segunda-feira, 25 de abril de 2011

Brasil, um país de poucos

Há anos não viajava para o destino escolhido no feriado que passou, no litoral norte de São Paulo.

A paisagem é totalmente outra em relação à última vez: novas lojas, muitas com ar condicionado, supermercados grandes e modernos e muita, muita gente.

Há muito tempo também não pegava uma estrada, dirigindo, no Brasil.

O tráfego está horrível. Quando podem, os carros voam. Os motoristas são mal educados e absurdamente imprudentes. Quanto maior e mais potente o veículo, maior também a audácia.

A ascensão da classe C no Brasil vem expondo no cotidiano das cidades e de locais antes tranquilos a saturação. E a tremenda falta de senso do coletivo que existe no Brasil.

Os que ultrapassam nas faixas contínuas a 150 km por hora, que param seus carros em qualquer lugar sem se importar com o ir e vir dos demais ou que abrem porta-malas para despejar músicas altas são a face mais visível dessa doença, bem brasileira.

O que se vê é a apropriação privada de locais públicos. Seja por famílias porcalhonas na praia e motoristas que trafegam impunes pelos acostamentos nas rodovias à evidente ocupação ilegal, pela antiga e nova classes média e C, de encostas e áreas de preservação.

É o mesmo fenômeno que entope o trânsito nas cidades. Falta infraestrutura, assim como falta educação e civilidade no Brasil emergente.

Há algumas décadas, os ricos e bem de vida optaram por se fechar em condomínios. Esperavam fugir da violência, da pobreza e do "povão", que pouco os incomodava nas férias ou feriados, imobilizados pela falta de recursos.

A classe dominante, endinheirada mas não necessariamente civilizada, também desfrutava de mais exclusividade. Podia se esbaldar com seus jet skis, voar em carros por estradas mais vazias e construir como quisesse à beira mar.

O quadro mudou. Hoje, há cada vez mais brasileiros competindo por aeroportos, estradas, praias, pousadas, restaurantes.

É ótimo que seja assim, e que se cobre mais infraestrutura a partir de nossos impostos.

Mas, nesse novo contexto, a classe emergente só replica o comportamento da antiga minoria.

É cada um por si. Nisso o Brasil não mudou.
Fernando Canzian
Fernando Canzian é repórter especial da Folha. Foi secretário de Redação, editor de Brasil e do Painel e correspondente em Washington e Nova York. Ganhou um Prêmio Esso em 2006 e é autor do livro "Desastre Global - Um ano na pior crise desde 1929". Escreve às segundas-feiras na Folha.com. FOLHA

Dez milhões ainda precisam entregar declaração do IR 2011

A Receita Federal contabilizou 13,64 milhões de declarações entregues do Imposto de Renda 2011 até as 11h desta segunda-feira. A poucos dias do encerramento do prazo, o número representa pouco mais da metade das 24 milhões de declarações estimadas para este ano.

Somente no feriado da Semana Santa, um montante de 1,326 milhão de contribuintes entregou a declaração do imposto de renda.


O prazo para remeter a declaração, sem pagamento de multa, encerra às 23h59 (hora de Brasília) de sexta-feira, para os contribuintes que utilizarem os programas baixados da internet. Para quem preferir entregar as declarações por meio de disquete, vale o horário de atividade das agências bancárias.

Como acontece desde 1996, o prazo de entrega não será prorrogado pela Receita Federal. Para os contribuintes que perderem o prazo, haverá pagamento de multa mínima de R$ 165,74 ou, no máximo, de 20% do imposto devido.

Embora os computadores da Receita tenham capacidade para receber cerca de 4 milhões de declarações diárias, não está descartado um possível congestionamento na internet --especialmente no final da tarde e no início da noite do dia 29--, se muitos contribuintes deixarem para declarar no último dia.

No ano passado, 2,78 milhões de contribuintes entregaram a declaração do IR no último dia, também uma sexta-feira. FOLHA

Partido da pirataria ganha força na Europa e cresce no Brasil

A sueca Amelia Andersdotter, 23, é uma pirata. Seu mapa do tesouro é baixar arquivos na internet e defender politicamente a prática. Um saque, dizem artistas contrários aos downloads ilegais.

Em junho, Amelia deve se transformar na deputada caçula do Parlamento Europeu, pelo Partido Pirata sueco. Com 235 mil votos, ganhou uma das duas vagas suplementares da Suécia.

A legenda propõe atirar ao mar o atual modelo de direitos autorais. Também apoia a privacidade na rede -não quer governo nem empresas a fuçar dados de usuários.

Um de seus objetivos é derrubar iniciativas como a lei francesa Hadopi, que permite desconectar, multar e até prender quem baixar arquivos ilegalmente na rede.

"Todos nós queremos exercer um tipo de participação política", diz Amelia.

Criado há cinco anos, o Partido Pirata está em 26 países. Por aqui, a bússola corsária orientou o caminho de Jhessica Reia, 22.

Ela é membro do Partido Pirata BR, de 2007. A ideia é virar uma sigla para valer.

Para financiar o grupo, Jhessica vende camisetas. O próximo passo é criar um site para pedir doações à causa.

"Tem campanha do governo que liga pirataria ao crime organizado", reclama. O site do grupo oferece outra visão: "Crianças gostam de piratas, adultos os comparam a sanguinários. Mas pirata é livre".

DEBATE

Segundo o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Henrique Neves, se quiser virar partido de verdade, a sigla dos piratas precisa de nova regulação dos direitos autorais. Não vale burlar a lei e baixar arquivos ilegalmente.

Para o Ecad, órgão que cobra pelas execuções públicas das músicas, o artista perderá se a nau corsária vingar.

Em 2010, 87 mil músicos dividiram R$ 346 milhões, diz o gerente-executivo do Ecad Mario Sérgio Campos. "A liberação total prejudicaria mais de 300 mil artistas".

Produtor de "Tropa de Elite" 1 e 2, Marcos Prado acredita que, se a pirataria fosse legalizada, "provavelmente o cinema fecharia" com a evasão de investidores.

Independente, o músico China abre sua obra na web. Mesmo assim, ele questiona: "Se você é cantor, beleza, ganha dinheiro com show. E quem é só compositor? O padeiro libera pão de graça, e a padaria dele fecha, não?" FOLHA

Filhos que odeiam os pais desabafam sobre relações desastrosas

Aos 16 anos, Isabel* decidiu se afastar da própria mãe. A relação entre ambas, que já vinha sendo áspera, havia chegado a um extremo.

O irmão mais novo da garota flagrou a mãe transando com um amigo de escola. A briga causada pelo encontro envolveu toda a casa e foi apartada pela polícia.

Foi mais um episódio na convivência familiar conflituosa. "Eu sempre me frustrei, ela não tinha postura de mãe", afirma Isabel, 21, que passou meses afastada.

"Tive de me acostumar a não ter a melhor mãe do mundo. Ou a nem ao menos ter uma boa mãe", conta.

A história da garota é a variação sobre um tema comum a outros jovens ouvidos pelo Folhateen: a má relação com os pais que vai além das brigas para sair à noite ou ter aumento na mesada.

"Antes eu não tivesse conhecido meu pai. Assim eu ainda poderia sentir amor por ele", diz Ferdinando*, 16. "Hoje eu sinto apenas raiva".

O rapaz conheceu o pai aos oito anos. "Ele só dá atenção aos meus irmãos. A mim, nada", afirma. "Liguei no aniversário dele. Estou esperando há dois meses ele retornar a minha ligação".


Alguns relatos envolvem violência ou negligência, mas há disputas que vêm de má convivência e, às vezes, de intolerância mútua.


Além da relação ruim com a mãe, Augusto*, 20, também não se dá com o padrasto. E não cede: "Já desisti. Tentei, tentei, mas não consigo conviver com eles".

A disputa, no caso de Fábia*, 20, chegou à Justiça. A garota pediu a um juiz que obrigasse o pai a pagar a faculdade. Foi atendida.

Aos 11, ela já havia prestado queixa contra ele, no processo de separação dos pais.
"Ele era violento. Nunca fiz nada, sempre quis saber por que ele me tratava mal. Hoje, se o encontro na rua, não o cumprimento".

Crescer brigado também gera dúvidas. Lúcio*, 17, que não fala com o pai há três anos, diz sentir falta dele.

"Penso em retomar o contato, mas tenho medo de dar com a cara na porta", diz.

Tadeu*, 18, que voltou a falar com o pai após anos de brigas diárias, sugere paciência. 

"Demora para mudar esse hábito. Mas vimos que não brigávamos porque gostávamos de discutir, e sim porque éramos diferentes".

DELEGACIA

Um caso de briga entre mãe e filho é o da ex-modelo Cristina Mortágua e Alexandre, 16, nascido da relação com o ex-jogador Edmundo.

Em fevereiro, o garoto foi à polícia reclamar de maus-tratos. Cristina apareceu por lá, avançou nele diante das câmeras e, mais tarde, reclamou para a imprensa que o filho é gay e drogado. Hoje, Alexandre mora com a avó.

"Estava no auge do desgaste psicológico", disse Cristina. "Não dormia com medo de ele fugir de casa".

Ela credita parte das brigas a uma vontade "muito triste" de Alexandre querer ser famoso. Mas assume, também, parte da responsabilidade.

"A ausência da mãe em casa, para trabalhar, faz querer compensar com bens materiais, e a distância vai ficando maior. Não há tempo para vigiar. Cometi esses erros". FOLHA

*Nomes fictícios

Filme de canal pago traz menino metade humano metade dragão

Imagine ser metade humano e metade dragão? Pois essa é a vida de Duncan, personagem do filme "Firebreather - O Lança Fogo", que estreia no canal pago Cartoon Network em 28 de maio, às 11h.

Duncan tem 16 anos, mas não é nada parecido com um garoto comum. Ele é laranja e adora comer carvão. Seu pai é um monstro de cem metros de altura, mas sua mãe é uma dona de casa bem normal.

Ser diferente também traz várias vantagens para a vida de Duncan. Ele tem superpoderes e tenta salvar o mundo com eles. E ainda tem que enfrentar o começo em uma escola nova.

Para quem perder a exibição, o canal passa o filme novamente em 29 de maio. FOLHA

Ex-vocalista do Destiny's Child diz que foi vítima de racismo

A ex-vocalista do Destiny's Child Farrah Franklin, 29, diz que foi maltratada e vítima de discriminação racial ao ser presa no sábado passado (23).

Franklin foi presa por perturbação da ordem pública e liberada logo em seguida.

"Infelizmente, fui a vítima mais recente de uma lista que vemos crescer nos últimos tempos: daqueles que são fichados por discriminação racial e maltratados pela polícia. Fui maltratada pelos oficiais que me prenderam", acusou a cantora ao site TMZ.

A polícia rebateu as acusações e afirmou que simplesmente agiu após uma reclamação, feita por um cidadão, de que Franklin estava perturbando a ordem pública.

"Fiquei realmente triste depois de tudo. Não tinha nenhuma passagem pela polícia antes de sábado. E no sábado não fui presa, fui detida", disse.

Segundo ela, "não havia policiais femininas durante a detenção e me pediram para tirar minha blusa". FOLHA

Jô entrevista estilista Pierre Cardin nesta segunda-feira

O apresentador Jô Soares recebe nesta segunda-feira em seu programa, na Globo, o estilista Pierre Cardin.

O estilista veio ao Brasil para inaugurar a exposição em sua homenagem "Pierre Cardin - Criando Moda Revolucionando Costumes", que começa no próximo dia 28 e termina no dia 29 de maio, em São Paulo.

O "Programa do Jô" vai ao ar à 0h40. FOLHA

Ator Ryan Phillippe diz que não vai mais atuar

O ator Ryan Phillippe disse que não vai mais atuar, segundo a coluna de celebridades "Page Six", do jornal "The New York Post".

"Eu acho que não vou mais investir na minha carreira de ator. Eu sou tão introvertido. Eu já estou pronto para ir para trás das câmeras. Eu tenho 36, mas tenho feito isso por 20 anos", disse o ator ao jornal.

Philippe também reclamou da vida em Los Angeles, por causa dos paparazzi e disse que vai se mudar para Nova York.

"É tão difícil sair em Los Angeles. Eu vou viver uma parte do ano em Nova York". FOLHA

Morre pai da atriz Christine Fernandes

O pai da atriz Christine Fernandes, Antônio Fernandes, morreu no último sábado depois de passar dois anos com leucemia.

A morte de Fernandes foi mencionada no Twitter pela atriz nesta segunda-feira.

"Sofri a poda da perda. Crescerei, florescerei e frutificarei de novo, mas não agora. Muito Obrigada por todas as manifestações de carinho", disse Christine.

A atriz, 43, que fazia parte da equipe do "Saia Justa", do canal GNT, deixou o programa em março para ficar com o pai. FOLHA

Ex-cantora do grupo Destiny's Child é presa nos EUA

A ex-cantora do grupo Destiny's Child, Farrah Franklin, 29, foi presa no último sábado por perturbação da ordem pública, segundo o site TMZ.

O site disse ainda que a prisão acorreu quase às 6h45 e que a situação envolvia bebida alcoólica.

Franklin foi solta no mesmo dia, depois de pagar US$ 100 de fiança.

A cantora fez parte do grupo ao lado de Beyoncé entre 1999 e 2000. FOLHA

Em comunicado, Itália aceita bombardear alvos militares na Líbia

A Itália concordou em realizar bombardeios aéreos contra "alvos específicos" na Líbia, segundo um comunicado emitido nesta segunda-feira pelo governo.

A nota informa que o primeiro-ministro Silvio Berlusconi manteve uma conversa, por telefone, com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante a qual foi discutida a situação na Líbia.

"Durante a conversa, o presidente Berlusconi informou o presidente Obama que a Itália decidiu responder positivamente ao apelo lançado aos aliados pela Otan na reunião do Conselho Atlântico de 14 de abril passado, em Berlim", diz o texto.

De acordo com o comunicado, a decisão foi tomada após "contatos sucessivos" com as autoridades do país e "para aumentar a eficácia da missão" da Otan na Líbia.

"A Itália decidiu aumentar a flexibilidade operativa dos próprios veículos, com ações miradas contra objetivos militares específicos e selecionados no território líbio, na intenção de contribuir para proteger a população civil líbia", destaca o informe.

"As ações descritas estão em absoluta coerência com o que foi autorizado pelo Parlamento, e sobre o que já foi estabelecido no âmbito da ONU e da Otan", garante o texto.

Em declarações à Ansa, o ministro italiano da Defesa, Ignacio La Russa, afirmou que "não serão bombardeios indiscriminados, mas sim, missões com mísseis de precisão, contra objetivos específicos".

Segundo ele, a finalidade deste tipo de ação é "evitar riscos" da população ser atingida pelas tropas do ditador Muammar Gaddafi.

O comunicado do governo também informa que Berlusconi entrará em contato, em breve, com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e com o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, para falar sobre a decisão da Itália. ANSA/FOLHA

Papa diz que é preciso manter ações de combate à pedofilia

O papa Bento 16 voltou a abordar a questão da pedofilia nesta segunda-feira na sua residência de Castel Gandolfo, ao destacar a importância de continuar a luta contra a violência contra crianças.

O pontífice disse, no final da oração Regina Coeli, que substitui o Ângelus no período pascal, que é necessário manter e encorajar as ações contra a pedofilia e a favor das "crianças vítimas da violência, da exploração e da indiferença".

Ele realizou "uma saudação espacial aos representantes da Associação Meter, promotora [na Itália] do Dia Nacional para as Crianças vítimas da violência".

"Encorajo-os a manter a sua obra de prevenção e de sensibilização das consciências ao lado das várias agências educacionais", expressou.

"Penso particularmente nas paróquias, nos oratórios e nas outras realidades eclesiásticas que se dedicam com generosidade à formação das novas gerações", concluiu Joseph Ratzinger.

O fundador da Meter, o bispo Fortunato Di Noto, agradeceu a saudação de Bento 16, destacando que "o papa é um amigo da Meter, um 'materino' ad honorem [honrado] por tudo aquilo que fez e faz pela defesa da infância".

O líder máximo da Igreja Católica está em Castel Gandolfo, a residência papal de férias, a 30 quilômetros de Roma, e deve retornar ao Vaticano no dia 31 de abril para a vigília da cerimônia de beatificação de João Paulo 2º, que acontece em 1º de maio. ANSA/FOLHA

No Haiti, presidente eleito pede doações de haitianos no exterior

O presidente eleito do Haiti, Michel Martelly, pediu nesta segunda-feira aos haitianos radicados no exterior que ajudem na recuperação do país após o terremoto de 2010, enviando contribuições para um fundo educacional.

Mais de 4 milhões de haitianos vivem no exterior, cerca de metade dos quais na América do Norte. Eles enviam anualmente um total de US$ 1,8 bilhão para o país, o que representa quase um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) local.

"Precisamos levar os seus talentos de volta para o Haiti. Precisamos levar suas qualificações e experiência de volta para o Haiti. O fato é que não podemos mudar o nosso país sem o seu apoio", disse Martelly em Miami, onde se reuniu com membros da diáspora.

O presidente, músico popular conhecido como "Sweet Mickey" e sem experiência administrativa, venceu o segundo turno da eleição presidencial, em 20 de março, e deve tomar posse em 14 de maio.

Ele disse a jornalistas que pretende criar um fundo voltado para a educação primária, taxando as remessas financeiras para obter US$ 50 milhões por ano. Gastos telefônicos também teriam uma parte destinada ao fundo. Detalhes dessa proposta ainda não foram definidos.

O Haiti, que já era o país mais pobre das Américas, foi devastado por um terremoto no ano passado, que matou até 300 mil pessoas, inclusive muitos professores, e destruiu dezenas de escolas. REUTERS/FOLHA

Magnata empata nas pesquisas eleitorais e vira sensação nos EUA

"Estou em virtual empate e nem comecei a fazer campanha", disse recentemente um excitado Donald Trump sobre as chances de se tornar o candidato republicano à Presidência dos EUA em 2012.

O magnata do ramo imobiliário e apresentador do programa de TV "O Aprendiz" empatou com o ex-pré-candidato republicano Mike Huckabee na última pesquisa Gallup para o partido, divulgada ontem, com 16% de preferência cada.

Não foi a primeira vez. Ele ficou em primeiro em pesquisa da Public Policy Polling e também empatou com Huckabee em outro levantamento, da CNN, do dia 12.

Trump, é claro, sequer anunciou se vai concorrer. Ao contrário: vem fazendo do mistério um trunfo de relações públicas, alimentando a especulação para se manter nos holofotes.

Essa atenção midiática é largamente responsabilizada pela alta nas pesquisas, além da falta de entusiasmo pelos outros republicanos.

Com seu estilo de vida espalhafatoso, o bilionário está longe de ser unanimidade. Wall Street, por exemplo, não confia muito nele.

Mas "The Donald", como é conhecido, tem uma vantagem enorme --seu nome é amplamente conhecido.

E ele apela para temores comuns dos americanos. Critica a suposta manipulação da moeda chinesa, diz que forçaria os países produtores de petróleo a baixar preços e ameaça até obliterar piratas somalis. "Se eu fosse presidente, esse país seria respeitado de novo", afirma.

CONSERVADORES


Ele está tentando agora melhorar sua imagem entre socialmente conservadores, a quem desagrada por dois divórcios, pouca religiosidade e apreço a festas.

Para mudar isso, abraçou os "birthers", que defendem que Barack Obama não nasceu nos EUA --e portanto seria inelegível para a Presidência--, e mudou de ideia quanto ao aborto --agora é contra. Ainda se opõe a controle de armas e aumento de impostos.


Mas a visão dos analistas é que sua candidatura não deve vingar, dado o alto índice de rejeição.

E, se chegar a se candidatar, pode acabar ajudando os adversários. O contraste daria solidez a Mitt Romney, e Trump pode energizar democratas "que acham sua campanha uma palhaçada", segundo o analista Alexander Keyssar, da Universidade Harvard.

Trump está hoje atrás de Obama nas pesquisas para 2012 por cerca de 15 pontos. FOLHA

Análise: Crise na Síria tem implicações profundas para Oriente Médio

Há décadas a Síria tem sido um dos países mais estáveis do Oriente Médio.

Em fevereiro de 1982, um levante de muçulmanos sunitas na cidade de Hama foi violentamente reprimido pelo pai do atual presidente, Hafez al Assad. Há variações nas estimativas, mas acredita-se que milhares teriam sido mortos.

A atual onda de protestos contra o governo do presidente Bashar al-Assad começou em março e se alastrou por várias cidades do país.

Desta vez, o número de mortos estaria na casa das centenas e muitos mais estariam feridos --é difícil ter confirmação dessas estimativas--, mas o regime continua mostrando a mesma tendência de reprimir oponentes com violência.

A Síria é um mosaico complexo de comunidades e talvez o presidente Assad acredite que possa usar essas divisões para se manter no poder.

Sua família e aliados têm o controle sobre as forças de segurança e o Exército, portanto, há poucas chances de uma repetição do modelo egípcio, onde os militares se voltaram contra o regime.

Os acontecimentos no país estão sendo observados com atenção e inquietude, tanto no Oriente Médio quanto no resto do mundo.

A situação da Síria é de grande relevância para a região. Em comparação com ela, a Líbia, por exemplo, se torna um país periférico.

Os sírios fazem parte de uma aliança que reúne o Irã, os militantes do Hizbollah no Líbano, o Hamas na faixa de Gaza e outros grupos radicais palestinos opostos à paz com Israel.

Se a Síria mergulhar no caos, esta aliança pode se enfraquecer, mas o impacto mais grave poderá ser sentido no vizinho Líbano.

Uma verdadeira colcha de retalhos que agrega comunidades diversas, o Líbano, ao contrário da Síria, tem uma história marcado por instabilidade política.

ISRAEL OBSERVA

Uma Síria forte representa um elemento estabilizador no Líbano. O caos em um poderia levar ao caos no outro.

Israel também observa com preocupação os acontecimentos no país vizinho. A Síria tem sido um inimigo previsível. Até mesmo um governo sírio enfraquecido poderia trazer outros tipos de problema.

Há tempos, um grupo de militares e diplomatas israelenses vinha defendendo a ideia de que se fizesse um acordo de paz com a Síria, antes de qualquer acordo com os palestinos.

O grupo ressaltava a importância da estabilidade do regime em Damasco, argumentando que os líderes da Síria eram pessoas com quem era possível negociar. Também haveria maior probabilidade de que continuassem no poder para honrar acordos no futuro, argumentavam os militares e diplomatas.

Agora, em meio à incerteza que aflige tantos dos países árabes vizinhos de Israel, o lobby da "Síria primeiro" no país deve estar seriamente enfraquecido.

A impressão que se tem é de que a conjuntura geopolítica da região está sendo alterada sob o impacto da "Primavera Árabe".

Ainda é cedo, mas divisões na região, que um dia foram vantajosas para Israel - como, por exemplo, as divisões entre o Irã xiita e importantes Estados sunitas pró-ocidente, como o Egito - podem estar ficando menos pronunciadas.

PREOCUPAÇÃO DOS EUA

Washington também acompanha de perto as mudanças. O governo do presidente Obama vem, há tempos, considerando a possibilidade de tirar o líder sírio do isolamento. O objetivo de uma iniciativa como essa seria trazer Assad para o time dos ocidentais e incentivá-lo a se afastar do Irã.A Europa parece ter saído na frente, com a França na dianteira. Mas um novo embaixador americano chegou a Damasco em janeiro, o primeiro a ser enviado ao país desde 2005.

Seu antecessor foi retirado do posto após o assassinato do primeiro-ministro libanês Rafik Hariri. Washington suspeitava de que a Síria estaria envolvida no assassinato.

Os Estados Unidos condenaram a violência do governo sírio contra seus próprios cidadãos, mas parecem ter procurado, sem sucesso, formas eficientes de influenciar o governo de Assad.

O mapa político do Oriente Médio está mudando. Novas forças foram liberadas. Mas também há pressões na direção oposta. Por exemplo, por parte da Arábia Saudita, que parece determinada a cortar pela raiz os brotos da "Primavera Árabe" que ousam desabrochar na sua vizinhança.

Não está claro em que direção caminha o Oriente Médio. O otimismo gerado pelos acontecimentos na Tunísia e Egito está diminuindo.

Há tantas chances de que surjam novos tipos de autoritarismo como de que floresçam democracias.

O caso da Líbia representa um teste. Mas para a região como um todo, a Síria pode ser um exemplo muito mais importante. BBC BRASIL

Mãe com câncer apela para assassino revelar onde filho foi enterrado

A mãe de um menino assassinado em 1964 e cujo corpo nunca foi encontrado fez um apelo em vídeo para que o assassino revele onde ele está enterrado antes que ela morra de câncer.

No DVD, Winnie Johnson, 77, diz ao assassino confesso, Ian Brady, que foi diagnosticada com câncer de útero, que tem pouco tempo de vida e que precisa enterrar seu filho, Keith Bennett, morto aos 12 anos de idade.

Brady e sua namorada na época, Myra Hindley, receberam sentença de prisão perpétua em 1966 pela morte de três outras crianças. Mais de 20 anos depois, em 1987, Brady confessou também ter matado Keith e outra vítima, Pauline Reade, 16, em um caso que ficou famoso em todo o país.

O casal teria sequestrado o menino quando ele caminhava para a casa da avó. Keith teria então sofrido abuso sexual antes de ser morto e enterrado em colinas no Saddleworth Moor, no norte da Inglaterra.

Pouco tempo após a confissão, o assassino mostrou à polícia onde Pauline estava enterrada, mas nunca revelou a localização do corpo de Keith, fazendo com que a mãe do menino, Winnie Johnson, passasse décadas procurando por ele.

CARTAS

Enquanto Myra Hindley morreu na prisão, aos 60 anos, em 2002, Brady continua preso em um hospital de segurança máxima, já que teria problemas mentais.

Johnson mandou centenas de cartas ao assassino ao longo dos anos pedindo que ele revelasse onde Keith está enterrado.

Ela diz que o vídeo é mais uma tentativa de obter uma resposta, apesar de ela não ter muitas esperanças.

"Ele sabe onde Keith está, mas acho que ele gosta de ter essa pontinha de poder. Se eu achar Keith, ele não terá mais nada", disse ela ao jornal "The People".

A família e os amigos de Winnie Johnson estão pedindo doações através do website www.findingkeith.com para uma nova busca na região ainda este ano.

A polícia abandonou o caso em 2009 e diz que novas buscas só acontecerão se houver algum avanço tecnológico significativo ou se surgir alguma nova pista. BBC BRASIL

Irã diz ter sido alvo de novo ataque de vírus de computador

Uma autoridade do Irã disse nesta segunda-feira que o país voltou a ser alvo de um ataque de vírus de computador, dez meses após seu programa nuclear ter sido supostamente alvo de um ataque semelhante.

De acordo com a agência de notícias iraniana Mehr, Ghalam Reza Jalali, chefe de um órgão iraniano de defesa civil, disse que técnicos do país descobriram o "vírus espião", que está sendo chamado de Stars ("Estrelas", em tradução livre do inglês).

Jalali disse ser "difícil destruí-lo em seus estágios iniciais já que ele pode ser confundido com arquivos do governo", mas que o dano provocado por ele até agora foi pequeno.

"Felizmente nossos jovens cientistas descobriram o vírus, que está sendo estudado", disse ele. "Os testes com o vírus continuam, já que não temos ainda os resultados finais".

Ele disse que o vírus poderia ter causado grandes acidentes, na semana passada, possivelmente com vítimas fatais, já que ele permitiria a hackers assumir o controle de grandes sistemas, como usinas nucleares.

Jalali responsabilizou os Estados Unidos e Israel pelo ataque e disse que o assunto deve ser tratado pelo Ministério das Relações Exteriores "já que muitos países, como a Rússia, consideram qualquer forma de ciberataque uma declaração de guerra".

STUNXET

Em outubro do ano passado, cerca de três mil computadores iranianos foram atacados pelo vírus Stuxnet, inclusive na usina nuclear de Bushehr.

A complexidade do Stuxnet, programa que permite o acesso remoto ao computador infectado, sugere que ele deve ter sido criado por algum governo nacional, de acordo com alguns analistas.

Acredita-se que o vírus seja o primeiro especialmente criado para atacar infraestruturas reais, como usinas hidrelétricas e fábricas.

O Irã disse que o Stuxnet afetou algumas centrífugas (equipamento fundamental para a produção de combustível nuclear) na cidade de Natanz, mas o vírus teria sido neutralizado na ocasião.

"A ameaça não foi completamente removida porque estas viroses têm vida própria e podem reaparecer, continuando a atuar de forma diferente", disse Jalali.

O programa nuclear do país, que Teerã diz ter fins pacíficos, é alvo de críticas e sanções da ONU, dos EUA e de países da Europa, que acusam o regime persa de buscar a bomba atômica. BBC BRASIL

Mais de 30 mil participam de caça aos ovos de Páscoa na Casa Branca

Trinta mil pessoas participaram nesta segunda-feira da caça anual a ovos de Páscoa organizada todo ano nos jardins da Casa Branca, desta vez como forma de estimular a prática de exercícios físicos.

"Sou uma grande defensora dos exercícios, de fazer com que as pessoas se exercitem e se alimentem corretamente. E esta caça aos ovos reflete tudo isso", disse a primeira-dama Michelle Obama aos primeiros participantes das atividades.

Crianças e pais dos 50 Estados do país e admitidos por sorteio fizeram exercícios de ioga e participaram de corridas com obstáculos, entre outras atividades, em um imenso jardim coberto de grama na parte sul da residência presidencial, em pleno coração de Washington.

O presidente Barack Obama trocou seus habituais terno e gravata por uma calça de tecido e uma camisa quadriculada. Ele, sua esposa e suas filhas, Sasha e Malia, cumprimentaram a multidão em diversas ocasiões e posaram para fotos.

Os convidados --6.000 para cada duas horas-- podiam também jogar basquete, atividade patrocinada pela NBA, que teve a participação de jogadores dos famosos "Harlem Globetrotters".

A primeira festa de Páscoa da Presidência ocorreu em 1878, e foi organizada pelo presidente Rutherford Hayes. Desde então, é realizada todos os anos, com exceção dos feriados que ocorreram duante as duas guerras mundiais. FRANCE PRESS/FOLHA

Colunista do "New York Times" critica beatificação de João Paulo 2º

A colunista Maureen Dowd, do jornal norte-americano "The New York Times", afirmou nesta segunda-feira ser contrária à beatificação do papa João Paulo 2º.

"Como pode ser um santo se não protegeu as crianças inocentes?", questionou ela, em um texto publicado hoje pelo diário.

No passado, ao reunir-se com o então pontífice no Vaticano, a jornalista reconheceu o carisma e o papel dele na defesa da democracia.

Mas, segundo Dowd, "tanto era progressista sobre aqueles argumentos [democráticos], quanto era pesadamente retrógrado sobre os temas sociais".

Para Dowd, o pontífice, que ficou à frente da Igreja Católica entre 1978 e 2005, não tomou decisões para evitar possíveis crimes de pedofilia.

"Sem dúvida alguma, João Paulo 2º renunciou ao seu direito à beatificação quando não foi capaz de estabelecer um standard legal para afastar os pedófilos do sacerdócio", disse a jornalista.

A colunista ainda afirmou temer que o Vaticano torne-se Wall Street, "onde as sociedades dão aos administradores paraquedas dourados para compensá-los pelo estresse causado pelos ataques. A diferença é que o Vaticano oferece auréolas douradas".

A cerimônia de beatificação de João Paulo 2º está agendada para o próximo domingo, dia 1º de maio. Quem presidirá o ato será o atual papa, Bento 16.

A beatificação tornará João Paulo 2º beato e é a primeira fase para a canonização, quando é concedido o título de santo. ANSA/FOLHA

Mais de 50 mil poloneses vão a Roma para beatificação de João Paulo 2º

De avião, trem, carro, ônibus, mais de 50 mil poloneses se preparam para viajar a Roma para assistir, no domingo (1º), à cerimônia de beatificação do papa João Paulo 2º. Os funerais, em abril de 2005, de Karol Wojtyla, já venerado, então, como santo em seu país natal, atraíram a Roma cerca de meio milhão de poloneses.

Sua beatificação, em um tempo recorde de seis anos e um mês depois, desperta uma grande alegria na Polônia.

"Estamos preparados para organizar a partida de cerca de 5.000 pessoas, numa centena de ônibus e dois aviões. Até agora, tivemos 3.000 inscrições", informou Marcin Szklarski, presidente da companhia Orlando, especialista em peregrinações.

"Acho que haverá entre 50 mil e 60 mil poloneses em Roma por ocasião das cerimônias, entre eles 30.000 a 40.000 vão fazer reservas com as empresas de turismo", estima.

PREÇOS ALTOS

Szklarski acusa a imprensa de tentar desencorajar os peregrinos, falando de grandes multidões e de preços exorbitantes em Roma.

"Isto é parcialmente justificado, porque os hotéis romanos aumentaram seus preços e desencorajaram muitas pessoas", reconheceu.

No entanto, a oferta parece ser interessante: um deslocamento de cinco dias em Roma por cerca de 250 euros parece bem acessível a um polonês de classe média.

A crise econômica não está em causa, segundo Janusz Czapinski, professor de psicologia social da Universidade de Varsóvia. "Os poloneses têm, hoje, rendimento muito maior do que na época da morte de João Paulo 2º. A crise mundial apenas roçou a Polônia e nós, praticamente, não a sentimos", destacou ele.

No entanto, explica ele: "O paradigma cultural estabelecido na Polônia requer nossa presença na cerimônia de adeus, de morte, mas a tradição não diz o mesmo em relação a uma cerimônia de beatificação ou de canonização".

Assim, "se não houver uma grande afluência, isto não significa uma diminuição da autoridade de João Paulo 2º. Ela está intacta. João Paulo 2º permanece um ponto de referência para todos na Polônia", acrescentou ele.

POLÍTICOS E SINDICATOS

Para ir a Roma, o presidente Bronislaw Komorowski convidou para viajarem em seu avião seus dois predecessores: Aleksander Kwasniewski, um ex-comunista, e Lech Walesa, líder histórico do sindicato Solidariedade.

Milhares de sindicalistas vão se deslocar ao Vaticano por diferentes meios de transporte, entre eles um trem especial que levará 800 militantes das regiões de Varsóvia e de Katowice (sul).

"Quando o papa veio à Polônia pela primeira vez, em 1979, pudemos ver como éramos numerosos. As pessoas passaram a não mais ter medo do regime. O Solidariedade deve em grande parte sua existência à coragem tirada do pontificado de João Paulo 2º. Difícil imaginar que não estejamos lá, durante a beatificação", declarou Ewa Zydorek, membro da direção do sindicato.

O parlamento polonês alugou um avião especial para transportar os deputados de diferentes formações políticas, desejosos de participar das cerimônias.

Já os eleitos do partido conservador Direito e Justiça (PiS), de Jaroslaw Kaczynski, que boicota as instituições do país, vão se manifestar à parte: eles alugaram um trem especial que transportará a Roma 250 membros e simpatizantes deste partido de oposição.

"Mas, em Roma, estaremos todos juntos, no mesmo setor" da praça São Pedro, assegurou o porta-voz do PiS, Adam Hofman. FRANCE PRESS/FOLHA

Wikileaks divulga documentos secretos sobre abusos em prisão de Guantánamo

O site Wikileaks divulgou na noite de domingo uma série de documentos secretos do Pentágono que revelam que o governo dos Estados Unidos usou a prisão de Guantánamo ilegalmente para obter informação de seus reclusos, independentemente do fato de serem suspeitos ou não.

As milhares de páginas dos mais de 700 documentos do Pentágono divulgados revelam que ao menos 150 dos presos em Guantánamo eram afegãos e paquistaneses inocentes, incluindo motoristas, agricultores e cozinheiros, que foram detidos durante operações de inteligência em zonas de guerra.

Muitos destes permaneceram presos durante anos devido a confusões de identidade ou simplesmente por terem estado no lugar errado na hora errada.

De acordo com os documentos vazados, os EUA criaram na prisão de Guantánamo "um sistema policial e penal sem garantias no qual só importavam duas questões: quanta informação se obteria dos presos, embora fossem inocentes, e se podiam ser perigosos no futuro".

Os documentos revelam também que 130 dos 172 prisioneiros que deixaram a base de Guantánamo eram considerados "de alto risco" e uma suposta ameaça para os Estados Unidos e seus aliados.

No entanto, foram libertados sem terem sido reabilitados ou com a supervisão necessária.

Inclusive, um terço dos 600 detidos sob a presidência de George W. Bush, vários dos quais foram transferidos a países aliados, também eram catalogados como "de alto risco" antes de serem postos em liberdade ou entregues a outros governos.

O governo do presidente Barack Obama, que deixou sem um prazo definido sua promessa de fechar a prisão de Guantánamo, qualificou como infeliz a revelação dos documentos secretos e defendeu seus esforços e de seus antecessores por "atuar com cuidado extremo e diligência" na transferência de presos. FRANCE PRESS/FOLHA

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