sábado, 23 de abril de 2011

Domingo deve ser de chuva na maior parte do país

O dia deve ser de chuva na maior parte do país neste domingo, de acordo com previsão do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Deve chover nas regiões sul e leste do Estado de São Paulo, além de Paraná, sul do Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso. Chove ainda nas regiões Norte e Nordeste do país.

Nas demais áreas de São Paulo, assim como no oeste de Goiás, no sul do Piauí e no sertão nordestino, as chuvas devem ser mais fracas e isoladas. 

Em Santa Catarina, o dia deve ser nublado, com chuva isolada.

Nas demais áreas do país o sol aparecerá entre poucas nuvens.

As temperaturas estarão baixas no período da manhã e pode gear em parte do Rio Grande do Sul. FOLHA

Mostra de cinema homenageia escritora Lygia Fagundes Telles

Vai se dar no cinema, refúgio predileto de seus dois leitores mais importantes, a comemoração dos 88 anos de Lygia Fagundes Telles.

Viúva de Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977), criador das bases críticas do cinema brasileiro, e mãe do cineasta e videoartista Goffredo Telles Neto, morto em 2006, aos 52 anos, a escritora sempre teve, pelos filmes, um delicado afeto.

"Meu marido e meu filho eram apaixonados pelo cinema. Ver filmes e discuti-los era uma forma de estar junto deles", diz, voltando-se para as fotos que forram a estante da sala de seu apartamento, nos Jardins, em São Paulo.

"Ali é o Paulo, com o Pongatti no colo, e aquele é meu filho, em Paris", descreve. Pongatti era o gato do casal. Dividia a casa com Pongatta. "O gato é um ser amoroso, mas distante. Ele não gosta de intimidade. É um animal aristocrático", diz, como se lesse um de seus textos.

Às vésperas de completar 88 anos, a autora de livros como "Ciranda de Pedra" e "As Meninas" apega-se às memórias com saudade, claro, mas também com humor. Durante esta entrevista, não foram poucos os momentos em que gargalhou.

Ao ter a beleza elogiada pelo fotógrafo da Folha, provocou: "Ah, nesta idade a gente tem que se arrumar direitinho, se concentrar na pose porque, caso contrário, assusta as criancinhas".

Antes de ir embora, o fotógrafo recebeu um cálice de vinho do Porto, que a escritora faz questão de oferecer a todas as visitas, e um exemplar de "A Disciplina do Amor": "É pra ler, hein, Eduardo [Knapp]? Não é pra dar pro vizinho".

A despeito da aparência impecável, Telles, há um ano, quebrou o fêmur e tem dificuldades de locomoção.

VOCAÇÃO PARA A VIDA

Essa é uma das razões que a faz ir pouco ao cinema. "As cadeiras são muito baixas; eu fico mal sentada. E não posso levar esta cadeira anatômica para o cinema, né?".

O afastamento da sala escura é compensado com os filmes na TV e os DVDs. Agora, por exemplo, está encantada com uma retrospectiva de filmes mudos que está passando na TV Cultura.

"Aparece o Charles Chaplin compondo seu personagem definitivo", conta. 

"Morri de rir neste sábado com ele, faxineiro de um banco, indo abrir o cofre, como se fosse fazer um assalto, e saindo de lá com vassoura e balde".

E assim será a homenagem que receberá da Cinemateca. A mostra traz filmes inspirados em sua obra, além de títulos que escolheu.

Nessa segunda lista, há clássicos como "O Atalante", de Jean Vigo, "O Bandido da Luz Vermelha", de Rogério Sganzerla, "O Último Tango em Paris", de Bernardo Bertolucci, "Morte em Veneza", de Luchino Visconti, e "A Doce Vida", de Federico Fellini.

Dentre os filmes saídos de sua escrita, serão projetados "As Meninas", de Emiliano Ribeiro, e "As Três Mortes de Solano", de Roberto Santos.

Perguntada sobre as adaptações prediletas, ela revira os olhos verdes como se dissesse "ai, ai, ai". "É difícil dizer, é difícil... Não gosto de chatear os outros", diz Telles, que deixou impresso, em um de seus contos, que "na vocação para a vida está incluído o amor".


LYGIA FAGUNDES TELLES

ONDE Cinemateca Brasileira (lgo. Senador Raul Cardoso, 207, 0/xx/ 11/3512-6111)
QUANDO de 26 de abril (terça) a 15 de maio
QUANTO R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia-entrada)
PROGRAMAÇÃO COMPLETA www.cinemateca.gov.br | FOLHA

Boi invade hotel e assusta hóspedes em Florianópolis

Um boi invadiu um hotel na praia dos Ingleses, em Florianópolis (SC), e assustou hóspedes e funcionários, na manhã desta sexta-feira.

Segundo funcionários, era por volta das 11h quando o animal, muito assustado, entrou pelo estacionamento, passou por um local destinado a funcionários e acabou trancado em um espaço do hotel, antes de conseguir acesso à área interna.

Durante a confusão, alguns hóspedes, que estavam saindo, correram para dentro do hotel. Ninguém se feriu.

Há suspeita que o animal estivesse fugindo da chamada farra do boi. No entanto, de acordo com funcionários do hotel Lexus, ele não era seguido quando entrou no estabelecimento.

Na quinta-feira, um boi entrou em outro hotel, na mesma praia. Na ocasião, pessoas disseram ter visto um grupo correndo atrás do animal, que fugiu após invadir o Holiday.

Levada ao litoral de Santa Catarina pelos açorianos há 200 anos, a farra do boi foi proibida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 1997. Na farra, um grupo tenta, com paus, chicotes e objetos cortantes, vencer o boi. FOLHA

Tubulação estoura no Rio e água atinge dez casas

Uma tubulação da Cedae (Companhia de Águas e Esgotos do Rio) estourou no início da manhã deste sábado e a água atingiu cerca de dez casas em Tomás Coelho, na zona norte do Rio.

Segundo a empresa, o acidente aconteceu após o rompimento de uma adutora, que deixou vazar 9 milhões de litros de água. A parte danificada da tubulação foi retirada e as causas do acidente serão investigadas.

De acordo com a Cedae, máquinas e 20 funcionários trabalham no local desde o início da manhã para restabelecer o serviço. A companhia recomendou aos moradores que economizem água. A previsão é de que o serviço só esteja totalmente restabelecido na segunda-feira.

Alguns moradores tiveram prejuízos com a água que invadiu as casas e, segundo a companhia, está sendo feito um levantamento para que ocorra o ressarcimento. FOLHA

O povão e a rejeição às mudanças


Francisco Viana
De São Paulo

Não tenho dúvidas de que no futuro Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, não merecerá dos historiadores mais do que uma nota de pé de página. Todos os que ignoram o povo seguem a mesma trilha. Portanto, não estou fazendo um exercício metafísico de futurologia, mas registrando uma tendência facilmente constatável. Se havia dúvidas quanto a este destino inexorável, estas foram dissipadas pela forma com que Fernando Henrique tratou o chamado "povão" - palavra horrível e politicamente incorretíssima pois o que existe é o cidadão ou o povo, no sentido amplo - em artigo publicado pela revista Interesse Nacional.
Como se trata de uma nota de pé de página na história, não merece continuar os comentários. O que precisa ser discutido é outra coisa: há no Brasil uma tendência da direita tentar parecer esquerda ou progressista. Isto vem desde os tempos da ditadura quando múltiplos personagens, inclusive Antonio Carlos Magalhães, notório sustentáculo dos militares, se colocaram contra o regime e a favor da democratização. Na realidade, compreenderam mal o Brasil. Ou, o que é mais correto, tentaram dar uma nova aparência à velha essência conservadora. Autoritária, mesmo. Tentaram agir como os antigos pitagóricos. Ambicionavam um mundo ordenado por eles, um governo de eleitos, os ditos sábios ou mais preparados, distantes do povo, aquilo que vulgarmente se chama de povão.
Pensavam num governo hierarquizado. Com claro distanciamento aristocrático da sociedade, imaginavam que se sairiam muito bem. Tudo ficaria em seus lugares, como números e dali não sairiam. Estátuas sociais imóveis. A conformação (provisória) dessa hipótese veio de duas formas: a primeira, com a eleição de Collor, a segunda com a destituição deste da presidência. Parecia ir tudo muito bem, quando Lula se elegeu e mostrou, claramente, que o governo dos "aristóis", os aristocratas, tinha fôlego curto. E realmente teve. Prevaleceu uma alternativa muito mais real, muito mais em movimento, muito mais testada pela prática e não por uma visão de teoria. O ordenamento matemático do mundo não deu certo. Prevaleceu o processo de multiplicidade de ações e visões de mundo.
Por isso, paira a questão: que democracia iremos ter? Que democracia desejamos construir? Uma democracia que inclua amplas massas? Tudo indica que sim. A sociedade está em conflito com as empresas, com o Estado, com a visão tradicional da política. A sociedade quer participar de verdade. E, nesse sentido, abre espaços. Portanto, a sociedade diz não ao governo pitágorico - aqueles filósofos antigos que viam a matemática, isto é o ordenamento, como a ciência primeira e inquestionável - sempre trouxe prejuízos, e imensuráveis, ao país. A grande massa a ser incluída é consequência dessa autêntica catástrofe. Foi a forma trágica que a sociedade encontrou para contestar o cientificismo social da direita.
A exclusão da esquerda do processo político foi, por outro lado, uma dessas consequências. Dramática, coberta de sangue, um sangue que a direita não limpará jamais e que a nova direita tenta esquecer, fazer de conta que não existe ou não existiu. Muitos tucanos sempre se declararam de esquerda, mas quando a realidade impôs que tirassem ou mantivessem as máscaras, penderam para a direita, defendo uma democracia não participativa. Viraram as costas às mudanças, às reformas. O próprio tucano busca afirmar que derrotou Lula duas vezes. Na realidade, a questão é outra: por duas vezes venceu a ilusão, mercadejada amplamente, na disputa com a realidade. E a realidade é o que se afirma hoje: a participação da sociedade.
Claro, é uma participação ainda incipiente. Fosse diferente, não teríamos uma autêntica guerra contra os governos e as empresas privadas para fazer prevalecer direitos, para organizar as relações entre a infra-estrutura e a super-estrutura social (ou seja, o fazer novo, democrático, e uma concepção antiga do fazer). A realidade é que o cidadão - o dito povão, porque povão para os "aristóis" são todos, incluindo as classes médias - ainda se encontra bastante desprotegido e sem meios para ocupar o seu lugar.
A justiça é lenta, cara e de difícil acesso, por exemplo. Se discute e se muda quase nada a economia política, a infra-estrutura é precária e ainda vivemos muito em função do consumo. Em resumo, uma vida ainda medíocre - no sentido original do termo de mediana, de baixa qualidade. Mas, há liberdade e não há esse sentido vulgar do governo dos eleitos, como se a sociedade fosse uma matemática, com seus números, sua cientificidade organizacional e suas hierarquias, começando dos melhores, os mais sofisticados, para os mais simples. Como se existisse o UM, todo poderoso, a determinar regras, princípios, atitudes, enfim, o que fazer e o que não fazer.
Esse tipo de postura é pura nota de pé de página na história. Puro quase nada, sem nenhum demérito para as notas de pé de páginas que acrescentam informações, diferentemente das notas de pé de página política que traduzem a carência de virtù, ou seja, a incapacidade para mudar o destino. Portanto, é preciso olhar de muito perto o discurso tucano e ver, por exemplo, que a crítica à inflação é uma crítica meramente retórica. Não mobiliza a sociedade, mantém a sociedade distante dos acontecimentos, tal como imaginava Dom Pedro I. Não é uma atitude democrática, mas uma atitude aristocrática. Pitagórica na essência, sem novidade na história brasileira. Uma repetição de um Brasil imóvel, contra um Brasil que se recria e se revela móvel, determinado a se superar e criar uma grande democracia social.
Francisco Viana é jornalista, mestre em filosofia política pela PUC-SP, consultor de empresas e autor do livro Hermes, a divina arte da comunicação. É diretor da Consultoria Hermes Comunicação estratégica (e-mail: viana@hermescomunicacao.com.br) TERRA MAGAZINE

Polícia diz que pai é suspeito de matar família inteira na França

A polícia francesa disse que está procurando um homem de 50 anos, depois que os corpos da sua mulher e crianças foram exumados de uma cova encontrada na casa onde moravam, no noroeste da cidade de Nantes.

O procurador-geral de Nantes, Xavier Ronsin, disse na sexta-feira que os investigadores suspeitam que Xavier Dupont esteja envolvido nas mortes --e também que esteja envolvido no desaparecimento de uma mulher no sudoeste da região de Var.

Dupont foi visto pela última vez na região no dia 15 de abril, a centenas de quilômetros da casa da família, na qual os corpos das quatro crianças com idades entre 13 e 21 anos foram encontrados, além do corpo da mulher, de 49 anos.

A família estava desaparecida desde o começo de abril.

INVESTIGAÇÕES

Hoje, um dos carros da família, um Citroen C5, foi encontrado no estacionamento de um hotel em Roquebrune-sur-Agens, no departamento de Var (sudeste da França), no outro extremo do país, onde a família viveu antes de se instalar em Nantes.

As investigações se orientaram para essa região depois de ter sido registrado um saque de 30 euros em um caixa automático do local, no dia 14 de abril, disse uma fonte policial.

Segundo o procurador de Nantes, Xavier Ronsin, na noite de 12 de abril o homem em questão jantou sozinho e dormiu em um albergue em Pontet, departamento de Vaucluse (sudeste).

"No dia 15 de abril, Xavier Dupont de Ligonnès "deixou sozinho o quarto e largou o veículo nas proximidades, sem tocar nele desde então", disse o procurador.

Segundo Xavier Ronsin, os investigadores descobriram que a passagem de Ligonnès pela região coincide com "a data do desaparecimento de uma mulher" do departamento de Var, Colette Deromme.

VIZINHO

Um vizinho da família, Fabrice, disse à France Presse que, há 15 dias, viu Xavier de Ligonnès colocando "enormes sacolas no carro", um "C5". Disse também ter visto a mulher, Agnès, mãe dos quatro filhos, pela última vez no domingo, 4 de abril.

Ele afirmou que, dias depois, os dois cães da raça labrador da casa "latiram durante toda a noite, e depois, houve um silêncio absoluto".

Longe de pensar em um ataque de loucura, os policiais parecem inclinar-se para uma cena preparada minuciosamente: o contrato de aluguel da casa foi rescindido. Os amigos e a direção da escola dos filhos foram advertidos por carta que a família se mudaria para o exterior.

Os policiais também elaboram um estudo de personalidade do pai para tentar determinar alguns elementos que ainda estão confusos.

Segundo o procurador, Xavier Dupont de Ligonnès estava frequentemente ausente de casa por motivos profissionais.

De cabelos castanhos, cortados bem rente, rosto redondo e óculos de metal, o homem procurado teria sido gerente de uma pequena empresa perto de Pornic, nas imediações de Nantes, segundo a polícia judiciária.

Outras informações dizem que ele trabalhava com turismo ou hotelaria. FOLHA

Mulher agride atleta de futebol americano e alega autodefesa

Wide receiver da equipe do Miami Dolphins, que disputa a liga profissional de futebol americano, Brandon Marshall foi internado na noite de sexta-feira depois de ser esfaqueado pela sua mulher.

O atleta foi atingido no estômago e foi hospitalizado em uma unidade de tratamento intensivo. 

Ele não corre risco de morte. Marshall deve ficar entre duas e três semanas se recuperando.

"Tempos difíceis para Marshall e sua família. Felizmente ele terá uma completa recuperação. 

Pedimos apenas que sua privacidade seja respeitada", disse o agente do jogador, em nota.

Atleta do Miami Dolphins desde 2010, Marshall chegou a se envolver em algumas confusões na época em que atuava no Denver Broncos.

Detida, Michi Nogami-Marshall disse aos policiais que apenas estava se defendendo do marido.

Os dois estão casados desde julho de 2010 depois de dois anos de namoro. LANCEPRESS/FOLHA

Conheça os convidados do casamento real; 1900 estão na lista

A estrela pop Elton John e o jogador britânico David Beckham são alguns dos convidados para o casamento do príncipe William e Kate Middleton em 29 de abril em Londres, segundo a lista divulgada pela monarquia britânica neste sábado, que inclui 1900 nomes no total.

O compositor e cantor britânico Elton John, que cantou "Candle in the wind" no funeral da princesa Diana, a mãe de William, em 1997, estará acompanhado de seu marido David Furnish.

O mundo esportivo será representado pelo jogador de futebol britânico David Beckham, que defendeu junto ao príncipe William a candidatura da Inglaterra para abrigar a Copa do Mundo de 2018. Ele estará acompanhado de sua mulher, Victoria Beckham, grávida de seu quarto filho.

Também participarão do "casamento do século" o diretor de cinema Guy Ritchie, ex-marido da cantora Madonna, o ator Rowan Atkinson, mais conhecido como Mr. Bean, apresentados como "amigos próximos" dos noivos.

No casamento estarão todos os integrantes da família real britânica e 46 membros da realeza de países como Espanha, Grécia e Holanda. Também figuram entre os convidados, entre outros, o príncipe Albert de Mônaco e sua noiva, Charlene Wittstock, o sultão de Brunei e os reis da Noruega.

Diplomatas e membros do governo britânico também foram convidados. 

Além do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e sua mulher, Samantha, comparecerão à cerimônia o vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, e sua esposa Miriam; o ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague; o ministro da Economia, George Osborne; o titular da pasta de Justiça, Kenneth Clarke, e o presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow.

O famoso fotógrafo peruano Mario Testino, autor das fotografias oficiais do noivado do príncipe William e Kate Middleton, está entre os convidados que confirmaram presença.

O ex-técnico da equipe inglesa de rugby Clive Woodward e amigos de William de sua época no colégio secundário de Eton também estão entre os convidados do casamento, que desperta grande atenção da imprensa mundial.

Na Abadia de Westminster, que é formada por duas igrejas, a família real britânica e a de Kate Middleton poderão ver de perto a cerimônia, enquanto os demais convidados - especialmente os que estiverem nos últimos assentos --poderão assistí-la através de telões instalados no templo, segundo a Casa Real britânica.

Veja alguns dos destaques:

MEMBROS DE OUTRAS FAMÍLIAS REAIS:

Príncipe e princesa de Astúrias (Espanha)
Príncipe do Bahrein
Príncipe Philippe e princesa Mathilde da Bélgica
O sultão de Brunei e Raja Isteri Pengiran Anak Hajah Saleha
Rei Simeon 2º e a Rainha Margarita da Bulgária
A Rainha Margareth, da Dinamarca
O Rei Constantine e a Rainha Anne-Marie, de Hellenes
O príncipe Pavlos e a princesa Marie-Chantal da Grécia e o príncipe Constantine da Grécia
O xeque Ahmad Hmoud Al Sabah, do Kuait
O rei e a rainha da Noruega
A rainha da Espanha
O rei de Tonga

CELEBRIDADES:

David e Victoria Beckham
Elton John e seu parceiro, David Furnish
O comediante Rowan Atkinson (o Mr. Bean)
O cineasta Guy Ricthie
A cantora Joss Stone

POLÍTICOS E DIPLOMATAS:

O premiê britânico David Cameron
O vice-premiê britânico Nick Clegg
O líder do Partido Trabalhista britânico Ed Miliband
O embaixador americano no Reino Unido, Louis Susman
O embaixador alemão no Reino Unido, Georg Boomgaarden | FOLHA

Energia cara tira indústrias do Brasil

BRASÍLIA - O alto custo da energia elétrica, a invasão de produtos chineses e os incentivos tributários concedidos por outros países estão deixando o Brasil em segundo plano na rota de investimentos de empresas multinacionais.
Estudo feito pelo Estado, com fontes do mercado, mostra que fábricas de setores eletrointensivos - em que o custo da energia é um dos principais componentes no preço final do produto, como alumínio, siderurgia, petroquímico e papel e celulose - estão fechando unidades no País ou migrando para outros locais por causa da perda de competitividade no mercado brasileiro.
Nesse contexto, enquadram-se pelo menos sete companhias. A Rio Tinto Alcan está em negociações "avançadas" para instalar a maior fábrica de alumínio do mundo no Paraguai, com investimentos entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4 bilhões para produzir 674 mil toneladas de alumínio por ano. A Braskem vai inaugurar unidade de soda cáustica no México e faz prospecção em outros países, como Peru e Estados Unidos.
A Stora Enso, que abrirá em breve fábrica de celulose no Uruguai, admite que, apesar de a produtividade brasileira ser o dobro, essa vantagem é "desperdiçada" pela incidência de impostos. No caso da produção de papel, o preço do produto fabricado no Paraná é mais alto que os similares feitos no exterior.
A siderúrgica Gerdau Usiba, na região metropolitana de Salvador (BA), esteve paralisada por causa do alto custo da energia. A Valesul Alumínio, em Santa Cruz (RJ), também ficou fechada pelo mesmo motivo.
Nesse setor, aliás, a situação é crítica. A Novelis fechou fábrica em Aratu (BA) e, segundo fontes, pode migrar para o Paraguai. A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do Grupo Votorantim, está prestes a abrir filial em Trinidad e Tobago.
Importação. Nesse segmento, a avalanche de produtos chineses é outra ameaça. A importação de alumínio chinês, que até 2009 ficou num patamar de 17 mil toneladas, saltou para 77 mil toneladas em 2010, que é o nível mínimo projetado para 2011, de acordo com Eduardo Spalding, coordenador da Comissão de Energia da Associação Brasileira do Alumínio (Abal). "A China, daqui a dez anos, vai ter produção de alumínio igual à do resto do mundo todo somado", adverte.
Outro agravante, segundo ele, é a importação de produtos acabados, sem possibilidade de agregar valor à mercadoria no País. Nesse ritmo, avalia Spalding, o Brasil passará da condição de exportador para importador de alumínio em 2012.
"No Brasil, se nada for feito, o risco é de o setor sumir. Temos vários exemplos de países em que a indústria do alumínio fechou em dois anos. Há mais de 25 anos, nenhuma nova fábrica se instala no Brasil. O que tivemos foi expansão das já existentes e, mesmo assim, parou tudo", diz Spalding. ESTADÃO

Dívida dos ricos chega a 61% do PIB global

RIO - A dívida de um punhado de países ricos aumentou em US$ 16 trilhões (mais que o PIB americano) desde 2007, e atinge hoje US$ 42 trilhões, ou 61% do PIB global, representando uma das principais ameaças à recuperação da economia mundial.
Esse endividamento pesa hoje sobre Estados Unidos, países da zona do euro, Reino Unido e Japão, justamente a parte mais rica do mundo, que por séculos foi o motor e a vanguarda da expansão da prosperidade humana. Em 2007, antes da crise econômica global, a dívida dos países ricos era de US$ 26 trilhões, e correspondia a 47% do PIB global.
Nesta semana, os mercados globais entraram em estado de choque com a notícia de que a famosa agência de rating (classificação de risco de crédito) Standard & Poor’s havia colocado a nota dos Estados Unidos em "perspectiva negativa". A decisão da S&P não significa que os EUA já foram rebaixados, mas sim que existe uma chance em três de que isto venha a ocorrer em dois anos. Essa simples possibilidade, porém, já é suficiente para mexer com um dos mais importantes pilares do sistema financeiro global.
Desde que a agência iniciou a classificação do crédito do governo americano, há cerca de 70 anos, o rating sempre foi AAA, o máximo possível. Considerada como risco zero, ou pelo menos risco mínimo, a dívida americana sempre foi vista como o piso a partir do qual o risco de todos os outros créditos é medido. Assim, a chance de que a qualidade de crédito dos EUA venha a deixar de ser o parâmetro para avaliar os demais riscos embaralha as perspectivas da economia global num momento que já é particularmente confuso.
O problema americano é que, com a crise global de 2008 e 2009 - e os grandes déficits públicos que foram usados como alavanca para relançar a economia -, a dívida pública explodiu.
Segundo os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida bruta do governo americano saltou de 62% do PIB em 2007 para projetados 99,5% em 2011 (e deve chegar a 112% em 2016). Hoje, a dívida está entre US$ 14 trilhões e US$ 15 trilhões.
Três anos. Este ano, os EUA devem completar seu terceiro ano consecutivo com déficit público acima de 10% do PIB, o que colocou a dívida pública em trajetória explosiva. As autoridades econômicas americanas foram extremamente permissivas em termos de expansão fiscal e monetária depois da crise global, pelo medo de que qualquer tentativa de austeridade (que contém a demanda) jogasse o país num atoleiro deflacionário como o que o Japão experimenta desde o estouro da sua bolha no fim da década de 80.
Agora, porém, com uma tímida e intermitente recuperação em curso, os americanos começam a pensar em botar ordem na casa de novo, o que precipitou mais um áspero round de conflito político entre os democratas do presidente Barack Obama e a oposição republicana. "O compromisso (entre os partidos) é a única alternativa ao suicídio econômico, portanto ele virá: a única pergunta é: depois de quanta deterioração?" - resume para o Estado o economista Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia em Berkeley.
Tanto os democratas quanto os republicanos apresentaram planos de reduzir o déficit público em aproximadamente US$ 4 trilhões ao longo de uma década, o que o faria cair na média em aproximadamente 3,5 pontos porcentuais do PIB, segundo análise do investidor Gavyn Davies, colunista do Financial Times.
Isto, por sua vez, estabilizaria a dívida bruta em 110% do PIB em 2016, quando uma redução muito gradual se iniciaria. A dificuldade, porém, é que democratas querem que o ajuste fiscal seja baseado em aumentos de impostos para os ricos, enquanto os republicanos preferem economizar em programas de saúde e outras despesas públicas.
Muitos analistas notam que o impasse político nos Estados Unidos corre o risco de prolongar-se até as eleições presidenciais de 2012, o que só tornaria factível o início de um ajuste fiscal para valer em 2013. O recente discurso em que Obama lançou as bases do seu plano de redução do déficit criou a chance de algum acordo a curto prazo com os republicanos, mas, partir daí para fechar um plano comum de ajuste fiscal de longo prazo pode ser bem mais complicado.
"Os republicanos têm todo o interesse político em não dar uma vitória para o Obama, e veem uma chance grande de colocar o presidente contra a parede", diz Edward Amadeo, economista da Gávea Investimentos.
Sustentável. Se o sistema político americano não se acertar para colocar a trajetória da dívida pública do país em trajetória sustentável, a economia global pode ser jogada numa fase turbulenta, e de contornos muito difíceis de se prever. A reação típica dos investidores a uma nação com problemas muito graves de dívida é a fuga de capitais, que faz a moeda do país despencar de valor, e obriga o banco central a subir os juros, para tornar os ativos nacionais atraentes.
Os EUA, porém, não são um país típico, mas sim a potência hegemônica. E, até agora, não há sinais de que qualquer fuga de capitais esteja na iminência de acontecer. É verdade que o dólar vem caindo em relação às principais moedas do mundo, mas isto se deve basicamente à maciça injeção de US$ 600 bilhões que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) vem fazendo desde o final do ano passado. A enxurrada de dólares se espalha pelo mundo e ajuda a aumentar o valor relativo não só de outras moedas, mas também das commodities e do ouro.
No front dos juros, outro termômetro para se avaliar o risco de fuga de capitais, não há até agora nenhum sinal de perda de confiança global no crédito americano. No dia do anúncio do rating americano pela S&P, as bolsas despencaram, mas os juros americanos ficaram praticamente imóveis, e tiveram até uma queda muito ligeira.
"Os investidores estão preocupados com 2013, não com hoje, e foi também sobre 2013 que a S&P falou - estamos a dois anos da crise, em outras palavras", nota Einchengreen.
De qualquer forma, China e Japão detêm juntos pouco mais de US$ 2 trilhões em títulos da dívida pública americana, e os chineses, em particular, vêm manifestando crescente preocupação com a irresponsabilidade fiscal dos EUA. Alguns analistas observam que os mercados reagem de forma descontínua e brusca. Assim, a histórica confiança que garante a solidez secular das fontes de financiamento da dívida americana poderia se dissolver num momento de pânico, se subitamente China, Japão e todos os países que detêm títulos do país corressem juntos para a porta de saída.
Esse cenário de armagedon financeiro ainda está mais no campo da ficção científica do que nas projeções econômicas. Por outro lado, o simples fato de que a S&P lembrou ao mundo que mesmo a potência hegemônica pode se tornar caloteira foi suficiente para jogar um novo elemento de tensão na economia global, que tem tudo para permanecer presente nos próximos anos. ESTADÃO

Fabricante não quer celular tido como produto essencial

No que parece uma grande ironia, a indústria não quer que o celular seja definido como aparelho de uso essencial.

A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) entrou na Justiça contra a nota técnica 62/2010 do Ministério da Justiça, que reafirma a definição do celular como produto essencial, como diz o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor.

Na prática, isso significa que os fornecedores precisam fazer a troca imediata dos produtos com defeito ou ressarcir os consumidores.

Em outubro, a Abinee conseguiu efeito suspensivo para a nota. Mas o Ministério da Justiça vai recorrer.

Enquanto a pendência não chega ao final, as unidades do Procon nos Estados têm mantido a aplicação da diretriz do Ministério, por entender que a interpretação já está prevista no Código de Defesa do Consumidor.

O promotor de Justiça de Defesa do Consumidor Rodrigo Terra, do Ministério Público do Rio de Janeiro, concorda. Segundo ele, a ideia do telefone como item essencial visa proteger o usuário da estratégia das empresas de dificultar o acesso do cliente à Justiça --"quando varejo, operadora e fabricante ficam transferindo a responsabilidade pelo atendimento e pelo serviço pós-venda". FOLHA

Cinco mulheres são encontradas degoladas em Acapulco, no México

Cinco mulheres foram encontradas brutalmente assassinadas num resort mexicano no balneário de Acapulco na manhã deste sábado num salão de beleza, disse a polícia local.

Policiais foram ao salão de beleza, localizado no centro de Acapulco, onde "estavam três pessoas do sexo feminino, degoladas", informaram as autoridades em sua página na Internet.

As vítimas, duas de 30 e uma de 14 anos, estavam com os pés e mãos atados, duas estavam completamente nuas e apenas uma vestia calças curtas.

Pouco depois, a polícia encontrou os corpos de mais duas mulheres, também com as gargantas cortadas, na rua. A mídia local disse que ambas as vítimas trabalhavam no salão de beleza.

O motivo dos assassinatos foi esclarecido até o momento.

O homicídio triplo ocorre quando Acapulco, um dos principais centros turísticos do México, registra em torno de 90% de ocupação hoteleira por conta do feriado da Semana Santa.

O turismo para Acapulco não caiu nesses dias de feriado, apesar de o porto ter sido cenário durante 2011 de diversos atos de violência que as autoridades atribuem a disputas entre grupos do crime organizado. FOLHA

Morre aos 81 anos Norio Ohga, desenvolvedor do CD na Sony


A empresa Sony anunciou neste sábado (23) a morte aos 81 anos de Norio Ohga, conselheiro e ex-presidente da corporação. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos, de acordo com nota publicada no site da Sony.
Ohga foi um dos desenvolvedores do CD na empresa. Durante a criação do CD, foi Ohga que investiu no formato de 12 centímetros, o que fez com que o equipamento tivesse capacidade suficiente para 75 minutos de gravação sem interrupções, de acordo com a empresa.
Esse trabalho resultou nas especificações do CD que segue em uso até hoje. A Sony comercializou o primeiro CD em 1982. Cinco anos depois o formato já era mais vendido que o LP no Japão. Segundo a Sony, os esforços de Ohga para estabelecer o CD contribuíram para os subseqüentes formatos, como MD, CD-Rom e DVD.
O atual presidente da Sony, Howard Stringer, comentou a morte de Ohga no site da empresa. “Quando entrei na Sony em 1997, Ohga era CEO. Seus numerosos sucessos eram conhecidos dentro e fora da Sony. Acompanhar sua liderança foi uma honra e continuei a aproveitá-la e a me beneficiar nos anos que se seguiram. Ao redefinir a Sony a uma companhia que abarcava o hardware e o software, Ohga fez sucesso onde outras empresas japonesas falharam. Não é exagero atribuir a evolução da Sony de produtos de áudio e vídeo para música, filmes e jogos, e sua subsequente transformação a uma líder global na área de entretenimento à visão de Ohga. Ofereço minhas profundas condolências pela sua morte e rezo para que eles descanse em paz”, disse. G1

Cinco quilos de cocaína pura foram apreendidos em ônibus na Bahia


Cinco quilos de cocaína pura foram apreendidas neste sábado (23), em um ônibus na BR-116, próximo ao município de Vitória da Conquista, no sudoeste do Estado.
A droga estava em um ônibus que vinha de São Paulo com destino a Crato, no Ceará. Os cinco quilos de cocaína pura foram encontrados dentro de uma bolsa. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a cocaína, misturada a outros produtos, renderia até 15 quilos da droga.
Além da cocaína foram apreendidas também, uma pequena quantidade de maconha e haxixe. Esta é a quarta apreensão de drogas no município de Vitória da Conquista este ano de 2011.
De acordo com a PRF, os passageiros foram encaminhados para a delegacia. Depois de serem ouvidos pela polícia, os passageiros seguiram viagem. O dono da droga ainda não foi identificado. TV BAHIA/G1

Criança morre após ser baleada pelo pai no Triângulo Mineiro, diz PM


Um homem de 36 anos matou a filha, de cinco, e baleou a ex-mulher e uma amiga dela na noite desta sexta-feira (22) em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Segundo a Polícia Militar, após o atentado, o homem se matou.
A PM suspeita que o crime tenha motivação passional. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o homem era agente penitenciário há cinco anos. Após o dia de trabalho, ele teria ido à casa da ex-mulher.
No local, segundo a PM, a ex-companheira teria se trancado no banheiro. Mesmo com a porta fechada, o criminoso atirou varias vezes e atingiu a mulher.
A amiga dela teria tentado fugir com a menina, mas as duas também foram baleadas. A garota de cinco anos, que era filha do casal, e as duas mulheres foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Escola em Uberaba.
De acordo com a assessoria de imprensa da unidade de saúde, a garota chegou a ser atendida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A ex-mulher do agente passou por cirurgia e o estado de saúde dela é estável. Já a amiga dela está em estado grave, ela foi ferida no rosto e no tórax.
O corpo do suspeito, de acordo com a PM, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal. Segundo a Seds, ele trabalhava em um presídio de Uberaba. G1

Quase metade da Amazônia no país é área de preservação

Quase metade da Amazônia brasileira pertence hoje à categoria de área protegida por lei contra a devastação, embora essas reservas ainda sofram com gestão precária e com a falta de pessoal para monitorá-las.

Essa dicotomia entre copo meio cheio e meio vazio talvez seja a principal mensagem de um dos mais abrangentes relatórios sobre as áreas protegidas amazônicas, que acaba de ser publicado pelo ISA (Instituto Socioambiental) e pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).

Somando terras indígenas e os dois principais tipos de unidades de conservação (as de proteção integral, cujo nome já diz tudo, e as de uso sustentável, nas quais é possível a extração controlada de madeira, por exemplo), 43,9% do território amazônico está protegido.

É pouco mais do que um quarto de todas as terras do Brasil. E, no caso de alguns Estados, a proporção é ainda mais expressiva: Amapá, Roraima, Pará e Amazonas possuem mais da metade de seu território nessa categoria.

A inclusão das terras indígenas na conta faz um bocado de sentido, embora os povos que habitam tradicionalmente essas áreas tenham o direito de caçar e pescar nelas, por exemplo.

Vários levantamentos apontam que formalizar a posse de certas áreas por seus habitantes nativos é uma excelente maneira de evitar o desmatamento nelas.

E, de fato, a taxa de desmate de 1998 a 2009 é a menor nas terras indígenas: cerca de 1,5% da área.

Em unidades de conservação integral, como parques nacionais, esse número no mesmo período foi de 2,1%. Terras indígenas e unidades de conservação contribuem de modo quase parelho para o número total de áreas protegidas na Amazônia.

BOM NO PAPEL

Eis, aliás, outra conclusão clara do trabalho: a definição de uma região como área protegida tem um efeito relativamente fácil de medir sobre o avanço do desmatamento. Basta dizer que a perda de florestas nas áreas protegidas em uma década, cerca de 12 mil km2, foi semelhante ao que se desmatou na Amazônia toda em apenas um ano, o de 2008 ± que na verdade foi um dos menos devastadores do período.

É claro que é necessário fazer algumas ressalvas a isso.

Certas áreas protegidas são criadas em locais remotos, onde há pouca pressão da fronteira agrícola, por exemplo. Mesmo assim, trata-se de um fenômeno conhecido e esperado, o dos ªpaper parksº (parques de papel).

A ideia é que a simples canetada criando uma reserva já é capaz de dissuadir, em parte, a ação de desmatadores ilegais.

Mas são mesmo parques de papel? Em muitos casos sim, indica a pesquisa.

Veja-se o caso das unidades de conservação. Nelas, a média de funcionários alocados é de uma pessoa para cada 1.871 km² de Amazônia ±ou mais do que todo o município de São Paulo para um único sujeito monitorar.

Do mesmo modo, hoje só há um plano de manejo aprovado oficialmente para metade dessas unidades de conservação.

É o plano de manejo que vai definir como as unidades vão funcionar, e é especialmente importante nas de uso sustentável, pois determina quantas árvores de que idade podem ser cortadas, quais frutos podem ser coletados, entre outras formas de usar a floresta sem destruí-la.

O relatório foi coordenado por Adalberto Veríssimo e Mariana Vedoveto, do Imazon, e por Alicia Rolla e Silvia de Melo Futada, do ISA. FOLHA

luishipolito@outlook.com

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