasileiro importou legalmente 64 mil iPads em 2010. Para este ano, a expectativa é que sejam vendidos 300 mil tablets no Brasil. Ainda sem números consolidados por aqui, os tablets que usam Android atingiram 22% do mercado mundial. Folha Online

Economia neozelandesa cairá 1,5% devido ao terremoto em Christchurch

O terremoto de magnitude 6,3 que atingiu Christchurch irá deter o crescimento da economia da Nova Zelândia em 1,5%, e a reconstrução do que foi destruído custará 15 bilhões de dólares neozelandeses (US$ 11,079 bilhões), anunciou neste domingo o Ministério do Tesouro local.

No relatório sobre os indicadores econômicos de fevereiro, o Ministério assinalou que a recuperação econômica não será notada antes de 2012.

"A recuperação proporcionará um impulso considerável ao investimento em infraestruturas, estabelecimentos comerciais e residências, aumentando, segundo o ritmo de reconstrução, a pressão sobre os preços", indicou o Tesouro.

Os analistas do Ministério destacaram que a economia neozelandesa "se encontrava mais fraca do que o previsto", portanto, nem todo o mal deve ser atribuído ao terremoto de 22 de fevereiro passado, que registrou até o momento 166 mortos.

A cidade de Chrischurch --segunda maior do país, com 400 mil habitantes-- tem sido atingida diariamente por várias réplicas do terremoto, o que dificulta as tarefas de reconstrução das estruturas destruídas ou danificadas, como o prédio do canal de televisão "CTV" e a catedral.

Na última terça-feira, a Nova Zelândia parou por dois minutos em memória das vítimas, com bandeiras a meio mastro e igrejas lotadas.

As equipes de resgate descartaram a possibilidade de encontrar sobreviventes passados tantos dias desde o tremor.

O primeiro-ministro do país, John Key, comprometeu-se a criar uma comissão de investigação para esclarecer por que tantos edifícios desabaram como castelos de cartas em uma área propensa à atividade sísmica como Christchurch, que há seis meses sofreu um tremor de magnitude 7,1.

"Temos que dar respostas ao povo e aprender lições com esta experiência. Talvez seja uma ação natural, mas devemos isso ao povo", indicou o líder neozelandês. EFE Folha Online

Armadilhas midiáticas

Mair Pena Neto


O comportamento da grande imprensa, embora se saiba muito bem onde ela queira chegar, beira a esquizofrenia para observadores desatentos no que tange ao ajuste fiscal que vem sendo promovido pelo governo para desaquecer a economia e reduzir pressões inflacionárias.
O corte de R$ 50 bilhões no orçamento é elogiado como medida responsável para conter os gastos públicos, cujo aumento é sempre atribuído a Lula como exemplo de má gestão e interesse eleitoral. Além de fechar os olhos à política anticíclica que tirou o Brasil da crise justamente pela não retração do investimento governamental, a mídia aproveita para tentar criar a dicotomia Lula-Dilma, uma das estratégias adotadas para empurrá-la ao encontro dos interesses do mercado. São dois coelhos com uma só cajadada.
Mas se elogia o corte, a imprensa o explora. Se ele atinge, mesmo que transversalmente, um programa social de grande alcance, como o Minha Casa, Minha Vida, é isso que vai para as manchetes para tentar indispor governo e população. Ou seja, a governante eleita para manter os compromissos de Lula estaria abandonando os que lhe deram o voto ao cortar os subsídios do maior programa habitacional do país. Mesmo que no dia seguinte, os leitores sejam esclarecidos que o programa ficará intacto, compensado pelos restos a pagar do ano anterior, que superam o valor do corte.
É uma estratégia de morde e assopra disfarçada sob uma suposta preocupação com o crescimento sustentado do país. O corte é bom, mas o aporte ao BNDES para financiar investimentos das empresas nacionais e manter o setor produtivo funcionando é um contra-senso. O aperto é bem-vindo, mas o reajuste do Bolsa Família é sinal de frouxidão.
O que a mídia pretende definir é a orientação econômica do governo para o lado que ela defende. Onde já se viu reajustar o Bolsa Família num momento de medidas restritivas? Não há surpresa no comportamento midiático. Ele sempre foi assim e tentou envolver o ex-presidente na mesma armadilha. Os jornais estão repletos de artigos cobrando da presidente que cumpra a agenda dos mercados financeiros, que perdeu espaço com o fim da hegemonia neoliberal.
As notícias devem ser ruins para manter o governo contra a parede. Mas a realidade está longe de ser desastrosa. O crescimento de 2010, a ser anunciado, será de 7,5%, a arrecadação dos dois primeiros meses de 2011 foi altíssima, um crescimento anual de 5% está plenamente ao alcance das possibilidades do país. O que resta é a inflação, mas nenhum economista de boa fé, e não apenas de olho nos ganhos decorrentes dos aumentos da taxa de juros, é capaz de afirmar que ela irá superar o teto da meta.
Enfim, a leitura dos jornais exige, como sempre, um olhar atento e crítico. E o governo não pode se deixar envolver por uma agenda ortodoxa mesmo em momentos de contenção de crescimento. Direto da Redação

Greve durante o Mundial dará prejuízo à União

O Brasil terá de assumir, no lugar da Fifa, o pagamento de eventuais indenizações por danos decorrentes de greve, distúrbios trabalhistas, sabotagens ou até de atentados terroristas durante a Copa.

A responsabilidade financeira nesses casos ficará com a União, de acordo com o artigo 29 da medida provisória sob análise no Ministério do Esporte.

Inspirada em outros países que já sediaram o Mundial, a lei prevê indenizações também nas hipóteses de guerra, invasões, rebelião, revolução e golpes de Estado.

E obriga a União a dar garantias ou a contratar um seguro privado para a cobertura de riscos nos eventos do torneio.

Segundo a proposta, o governo brasileiro se compromete a responder por danos que causar à Fifa, ou a pessoas a ela ligadas, durante os jogos. Os valores das indenizações não estão discriminados.

Por determinação da Fifa, a versão sob análise proíbe o uso indevido que qualquer símbolo oficial da Copa-2014, salvo quando autorizado pela organização ou em ilustrações de artigos jornalísticos.

Também está vetado o chamado "marketing de emboscada". É proibido, portanto, expor faixas nas quais constem nomes de empresas ou produtos nas áreas restritas aos patrocinadores oficiais do evento. A prática é comum nos estádios brasileiros.

A punição para quem descumprir essa e outras determinações, segundo a medida provisória sob análise, é de detenção de três meses a um ano ou multa. Folha Online

Punições da Fifa já ameaçaram outros países-sedes

Como tem acontecido no Brasil, é praxe a Fifa fazer ao governo do país-sede do Mundial recomendações que culminam com a criação de uma Lei Geral da Copa.

Pouco tempo antes do início da Copa da África do Sul, no ano passado, greves em setores como construção civil e transportes ameaçaram a realização do evento.

O protesto dos trabalhadores, que paralisou obras em estádios da Copa, reivindicava melhores salários em um momento em que muito dinheiro público era aplicado na organização do Mundial.

A Folha apurou que o governo da África do Sul usou as punições impostas pela Fifa como argumento para negociar com os sindicatos.

Disse aos rebeldes que teria de pagar à Fifa indenizações muito caras, caso os protestos durassem até o período de disputa da Copa.

A intenção do governo da África do Sul era sensibilizar os grevistas. O discurso era que, se os trabalhadores continuassem protestando, o dinheiro que poderia ir para eles em um reajuste salarial seria destinado à Fifa.

E que, se o governo não precisasse gastar com pagamentos desnecessários à Fifa, poderia negociar um aumento para a classe operária.

A reportagem apurou que, no ano passado, a Fifa não precisou aplicar multas ao governo sul-africano por não cumprir os acordos previstos para que o país recebesse a Copa do Mundo. Folha Online

Governo pode reduzir exclusividade das TVs na Copa-14

Embora tenha que ceder às inúmeras exigências da Fifa para que o Brasil possa abrigar a Copa-2014, o governo federal tenta abrir uma brecha para flexibilizar o monopólio da organização sobre os direitos de transmissão das imagens do Mundial.

A Folha teve acesso ao texto do Ministério do Esporte para uma medida provisória que regula ações do Mundial, chamada Lei Geral da Copa.

O maior impasse é convencer a Fifa a aceitar um artigo que permite às emissoras de TV que não compraram os direitos de transmissão veicular 30 segundos de eventos relacionados à Copa e 3% do tempo de cada partida.

A Lei Geral da Copa será enviada ao Congresso assim que esse ponto for resolvido. Na prática, a brecha reduz a exclusividade da distribuição de imagens dos jogos e eventos ligados ao torneio.

Pela proposta, essas emissoras poderiam usar o chamado "flagrante de imagem", cenas dos jogos destinadas a programas de exclusivo cunho jornalístico. Essa regra, segundo o texto defendido pelo governo, só valeria para empresas brasileiras.

Os lances seriam capturados e disponibilizados pela própria Fifa até duas horas depois das partidas.

A Folha apurou que o Comitê Organizador Local é contra essa flexibilização. A razão segue a lógica comercial: quem paga pelos direitos de transmissão deve ser o único dono das imagens.

A Globo, tradicional parceira da CBF, já comprou os direitos de 2014, mas ainda não negociou com outras emissoras o sublicenciamento --permissão para transmitir os jogos por meio de autorização da dona dos direitos.

A reportagem apurou que a Band deve fechar parceria, como ocorre no Brasileiro.

A proposta do governo de flexibilizar a transmissão da Copa coincide com a batalha entre Globo e Record pela exclusividade do Brasileiro.

A estratégia da Record é usar as transmissões esportivas para fazer frente ao poder da Globo. Além da disputa pelo Nacional, a emissora já comprou os direitos de Londres-2012 e monta uma tropa de choque no Congresso para ter espaço na Copa-2014.

A disposição do governo de tornar menos rígida a regra de transmissão é mais tolerante que em outras Copas.

Segundo executivos da Record, em outras edições, a empresa só podia passar os gols do evento --e em um período de 24 horas a partir do momento da entrega da fita.

A medida é comemorada pelas emissoras que não transmitirão as partidas.

Segundo a medida provisória, a liberação de imagens na Copa não será mais feita pela Globo, como ocorreu antes. A Fifa será responsável por, em até duas horas após os jogos, disponibilizar, no mínimo, seis minutos de conteúdo para que as retransmissoras possam usá-los nos limites de tempo previstos. Folha Online

luishipolito@outlook.com

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